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Sedução siciliana

Sedução siciliana

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Sedução siciliana

notas:
4/5 (2 notas)
Duração:
169 páginas
3 horas
Lançados:
Jan 16, 2012
ISBN:
9788490106549
Formato:
Livro

Descrição

Siciliano de nome, escandaloso e sedutor por natureza!
Alessandro Leopardi orgulhava-se de conhecer as mulheres muito bem. Assim, quando percebeu que Leonora Thaxton pilotava o seu jacto privado, ficou furioso! Em primeiro lugar, Alessandro não empregava pilotos femininos por distraírem a sua atenção. Em segundo lugar, Leonora era tão bonita que lhe custava acreditar que tivesse conseguido enganá-lo. Leonora não sairia daquela situação sem um castigo. O milionário de coração de pedra queria uma amante para uma noite... depois, deixá-la-ia ir-se embora.
Contudo, quando a actuação pública se transformou numa sedução privada, Alessandro apercebeu-se de que talvez ela tivesse mais importância para ele do que pensara.
Lançados:
Jan 16, 2012
ISBN:
9788490106549
Formato:
Livro

Sobre o autor

After reading a serialized Mills & Boon book in a magazine, Penny Jordan quickly became an avid fan! Her goal, when writing romance fiction, is to provide readers with an enjoyment and involvement similar to that she experienced from her early reading – Penny believes in the importance of love, including the benefits and happiness it brings. She works from home, in her kitchen, surrounded by four dogs and two cats, and welcomes interruptions from her friends and family.


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CAPÍTULO 1

A cama, onde, nus, ambos estavam deitados, era alta e estava coberta por um sensual tecido de seda. Mas esse toque na sua pele não se aproximava da sensualidade erótica do toque dele, nem o sussurro do tecido ao beijá-la conseguia comparar-se com a paixão de um beijo dele.

O seu rosto estava entre as sombras, porém conhecia os seus traços de cor, desde a intensidade abrasadora dos seus olhos escuros, passando pela arrogância do seu perfil, até chegar à sensualidade explícita da sua boca. Sentiu como o prazer renascia no seu interior. Olhar para ele despertava e excitava a sua feminilidade de uma forma e a um nível que nunca nenhum outro homem conseguira alcançar. Tal como ela era a única mulher capaz de o complementar inteiramente como homem. Tinham sido feitos um para o outro, a união perfeita, e ambos sabiam. Só ali, com ele, conseguia ser ela própria, baixar a guarda e partilhar o seu desejo e o seu amor.

Ele conseguia fazer com que o desejasse de mil, de cem mil, maneiras diferentes. O seu sorriso não deixava lugar para dúvidas que sabia que todo o seu corpo tremia de deleite com cada carícia lenta e deliberada dos seus dedos na curva do seu seio.

Ela respirou fundo e fechou os olhos. A mão dele desceu sobre a sua barriga e, depois, mais abaixo…

Com remorsos, Leonora obrigou-se a parar de sonhar acordada e disse para si que, se não começasse a preparar-se e deixasse de perder tempo, chegaria atrasada.

Era uma parva. Certamente, os seus irmãos não hesitariam em pensar assim. Conseguia imaginar as gargalhadas de desdém com que receberiam a sua fantasia e o segredo da sua profunda natureza sensual.

Esse era o problema de ser uma rapariga entre dois irmãos. Os três tinham nascido muito seguidos. Piers era apenas dezoito meses mais velho do que ela e Leo, um ano mais novo. O facto de terem perdido a sua mãe muito cedo, por causa de um condutor que circulava a velocidade excessiva, quando ela ia buscá-los à escola, afectara todos, incluindo o seu pai, um ex-desportista profissional que se retirara para gerir uma empresa de roupa desportiva. O seu pai achara que uma boa forma de preparar os seus filhos para o mundo adulto era promovendo a competição entre eles. Além disso, era um homem bastante rígido. Depois da morte da sua mãe, Leonora sentira-se obrigada a esforçar-se ainda mais para ser «um dos rapazes» pelo bem do seu pai, proibindo-se de chorar.

O seu pai amara-os muito a todos, porém era um homem tradicional e não soubera demonstrar o seu amor a uma filha sem mãe. Leonora não o culpava por isso. Na verdade, era uma grande defensora do seu pai e dos seus irmãos e, mesmo já sendo adultos, formavam uma família muito unida. Mas, mesmo assim, tinham dado as boas-vindas à sua madrasta, quando o seu pai se casara há três anos. Ver o seu pai tornar-se mais flexível e assumir os seus sentimentos sob a tutela gentil da sua segunda esposa fizera com que Leonora se sentisse mais consciente do que perdera com a morte da sua mãe.

Às vezes, só se mantinha de pé graças ao orgulho, enquanto se debatia entre a sua necessidade crescente de ser a mulher que sabia que poderia ter sido e a crua realidade da maria-rapaz competitiva que o seu pai a ensinara a ser. Algumas vezes, sentia-se tão impotente e perdida, que receava não se encontrar. Quando era fiel a si própria e um dos seus irmãos se ria dela, sentia-se devastada e voltava a ser a rapariga hostil e combativa que fora na sua infância.

