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Ide por Todo Mundo: Preparando a Igreja para Levar o Amor de Cristo ao Mundo
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Ide por Todo Mundo: Preparando a Igreja para Levar o Amor de Cristo ao Mundo
E-book190 páginas2 horas

Ide por Todo Mundo: Preparando a Igreja para Levar o Amor de Cristo ao Mundo

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Sobre este e-book

"Vivemos um momento especial na história quando a igreja experimenta o derramar da graça de Deus e o sonho de espalhar o evangelho até a última fronteira do mundo aquece os nossos corações. Em momentos assim, a igreja carece de uma missiologia que seja bíblica e apaixonada, teologicamente segura e repleta de amor pelo ser humano, carece de um norte a seguir.
Este livro fará você fundamentar seus pés na Palavra e ao mesmo tempo sonhar que o impossível, em Cristo, pode acontecer. É um texto que instrui, educa e ao mesmo tempo inspira. Faz-nos lembrar que é preciso por as mãos no arado, e não olhar para trás."
Rev. Ronaldo Lidório

Através deste livro, cristãos que queiram fundamentar seu entendimento das missões na Bíblia, encontrarão o seguinte conteúdo em cada um de seus 20 capítulos:

Capítulo 1: Nos arriscamos a abordar missões de uma forma imatura, apenas com base em conceitos popularizados. Vamos entender melhor como a Igreja Primitiva encarava as missões;
Capítulo 2: É importante entender quais são as principais áreas do pensamento e do trabalho missionário;
Capítulo 3: Não existem missões sem a Bíblia, a Palavra de Deus é o fundamento para a missão da igreja;
Capítulo 4: Na verdade, o verdadeiro e principal agente da missão é Deus;
Capítulo 5: O discipulado sério e constante é um dos principais elementos da missão;
Capítulo 6: O envio da igreja ao mundo se deriva do envio de Cristo ao mundo. Por isso, a igreja não é um clube feito para isolar os santos do mundo, mas para entrar ativamente no mundo;
Capítulo 7: Se você pensa que só o Novo Testamento fala da missão, veja como o AT também a descreve;
Capítulo 8: Ser enviado por Cristo ao mundo significa chegar a todas as dimensões da vida humana e não apenas a lugares específicos;
Capítulo 9: Deus é a primeira pessoa interessada na salvação humana, por isso nos enviou a Cristo como Salvador e Redentor;
Capítulo 10: A igreja começou a exercer sua missão nos dias de Abraão e continua até firme hoje;
Capítulo 11: A esperança na ação final de Deus completando a obra de salvação, dá sentido ao exercício diário da missão pela igreja;
Capítulo 12: O amor de Deus, expressado diariamente pela igreja e pelos cristãos, é um dos fundamentos mais importantes da missão;
Capítulo 13: Sem uma genuina misericórdia é impossível que a igreja exerça sua missão no mundo;
Capítulo 14: A igreja em missão age no mundo em cooperação mútua e unidade;
Capítulo 15: Uma parte importante da ação missionária da igreja é saber receber de volta os obreiros que estão em campos avançados;
Capítulo 16: Nossos missionários e suas famílias também têm necessidade de apoio e cuidado pastoral;
Capítulo 17: O devido preparo acadêmico e prático dos nossos missionários é fundamental para seu trabalho no campo;
Capítulo 18: Igreja, bastante cuidado, pois a interpretação limitada do que é o Evangelho de Cristo nos limita e impede de alcançar o Brasil e o mundo;
Capítulo 19: A evangelização deve se extender a toda humanidade e não apenas a povos ou segmentos específicos da sociedade;
Capítulo 20: O ânimo missionário não pode se esfriar, pois o objetivo é claro e Deus está conosco.

