Adega

UMA GRANDE JORNADA

UM MENINO FRANZINO QUE, QUANDO adulto, provou seu valor, entre outros lugares, numa quadra de tênis. Durante os anos 1940 e 1950, José Roquette, o Nica, pai dos irmãos José, Jorge e João, foi um dos melhores jogadores de tênis de Portugal, disputando torneios internacionais. Anos depois, três de seus oito filhos – José, Jorge e João – é que levariam o nome da família para além dos limites das terras portuguesas, desta vez com vinho.

Muito desse sucesso deve-se ao trabalho feito no Brasil, que não foi por acaso. Após a Revolução dos Cravos, em Portugal, em 1974, os Roquette atravessaram o Atlântico e aqui viveram por cinco anos. Após esse período, João, o mais novo dos irmãos (hoje com 64 anos), decidiu ficar e constituir sua família na terra que os acolheu. Anos mais tarde, quando a vinícola de José, a Herdade do Esporão, visava ampliar sua distribuição, o desafio de criar uma importadora foi lançado.

Assim, João criou a Qualimpor em 1995. No início, além do vinho, sugeriu a José (com 84 anos) que produzisse também azeites. A fórmula deu resultado e, poucos anos depois, a empresa passou também a representar a Quinta do Crasto – de seu outro irmão, Jorge (com 83 anos). No entanto, o que poderia ter muito bem estagnado como um negócio familiar com duas grandes marcas, mostrou-se promissor e consolidou a empresa como um dos 25 maiores importadores de vinho do Brasil, e 3º maior importador de vinhos portugueses em 2019. Hoje, a Qualimpor não tem somente rótulos de parentes diretos em seu portfólio, mas abriu seu leque para outros nomes “familiares”. Em 2020, o resultado está ainda melhor e de janeiro a agosto a Qualimpor cresceu sua importação em 63% em volume e 44% em valor, subindo da 24ª para a 17ª posição entre os importadores brasileiros.

Crescimento constante

Os mais de 110 produtos importados contam com marcas como Taylor’s, Quinta do Ameal (hoje pertencente à Herdade do Esporão), Kaiken e Miguel Torres, além da Quinta dos Murças, braço do Esporão no Douro. “O percurso da Qualimpor e do Esporão tem sido de crescimento constante, o que é extraordinário num mercado com tanta volatilidade política, econômica e social como o Brasil. E isso se

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