Sintonia da Mente: Expurgando o Sofrimento e Alterando a Própria Realidade by R.L. Gomide by R.L. Gomide - Read Online
Sintonia da Mente
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Summary

Conhecimentos e técnicas mentais milenares se chocam e se harmonizam com o novo e o tecnológico, permitindo uma expansão da mente e do espírito rumo a uma compreensão maior de si mesmo e do universo à sua volta. Uma nova filosofia de vida, onde a mente é capaz de controlar o sofrimento e alterar a própria realidade proporcionando paz de espírito, harmonia e controle de sua própria vida.

Aprenda a enxergar a realidade concreta acerca do universo e de si mesmo. Uma transformação, franca e sincera, onde as verdades convencionadas são postas à prova, dando origem a uma nova filosofia de vida onde o sofrimento é uma escolha e a realidade pessoal pode ser alterada para aquilo que se deseja alcançar em harmonia, paz e liberdade de espírito onde seu foco determina a sua própria realidade.

Obra desenvolvida com o objetivo de aprimorar a mente humana rumo a um entendimento mais profundo e objetivo acerca dos mistérios da vida, do universo e de si mesmo. Um diálogo íntimo, franco e sincero buscando auxiliar aqueles que se encontram mergulhados em um turbilhão de problemas, onde suas mentes se encontram cansadas, bloqueadas, impossibilitadas de encontrar uma saída eficaz do caos no qual se encontram.

Trata-se de uma filosofia de vida diferenciada, onde a verdade sintética do mundo à nossa volta se funde com conhecimentos e técnicas de controle mental milenares, dando origem a uma abordagem única com o propósito de libertar a mente da prisão caótica na qual ela se encontra. Visa permitir que a mente assuma o controle de si mesma, alterando as bases que lhe causam sofrimento, permitindo que o indivíduo possa determinar quem ele deseja ser. Concede à mente o poder necessário para moldar a própria realidade, transformando seu mundo naquele que ela tanto deseja.

Published: R.L. Gomide on
ISBN: 9781310749810
List price: $3.99
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Sintonia da Mente - R.L. Gomide

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Introdução

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A maior clareza de pensamento que se pode ter é enxergar que o maior conflito não é entre o bem e o mal, mas sim entre o conhecimento e a ignorância. O valor de um ser humano é medido pelo seu conhecimento. Quem tem conhecimento é valioso, quem não o tem, não possui valor. Pois o sábio é feliz por si mesmo, independente de outras pessoas. Ele se basta e se completa, não dependendo de nada mais que ele mesmo. Só quando aprendemos a sermos felizes sozinhos é que nos tornamos aptos a sermos felizes com outras pessoas. A felicidade deve ser plena e completa, nos preenchendo de tal forma que nos ultrapasse, transborde, preenchendo nossas vidas e de todos aqueles a nossa volta.

Feliz é aquele cujos pensamentos são livres de ilusões e superstições. Existem três classes de pessoas que são infelizes: aquelas que não sabem e não perguntam, aquelas que sabem e não ensinam e aquelas que ensinam e não fazem. Aqueles que te conhecem, sabem. Aqueles que não o conhecem, julgam. Aqueles que pensam que sabem tudo sobre você, estão enganados. Para ver o que poucos viram, você tem que ir onde poucos foram.

Persistir na raiva é como apanhar um pedaço de carvão quente com a intenção de o atirar em alguém. É sempre quem levanta a pedra aquele que se queima. O que somos é consequência do que pensamos. Nascemos para morrer, conhecemos pessoas para as deixar e ganhamos coisas para as perder.

Conhecer aos outros significa ser sábio, mas conhecer a si próprio significa ser iluminado. Uma mente perturbada está sempre ativa, saltitando daqui para lá, sendo difícil de ser controlada. Mas a mente disciplinada é tranquila, portanto, é sempre bom ter a mente sob controle. Aquele que protege sua mente da cobiça e da ira, desfruta da verdadeira e duradoura paz. Quanto mais evitar qualquer acomodação, mais nitidamente conseguirá distinguir entre o que é certo e o que é errado para si mesmo. Dominar-se a si próprio é uma vitória maior do que vencer a milhares em uma batalha.

