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As horas perdidas

As horas perdidas

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As horas perdidas

Duração:
197 páginas
2 horas
Editora:
Lançados:
Sep 5, 2017
ISBN:
9781507182505
Formato:
Livro

Descrição

Josh Parker é um dos diretores criativos da renomada agência publicitária em que Sandra Levy trabalha, ele aparece brutalmente assassinado. Sandra foi a última pessoa a vê-lo com vida e junto do investigador Paul Tischmann tentará resolver o misterioso crime. 
As vozes de Sandra e Paul se misturam para dar a conhecer um inquietante Thriller com aspectos ocultos, para o que nem os próprios protagonistas estão preparados.

 

Editora:
Lançados:
Sep 5, 2017
ISBN:
9781507182505
Formato:
Livro

Sobre o autor


Amostra do livro

As horas perdidas - Lorena Franco

AS HORAS PERDIDAS

LORENA FRANCO

––––––––

Tradução: Caroline Engelman

Copyright © 2017

Lorena Franco

Registro da Propriedade Intelectual.

Todos os direitos reservados.

© As horas perdidas

––––––––

Não é permitida a reprodução total ou parcial deste livro, nem sua incorporação a um sistema informático, nem sua transmissão em qualquer formato ou por qualquer meio, seja eletrônico, mecânico, por fotocópia, por gravação ou outros métodos, sem a permissão prévia e escrita do autor.

A infração dos direitos acima mencionados pode ser constitutiva de delito contra a propriedade intelectual (Art. 270 e seguintes do Código Penal).

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SOBRE O AUTOR

Lorena Franco (Barcelona, 1983), é atriz. Participou de séries populares de TV (El secreto de Puente Viejo, Gavilanes, Pelotas... entre outras), programas, cinema e publicidade a nível nacional e internacional. 

Ganhou concursos literários, escreve em diversos blogs e sua paixão é criar histórias e adentrar nelas através de seus livros. AS HORAS PERDIDAS é seu décimo livro, entre os diversos que publicou, tanto em formato digital como em papel. Títulos como Aconteceu na Toscana, Habitada pelo passado, Feliz vida, Fique comigo, O fantasma de Marilyn, A vida que não escolhi, O que o tempo não esqueceu, Historia de duas almas ou Palavras, Uma breve historia dos que se vão, marcam sua trajetória literária e conquistaram a milhares de leitores no mundo todo. 

Además, seu nono romance 'LA VIAJERA DEL TIEMPO', foi um dos finalistas do Concurso Indie 2016 da Amazon, sendo um dos livros mais vendidos e Best Seller no gênero Fantasia. 

www.lorenafranco.net

Blog: http://lorenafranco.wordpress.com

Instagram: @enafp

Twitter: @enafp

Facebook: lorenafranco.escritora

CAPÍTULO 1

SANDRA

Terça-feira, 8 de outubro de 2013

A agência está imersa numa nova campanha publicitária. Uma das mais importantes do ano, que vai adicionar quantidades absurdas de dinheiro nas contas da empresa. Trabalho garantido para pelo menos mais dez anos.

Estamos trabalhando duro no projeto até altas horas da noite, sem descanso, para que tudo fique perfeito. As protagonistas da campanha são modelos famosas que cobram num só dia de trabalho o que eu levaria umas dez vidas pra conseguir. Do meu lado está Josh, o diretor criativo mais valorizado da agência, e de toda Nova York por sinal. Sou uma de suas assistentes há uma década e segundo me disse, sua preferida, mas acho que ele diz isso para todas.

Estamos concentrados no script do que será o spot. Meus olhos estão doendo, já são 21h15 e meu estômago está implorando por comida.

Josh é um cara bonito, tem cabelos castanhos, olhos claros e uma silhueta atlética que sempre gostou de observar discretamente o decote de todas as mulheres que trabalham com ele. E vou ser sincera, por um lado isso me deixa inquieta, mas por outro me deixa lisonjeada. Se não fosse assim, eu me sentiria mal comigo mesma, até mesmo inferior ao resto das garotas ou um ser estranho nada desejável. Faz algumas horas (horas demais), decidi colocar uma blusa branca. Ela fica muito melhor com uns botões abertos, então em geral deixo um decote que me favorece. Essa manhã também escolhi (enquanto estava apenas meio acordada) um sutiã preto que parece agradar Josh.

—Vamos descansar um pouco? —Josh me pergunta, olhando finalmente nos meus olhos.

—Não, quero ir para casa logo. Matthew deve estar me esperando para jantar —respondo cortante.