Carlos del Pino

IdiomaPortuguês
Data de lançamento13 de ago. de 2013
ISBN9781301083183
Ide por Todo Mundo: Preparando a Igreja para Levar o Amor de Cristo ao Mundo
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Autor

Carlos del Pino

Carlos del Pino é Pastor presbiteriano, havendo lecionado no Seminário Presbiteriano Brasil Central em Goiânia, sendo membro da diretoria da Agência Presbiteriana de Missões Transculturais (APMT) da Igreja Presbiteriana do Brasil, desde sua organização até o momento em que assumiu o projeto missionário da Base Europa com sede em Madrid (Espanha), ministério ao que se dedica hoje, juntamente com o estabelecimento de uma igreja na região de Madrid. Antes da APMT serviu na diretoria da antiga Junta de Missões Estrangeira da Igreja Presbiteriana do Brasil. Ph.D. em Teologia Prática (ênfase em hermenêutica e missão) pela Universidad Pontificia de Salamanca (Espanha). Pode-se entrar em contato com ele online: - através do blog http://baseeuropa.blogspot.com/ - através do portal da Igreja Presbiteriana da Espanha http://www.presbiterianos.es/

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    Ide por Todo Mundo - Carlos del Pino

    At 11.19-30

    Temos visto Deus agir de uma forma muito especial no sentido de despertar o seu povo no Brasil para a obra missionária em suas mais diversas dimensões. Temos visto, igualmente, um crescente número de igrejas e de irmãos agindo e falando sobre missões, bem como têm sido realizados encontros e congressos que se tornam cada vez mais frequentes em diversas regiões do país. Também constatamos que vários conselhos missionários estão sendo organizados e que outros estão em plena atividade em suas igrejas locais.

    Observando esse abençoado quadro podemos concluir que vivemos num momento em que Deus tem concedido graciosamente a visão e a vocação missionárias ao nosso povo. É um momento novo, precioso e muito importante para todos em nossa vivência como igreja.

    É um momento em que cada igreja local, bem como a igreja a nível nacional, podem ampliar e solidificar os conceitos bíblicos sobre a missão que Deus está realizando neste mundo e pensar acerca de si mesmas, de sua natureza e razão de ser à luz do Deus que age redentora e missionariamente.

    Estamos, de fato, diante de uma significativa oportunidade de reflexão séria, de solidificação e de crescimento genuinamente missionários. Trata-se de um processo de crescimento em nossa consciência e caminhada missionárias que nos tem levado a passar de uma etapa inicial de romantismo para uma realização cada vez mais consciente e fundamentada do trabalho missionário.

    Esse romantismo inicial que procuramos superar tem sido caracterizado, ao longo dos primeiros anos de nossa atual experiência missionária, tanto pelo despreparo com o qual grande parte dos missionários brasileiros têm sido enviados a seus campos de trabalho, pelo pouco envolvimento ou por um envolvimento pouco compromissado por parte das igrejas que ficam, quanto pela ausência de um conteúdo bíblico e teológico sólidos que aprofundem o conceito de missão na vida e na experiência de nossos irmãos e igrejas locais.

    Por outro lado, procuramos caminhar em direção à realização consistente da obra missionária que Deus tem dado ao seu povo no Brasil. Neste processo de realização procuramos resgatar, entre vários outros aspectos, a compreensão e a participação em profundidade da igreja local e nacional na missão de Deus (Missio Dei). Como um elemento de auxílio nesta busca devemos entender o processo de crescimento missiológico pelo qual passou a igreja em Antioquia da Síria, uma vez que de sua experiência podemos aprender a dar os passos necessários em nossa própria caminhada de fé e de missão hoje. Para tanto, desejo compartilhar algumas ideias básicas derivadas de At 11.19-30.

    1. A história daquela igreja começou com o martírio de Estevão, passou por todo um processo de dispersão geográfica até que os discípulos de Cristo chegaram à Fenícia, Chipre e Antioquia. Foram igrejas geradas entre muitas dores, em perseguição e dispersão. A semente plantada com o martírio de Estevão frutificou pela ação graciosa do Espírito Santo. Deus utilizou-se da dor e da perseguição para desestabilizar o conceito etnocêntrico judaico da igreja nascente e levar o seu povo a compreender a extensão de sua missão neste mundo e seus propósitos redentores. Fica claro, inicialmente, que uma das formas de Deus agir é através da perseguição e da dispersão para nos levar à sua missão (v.19).