E outras vezes, como naquele momento, refugiava-se nos seus sonhos privados.

O facto de precisar de fantasiar sobre estar com um homem que a amasse e desejasse e com quem pudesse ter sexo, em vez de o viver, devia-se até certo ponto à forma como crescera. Ouvir os seus irmãos a comentar as suas experiências sexuais fizera-a recear ser julgada e condenada, tal como eles pareciam julgar as outras raparigas.

Não se considerava sensível ou tímida, todavia a forma como os seus irmãos adolescentes tinham falado das raparigas, dando-lhes pontos por disponibilidade, aspecto e destreza sexual, levara-a a pensar que nunca queria ter de se perguntar se algum rapaz estaria a falar dela aos seus amigos dessa maneira. Por isso lutara contra a sua natureza apaixonada, escondendo-a atrás da sua atitude jocosa de ser «um dos rapazes».

Enquanto as outras raparigas adquiriam confiança na sua sexualidade à medida que se tornavam mulheres, ela aprendera a recear a sua.

Já não era assim, claro. Os seus irmãos tinham crescido e, com vinte e sete e vinte e quatro anos, tinham superado a fase adolescente de falarem da sua vida sexual e das suas namoradas com os amigos.

Ela também amadurecera e, com vinte e cinco anos, sentia-se incomodada com a sua virgindade e agradecia por ninguém, em especial os seus irmãos, saber que era assim. Também não se permitia pensar na sua carência de experiência sexual com frequência, excepto de uma forma brincalhona e protectora. Tinha preocupações mais importantes como, por exemplo, encontrar um emprego. Ou melhor, conseguir o emprego. Entrou no duche.

Quando eram crianças, os três eram magros e altos. Piers e Leo tinham alargado. Leonora, embora não fosse magricela, continuava a ser muito esbelta para o seu metro e setenta e cinco de altura. Ainda tinha a pele dourada devido a umas férias nas ilhas Canárias, os seus seios eram firmes com mamilos escuros e demasiado cheios para poder esquecer o sutiã. Nos seus dias de «maria-rapaz», desejara poder fazê-lo, odiando as restrições que a roupa de rapariga impunha, enquanto competia com o seu irmão mais velho e se certificava de que o mais novo não abusava com ela.

Pensou, irónica, que aquela era a cruz dos filhos do meio e que não melhorava com o tempo.

Saiu do duche tão rapidamente como entrara e atravessou o quarto com as suas pernas compridas e esbeltas, secando-se com a toalha e com os caracóis escuros húmidos e despenteados.

O seu uniforme de piloto estava sobre a cama. Ao vê-lo, sentiu um aperto no coração. Leo queixara-se da perda do seu uniforme de substituição no Natal e tivera a certeza de que alguém da família desconfiaria dela, sobretudo porque Leo lhe prometera que a deixaria ocupar o seu lugar. Por sorte, ninguém dissera nada.

A pobre Mavis, que trabalhava na lavandaria que ficava a duas ruas do apartamento minúsculo que Leonora arrendara em Londres, dissera que seria impossível ajustar o casaco para que lhe servisse, já para não falar do gorro. Todavia Leonora garantira-lhe que confiava nela e, no fim, a sua fé fora recompensada.

Leonora sabia que muitos dos seus amigos a consideravam sortuda por ser autónoma e dar aulas privadas de mandarim. No entanto Leonora, que não cultivara o seu dom para as línguas para se tornar professora, falava russo, mandarim, francês e italiano, para além de inglês.

A vida, às vezes, não era justa e era ainda menos no caso de uma rapariga com dois irmãos. Fora a primeira a dizer que o que mais desejava no mundo era ser piloto de uma linha aérea, porém fora o seu irmão mais novo quem conseguira o emprego dos seus sonhos, pilotando o jacto privado de um milionário, proprietário de uma linha aérea com sede em Florença. Ela, pelo contrário, ensinava mandarim. Como o seu irmão mais velho dissera mais de uma vez, a culpa era dela por insistir em qualificar-se como piloto quando nesse campo seria mais difícil para uma mulher encontrar emprego.

Havia mulheres que o faziam, sem dúvida, muitas, mas Leonora não queria um trabalho aborrecido que envolvesse voos curtos de um dos aeroportos regionais da Grã-Bretanha. Ela queria muito mais.

Como filha do meio e entre dois rapazes, Leonora sentia-se como se tivesse passado toda a vida a lutar para se fazer ver e ouvir. E, finalmente, naquele dia, ia consegui-lo, quando ocupasse o lugar do seu irmão nos controlos do jacto privado do proprietário da Linhas Aéreas Avanti.