—Fala sério, Sandra... Não precisa fazer joguinhos. Notei você me observando e flertando outro dia. Por que esperar? Estamos sozinhos, não tem mais ninguém aqui. —De novo olha para meu decote, sem disfarçar desta vez, e se aproxima de mim–. Você é tão linda... —murmura, se aproxima mais e mais... Ele belisca minha bunda, eu dou um pulo e reprimo a vontade de dar um soco na cara dele.

—Boa noite, Josh —digo com os dentes cerrados, dando por concluída minha jornada de trabalho e com medo de receber no dia seguinte a notícia de que estou demitida por não obedecer as ordens do meu chefe.

Eu me levanto rapidamente, me afastando dele, abotoo todos os botões da camisa branca com destreza, aliso minha saia preta justa e recolho algumas pastas que estão em cima da mesa. Josh continua me observando. Enquanto isso, eu evito encontrar seus penetrantes olhos azuis que dez anos atrás, quando comecei a trabalhar na agência e ainda não conhecia Matthew, teriam me feito fazer qualquer coisa.

—Por quê? Aprenda a aproveitar a vida, Sandra! —exclama, sem reconhecer sua derrota, vindo até mim e segurando meu braço sem nenhuma delicadeza.

Ele me encurrala, sinto seu hálito sobre minha nuca e coloca suas mãos em meus seios, apertando com força. Aperta os lábios, olha para mim com olhos vidrados, injetados de sangue e lambe meu pescoço. Fecho os olhos, tenho vontade de vomitar. Isso não pode estar acontecendo comigo. Por um segundo, parece que está acontecendo com outra pessoa, que não sou eu que estou vivendo essa situação. Já foi longe demais. Cuspo nele. Ele vira a cara e ri, voltando a me apertar com aquelas mãos sujas.

—Josh! —eu grito, soltando-me dele—. Quero te lembrar de que eu sou casada. —mostro meu anel, aparentando normalidade e frieza, mas ele apenas ri ainda mais—. E você está com Charlotte. Não estou interessada em joguinhos, está entendendo? Por que decidiu fazer isso agora?

—Poderíamos aproveitar e ter experiências boas... Vamos... —insiste, desta vez fazendo olhinhos inocentes—. Encima da máquina de xérox, pelos velhos tempos —propõe, piscando um olho para mim.

Olha para a máquina de xérox, situada ao longo do amplo e largo corredor que vemos através das paredes transparentes da sala de reuniões em que nos encontramos há horas.  

—Isso é assédio sexual em ambiente de trabalho, Josh. E é bem grave, você passou dos limites.

—Eu sei que você ainda gosta de mim, Sandra. —Parece ter voltado um pouco a si, mas ainda assim estou com medo. Não tem mais ninguém no escritório, duvido que tenha mais alguém no prédio inteiro—. Você não consegue mentir, não para mim.

Josh dá um sorriso estranho. Torce demais a boca e a expressão em seus olhos continua a me dar calafrios. Antes de sair pela porta, o fulmino com o olhar e corro na direção do elevador com um nó na garganta e medo de que ele venha atrás de mim e volte a me segurar, me apalpar ou tentar coisas obcenas. Nego com a cabeça ainda sem conseguir acreditar no que acaba de acontecer. Puta merda, ninguém acreditaria em mim! Josh, o cara bonzinho, sempre elegante e correto apesar de seus vícios, talvez tudo não tenha passado de uma piada, iriam pensar. Sandra, você está exagerando!, eles me diriam.

A parte obscura de mim, essa que todos temos, e que foi uma jovem doidinha de vinte e poucos anos a muito tempo, deseja que Josh a persiga. Que a encurrale no elevador e faça sexo selvagem como há anos atrás, quando ela consentia.  

––––––––

Entro no terceiro andar do estacionamento, procurando meu carro. É o único que ainda está ali, está tudo escuro e solitário. O apito que vem do carro quando aperto o botão da chave, para que abra, me faz dar um pulo e olho ao meu redor, com o mau hábito de deixar minha imaginação correr solta, estava assistindo filmes de terror demais. Dá um pouco de medo, a qualquer momento o assassino do estacionamento pode vir atrás de mim. Sento em frente ao volante e respiro fundo, não sem antes checar que não tem ninguém escondido nos bancos de trás. Foi um dia estressante, meus pés doem. E a cabeça parece que vai explodir. A situação que acabei de passar me abalou profundamente e não estranharia se Josh estivesse sob o efeito da cocaína. É uma coisa que ultimamente tem se falado muito no escritório: Josh está se afundando no vício, parece ir de mal a pior. Esta noite parece que ele perdeu o controle. Nesse momento sinto um pouco de pena. E continuo sentindo muito nojo.

