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História dos Campeonatos de Futebol em Portugal, 1974 a 1980
História dos Campeonatos de Futebol em Portugal, 1974 a 1980
História dos Campeonatos de Futebol em Portugal, 1974 a 1980
E-book417 páginas4 horas

História dos Campeonatos de Futebol em Portugal, 1974 a 1980

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Sobre este e-book

A mais completa obra sobre o futebol português em números.Este livro diz respeito ao período dos campeonatos de futebol, de 1974 a 1980, em que engloba todos os acontecimentos, histórias, finais, resultados e classificações das 1a, 2a e 3a divisões e Taças de Portugal. Este trabalho foi ganhando forma ao longo dos anos; posso mesmo afirmar que terá começado na minha adolescência, sem ter ideia que poderia algum dia tomar este rumo. Quando adolescente e amante do futebol, mostrei sempre interesse pelas estatísticas dos resultados e classificações, começando a apontar tudo o que dizia respeito ao tema e no seu passado histórico, decidi compor esta obra pessoal, o mais completo possível, da história dos campeonatos de futebol. Esta 4a parte diz respeito aos campeonatos da Liga, campeonatos nacionais, distritais e Taça de Portugal.
Este sétimo livro diz respeito ao período de 1974 a 1980, englobando o fim da hegemonia do Benfica; as dificuldades económicas que atingiram o país também afectaram o Benfica que é pela primeira vez obrigado a vender os seus melhores jogadores para o estrangeiro. De qualquer maneira, o Benfica atinge o quarto tricampeonato consecutivo entre 1975 e 1977. O surgimento do Boavistão, a quebra de 18 anos de jejum com o bicampeonato para o FC Porto de Pedroto e a escassez de títulos do Sporting que vence o Campeonato em 1979/80.

IdiomaPortuguês
Data de lançamento16 de ago. de 2013
ISBN9781301219803
História dos Campeonatos de Futebol em Portugal, 1974 a 1980
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Autor

Giusepe Giorgio

Nasceu em Londres, Grâ-Bretanha, a 15 de Junho de 1968, formado em Engenharia Civil, do qual exerce a profissão, tem no desporto o complemento das suas necessidades. Gosto pelas histórias e estatísticas do futebol, acaba por ser um coleccionador de mesmo.

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    História dos Campeonatos de Futebol em Portugal, 1974 a 1980 - Giusepe Giorgio

    Giusepe Giorgio

    2013

    Título: História dos Campeonatos de Futebol em Portugal, 1974 a 1980

    Published by Giusepe Giorgio

    At Smashwords Edition.

    Agosto 2013

    ISBN 978 130 121 9803

    Reservado todos os direitos de acordo com a legislação em vigor.

    Reprodução proibida por todos e quaisquer meios.

    Por vontade expressa do autor, a presente edição não segue as regras do Acordo Ortográfico.

    Índice

    Título

    Introdução dos Campeonatos Nacionais

    Época 1974-75 - Primeiro Campeonato pós-25 de Abril

    Época 1975-76 - Uma época invulgar

    Época 1976-77 - Benfica vence mais um tri

    Época 1977-78 - FC Porto, Campeão Nacional, 18 anos depois

    Época 1978-79 - Bi-Campeonato para o FC Porto de Pedroto

    Época 1979-80 - Sporting, nega ao FC Porto o tri.

    BIBLIOGRAFIA

    Introdução dos Campeonatos Nacionais

    Este sétimo livro diz respeito ao período de 1974 a 1980, englobando o fim da hegemonia do Benfica; as dificuldades económicas que atingiram o país também afectaram o Benfica que é pela primeira vez obrigado a vender os seus melhores jogadores para o estrangeiro. De qualquer maneira, o Benfica atinge o quarto tricampeonato consecutivo entre 1975 e 1977. O surgimento do Boavistão, a quebra de 18 anos de jejum com o bicampeonato para o FC Porto de Pedroto e a escassez de títulos do Sporting que vence o Campeonato em 1979/80.

    Na primeira época pós-25 de Abril, o Benfica volta a sagrar-se campeão nacional.

    1975/76, foi uma época invulgar porque dois dos três lugares do pódio foram ocupados por duas equipas fora do âmbito dos três grandes, neste caso: Boavista e Belenenses. Isto foi também a última vez que se passou, a primeira foi em 1972-73. Ao contrário de 1972-73, onde o Benfica foi campeão sem derrotas, aqui, o Boavista ficou a  apenas dois pontos do Campeão, dando luta até perto do final do campeonato.