    2. Por crermos no sacerdócio universal de todos os crentes (1 Tm 2.5) e, consequentemente, no fato de Deus repartir dons ministeriais a cada um dos seus discípulos (Rm 12. 4-8; 1Co 12.11: 1Pe 4. 10), observamos que o exercício da missão de Deus neste mundo é uma tarefa para a qual ele nos responsabilizou a todos como igreja. O trabalho missionário descrito nos vv. 19-20 foi realizado por pessoas que chegaram a Antioquia por uma questão básica de sobrevivência, não se trata de irmãos que foram enviados especificamente com finalidades missionárias. Eram irmãos convictos de que deveriam anunciar o evangelho pelo simples fato de terem sido alcançados pela graça redentora de Jesus Cristo.

    3. Começaram pregando somente a judeus (v.19) por serem eles mesmos de origem judaica e, posteriormente, passaram a pregar também aos gentios (v.20). Conseguiram, como vemos, resistir e superar a tentação da velha e arraigada mentalidade de gueto e, por maior que fossem as pressões dos condicionamentos culturais, teológicos e eclesiásticos, não criaram em Antioquia uma igreja que fosse fotocópia da igreja-mãe de Jerusalém. Por ser de caráter universal, que vai além dos nossos limites estabelecidos, é a missão redentora de Deus tal como revelada na Bíblia que deve determinar e delimitar a nossa tarefa missionária.

    4. Ao buscar a missão de Deus, a igreja em Antioquia pôde vivenciar de forma muito especial a bênção do Altíssimo. O texto deixa claro que essa bênção abundante e essa graça evidente são o resultado direto de uma missão universal que a igreja passou a realizar. A extensão mais visível e inicial, porém não única, dessa bênção de Deus sobre a igreja em Antioquia, foram as inúmeras conversões ocorridas ali (vv. 21, 23). Não restam dúvidas de que as conversões genuínas de homens e mulheres são sinais claros da ação redentora e graciosa do Espírito Santo na vida das pessoas e a igreja, evidentemente, deve esperar e viver intensamente essa bênção de Deus.

    5. Por sua vez, o homem enviado a Antioquia pela igreja-mãe de Jerusalém, Barnabé, demonstrou claramente ser um líder sensível e que busca a missão de Deus. Independentemente de quais tenham sido as razões da escolha de Barnabé para aquela tarefa (seja simplesmente a notícia da conversão dos gentios ou o fato dele ser natural de Chipre como outros em Antioquia – v. 22; 4.36), ele não chegou ali como o representante da igreja-mãe, nem como o primeiro da igreja a centralizar toda a programação e ditar a agenda. Ele se via, na verdade, como mais um discípulo a serviço do Deus missionário participando e contribuindo com aquela força-tarefa missionária.

    6. O ministério básico de Barnabé e Paulo (vv. 25-26) foi a formação e a solidificação do caráter cristão na vida de cada membro da igreja tendo em vista a missão de Deus a partir daquela cidade. Podemos chamar isso de discipulado! Um dos resultados imediatos desse discipulado foi o fato dos irmãos serem chamados, pela primeira vez na história, de cristãos naquele contexto missiológico, pois faziam jus ao nome de Cristo em seu dia a dia. De forma muito clara, isto aponta para o significativo lugar do discipulado no ministério da Igreja em Missão (Mt 28.18-20).

    7. Na experiência da igreja em Antioquia vemos o Espírito Santo agindo desde o nível pessoal de exercício da fé (vv. 24, 28) até o nível eclesial de ouvir-se a sua voz e ver-se o seu agir em conformidade com essa voz (13. 2, 4). Sem o Espírito agindo em nós, a ação missionária torna-se um mero reflexo de nós mesmos, de nossos interesses e prioridades pessoais, além de tornar-se gradativamente determinada pelos nossos próprios condicionamentos. No agir do Espírito encontramos o direcionamento correto e constante para a Igreja em Missão.