––––––––

Com meu carro percorro as ruas excessivamente iluminadas nas noites em Nova York, vou em direção ao sul por vinte minutos, até chegar ao meu apartamento no Soho. Sempre adorei suas ruas de paralelepípedos, os cafés acolhedores nos quais adoro passar meu tempo livre na companhia de um bom livro e as boutiques de moda que geram tantas discussões com Matthew.

Por acaso acha que somos ricos? Trezentos dólares numa maldita camisa! Você está louca!, ele me diz. Eu faço cara de inocente, com os olhos do gatinho do Shrek, digo que vou usar muito mesmo essa camisa porque ela combina com absolutamente tudo e ele me perdoa.

Faz seis anos que Matthew e eu ficamos apaixonados pelo apartamento espaçoso e bem iluminado em que moramos no Soho. Mudamos-nos depois de três meses de casados, após nossa maravilhosa lua de mel em Bali. A melhor época de nossas vidas. E não que agora estejamos mal, nada disso! Estamos bem. As pessoas dizem que quando você se casa passa a cuidar menos de si mesmo. Engordas e acaba ficando mais feio porque não sente mais necessidade de ser atraente para outra pessoa que não seja o seu par, que vai te achar ótima com qualquer coisa. Uma coisa que não aconteceu com Matthew, e acho que comigo também não, ele ainda me olha com o mesmo desejo de sempre. Matthew continua cuidando do seu cabelo castanho escuro, mesmo que tenha começado a aparecer alguns fios brancos, que o deixam ainda mais lindo, assim como umas pequenas ruguinhas irresistíveis ao redor de seus olhos verdes. Continua indo à academia todos os dias, quase como uma obsessão. E nós não nos alimentamos mal, somos bem saudáveis. Nada de pizzas ou hambúrgueres, em casa temos só frutas, verduras e iogurte desnatado.

Estaciono meu carro e quando estou prestes a entrar pela porta do meu prédio, com mais vontade do que nunca de ver Matthew, me deparo com Joana, uma amiga que não vejo há cinco anos. Meu queixo cai de tanta surpresa e a recebo com um abraço, quando ela vem correndo até mim com sua característica loucura e alegria. Ela esta muito bem, o tempo foi gentil com ela. Ainda tem uma linda cabeleira encaracolada e preta, seus expressivos olhos azuis não perderam nada da jovialidade de antigamente. Seu sorriso continua belo como sempre, próximo da perfeição, e não existe maquiagem que consiga esconder as lindas sardas que tem em seu pequeno e arrebitado nariz. Ela se veste de maneira informal, e sua calça rasgada e desgastada tem restos de tinta, por isso suponho que continua pintando quadros abstratos que percorrem com ela os cantos mais insuspeitados do planeta.

—Sandra! —exclama, feliz com o encontro casual. Por outro lado, percebo algum desconcerto em seu olhar—. Não nos vemos desde... —Ela para.

Revira sua memória olhando para cima e franze o cenho. Eu me lembro bem: desde o churrasco desastroso que ofereceu na varanda de seu apartamento. Os vizinhos reclamavam do cheiro ruim de carne queimada, o que aconteceu foi que ficamos todos entretidos bebendo mojitos que esquecemos completamente da carne no fogo. Na hora foi horrível, tivemos que pedir pizzas e quase incendiamos o lugar inteiro, mas o que sobrou foi uma história engraçada.

—Faz muito tempo, sim —reconheço, pensando em quão caprichoso o tempo é. As horas, os minutos, os segundos... Nunca param. Estão sempre correndo, te vigiando e mostrando que o tempo é um bem precioso e, em geral, escasso.

—Temos que comemorar esse reencontro casual! Não me diga que está chegando agora do trabalho? —pergunta, olhando para o relógio. São 22h10, eu bem sei, eu olhei agora a pouco.

—Estamos com uma campanha gigantesca na agência —digo.

—Isso é maravilhoso, Sandra! Deve estar trabalhando muito. Vamos tomar um drinque? —propõe entusiasmada, tocando-me no ombro.

O que eu realmente quero é cair no sofá, que Matthew me sirva uma taça de vinho e me dê uma massagem relaxante. Quem sabe assim talvez eu possa esquecer o que aconteceu com Josh e meu terrível dia de trabalho que fez meu cérebro virar um purê. Mas estou muito feliz por ter encontrado Joana e é verdade que depois de tanto tempo eu sinto vontade se sair para conversar com ela. Ela sempre tem milhares de histórias para contar, milhares de viagens para explicar e uma ou outra anedota que vale a pena ouvir. São 22h13. Por mais meia hora fora acho que Matthew não irá se importar e a ocasião merece.

A alguns minutos do meu apartamento, na Rua Thompson, fica um barzinho chamado Jimmy. Cumprimentamos o segurança mal-encarado e olhos que pediam para alguém dar um

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