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A Queda d’Um Anjo
A Queda d’Um Anjo
A Queda d’Um Anjo
E-book234 páginas3 horas

A Queda d’Um Anjo

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Sobre este e-book

É uma das obras mais conhecidas de Camilo Castelo Branco. Romance satírico que põe a nú, de uma forma caricatural, o desvirtuamento dos costumes da sociedade portuguesa do século XIX. Centrado na figura de Calisto Elói, A Queda d’um Anjo traça o percurso de um fidalgo minhoto, conservador e defensor da moral e dos bons costumes que, ao ser eleito para a Assembleia da República, se perde nos encantos da vida da Capital, contrária à moral do Portugal rural e profundo. Calisto acabou por abandonar a vida casta que praticava e que “pregava” aos seus pares. Para além de Calisto, é possível encontrar outras personagens como a mulher adúltera, ou o deputado corrupto, etc. personagens que ainda hoje podemos encontrar correspondência com pessoas que poderão estar ao nosso lado.
IdiomaPortuguês
Data de lançamento15 de jan. de 2011
ISBN9789898407191
A Queda d’Um Anjo
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    A Queda d’Um Anjo - Camilo Castelo Branco

    Camilo Castelo Branco

    a queda d’um anjo

    prefácio

    Chegar a Lisboa, procedente de Caçarelhos (ou de um outro tão remoto como recôndito ponto do mapa eleitoral português) e apresentar-se no hemiciclo de S. Bento com a honra suada de ter sido elegido pelo seu círculo, é manifestar-se arma de arremesso à conta da força política a que respeita. Pode o interessado levar no peito as suas ambições de servir a região ou a sua própria pessoa, pode perder o vínculo às suas paragens, pode adquirir novos elos a empresas, espreitar sinecuras e lograr administrações a preceito, entrar em negociações ou ser parte negociável, agente secreto ou exposto de directrizes mais ou menos inconfessáveis, ou colunável pela graça de ser. Por vezes até o podem deixar falar, ler o papel de escrita colectiva para que se veja que existe parlamentarmente e poder ser apresentado aos doutores da política nacional. Arregalam-se os olhos com a evolução do senhor deputado, não importa o tempo em que parece existir em São Bento. As estátuas mudas olham-no com simpatia, a Sala dos Passos Perdidos fazem-no ganhar terreno, há sempre um amigo nos jornais a exaltá-lo, uma mudança de estratégia, mesmo de força política, investigando o ângulo para a conveniente opção, e vejam lá se tudo isto não dá, como tem dado, uma novela, um romance, mesmo, como agora se diz, um romance de ficção política! Ou de aventuras políticas, aventuras secretas, almoços e jantares, visitas oficiais aos confins do firmamento, onde brilham estrelas da politologia relativamente encartada.

    O morgado de Agra de Freimas está aí, mesmo neste século XXI, sentado na carteira ao lado da sua, senhor deputado de não importa que força. Se ele, por eventualidade, não se apresentar como Calisto Elói de Silos e Benevides de Barbuda é porque as moscas esvoaçaram em seus nomes, mas não tema que o monturo jaz no mesmo sítio. Ele lhe dará o seu bilhete de visita com o nome com que hoje se apresenta à comunidade. Mas creia que será sempre o Calisto Elói. E não importa que biograficamente não proceda, esse seu ilustre colega, de Caçarelhos, pois até pode ser de Carnicães, Santa Comba ou Abravezes, do Porto, de Viseu ou até da própria cosmopolita Lisboa. Se o leitor não passar de um seu humilde e esperançado eleitor, então experimente reivindicar-lhe um novo hábito de Cristo, que ele lhe prometeu na campanha eleitoral, e verá como deixará de o atender ao telemóvel. E a culpa, ainda por cima, será sua, porque as promessas de campanha não são fiáveis, hem? Porém, acabaram-se os santos hábitos de Cristo, hoje só há maus hábitos e esses apanham-se longe da família, da terra, na administração de uma empresa pública, mesmo municipal, por exemplo hodierno. Mas vamos adiante, que a conversa fede.