    O Benfica vai contratar um treinador inglês (John Mortimor) para defender o título com mais um trio; o Sporting contrata Jimmy Hagan, já com provas dadas no campeonato português e boas prestações nas últimas três épocas no Estoril Praia e o treinador José Maria Pedroto volta às Antas, após brilhantes épocas em Setúbal e no Bessa e saída atribulada pela última passagem pelo Porto. Com Pedroto no FC Porto, o futebol português ia entrar numa nova era.

    Em 1977/78, ao fim de uns longos e dolorosos 18 anos de jejum o FC Porto voltava a sagrar-se campeão nacional de futebol, sob o comando do carismático mestre, José Maria Pedroto, popularmente e carinhosamente apelidado de Zé do boné. O SL Benfica que se viu enfim destronado, apesar de ter terminado a prova sem uma única derrota.

    Na época seguinte foi o segundo bi campeonato da história do F. C. Porto. Com Pedroto ao leme, o título voltou a ser uma realidade e com mais um ponto de vantagem sobre o Benfica. O jogo decisivo jogou-se na Luz, onde os portistas empataram.

    Na época de 1979/80, o título é discutido até ao fim, com o Sporting a bater ao "sprint" o FC Porto, impedindo o desejado tricampeonato até aí nunca conseguido pelos portistas. A quatro jornadas do fim as duas equipas empatam nas Antas e continuam separadas por um ponto, mas na jornada seguinte o Porto escorrega na Póvoa e tudo termina uma semana depois, no meio de muita polémica em Guimarães…

    Época 1974-75 – Primeiro Campeonato, pós-25 de Abril

    Na primeira época pós-25 de Abril, o Benfica volta a sagrar-se campeão nacional. Os encarnados vêem também partir dois jogadores que fazem parte da história do clube. Simões foi para os Estados Unidos e Humberto Coelho rumou a França para jogar no Paris Saint Germain.

    A surpresa surge logo na 1ª jornada com o campeão em título a perder em Olhão, o Benfica goleia o Belenenses (4-0), mas o Vitória de Guimarães é o líder após 5-0 ao estreante SC Espinho. A veia goleadora do Benfica continua, ao vencer em Faro, pelo mesmo resultado e passa a liderar a par do FC Porto, que vencera a CUF e em Marvila com resultados sofríveis (2-1). Os leões vencem a Académica 1-0 e na 3ª jornada empatam nas Antas a uma bola; com 0-0 ao intervalo, Yazalde abre o activo aos 50', mas Cubillas empata a seis minutos do fim. Na Luz o escândalo com o Benfica a ser surpreendido pelo mesmo Olhanense com um empate (2-2).

    Na 4ª jornada, surge a sensação em Alvalade; o Vitória de Guimarães vence por 3-2 e surge na 2ª posição após ter evidenciado outras goleadas como os 5-0 ao Oriental, o FC Porto empata no Restelo (2-2) e o Benfica era líder isolado. Na 5ª jornada o Benfica era líder (4-0 á Académica), Guimarães em 2º após bater o Belenenses por 2-0 e o FC Porto em 3º, com 2-1 sobre o difícil Olhanense, e o sensacional Farense em 4º lugar. O Sporting estava em 10º lugar a cinco ponto do Benfica em cinco jogos após empate em Setúbal. O Benfica quebra nas jornadas seguintes, com empate no Bessa e derrota caseira com FC Porto (0-1);

    Cubillas, marca de penalti aos 15' da 1ª parte. O Vitória de Guimarães ao vencer a Académica por 3-1, seguia com o FC Porto na frente com 12 pontos, em vésperas de jogarem entre si nas Antas. Com o Benfica a dois pontos em 3º lugar, surge o SC Farense no 4º lugar e os Leões a acertarem o passo no 5º lugar a dois pontos do Benfica, depois de vencerem o Atlético por 6-1 e em Tomar por 2-1. Na 8ª jornada o empate (1-1) entre os dois primeiros mantém a liderança em Guimarães e Porto, o Benfica recupera um ponto e o Sporting ultrapassa o Farense (3-0 em jogo directo) e sobe ao 4º lugar. Novo jogo grande na jornada seguinte e alteração no topo; O Benfica bate o Guimarães por 3-0 e beneficia do empate do FC Porto em Setúbal e do Sporting em Matosinhos. FC Porto e Benfica empatados no primeiro lugar com Guimarães em 3º lugar. Na 10ª jornada todos vencem na frente, com destaque para a vitória do Sporting sobre o Boavista (estavam empatados na tabela).

