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A Imortalidade
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E-book71 páginas56 minutos

A Imortalidade

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Sobre este e-book

Um dia ela descobre no seu Bairro uma casa que nunca vira antes. Presa da curiosidade entra e acaba por descobrir uma belíssima mulher, que foi feita cativa.

Quem é esta jovem mulher? Porque está ela ali? Quem a prendeu?

IdiomaPortuguês
Data de lançamento12 de set. de 2011
ISBN9781466178342
A Imortalidade
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Autor

Ágata Ramos Simões

Colaborou na tradução japonesa das obras “Todos os Nomes” e “A Caverna” de José Saramago.Representada com três poemas na colectânea de poesia contemporânea portuguesa, “Ventana A La Nueva Poesía Portuguesa”, editada no México pela Ediciones Desierto.Escreveu “Lisboa singular”, livro infanto-juvenil, publicado em português por uma editora francesa (Éditions 00h00).Teve uma participação no Salão do Livro em Paris, entre os dias 16 e 21 de Março de 2001, convidada pela editora Éditions 00h00.Ganhou o 1o prémio no concurso literário “António Mendes Moreira” da Câmara Municipal de Paredes com o manuscrito “À Procura de um Livro” e ganhou igualmente o 1o prémio ex-aequo no concurso literário Orlando Gonçalves da Câmara Municipal da Amadora com o mesmo manuscrito.No princípio de 2006 foi publicada a obra "Sr. Bentley, o Enraba-Passarinhos" pela editora Saída de Emergência.Participou no DN Jovem durante alguns anos.

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    A Imortalidade - Ágata Ramos Simões

    A IMORTALIDADE

    Ágata Ramos Simões

    Smashwords Edition

    Copyright 2011 Ágata Ramos Simões

    Capa: Estátua de anjo por Linda Allardice

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    Smashwords Edition, License Notes

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    of this author.

    Blog da Autora: http://www.escrita.blogspot.com

    Index

    1

    2

    3

    4

    5

    6

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    8

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    10

    11

    12

    13

    CAPÍTULO 1

    Paro em frente da casa. Casa? Mansão. É estranho, vivo aqui no bairro há tantos anos e só agora reparo nesta mansarda? Conheço os caminhos como a palma da minha mão, percorri os atalhos n vezes para ir às compras, visitar amigos, ir ao café, ao cabeleireiro, ir para o trabalho, e só hoje reparo neste mastodonte urbanístico? Tem um ar semi-abandonado, a fachada cinzenta é como a cara fechada de uma pessoa austera, rígida e sóbria. Alguém racional, céptico, lógico a todas as ocasiões, mesmo as mais fantásticas. Em vez de ver o edifício vejo um ser. A fachada apresenta um tom murcho de cinzento, heterogéneo, e um ar desmazelado - pequeninas plantas vão nascendo aqui e ali. Estranhamente, as janelas parecem limpas. Porque o estariam se todo o resto padece de incúria? Entro? Bato à porta? Com que desculpa? Direi que me perdi. Peta, mas... a curiosidade sobrepõe-se ao medo subtil que vem crescendo, como uma dor de dentes ligeira que ainda se aguenta.

    A porta está tentadoramente aberta.

    - Err... - entro, pé ante pé, projecto a cabeça para o interior. Limpo a garganta. - Olá? Está alguém?

    Entrei. Dois passos separam-me da rua. Isto é errado. Uma vez transpus a zona proibida de um museu arqueológico francês e o alarme soou. Retrocedi e terminei a visita calmamente. Eu sei que é errado, mas não é a decência que me fará partir - só o medo. As emoções, digamos, morais, são inferiores às físicas?, questão sobre a qual reflectir.

    (Decência, ética - emoções?)

    Gosto do cheiro. Entre o antigo e o arejado. É enorme. Três apartamentos cabem aqui. Mais. Cheira a antigo, não a mofo. Tem o odor de séculos. Determinou não permanecer nos tempos provectos, mas suavemente modernizar-se. Não sei explicar. E tem o odor dos livros - e o odor simultâneo das bibliotecas e livrarias. Das lojas de antiquários. E de outros elementos inidentificáveis, provavelmente porque nunca os experimentei. Olho para cima: uma galeria enorme em forma de U repleta de estantes abastecidas de volumes até ao tecto. Entre cada estante uma janela. Vejo as escadas que lhe dão acesso. Observo o salão à minha frente. Tem dois sofás longos, a encararem-se um ao outro. Ressumam ar anacrónico, mas distinto. Da porta intuo-lhes a fragrância: a distinção que repele o mofo. Não é preciso envelhecer para possuir classe.

    As cores são mais apagadas. Melhor - concentradas. Cores sem necessidade de vida, apenas de concentração. Cores como o castanho, todos os tons, e o azul, são densas - sólidas quase. Cruas. A casa parece repelir o vermelho, o amarelo. Há um quadro no salão, acima da lareira fria. Terei de me aproximar para vê-lo. Só distingo uma imensa mancha azul. De momento o que me atrai são os livros. Devo chamar outra vez? E se me ouvem? Terei de me ir embora. Vou - depois de investigar os livros.

    Subo devagarinho as escadas que se situam à direita, na penumbra, após encostar a porta.

    A meio das escadas paro. Sinto que há algo estranho e arrepio-me. Algo que não estou a ver. De súbito entendo: a falta de pó, a limpeza invisível. É uma casa, ou pelo menos divisão, habitada. Mas por fora... grita: deserta. A ruir. Parte, viajante. Estou a cair aos bocados.

    Continuo, insegura dos meus passos. Tremo. Mal alcanço as estantes em poucos segundos o medo dissipa-se e embrenho-me a ler, folhear, cheirar e sentir os tomos na ponta dos dedos. Vou percorrendo a galeria em U sem me dar conta que pelas janelas a luz diminui, que tenho de chegar o livro muito a mim para decifrar as letras. Atinjo a última estante e espanto-me por me ver iluminada pela lua e não haver ali escadas. Do cimo espreito a porta ainda encostada e escuto o barulho ténue do vento no exterior. Tenho de fazer a volta toda, mas

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