    Romance ou novela, canonicamente Camilo Castelo Branco nunca foi demasiado rigoroso com a indicação dos géneros na altura de os indicar no rosto dos seus livros. A Queda d’Um Anjo, tal como acontece com Amor de Perdição, do ponto de vista formal, afigurasse-nos uma novela, porém os leitores da época exigiam romances e romances lhes eram anunciadamente servidos, mesmo nos folhetins em que a ficção não ultrapassava o equivalente a meia dúzia de páginas. Aliás, no rosto desta obra figura romance e na Conclusão é indicado tratar-se de novela! Nada muito sério, afinal. Porém, A Queda d’Um Anjo é a extrema paródia quando Amor de Perdição é a extrema tragédia. E não foi obra que aparecesse subitamente nas livrarias no ano de 1866, em que o autor lançou vários títulos, entre romances[1] e o opúsculo com que participou na célebre polémica Bom Senso e Bom Gosto[2], além de reedições com novas intervenções do autor[3]. Curiosamente, neste mesmo ano em que o editor Campos Júnior[4] lança A Queda d’Um Anjo, surge a sua contrafacção brasileira, supostamente datada do Rio Grande do Sul. O bibliógrafo Henrique Marques diz que esta outra edição poderá tratar-se de uma colecção de recortes (ou aproveitamento de composição) de folhetins também saídos no Diário de Pernambuco, se não copiados do livro original português, pelo menos da publicação original do texto em folhetins no Jornal do Comércio, de Lisboa, de 30 de Abril a 12 de Agosto de 1865[5]. Aliás, em Portugal, o livro deve ter sido lançado em finais deste ano, pois o poeta António Feliciano de Castilho, em carta a 2 de Janeiro do ano seguinte agradece o exemplar que Camilo lhe oferecera dias antes: «Delicioso Natal me deu V. Excia. com o presente romance A Queda d’Um Anjo»[6]. Cego, decerto o poeta e grande amigo de Camilo não tivera, naqueles três meses e meio dos meados desse mesmo ano, quem houvesse caridosa pachorra de lhe ler diariamente os folhetins correspondentes à obra. Porém, o livro parece que sim.

    Vamos um pouco atrás e vejamos a biografia de Camilo neste ano. Este vivia no Porto e entre Maio e Julho, seja dentro do período da publicação dos folhetins no Jornal do Comércio, ele exerceu uma actividade política como nunca o fizera (nem voltaria a fazer). Camilo interveio, como orador, nos comícios eleitorais na campanha do seu amigo e compadre Custódio José Vieira, padrinho do filho mais novo do escritor, Nuno Castelo Branco. Sobre este tema se debruçou António Cabral no estudo Camilo orador, integrado no volume Camilo de Perfil (1914). Vemos por aqui que Camilo, enquanto escrevia A Queda d’Um Anjo, em que as personagens usam e abusam do farfalhudo estilo parlamentar, ele próprio discursava politicamente. Porém, Custódio José Vieira não lucrou com a palavra de Camilo, pois as eleições foram ganhas pelo seu adversário, Faria Guimarães, que viria a ser autarca no Porto e com direito a entrar na toponímia da cidade. É curioso notar que Carlos Borges, um romancista obscuro, mas também empolgado orador na campanha de Custódio José Vieira, saudou Camilo por carta: «E eu que já admirava V. Excia. como romancista, teólogo, moralista e filósofo, tive ainda ocasião de admirar V. Excia. o orador enérgico e veemente que ao bom-gosto dos ornatos oratórios sabe juntar o bom-senso das ideias grandiosas» (1 de Setembro de 1866). Os discursos nos comícios populares chamaram mais e mais a atenção para o autor de romances tão populares como o Amor de Perdição e para aqueles folhetins que punham a ridículo certos profissionais da política!

    Em 1990, nas 7.as Jornadas Camilianas, em Vila Real, a professora chinesa Wang Suo Ying surpreendeu os participantes ao exibir o original da tradução que fizera (e trazia para discutir com os especialistas presentes algumas questões mais bicudas da correspondência entre português e o chinês) de A Queda d’Um Anjo. Não são os pormenores das dificuldades do trabalho da tradutora que aqui nos interessam, mas antes a sua opinião, a opinião de alguém que está lá tão longe, acerca do interesse sociológico transtemporal desta ficção camiliana. Wang Suo Ying sabia de outiva da actualidade em Portugal da obra nos anos 80 e 90 do século passado, depois de ter reconhecido o mesmo de meados do século XIX, mas acrescentou:

    Pelo menos na China, sei que «a queda dos anjos» ocorreu sempre, desde as dinastias feudais até hoje, sendo tema de romances, filmes, óperas, imprensa. Só que na China, devido aos critérios morais próprios à milenar tradição, a transformação dos «anjos sem pecado» nos «homens com pecado» foi classificada sempre como «degeneração» (…) do ser humano, sofrendo portanto maior pressão e maior censura por parte da opinião pública[7].

    E para que nós, portugueses, não consideremos o anjo Calisto Elói um ser isolado como personagem novelesco, Wang Suo Ying lecciona-nos:

    Quase todos os chineses conhecem o nome de Chen Shi Mei, protagonista de muitas peças teatrais. Era um letrado vivido numa província, na época da dinastia Song. Era marido e pai exemplar. A mulher dele trabalhava afanosamente para que ele pudesse dedicar-se à leitura e aos estudos. Certo ano, ele foi à Capital para participar num exame imperial que visava seleccionar os mandarins. Mas aconteceu que, ao ser escolhido como mandarim e vivido na capital, ele mudou gradual e completamente. Esqueceu-se da família, casou-se com a filha do imperador cometendo todos os pecados. Finalmente foi condenado à morte por um juiz honesto[8].