Leo tentara desmentir a sua promessa, mas ela recordara-lha que lhe devia um presente de aniversário e um enorme favor por lhe ter apresentado Angelica, a sua bela namorada polaca.

– Sê razoável! – protestara ele. – Não posso deixar que me substituas.

Contudo Leonora não tinha nenhuma intenção de ser razoável. Isso encaixava com o tipo de raparigas sexualmente seguras, que os homens seduziam. Não com alguém como ela, que levantara barreiras à sua volta, que se comportava como uma maria-rapaz e que aceitava qualquer desafio. Fazia-o há tanto tempo, que não sabia se conseguiria mudar de rumo e transformar-se na mulher que poderia ter sido. Era-lhe muito mais fácil continuar a ser indómita e estar sempre disposta a desafiar qualquer um dos seus irmãos, ou qualquer outro homem, e ganhar, do que admitir que, às vezes, desejava ser outro tipo de rapariga.

Alessandro saíra com o sobrolho franzido da sua reunião em Londres, embora tivesse corrido bem, e continuasse bem vinte minutos depois, quando a limusina o deixou à frente do Hotel Carlton Tower.

Era alto e mexia-se com uma segurança que, embora os homens a atribuíssem à arrogância, as mulheres percebiam como sendo a confiança de um homem que sabia dar e receber prazer sensual. Os traços do seu rosto siciliano bronzeado, curtidos e ferozes, podiam ter sido os de um imperador romano guerreiro. Eram indicador do orgulho de se sentir diferente ou, talvez, superior ao resto dos homens. Tinha o cabelo escuro e encaracolado muito curto e os seus olhos, com pestanas espessas, eram de uma cor cinzento-escura extraordinária. Mexia-se com a agilidade e a graça de um predador. Os homens tratavam-no com cautela e respeito. As mulheres, intrigadas por ele, desejavam-no.

O porteiro reconheceu-o e cumprimentou-o pelo nome e a bonita recepcionista olhou para ele com dissimulação enquanto atravessava o hall, a caminho do elevador.

No bolso do casaco tinha a causa da sua irritação: um convite formal e um bilhete, mais uma ordem do que um pedido, do seu irmão mais velho a recordar-lhe que esperavam a sua presença nas celebrações do fim-de-semana comemorativo do nono centenário da concessão dos títulos nobiliárquicos à família. Começariam no dia seguinte à tarde, na residência principal da família, na Sicília. Desculpar-se não era uma opção.

É claro, quando Falcon, o mais velho dos três, afirmava algo do género, o dever dos seus irmãos mais novos era apoiá-lo, tal como ele os apoiara durante os seus anos de infância, tão cheios de sofrimento.

No entanto, dessa vez, Rocco, o irmão mais novo, livrara-se dos deveres familiares porque estava de lua-de-mel. Alessandro achara que ele também se livraria porque estava em plena negociação da compra de outra linha aérea. Porém o facto de Falcon ter usado a ironia de lhe enviar o convite formal, juntamente com o bilhete, deixava muito claro que o esperava.

Antonio, o seu meio-irmão mais novo, que o seu pai amara mais profundamente do que aos três mais velhos juntos, também não estaria lá. Falecera num acidente de viação e isso, por sua vez, causara um problema cardíaco terminal ao seu pai. Os médicos davam-lhe um ano de vida no máximo.

Só os seus irmãos entenderiam porque Alessandro se sentia tão pouco afectado pelo falecimento inevitável do seu pai, dado que tinham partilhado a mesma infância. O seu pai amara Antonio, não a eles. Ninguém lhes oferecera amor. Nem a sua mãe, que morrera pouco depois de dar à luz a Rocco, nem, especialmente, o seu pai.

Alessandro olhou para a janela, relembrando as sombras escuras do castelo Leopardi e o quarto em que se deitara às escuras depois de o seu pai gozar com ele por chorar a sua mãe morta.

– Só os tolos e os fracos choram por uma mulher. Mas isso é exactamente o que és: um inútil segundo filho que nunca será o primeiro. Recorda-o quando fores homem, Alessandro. Nunca serás mais do que um segundo prato.

Segundo. Aquela palavra tinha-o torturado e açoitado. E também lhe dera força.

No entanto, não fora Falcon, o seu primogénito, que o seu pai amara com loucura. Fora Antonio, o único filho da sua segunda esposa, uma mulher que fora sua amante durante anos e que, com a conivência dele, humilhara e envergonhara a sua mãe. Antonio, ardiloso e manipulador, fora muito consciente do poder que tinha sobre o seu pai e de como usá-lo em seu benefício. Nenhum dos seus meios-irmãos gostara dele. Contudo Alessandro era o que tinha mais razões para o odiar.

Embora já se tivesse distanciado do menino a que o seu pai recordara constantemente que o seu papel na vida não tinha importância, que seria um herdeiro substituto no caso de acontecer alguma coisa a Falcon, as cicatrizes de ter crescido a sentir que tinha de justificar a sua existência e demonstrar o seu valor continuavam presentes.

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