Não são poucas as vezes que as diversas formas de infelicidade nesta vida são provocadas por erros de decisão ou escolha. Portanto, é errado considerar que todos os acontecimentos são manifestações de carmas ou destinos pré-determinados. Desta forma, precisamos ter sabedoria no momento em que tomamos decisões na vida e em nossas ações diárias. Uma pessoa que ganha duzentos reais por mês e gasta duzentos e cinquenta, certamente irá sofrer com os cobradores e a falta de dinheiro. Assim, começará a se lamentar dizendo sofrer de ‘karma financeiro’. A falta de sabedoria e o erro de decisão provocaram a manifestação de um sofrimento, e esse sofrimento em si é efeito do karma.

As pessoas não são nobres desde o nascimento, mas se enobrecem através de suas ações. As pessoas não são medíocres desde o seu nascimento, mas tornam-se assim através de suas ações. Se existe alguma diferença entre as pessoas, então essa diferença está somente nas suas realizações. Portanto, seu foco determina a sua realidade. Para ser grandioso, torne-se grandioso.

Capítulo 1

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Seu Foco Determina a Sua Realidade

Desde que nascemos, somos condicionados a enxergar o mundo com os olhos de nossos pais, que, por ventura, foram ensinados pelos nossos avós e assim, sucessivamente, ao longo dos séculos remontando ao nascimento da sociedade na qual estamos inseridos.

Este condicionamento cria uma noção de realidade na qual nos inserimos de forma inconsciente, com a premissa de que tudo aquilo no qual acreditamos é a mais pura verdade, infinita, imutável. Este condicionamento vai desde os valores morais, sociais, religiosos e até sexuais. Aquilo que acreditamos como sendo certo e errado, belo e horrendo, valioso e sem valor. São estes conceitos que regem a forma através da qual nossa mente enxerga o mundo e a realidade à nossa volta.

Contudo, esses conceitos, quando analisados friamente, com uma visão crítica e sintética, ou seja, desprovida de emoções, de sentimentos e de idiossincrasias, revelam a sua mais profunda efemeridade, jogando todas as nossas certezas por água abaixo. Citando Obiwan Kenobi, "verá que muitas das verdades às quais nos apegamos dependem exclusivamente do nosso ponto de vista". Mas o que exatamente isso quer dizer?

Uma forma bem simples para começarmos a entender o que é a ‘sintonia do ponto de vista’ pode ser encontrada no seguinte exemplo: em algum momento de nossas vidas, quando crianças, nos foi ensinado que determina cor tinha o nome de vermelho, outra de azul e assim por diante. Cada coleguinha da sala de aula aprende as cores e todos ficam alinhados de que aquela cor será chamada de vermelha e a outra de azul. Contudo, pode ser que uma criança enxergue um tom esverdeado e a convenção diga a ela que aquela cor deverá ser chamada de vermelha. Ele não tem um nome para o padrão de cor que ele está enxergando, mas passa a classifica-la como sendo vermelha, pois foi assim que lhe foi ensinado. Ele cresce acreditando que aquela cor é a cor vermelha e se expressa baseado nesta premissa.

Chega então um ponto em sua vida na qual ele lê um artigo falando sobre as cores e que os cientistas agora encontraram uma maneira de classificar as cores através de determinadas características do padrão de espectro da onda da luz. Baseado nesta nova visão de mundo, a cor que ele antes acreditava ser a cor vermelha é, na realidade, o tom esverdeado que ele sempre enxergara, mas que muitos dos outros coleguinhas não. Essa nova informação dá a ele um novo conceito de realidade. Uma nova janela para o mundo se abre e ele então começa a questionar o que mais ele acredita que poderia não ser exatamente aquilo que ele acredita.

Inicia-se, neste momento, uma jornada pela verdade, em busca de uma visão mais ampla e plena de tudo aquilo que ele acredita. Suas verdades são colocadas à prova e um chocante fato, inevitavelmente, acaba sendo descoberto, o de que tudo aquilo que ele acreditava ser verdade depende, exclusivamente, de suas crenças. Sua visão de mundo, do certo e do errado, de tudo aquilo que ele acredita ser universal e que crê que todos os demais seres humanos do mundo acreditam, acaba caindo por terra e uma sensação de solidão e insegurança começa a surgir dentro de sua alma.