    Já no título, e no início deste texto, demos a entender que A Queda d’Um Anjo é obra de humorístico interesse a todo e qualquer deputado que se preze, por muito que o tempo vá passando. A questão é que o pó não se acumula na capa do livro, pois todas as suas edições têm sido abertas e lidas com um sorriso rasgado. Calisto Elói é o protagonista, é verdade, mas junto dele parece germinar uma outra figura, ou figurão, em que o autor não procura negar ter recortado da realidade. É um dos seus inimigos de estimação, que procede de uma antiga polémica e em vários outros textos de Camilo. O deputado Libório de Meireles assoma na ficção com uma bela fatiota da realidade. Trata-se do doutor António Aires de Gouveia, que hoje não passaria de um ilustre desconhecido, não fora Camilo com o seu toque de Midas!

    Deputado, ministro, par do reino, professor de Direito na Universidade de Coimbra, bispo de Betsaida, bispo eleito do Algarve, arcebispo de Calcedónia, Aires de Gouveia (1828–1916) era uma figura muito peculiar. «Afectado no seu falar de muita lentidão», dizia António Cabral[9]. Tinha fama como orador parlamentar e como orador sagrado. Mas as relações entre Aires de Gouveia e Camilo datam de quando este chegou ao Porto, em 1848. Aquele era filho de um pequeno comerciante (tendeiro, diz Camilo) e dava os primeiros passos como empregado comercial frequentando os mesmos lugares que o jovem escritor. Ao tempo da Queda já era ministro da Justiça.

    Aí três lustros antes da Queda sair como folhetim do Jornal do Comércio, Camilo participou, com outros poetas, num outeiro[10] do Convento de S. Bento de Avé Maria, no Porto. A coberto de três asteriscos, Aires de Gouveia fez uma crónica metendo a ridículo o então seu amigo Camilo. E este não se fez rogado, vingando-se logo. Sabia de fonte limpa – o próprio autor lho dissera quando andava a escrevê-lo! – quem era o poeta de As Comendas, que Aires publicara anonimamente, metendo a ridículo certa gente do Porto que acabara de ser oficialmente agraciada, e denunciou-o na imprensa. A denúncia foi desmentida por Aires, mas em vão. O próprio pai de Aires foi suplicar a Camilo que desse o dito por não dito, mas Camilo negou-se. E o poeta das Comendas escapuliu-se para Coimbra, onde, como alternativa, se matriculou em Direito, tendo feito um brilhante curso. Na verdade, enquanto não optou pela vida eclesiástica, onde também subiu bem na hierarquia, e ali chegou a ser professor da respectiva faculdade!

    Pois, como dizia, Camilo, após ter publicado A Queda d’Um Anjo em folhetins, conforme o costume, preparou a obra para livro, edição que entregou ao editor Campos Júnior, em Lisboa. Foi esse o momento em que pensou na dedicatória e por ela vemos que demorou menos de um mês a dar a obra como publicável em tomo, o que significa que aproveitou o texto tal como saiu no jornal ou a própria composição, o que também não era estranho porque o escritor data a dedicatória, que é apresentada sob a forma de carta a António Rodrigues Sampaio[11], de Leça da Palmeira, onde veraneava, a 27 de Setembro do ano dos folhetins, seja 1865. No entanto, no início do mês, Camilo deslocou-se a Seide («este cenóbio do Minho onde trato de bestificar-me e engordar»), donde escreve algumas cartas. Porém, em Leça, ainda em Agosto desse ano, terminara outro livro, Luta de Gigantes. E sabemos que no final do ano o livro estava pronto nas mãos de Castilho. Ao mesmo político, o redactor daquele que é (com o Avante!) um dos mais célebres jornais clandestinos portugueses, já Camilo dedicara, quatro anos antes, a primeira edição (e apenas essa) do livro Doze Casamentos Felizes[12]. Então, tratando-o por «prezadíssimo amigo», refere que dedica aquelas «bagatelas, que menos valeriam ainda, se não fossem com a consciência e o pesar de valerem tão pouco»! Nas Memórias do Cárcere, Camilo recorda a dedicatória e, referindo-se a Sampaio, diz aos leitores que ele «exercita a virtude da amizade, como se esta per si abarcasse todos os ditames do Evangelho». Porém, assim tratado o homem íntimo, é em 1882 que Camilo, também em dedicatória, no Perfil do Marquês de Pombal, dá melhor notícia do homem público, a quem chama «soldado intrépido e amigo incorruptível da Liberdade que o fez grande, publicista cinquenta anos, ministro algumas vezes e sempre pobre». Nesta dedicatória da Queda, Camilo insiste na modéstia irónica de ser autor de bagatelas e mais seriamente na amizade entre ambos, com o valor acrescentado da gratidão por sua parte.

