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Segredos Sombrios
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E-book156 páginas2 horas

Segredos Sombrios

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Sobre este e-book

Quando os Poderes das Trevas assolam uma pequena cidade...
Perto de completar dezoito anos, Rick Williams passa a sofrer dores de cabeça severas e inexplicáveis. O jovem atormentado, uma vidente poderosa, um professor misterioso e uma mãe desesperada com um passado oculto precisam lutar por suas vidas e suas almas contra o mal que os unem e ameaça destruir a todos.
Aqueles que sobreviveram ao ritual profano devem lembrar-se de que o diabo sempre cobra sua dívida.
IdiomaPortuguês
Data de lançamento12 de dez. de 2014
ISBN9781633390720
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    Segredos Sombrios - Matthew W. Grant

    16

    Capítulo 1 – Dezoito Anos Antes

    Tarde da noite, em Outubro, redemoinhos de neblina dançavam no ar da cidade. Lixo era soprado pela calçada deserta do centro comercial. A esta hora, todas as lojas estavam fechadas e seus proprietários encontravam-se seguros em suas casas a quilômetros dali em um subúrbio pitoresco. As lojas pareciam intercalar-se entre ocupadas e desocupadas e, quando observadas à noite, criavam um estranho tabuleiro de damas com os espaços vazios escuros e aqueles ainda ocupados iluminados por algum tipo de luz ou sinal em suas janelas.

    Como muitas outras cidades antigas da Nova Inglaterra, esta já tinha visto dias melhores. As grandes lojas e redes há muito haviam abandonado o centro comercial da cidade pelo amplo shopping localizado na saída para a estrada. As pequenas lojas familiares ainda espalhadas pelos bairros da cidade eram as últimas de uma raça em extinção. Havia uma pequena loja de conveniência que pertencia e era administrada pelo mesmo casal nos últimos cinquenta anos e que sempre fechava antes das quatro da tarde nos meses de inverno por que a esposa se recusava mantê-la aberta após o pôr do sol. O aviso em neon pendurado anos atrás sobre a porta havia desenvolvido um ruído irritante que parecia piorar conforme suas partes iam queimando e as quais permaneciam piscando antes de queimar por completo.

    Quando, por um momento, a luz de neon brilhou um pouco mais que o comum, foi apenas o suficiente para iluminar o perfil de alguém, ou algo, que movia-se em direção à porta da loja. Quando a luz zumbiu e piscou novamente, ela revelou uma figura encapuzada vestida com uma túnica medieval. A figura desviou-se rapidamente para uma viela próxima e desapareceu na neblina e sombras.

    Algumas quadras dali, Serena Gallows movia-se devagar pela rua. A neblina separava-se, limpando o caminho, conforme ela caminhava. Seu quadril movia ritmicamente conforme o salto alto de seus sapatos cravavam o cimento. O ar frio não parecia lhe incomodar uma vez que sua minissaia exibia suas pernas nuas cobertas apenas pela meia calça cor de pele que prendia-se a suas pernas como uma segunda pele.

    Serena passou pela locadora que, em uma de suas janelas, exibia um cartaz informando que a taxa de rebobinar fitas não seria mais cobrada e, em na outra janela, quadros cravados com mini lâmpadas ao redor de pôsteres anunciando os novos lançamentos de Batman - O Retorno e Os imperdoáveis. Serena observou de relance seu reflexo seminu conforme caminhava, mas não parou para olhar. Ela não precisava; sabia, por experiência, que estava vestida perfeitamente para o trabalho.

    Serena ouviu um ronco baixo conforme um carro virava na esquina. Os faróis romperam a neblina como raios de sol perfurando nuvens escuras. O fato da luz dos faróis estarem na mesma altura de seu traseiro, mostrando seu formato rígido e convidativo, não poderia ter sido planejado, mas, certamente, foi uma grata coincidência.

    Serena olhou dissimuladamente por sobre o ombro em direção ao sedan novo e caro passando lentamente por ela. Ela lambeu os lábios em antecipação e em uma tentativa não tão sútil de seduzir o motorista. Sua língua umedeceu os batom vermelho de meretriz conforme deslizava por seus lábios.