A maioria daqueles que passa por essa ‘revelação’, por assim dizer, sente uma profunda angústia, um arrepio na parte de trás da nuca, fazendo com que todas as suas certezas sejam colocadas à prova. Essa sensação de insegurança é a principal razão de tantas pessoas se fecharem e lutarem para fazer de suas crenças uma verdade, mesmo que de forma impositiva, pois, do contrário, toda a sua existência perderia o sentido.

Vemos esse tipo de comportamento a todo momento, com um monte de gente lutando por conceitos e ideias absurdas, tentando fazer com que um grande número de pessoas também acredite nas mesmas coisas que elas. Mas, ao analisarmos a fundo esse tipo de comportamento, podemos perceber, claramente, que elas o fazem por puro medo. Medo de que seu mundo desmorone, medo de que tudo aquilo no qual acreditam seja nada mais que uma mentira e que tudo o que fizeram, tudo o que deixaram de fazer, todos os seus sacrifícios, tenham sido em vão, baseados em uma mentira contada pelos seus pais, amigos, professores, mentores e ídolos.

Os primeiros indícios de que existe alguma coisa errada com aquilo que nos é ensinado surgem na época da escola, quando estamos sendo doutrinados pelos ensinamentos dos professores, cuja filosofia se encontra presa ao que é estipulado pelo Estado. Nos é ensinado aquilo que os dominantes desejam que saibamos, e ponto final. Sejam estes dominantes nossos próprios pais, nossos mestres, nossa igreja e assim por diante. Em algum momento de nossas vidas, enxergamos indícios de que algo não está certo, que algo não está batendo com aquela versão ilusória da realidade e quando questionamos a respeito dessa incongruência, muitas vezes somos hostilizados. Isso acontece para causar constrangimento, para causar um trauma que nos impeça de questionar e a grande maioria cede a este tipo de pressão e desiste. Mas ao longo de nossas vidas, vamos sempre nos lembrar daquela vez em que o mundo deixou de ser um lugar tão familiar e que tínhamos uma pergunta para fazer, mas que jamais chegamos a fazê-la.

Quando você começa a estudar outro idioma, essa visão de que o mundo não é tão simples volta a atormentar a sua mente. Você começa a perceber que existem culturas muito diferentes no mundo e que as culturas mais avançadas tecnologicamente, juridicamente, militarmente e socialmente têm uma visão de mundo completamente diferente da sua. Veja, por exemplo, a questão da religião. Na religião cristã católica, ensina-se que o foco primordial é o espírito e que a nossa presença neste mundo é algo transitório e passageiro e que a maior recompensa será ganha quando morrermos e formos para o outro mundo. Mas no protestantismo, principalmente nos Estados Unidos da América, o conceito é de que Deus se manifesta em sua vida através de suas conquistas. Quanto mais dinheiro você conseguir, mais próximo de Deus você estará. Claro, isso a grosso modo, interpretando o jeito de ser e a cultura dos norte americanos.

Percebe aqui a grande diferença de crença de uma cultura e outra? Numa visão de mundo, você não deve cobiçar bens materiais para estar mais próximo de Deus, noutra, busque bens materiais pois, quanto mais você tiver, mais próximo de Deus você estará. A motivação é a mesma, estar próximo a Deus, mas a forma como você deve conquistar esse objetivo é radicalmente diferente. Qual das duas visões de mundo é a correta? Numa você se sujeita a abrir mão das coisas materiais, podendo até mesmo passar necessidade. Noutra, acumula riquezas, pois para conseguir acumular tais riquezas, Deus teve que estar do seu lado para que pudesse consegui-las. A resposta é que nenhuma delas é a correta, e nenhuma delas é a errada. São simplesmente visões diferentes de mundo, de maneiras de encarar a vida. A correta deve ser aquela que melhor se encaixa aos seus próprios objetivos de vida.