    8. Ainda observamos como que, na experiência missionária da igreja em Antioquia, eles aprenderam a refletir acerca de sua própria tarefa missionária, ampliando-a de forma a assumir agora um caráter diaconal em relação às necessidades da igreja na Judéia (v.29). Esse fato descreve a amplitude e a forma dinâmica de como Deus age missionariamente através de sua igreja ao longo da História. Uma das implicações desse processo é estarmos atentos às novas fronteiras de trabalho que Deus nos propõe e aos novos rumos que, pelo seu dinamismo e criatividade, ele imprime em sua missão neste mundo.

    9. A vivência missionária da igreja em Antioquia não parou neste ponto. Continuando a leitura de Atos vemos que esse despertamento missionário inicial os levou a enviar os seus próprios missionários ao mundo (14.26-28; 18.22) e a ajudá-los na administração dos problemas surgidos (15.36-41). Não viveram simplesmente um momento missionário, mas investiram a si próprios e todos os seus recursos na missão de Deus neste mundo.

    Finalizando, desejo ressaltar a importância da nossa própria caminhada como povo de Deus no Brasil. Precisamos aprender a não ter pressa, a não pensar que basta um congresso missionário para que nos tornemos uma Igreja missionária. Precisamos aprender a investir tempo, recursos, reflexão, formação e pessoas certas nessa caminhada. Precisamos aprender a esperar pela ação e pelas oportunidades concretas de Deus e a ouvir a voz do Espírito Santo para agirmos com segurança e na direção correta. Precisamos aprender a ler a nossa própria história e avaliar os nossos passos até aqui para compreendermos o que Deus já tem feito em nosso meio. Precisamos continuar aprendendo, passo a passo, a ser uma Igreja em Missão!

    ~~~~

    QUE É MISSÃO?

    Pode parecer estranho, mas é de fato, uma boa pergunta! Fala-se muito acerca da urgência da tarefa missionária de forma quase exclusivamente associada ao envio de missionários a outros povos e culturas dentro e fora do Brasil. Sabemos que, se continuarmos reduzindo nosso conceito missionário a uma atividade exclusivamente transcultural, inevitavelmente teremos um conceito parcial de missão.

    Muitos têm procurado definir o que vem a ser a missão. Alguns de forma bem restrita como na definição mencionada acima, afirmando que a missão se resume apenas no trabalho de envio de missionários transculturais. Outros a definem de maneira muito ampla, como se missão fosse todo e qualquer serviço que a igreja realiza no mundo.

    É muito interessante a forma como René Padilla aborda a questão. Pressupondo que o cristianismo tornou-se um movimento mundial devido a sua intensa expansão e crescimento nas últimas décadas, ele afirma:

    Se é verdade que, como expressou Emil Brunner, a igreja existe para a missão como o fogo existe para queimar, segue-se que já não cabe a tradicional distinção entre igrejas que enviam e igrejas que recebem. Nas palavras de Stephen Neill, a era das missões chegou ao fim, começou a era da missão."(1)

    Mas a pergunta persiste: o que é missão? Não podemos supor que estas breves definições sejam suficientes para uma resposta ampla e satisfatória a esta pergunta. O que pretendemos é fornecer, ao menos, quatro características fundamentais que compõem o perfil básico da missão.

    1. A Missio Dei

    Literalmente essa expressão significa a missão de Deus e se refere à total extensão e implicações da atuação redentora de Deus neste mundo (sua missão) como base determinante e derivação final para a atuação (missão) da igreja no mundo.

    É importante observar que a missão de Deus neste mundo tem alguns eventos principais que são destacados nas Escrituras como eixos em sua redenção. Entre eles podemos mencionar o ato de Deus criar todas as coisas (Gen

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