    Em 1873, Campos Júnior, pelo êxito da obra – não nos esqueçamos que em pouco tempo fora editada em folhetins e volume, para além de uma contrafacção brasileira –, decide reeditá-la ilustrada. Ao que nos diz Camilo, foi-lhe solicitada uma revisão com carácter de urgência. Querendo emprestar à obra um carácter de verdade, o autor adverte expressamente os leitores que essa pressa «estreitou-nos o tempo necessário para colher informações da vida que levaram os personagens desta história, no lapso de sete anos», prometendo então: «se a colheita valer um volume, tem o leitor romance novo; se não, algumas notícias lhe serão anunciadas na futura edição, que muito é de esperar de livro por tanta maneira sincero e transigente com as paixões más e com os tolos piores». Sendo esta reedição ilustrada, para dar força ao gozo do dedo com que aponta, Camilo promete: «A terceira edição pode ser que venha à luz com as veras efígies, se pudermos coligir as fotografias dos personagens». E, promissoramente, observa: «Tudo se fará, porque tudo se deve ao público português, tão pródigo de carícias e tesouros com quem o serve literariamente». Ora, se Camilo não chegou a coleccionar estes daguerreótipos animais, sobra essa função como exercício imaginativo, e silencioso, muito nosso, à conta da prudência e à revelia dos tribunais.

    Calisto Elói, antes de ocupar o seu escano parlamentar, relê as histórias grega e romana, prepara o seu armamento retórico e calibra-o com os princípios conservadores que sempre o nortearam, apoiando-se a palavra em alimento de presunto e orelheira e ancoretas de vinho velho em alforge de viagem. Os títulos dos capítulos são eloquentes: O demónio parlamentar descobre o anjo, Asneiras da erudição, Virtuosas parvoiçadas, Quantum mutatus!, Vence o demónio! Choram os anjos, Saldo de contas conjugal – como exemplos mais flagrantes. E, depois, Calisto Elói, títere camiliano, ainda clama no Parlamento algo que não há muito pudemos ouvir, de um modo mais ou menos idêntico, no mesmo espaço tribunício: «O que eu requeiro, em nome da justiça e da pobreza do País, é que se não sisemos povos provinciais para manutenção dos divertimentos de Lisboa»! Bem, convenhamos que durante a leitura deste livro ninguém fica indiferente, se leu as crónicas parlamentares coevas! E quem perdeu a memória mais próxima a ponto de passar os olhos sem alarme no Cap. IX aquela discussão no avoengo plenário:

    O presidente: – Tem a palavra o nobre deputado Calisto Elói de Silos de Benevides de Barbuda.

    – Senhor presidente! – disse Calisto. – Eu entendi quase nada, porque o sr. Deputado dr. Libório não falou português de gente (riso nas galerias). As laranjas, espremidas de mais, dão sumo azedo, que corta a língua. O sr. Deputado fez do seu idioma laranja azeda. Se a linguagem portuguesa fosse aquilo que eu acabo de ouvir, devia de estar no vocabulário da língua bunda. Parece-me que os obreiros da Torre de Babel, quando Deus os puniu do atrevimento ímpio, falaram daquele feitio! (Ordem! Ordem!)

    O orador: – Ordem, srs. Deputados, peço eu para a língua portuguesa! Peço-a em nome dos ilustres finados Luís de Sousa, Barros, Couto, e quantos, no dia do Juízo, se hão-de filar às pernas do Sr. Dr. Libório.

    O presidente: – Peço ao ilustre deputado que se abstenham de usar frases não parlamentares.

    O orador: – Tomo a liberdade de perguntar a V. Excia. Se as locuções repolhudas do ilustre colega são parlamentares; e, se o são, peço ainda a mercê de se me dizer onde se estudam aquelas farfalhices. (Vozes: Ordem! Ordem!)

    E para que o leitor da época se não distraísse de quem encobria a máscara dr. Libório de Meireles, Camilo mete notas de pé-de-página indicando que «o orador forrageou os elegantes dizeres (…) na feracíssima seara de um livro do Sr. Dr. A. Aires de Gouveia Osório, intitulado: A Reforma das Prisões[13].» E não se coíbe de se referir directamente ao seu velho inimigo. Entretanto, para que o leitor se não perca na história da máscara dr. Libório de Meireles, bastará que esteja atento entre as biografias de ambos, uma aqui

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