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Comprimento:
24 página
18 minutos
Lançado em:
Sep 7, 2016
ISBN:
9781370687893
Formato:
Livro

Descrição

"A noite estrelada, pinceladas de um Monet que almejava mostrar-te, insinuou-se sobre as nossas cabeças. Um a um extinguiram-se os candeeiros, lavaram-se as vitrinas e as portas arrastavam-se, para depois se darem duas voltas à chave e se fazer caso de cada passo. Do Chave de Ouro vinha a única luz e, à distância, a Laurinda despedia-se com um último aceno de mão enluvada. Voltei a perguntar-me que espécie de contento lhe encurva os lábios quando sorri."

Lançado em:
Sep 7, 2016
ISBN:
9781370687893
Formato:
Livro

Sobre o autor

Célia Correia Loureiro nasceu em Almada, em 1989. Licenciou-se em Informação Turística pela Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, mas garante que a sua vocação é a escrita. Desde cedo começou a contar histórias através de ilustrações. Aos doze anos leu o seu primeiro romance e, desde aí, não parou de ler nem de escrever. Com algumas obras terminadas, apresenta-se aos leitores através da Alfarroba com "Demência" em Nov. de 2011 e, em Out. de 2012 lança, pela mesma chancela, "O Funeral da Nossa Mãe". "A Filha do Barão" é o seu terceiro romance e também a sua estreia no seu género favorito: a novela histórica.


Amostra do Livro

A Lucidez - Célia Correia Loureiro

3.

Quando entrámos pelo portão de casa, na Rua da Estrela, indiquei-lhe o caminho para os antigos estábulos. Desde o carro a motor que apenas mantínhamos uma antiga égua e um cavalo que o Bento adquirira a um toureiro de Alter, e que montava de quando em vez. O Bento tinha cultivava até o prazer inconfessado de viajar de americano, desconfio que lhe agradavam as lavadeiras.

– É para deixar o carro no estábulo? Amanhã não vai sair, minha senhora?

Insisti, apontando, que seguisse pelo carreiro mais estreito.

Uma vez o carro imobilizado, certifiquei-me, quase petrificada perante as ideias que me cruzavam a mente, que dali não éramos vistos da casa. A Lucinda estaria a tratar do almoço, cujas indicações haviam sido transmitidas aquando do desjejum. A Adelina fora até à lota e quando assim era só chegava pela hora de almoço, e entrava pelo portão lateral. O jardineiro só vinha duas vezes por semana. Estávamos sozinhos e tínhamos, na melhor das hipóteses, uma hora.

Mantive-me sentada muito quieta, com as mãos enluvadas pousadas no colo, o chapéu a ocultar-me parte do rosto e os caracóis a rodearem-no.

O Joaquim abriu-me a porta, como lhe competia fazer. Em vez de deixar que me auxiliasse a sair para o saibro do pátio traseiro, estendi-lhe a mão e bloqueei-lhe o movimento de me puxar para fora. Olhámo-nos por um instante. Não saberia o que dizer, mas entendia que lhe fosse mais difícil quebrar regras e galgar as diferenças de idade e de hierarquia do que

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