    O sedan passou sem parar, mas Serena não estava preocupada. Ela sabia como esse pas de deux funcionava. Conforme seu reflexo surgiu por completo no retrovisor do motorista, Serena observou as luzes do freio acenderem. Serena sorriu conforme o carro manobrava voltando em sua direção.

    A uma curta distância, a figura encapuzada a seguia em silêncio, escondendo-se sob à neblina e as sombras. Seus movimentos furtivos eram planejados e precisos, como os de um gato perseguindo sua presa.

    Serena sentiu algo envolver seu salto. Isso a assustou por um momento conforme o pelo roçava seu sapato peep-toe. Ao olhar para baixo, ela viu um rato com a boca aberta pronto para morder seu calcanhar. A maioria das mulheres calçando sapatos de salto alto com o calcanhar exposto entraria em pânico por pelo menos alguns segundos antes de reagirem. Serena já havia formulado um plano e o colocado em ação antes do primeiro segundo ter passado. Ela ergueu o outro pé, golpeando o contra a boca aberta do rato, perfurando, instantaneamente, suas cordas vocais a fim de evitar com que ele emitisse qualquer outro som que um último chiado e, em seguida, angulou o pé de modo que a ponta do salto atingisse o cérebro do rato, matando-o instantaneamente. Ela sacudiu a carcaça de seu sapato, a qual rolou silenciosamente até a sarjeta. Sua única preocupação era que o sangue manchasse seus sapatos. Como que em resposta ao seu pensamento e como se ela tivesse ordenado, as nuvens escuras abriram-se revelando a lua cheia. Serena aproveitou o luar passageiro para olhar rapidamente seus pés e sapatos vermelhos. Seu medo de encontrar manchas de sangue mostrou ser em vão. Tão rápido quanto abriram-se segundos antes, as nuvens voltaram a bloquear o luar.

    Serena livrou-se do rato de forma tão rápida e sem esforços que nem o motorista, nem a figura encapuzada que a seguia, viram o ocorrido. Finalmente, o sedan parou ao seu lado. As janelas escurecidas e reflexivas se abriram, mas apenas o suficiente par que uma mão pudesse passar mostrando duas notas de vinte dólares.

    Serena deu uma risadinha e girou o longo dedo fino de unha pintada indicando que ele abrisse mais a janela. O motorista obedeceu. Com o leve zumbido do motor elétrico ao fundo, a janela escurecida escondeu-se dentro da porta, revelando não um homem de meia idade, como seria de esperar, mas sim, um jovem atleta louro de vinte e poucos anos de idade vestindo a jaqueta de couro da faculdade.

    Nas sombras, uma segunda figura encapuzada uniu-se a primeira. Os dois observavam e esperavam.

    Serena esquivou-se mais próximo à janela do carro. Ao inclinar-se, ela ajeitou uma mecha de seus cabelos negros atrás da orelha. Seus seios praticamente pularam para fora da blusa encostando no rosto do jovem atleta maravilhado. Procurando diversão, benzinho? ela conseguiu perguntar em um tom que foi, ao mesmo tempo, doce e sedutor.

    Você está livre? ele perguntou, mantendo-se calmo.

    Serena sorriu. Uma faixa de luz solitária vislumbrou o contraste entre seus dentes brancos e lábios vermelho-sangue.

    Serena removeu um pedaço imaginário de tecido de seu seio esquerdo. Qual é seu nome? perguntou.

    Carl.

    Usando o carro do papai, Carl?

    Carl balançou a cabeça afirmativamente e acrescentou, E o dinheiro dele.

    Serena sorriu novamente e endireitou-se. Os olhos de Carl a seguiram conforme ela afastou-se sedutoramente do carro. Ele não conseguia acreditar na forma como a saia se agarrava ao seu traseiro.

    Serena olhou sobre o ombro e o chamou com seu longo dedo indicador. Confiantemente, moveu-se a passos largos pela calçada até atingir as escadarias de uma livraria oculta localizada no piso inferior de uma casa de tijolos. Os cinco degraus e a grelha de drenagem de metal criavam uma alcova em frente a uma porta de vidro com tinta verde descascada no batente da porta.