Veja, por exemplo, a questão da interpessoalidade. No Brasil, o povo é socializável ao extremo, é muito fácil fazer amigos e se enturmar. O mesmo já não acontece na Inglaterra, por exemplo, onde as pessoas são mais formais. Nos Estados Unidos, lavam-se as calçadas e as ruas têm uma aparência impecável. Na Índia, ao caminhar pelas ruas, vemos poeira, excrementos de animais e tudo quanto é tipo de coisa. Claro que estou dando um exemplo generalizado aqui, isso não significa que todo o território dos Estados Unidos ou da Índia seja desta forma. Mas é o que vemos até mesmo em filmes, ou em vídeos postados de celulares ou quando se vai pessoalmente a estes dois países. Simplesmente é algo que se constata meramente observando.

Até mesmo a forma como achamos algo belo é condicionado. Por exemplo, no ocidente, estamos acostumados a ver as mulheres de calças compridas, saias e usando biquínis nas praias. Mas em países muçulmanos, as mulheres estão cobertas dos pés à cabeça. Como você consegue enxergar beleza em uma pessoa que está toda coberta? Mesmo assim, lá ocorrem casamentos, como em qualquer outro lugar do planeta.

Veja, por exemplo, pessoas que sentem atração por um determinado tipo de cabelo, cor de olho, cheiro ou até mesmo o formato dos pés. São coisas que aprendemos a gostar por puro condicionamento. Este condicionamento pode ocorrer por coerção, quando somos ensinados pelos pais ou pela sociedade a gostarmos de determinado estereótipo, por traumas ao longo da infância, ou por escolha pessoal, quando atingida a idade adulta.

Um exemplo bem simples, para facilitar o entendimento do que estou falando, é o fato de uma pessoa adulta sentir atração por uma mulher de cabelos lisos e pretos, com os olhos ‘puxadinhos’, justamente porque, na sua infância, ele assistia a muitos filmes e/ou seriados japoneses e seu estereótipo de beleza e desejo acabou sendo este, por puro autocondicionamento. Ou ainda, quando se cresce gostando de um determinado cantor e acaba-se desejando uma pessoa com as mesmas características físicas dele. Isso é muito comum e podemos ver isso a todo momento. Se parar para fazer uma autoanálise, verá que isso acontece com você mesmo, o tempo todo.

Portanto, é crucial entender que a realidade à qual estamos condicionados é fruto de uma programação mental. Tudo o que entendemos como sendo a nossa própria verdade, é, na realidade, a verdade de uma outra pessoa da qual herdamos tais fundamentos e passamos a assimilá-los como sendo nossos. A grande maioria de tudo o que você julga como sendo originalmente seu, na realidade, é copiado de outro lugar, onde você viu, ouviu, sentiu ou leu e assimilou tais padrões mentais ao seu próprio padrão mental único. Ou seja, suas crenças quase nunca são realmente suas até que você comece a fazer seus próprios questionamentos e consiga suas próprias respostas.

As crenças exercem um poder enorme em nossas vidas, pois são elas que se tornam as bases, os alicerces, sobre os quais construímos nossas certezas existenciais. Vivemos nossas vidas baseadas nestas certezas e, comumente, não aceitamos que elas sejam questionadas. Pode observar que sempre que uma crença bem enraizada em nossa mente é questionada, imediatamente ficamos na defensiva, criando desculpas e inventando situações onde aquelas certezas foram comprovadas tentando, desesperadamente, convencer a outra pessoa de que aquilo no qual acreditamos é o mais correto. Frequentemente não nos damos conta de que chegamos até mesmo ao ponto de inventar pequenas mentiras para justificar ou embasar um determinado tipo de crença. Há alguns que chegam até ao ponto de matar, unicamente para reafirmar um determinado ponto de vista.

Veja, por exemplo, o caso de pessoas fundamentalistas, que chegam a considerar justificável matar outras pessoas pelo simples motivo de pensarem diferente delas. Recentemente vimos um caso bem evidente de um ataque à revista Charlie Hebbo na França por um grupo de fundamentalistas islâmicos pelo simples motivo da revista estar publicando matérias que são contrárias à visão de mundo deles. Alguns dirão, "mas a revista estava fazendo chacota da religião deles, ridicularizando