Prazeres da Mesa

Depoimentos edição200

MANOEL DE OLIVEIRA

FÉRREO, GRAMADO, RS

A PDM proporcionou um dos momentos mais importantes da minha vida. Nossa história começou em 2015, quando tive meu primeiro contato com a revista, comprando a edição especial de 12 anos e, claro, depois virei assinante. Em 2018, fui convidado a dar uma aula no Mesa Ao Vivo RS – edição Gramado. Foi quando tive a oportunidade de conhecer os bastidores da publicação. Depois disso, mantive contato com a redação e fui convidado para o Mesa Ao Vivo São Paulo 2019, que me proporcionou uma das maiores alegrias da minha vida: pela primeira vez, meu pai foi me prestigiar cozinhando, sentado na primeira fila. Ter o meu pai ali, graças ao orgulho que causei ao ser projetado, não tem preço e ficará para sempre marcado em meu coração, como o maior presente e o maior prêmio que a revista poderia me dar.

LIA QUINDERÉ

SUCRÉ, FORTALEZA, CE

Decidi viver de cozinha em 2004. Naquela época, colecionava a PDM e esperava ansiosamente pela próxima edição. Acompanhava as receitas, muitas delas reproduzidas por mim, e ficava por dentro do que acontecia no mundo da gastronomia, sem nunca imaginar o que aquela revista me proporcionaria. Quase dez anos depois, em 2013, fui indicada, juntamente com quatro outros colegas, ao prêmio de Melhor Chef Pâtissière do Brasil, no Melhores do Ano de Prazeres da Mesa. Estar entre os indicados foi uma grande honra e já me considerava uma vencedora só por estar ali. Fui à festa de premiação apenas para prestigiar a revista, em agradecimento pela indicação, sem imaginar que seria a eleita. Imensa foi a surpresa e a felicidade quando apareceu minha foto, no telão gigante atrás do palco, me anunciando como a vencedora. De lá para cá, houve muito crescimento, abertura de portas, de oportunidades. Devo dizer que serei eternamente grata pelo reconhecimento ao meu trabalho.

VIKO TANGODA

BANQUETEIRO

Perdi as contas de quantas vezes a PDM fez parte da minha história nesses quase 17 anos. Da primeira matéria de capa – uma edição de Dia das Mães, lembro-me bem, às entrevistas, premiações como Banqueteiro do Ano, aulas e eventos, sendo estes, os que mais me marcaram. Não só pelo pioneirismo no formato e nas discussões levantadas, mas especialmente pelos desafios profissionais que me foram lançados. Sem dúvida, importantes alavancas para o meu desenvolvimento, e o do mercado gastronômico como um todo. Tenho um carinho especial pelo projeto Mesa no Cinema. Poder sair do lugar-comum e levar a gastronomia para o escurinho da sala de projeção, indo além da pipoca e do amendoim, foi tão mágico quanto é a própria sétima arte. Foi, de certa forma, resgatar aquele Viko adolescente, que sonhava em ser ator, para fazer parte da produção, interpretando com aromas e sabores. Era como se uma parte do filme saísse da tela para ser servido na poltrona. Estávamos todos em Hollywood. Todos empenhados em aproximar, com primazia, essas duas artes tão ricas e essenciais.

SAULO JENNINGS

CASA DO SAULO, SANTARÉM, PA

Tenho 42 anos, nascido e criado em Santarém, no Pará, às margens do Rio Tapajós – modéstia à parte, o rio mais bonito do Brasil. Trabalhei 16 anos em multinacionais, em áreas comerciais, mas em 2007 resolvi chutar o balde e abandonar tudo. Em julho de 2009, transformei a varanda da minha casa em um pequeno restaurante, inspirado naqueles encontros de família e usando o pouco que aprendi com meu pai, na cozinha. No início de 2018, recebi a visita de algumas cozinheiras. Entre elas, estava minha amiga Angélica Vitali, que logo em seguida me levou a um evento em São Paulo. Ali, saiu me apresentando para vários chefs renomados nacionalmente e para o pessoal da PDM, revista até então muito distante da minha realidade. Junto de nós, estava a amiga Bel Coelho, que, no mesmo dia, me apresentou a outros colegas. Alguns meses depois, recebi uma ligação da Angélica gritando que eu tinha sido escolhido para concorrer entre os cinco melhores restaurantes da Região Norte, no prêmio Melhores do Ano PDM. A ficha não tinha caído, não entendi direito, fiquei perdido. No outro dia, comecei a receber ligações de vários colegas e clientes do Brasil todo me parabenizando e enviando o link para a votação. Pensei comigo: ‘Gente, o que está acontecendo?‘ ‘O que é isso?‘ Quando caiu a ficha, corri para me reunir com minha equipe e, com muita emoção, dizer a eles que independentemente da votação já seríamos vencedores só de estar entre os melhores. Fui para a festa com um terno emprestado do meu irmão e com muito orgulho no peito. E, para minha felicidade, ganhei o prêmio de Melhor Restaurante da Região Norte 2018. A emoção tomou conta de mim de

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