    Carl desligou o carro, porém, mantendo os faróis acesos. Eles forneciam feixes de luz através do escuro e da neblina que ainda rolava entre eles através da brisa. Carl saiu do carro, ignorando os fracos bipes de aviso emitidos indicando que as luzes permaneciam acesas. Eles escorou no capô do carro, observando Serena, mas sem qualquer iminência de segui-la.

    Serena incitou-o, levantando a bainha de sua minissaia alguns centímetros colocando sua mão sob a saia movendo-a de forma sugestiva.

    Apesar de sentir uma inquietação em seu jeans, Carl indagou, Aqui? Está congelando!.

    Eu tenho um lugar quente para você colocar, garantiu Serena.

    A vontade de explorar o lugar quente de Serena, fez com que as pernas de Carl entrassem em ação. Ele a seguiu até o topo da escada. Ela segurou sua mão e o conduziu os cinco degraus abaixo até a alcova da livraria.

    Próximo, na escuridão, os olhos das figuras encapuzadas os olhavam fixamente.

    Serena brincava com o botão mais acima, ainda fechado, de sua blusa desenhando círculos ao redor com seu dedo. Ela olhou para baixo de forma lasciva e provocando-o com sua língua. Ela levou-o a boca onde desapareceu por uns instantes, até que ela franziu os lábios cuspindo-o de volta.

    Carl ficou decepcionado ao ver que o botão ainda estava preso e abotoado. Conforme a inquietação em seu jeans se tornava mais pronunciada, ele segurou o botão com toda a intenção de arrancá-lo da blusa.

    BLÉM! O som de metal batendo assustou Carl. Todo o seu corpo enrijeceu e ele virou a cabeça em direção ao som. Vários pensamentos inundaram sua mente. Quem ou o que estava ali com eles? Que perigo corriam? Um gato sarnento lançou-se por de trás da lata de lixo no topo da escada e fugiu apressadamente pela calçada. Carl suspirou aliviado e falou, Gato idiota. Quase me matou de susto.

    Serena correu seus dedos pelos cabelos loiros de Carl e disse, Espere para ver.

    As duas figuras encapuzadas breve e silenciosamente emergiram da escuridão. Eles pararam no topo da escada olhando para Carl e Serena. Com suas costas viradas para a escada, Carl não sabia que sua conquista sexual estava sendo observada.

    Carl apalpava Serena como o atleta desajeitado que era. Ele puxou o tecido macio de sua blusa. Alguns botões soltaram-se dando acesso para que ele alcançasse e manuseasse desajeitadamente o gancho de seu sutiã. Dada sua inabilidade, Serena se perguntava se Carl era virgem. Esse pensamento não a agradava, nem desagrava. Era mera curiosidade. Impaciente com a dificuldade de tarefa tão banal, Serena alcançou e soltou o gancho do sutiã, deixando com que caísse no chão e expondo seus seios.

    Ela puxou avidamente a cabeça de Carl em sua direção. As feições de seu rosto indicavam que ela definitivamente estava apreciando os movimentos de Carl naquele momento. Ela ficou satisfeita em saber que ele era mais apto a acariciar seu seios do que tentar obter acesso a eles. A unha afiada de Serena desenhou uma fina linha de sangue ao deslizar pela pele exposta sob o limite do cabelo no pescoço de Carl.

    Carl encolheu-se em dor e surpresa. Ele tocou a parte de trás de seu pescoço e removeu sua mão. Algumas gotas de sangue pingaram no cimento. Você gosta mais selvagem? ele indagou.

    Bastante, respondeu sem hesitar.

    Carl grunhiu ao segurar os braços de Serena, puxando-a contra seu corpo, esfregando-se contra ela com agressividade. Ao tentar desabotoar seu jeans, ambos gemeram de prazer.

    Foi nesse exato momento que as duas figuras encapuzadas atacaram!

    Eles desceram de onde estavam no topo da escada. As figuras encapuzadas golpearam sua cabeça, chutando, em seguida, as partes mais vulneráveis do corpo.

    Ei, que merda!, Carl conseguiu gritar em choque e protesto antes que uma cotovelada em sua boca o interrompesse. O cotovelo pertencia a Serena – que juntou-se aos atacantes!

    Apesar de seus esforços em defender-se, os três se deram melhor em questão de minutos. Uma das figuras encapuzadas removeu

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