    Nas jornadas seguintes ninguém cede, mas na 12ª jornada, o única beneficiado é o FC Porto; O Benfica empata em Marvila (0-0), Guimarães e Sporting empatam em casa (União Tomar 0-0 e CUF 1-1). Com a crise instalada no final da época passada o Vitória de Setúbal tinha terminado uma Era, em 10º a nove pontos e o Boavista de Pedroto estava em 5º lugar a três pontos do Sporting. Depois do Benfica, também o Sporting empata em Marvila, com os adversários a vencerem todos e destaque para a vitória do Guimarães em Faro (5-2). Na 14ª jornada derbi lisboeta com um Benfica-Sporting; Benfica inaugura o marcador aos 21', terminando a 1º parte em 1-0, mas Yazalde restabelece o empate no início da 2ª parte (48') e o jogo termina empatado a uma bola. FC Porto imparável vence Boavista (2-1) e aumenta a vantagem para dois pontos sobre o Benfica (24 e 22 pontos). O Vitória Guimarães não aproveita para se colar ao encarnados pois empata em casa com o Leixões após goleada em Faro (5-2), destacando-se como a equipa mais concretizadora do campeonato.

    O fim da 1ª volta chega com o FC Porto a aumentar a diferença para três pontos sobre o Benfica (empate em Tomar), o Guimarães a quebrar com derrota pesada no Bessa (0-3) e num ápice a cinco pontos do líder e Sporting (4º) a um ponto, vitória sobre o Belenenses por 1-0.

    O FC Porto terminaria a 1º volta sem derrotas e com apenas quatro pontos perdidos, no entanto a 2ª volta não poderia ter começado pior. FC Porto foi ao Lavradio (por tradição, sempre foi um campo difícil para os portistas) perder por 1-2; Benfica reduz para um ponto ao vencer no Restelo (2-1), Guimarães volta às vitórias (3-2) em Espinho e o Sporting vinga-se do Olhanense (7-0) e coloca-se a quatro pontos da liderança. Na jornada seguinte todos vencem, mas chega o ciclo terrível para o FC Porto, que começa com a ida a Alvalade. Na 17ª jornada o FC Porto perde em Alvalade por 1-2 e o Benfica sobe ao 1º lugar; ao intervalo o Sporting vencia por 1-0, com golo de Nelson (42'), Oliveira empata na 2ª parte aos 59' e Yazalde repõe a diferença com o 2-1 aos 78'. A vitória do Benfica foi em Olhão, num ajuste de contas da 1ª volta. O Sporting sobe ao 3º lugar, pois o Vitória de Guimarães perdera em Marvila (0-2) e o Boavista já estava a dois pontos dos vimarenses após os 6-1 ao União Tomar. A 19ª jornada volta a ser benéfica para o Benfica que após vitória normal sobre o Leixões, beneficia dos pontos perdidos de toda a concorrência; nas Antas a goleada caseira sofrida pelo FC Porto com o Belenenses por 0-4, que assim acumula três derrotas em quatro jogos e do empate em Guimarães entre o Vitória e o Sporting.

    A entrada no último terço do campeonato volta a animar-se; Benfica empata em Coimbra com o aflito Académico (0-0), o FC Porto e Sporting não cedem pontos; o FC Porto vence em Olhão, atirando com o Olhanense para o último lugar e o Sporting vence em Alvalade um irreconhecível Setúbal por 1-0, que se encontrava em 10º lugar a lutar pela manutenção. O Vitória de Guimarães já estava noutro campeonato, pois perderia no Restelo por 1-2 e já tinha o Boavista e o Belenenses na luta pelos lugares europeus. Na 20ª jornada, o Benfica seguia na frente com 32 pontos, 2º FC Porto 30, 3º Sporting 29, 4º Guimarães com 26 e no 5º lugar o Boavista com 25 pontos.

    Com todos a vencerem na 21ª jornada, em que o Benfica consegue golear o Boavista por 5-1, naquele que parecia ser o jogo mais difícil, chega a 22ª jornada com o jogo do título, FC Porto-Benfica e o Sporting à espreita, pois os dragões estavam a um ponto e o Benfica a três... O resultado seria demolidor a favor do Benfica, vencendo por 3-0, aumentando a diferença para o 2º lugar e hipotecando as aspirações do FC Porto na conquista do título, relegando-o para o 3º lugar; o Sporting ao vencer o União Tomar por 3-0, era agora o adversário directo do Benfica. O FC Porto tinha que ganhar o jogo, mas a equipa já tinha dado o estoiro; o primeiro golo surge aos 17' por Vitor Martins e Moinhos aumenta para 0-2 aos 29'. Na 2ª parte com o jogo controlado, Toni aumenta para 0-3 aos 73'. Para o FC Porto era um golpe forte e irreparável que o deixaria moribundo, confirmado na jornada seguinte em Guimarães, onde perderia com o Vitória por 0-2.

    Os dois rivais lisboetas não cedem nas jornadas seguintes e na 24ª jornada, o Benfica tem uma saída difícil a Guimarães; a equipa da Luz confirmou as suas competências e venceu o desafio por 0-1, com um golo do jovem Diamantino. Nesta partida, o Benfica manifestou, vincadamente, como equipa, toda a sua capacidade, qualidade e regularidade ao longo da prova. Foi, naturalmente, um jogo muito difícil para os encarnados que tiveram que se empenhar ao máximo para levar de vencida a excelente equipa do Vitoria SC que ainda não tinham perdido qualquer jogo em casa. O Sporting manteve a distância ao vencer o Leixões por 5-2 e o FC Porto volta a perder pontos em casa ao empatar com um Vitória Setúbal (1-1) a necessitar de pontos. A 25ª jornada seria comprometedora para os leões, que começavam aqui a perder o título, ao serem derrotados no Bessa (0-2) com um Boavistão que se aproximava do FC Porto e Guimarães e a desvantagem para o Benfica seria de cinco pontos com cinco jogos por realizar.

    A disputa agora era também pelo 2º lugar com FC Porto, Guimarães e Boavista (2, 4 e 5 pontos) a pouca distância. Na 26ª jornada o Benfica perde em Setúbal (1-2) e o Sporting aproxima-se (5-1 ao Espinho), mas na jornada seguinte cedem um empate no lavradio e o Benfica bate o Oriental (4-0) e com três jornadas por disputar a esperança dos leões a quatro pontos, residia na vitória sobre o Benfica em Alvalade (29ª jornada) e que estes perdessem um de dois jogos (na Tapadinha ou em Tomar).

    Na 28ª jornada o Benfica vence o Atlético e mantém a distância de quatro pontos onde um empate em Alvalade bastava para reconquistar o título. Na 29ª jornada o Sporting tinha que vencer para manter-se na corrida pelo título e segurar o 2º lugar, pois o FC Porto continuava a dois pontos. No jogo de Alvalade o Sporting marca primeiro, por Fraguito aos 30', chegando o intervalo a vencer por 1-0, mas na 2ª parte Diamante restabelece a igualdade aos 52', segurando até final o empate a uma bola e a conquistar o título de Campeão Nacional no campo do rival. Enquanto o Vitória vencia em Matosinhos (3-0), o FC Porto jogava no Bessa com o Boavista. FC Porto vence no Bessa e consegue levar para a última jornada a decisão do 2º lugar (Sporting teria que empatar no Restelo) e na luta para o 4º lugar (e ida á Taça UEFA), haveria um Guimarães-Boavista em que um empate bastaria para os vimarenses segurarem o 4º lugar. Olhanense e SC Espinhos descem automaticamente antes da última jornada, Académico Coimbra e União Tomar iriam disputar o torneio de competência. Enquanto o Benfica festejava em casa com vitória sobre o União Tomar (3-1), o FC Porto com vitória sobre o despromovido SC Espinho consegue o 2º lugar, após os leões terem perdido no Restelo (0-2) e em Guimarães o Vitória não consegue segurar o ponto necessário para manter o 4º lugar ao perder com o Boavista (derrota por 1-2). No torneio de competência com a despromoção automática do Olhanense e do Sp Espinho, o Académico consegue manter-se na primeira divisão onde o Beira-Mar (vice campeão da Zona Norte), consegue o primeiro lugar e regressar à 1ª divisão em substituição do Oriental.

    Torneio de Competência I/II Divisão:

    Benfica, Campeão

    À partida para a época de 74/75 o objectivo benfiquista era voltar a conquistar o ceptro nacional que miserável, surpreendente e inexplicavelmente lhe tinha fugido na época anterior. Na primeira época pós revolução dos cravos, o Benfica apresentava como treinador o Jugoslavo Milorad Pavic, técnico considerado inovador e, a exemplo de Jimmy Hagan, um óptimo preparador físico, já com bom currículo e troféus conquistados à frente de Estrela Vermelha, Standard Liège e Atlético de Bilbau. A equipa, experimentou muitas dificuldades no decurso da primeira volta, perdendo logo pontos à 3ª jornada num empate caseiro a 2 bolas frente ao Olhanense após estar a perder ao intervalo por 0-2. Ao novo dissabor, à passagem da 6ª jornada, com um nulo no Bessa, seguiu-se derrota na Luz ante FC Porto.

    A vida de Pavic estava complicada. Daí, até ao final da primeira volta do campeonato, mais três empates seriam cedidos, o primeiro no campo do Oriental, outro na recepção ao Sporting e por fim na deslocação a Tomar, a fechar a 1ª volta. O Benfica chegava à entrada da 2ª metade do campeonato a 3 pontos do líder Porto e já tendo recebido no seu Estádio os 6 primeiros classificados, pelo que se adivinhavam muitas dificuldades para o que restava da prova.

    Cerrando fileiras, o Benfica entra num ciclo de 4 vitórias consecutivas que, de forma surpreendente, o coloca na liderança, uma vez que Porto, que tinha terminado a 1ª volta invicto, perde três jogos neste espaço de tempo. O empate benfiquista em Coimbra, diante do Clube Académico local seria apenas e só um percalço, pois novo ciclo, agora de cinco vitórias sucessivas, uma delas no Estádio das Antas, coloca definitivamente os benfiquistas na rota do título nacional. De facto, a goleada por 0-3 nas Antas, à passagem da 22ª jornada da competição, seria o golpe de misericórdia e os portistas jamais recuperariam da mesma. Com um Benfica de gala, abrindo o desafio com uma inacreditável perdida de Nené à passagem do primeiro minuto, cedo todos se aperceberam que o jogo seria de glória encarnada. Vítor Martins abre o marcador com um portentoso golo aos 17 minutos, aos 29, Diamantino, coloca a bola na cabeça de Moinhos que amortece para as redes, fazendo o segundo golo e, já na segunda parte, após vários golos falhados por Nené, Humberto Coelho e Messias, Toni marca aos 73 minutos, o 3º, mais um golo monumental. Os portistas agradeceram aos deuses da fortuna terem-nos livrado de uma goleada histórica. Daí até final o Benfica apenas perderia em Setúbal, num jogo em que até esteve em vantagem e empataria em Alvalade, somando por vitórias todos os restantes. O jogo de Alvalade marcaria a reconquista do título e a passagem de testemunho entre uma e outra equipa. Apesar de ter recolhido aos balneários em desvantagem por 1-0, os benfiquistas, sempre mais fortes, acabaram por igualar a contenda com um tento de Diamantino Costa, emendando falhanço de Nené. O dia 4 de Maio de 1975 ficaria para sempre marcado como aquele em que o Benfica festejou na toca do leão. Na semana seguinte, uma normal vitória caseira ante União de Tomar por 3-1 serviria para consagrar a equipa campeã que, inacreditavelmente tinha apenas consentido 12 golos no decurso das 30 jornadas da prova. O primeiro Campeonato Nacional disputado em democracia pendia assim para o Benfica, a exemplo do que aconteceria com os dois seguintes. Para bom entendedor…

    FC Porto, 2º lugar

    O F. C. Porto entrara de facto em fase de renovação, contratando, para além de Cubillas, Tibi (que ganhou o Prémio Somelos Helanca referente à temporada de 1973/74), Aylton, Carlos Simões, Adelino Teixeira e Alfredo Murça. Para substituto de Guttmann foi escolhido o brasileiro Aimoré Moreira. Pouco feliz foi, despertando, cada vez com mais ardor, o desejo do regresso de José Maria Pedroto.

    Sporting, 3º lugar

    Mais uma vez o Sporting não consegue dar seguimento a uma boa época, apesar do plantel se manter praticamente intocável, depois de com muitas dificuldades ter sido renovado o contrato a Yazalde, que tinha brilhado no Mundial de 74, enquanto José Carlos era mais um dos históricos a pendurar a botas, numa altura em que já jogava pouco, cedendo definitivamente a braçadeira de Capitão a Vagner. De resto apenas duas contratações: Valter que vinha do Barreirense, e o lateral esquerdo brasileiro Da Costa, para além de alguns jovens vindos dos juniores, de entre os quais se destacam Inácio e Zezinho, que se estrearam na equipa principal nessa temporada. A época começa com a contratação do treinador Alfredo Di Stefano, que seria dispensado logo após o Campeonato principiar, num processo muito mal explicado, deixando Osvaldo Silva mais uma vez com a equipa nos braços, para ser eliminado da Taça dos Campeões Europeus pelos franceses do Saint-Ettienne, que na altura eram uma das melhores equipas da Europa. O campeonato, que começou com uma escandalosa derrota em Faro, frente ao Olhanense, e à 5ª jornada o Sporting tinha apenas uma vitória. Em Dezembro chega o chileno Fernando Riera, a equipa recupera e chega a morder os calcanhares ao Benfica, mas na ponta final baqueia, e cai no 3º lugar do Campeonato com 43 pontos, a 6 do Campeão, que correspondiam a 17 vitórias, 9 empates, 4 derrotas, 59 golos marcados e 25 sofridos. Na Taça de Portugal o Sporting depois de ter afastado o Académico, o Atlético e o U. Tomar, sofre uma decepcionante derrota por 1-0, com um golo obtido a poucos minutos do fim do prolongamento do jogo das meias-finais, disputado no Bessa frente ao Boavista, que conquistaria essa edição da prova.

    Boavista 4º lugar

    Boavista e a primeira época ao mais alto nível, depois de José Maria Pedroto ter batido com a porta em Setúbal, vai treinar o Boavista e contrata João Alves ao Montijo. O Boavista fez um campeonato bastante regular sempre na 1ª metade da tabela, consolidando-se no 5º lugar á frente do Belenenses e do Vitória de Setúbal, mas nas últimas jornadas e após vitória sobre o Sporting em que afastaria os leões da revalidação do título, chega-se a acreditar no 3º lugar, disputando-o, na penúltima jornada com o FC Porto; mas a derrota caseira não só impede a possibilidade do 3º lugar como é ultrapassado pelo Guimarães na luta do 4º lugar e acesso á Taça UEFA. A decisão ficaria para a jornada seguinte (última) em Guimarães onde só a vitória interessava. O Boavista vence em Guimarães e termina em 4º lugar e fica com a última vaga de acesso às competições europeias.

    Vitória Guimarães 5º lugar

    A temporada de 1974/75 foi preparada de forma bastante cuidada e houve uma efectiva aposta no reforço do plantel principal do Vitoria SC. O desempenho do clube ao longo da época de 1974/75 foi sem dúvida o melhor de toda a década de 70, altura em que a renovação operada no inicio da temporada de 1971/72, com a chegada de Mário Wilson ao clube, começou visivelmente a dar os seus frutos. Mário Wilson continuou como treinador principal do Vitoria SC, partindo assim para a quarta época consecutiva ao serviço dos vimaranenses. Esta temporada seria a última da primeira passagem do Velho Capitão por Guimarães. O início do Campeonato Nacional da 1ª Divisão de 1974/75 ficou marcado por um sensacional Vitoria SC. A principal competição portuguesa começou, para os vimaranenses, com um desafio frente ao SC Espinho, disputado no Estádio Municipal de Guimarães. A equipa da Vitoria SC, visivelmente superior ao adversário, realizou uma excelente exibição, derrotando sem apelo nem agravo a modesta equipa espinhense, por um claro 5-0. Na 2ª jornada a equipa da cidade berço deslocou-se ao Barreiro para defrontar a sempre complicada equipa do GD CUF. Aí foi derrotado por 2-1, naquela que seria a única derrota do Vitoria SC nas oito primeiras jornadas.

    A principal competição portuguesa começou, para os vimaranenses, com um desafio frente ao SC Espinho, disputado no Estádio Municipal de Guimarães. A equipa da Vitoria SC, visivelmente superior ao adversário, realizou uma excelente exibição, derrotando sem apelo nem agravo a modesta equipa espinhense, por um claro 5-0. Na 2ª jornada a equipa da cidade berço deslocou-se ao Barreiro

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