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O milagre do amor

O milagre do amor

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O milagre do amor

Duração:
179 páginas
2 horas
Lançados:
Sep 1, 2017
ISBN:
9788491703181
Formato:
Livro

Descrição

Lori Lee Guy sempre tinha querido ser mãe... mas nunca tinha imaginado o enfadonho Rick Warrick como pai. Contudo, ali estava ela, sem filhos. E ali estava ele, ainda pecaminosamente atraente e a criar sozinho uma filha adorável.
Como é que Rick tinha podido apaixonar-se outra vez por Lori Lee? Sabia que ela estava à espera do homem perfeito, e ele, uma ovelha negra, não tinha intenção de ser domesticado e convertido num marido modelo. No entanto, a sua filha e Lori Lee pareciam ser de outra opinião...
Lançados:
Sep 1, 2017
ISBN:
9788491703181
Formato:
Livro

Sobre o autor

Movies fascinated Beverly Barton from an early age, and by the time she was seven she was rewriting the movies she saw to give them all happy endings. After her marriage and the births of her children, Beverly continued to be a voracious reader and a devoted movie goer, but she put her writing aspirations on hold. Now, after writing over 70 books, receiving numerous awards and becoming a New York Times bestselling author, Beverly's career became her dream come true.


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Amostra do livro

O milagre do amor - Beverly Barton

HarperCollins 200 anos. Desde 1817.

Editado por Harlequin Ibérica.

Uma divisão de HarperCollins Ibérica, S.A.

Núñez de Balboa, 56

28001 Madrid

© 1997 Beverly Beaver

© 2017 Harlequin Ibérica, uma divisão de HarperCollins Ibérica, S.A.

O milagre do amor, n.º 236 - setembro 2017

Título original: A Child of Her Own

Publicado originalmente por Silhouette® Books.

Reservados todos os direitos de acordo com a legislação em vigor, incluindo os de reprodução, total ou parcial.

Esta edição foi publicada com a autorização de Harlequin Books S.A.

Esta é uma obra de ficção. Nomes, carateres, lugares e situações são produto da imaginação do autor ou são utilizados ficticiamente, e qualquer semelhança com pessoas, vivas ou mortas, estabelecimentos de negócios (comerciais), feitos ou situações são pura coincidência.

® Harlequin, Harlequin Desejo e logótipo Harlequin são marcas registadas propriedades de Harlequin Enterprises Limited.

® e ™ são marcas registadas por Harlequin Enterprises Limited e suas filiais, utilizadas com licença.

As marcas em que aparece ® estão registadas na Oficina Española de Patentes y Marcas e noutros países.

Imagem de portada utilizada com a permissão de Harlequin Enterprises Limited. Todos os direitos estão reservados.

I.S.B.N.: 978-84-9170-318-1

Conversão ebook: MT Color & Diseño, S.L.

Sumário

Página de título

Créditos

Sumário

Capítulo Um

Capítulo Dois

Capítulo Três

Capítulo Quatro

Capítulo Cinco

Capítulo Seis

Capítulo Sete

Capítulo Oito

Capítulo Nove

Capítulo Dez

Epílogo

Se gostou deste livro…

Capítulo Um

Rick Warrick entrou no estúdio Dixie Twirlers com uma caixa de aço e imediatamente se deu conta de que meia dúzia de mulheres estavam a olhar para ele. Ele já estava habituado àquilo, mas aquelas não eram jovens raparigas a divertirem-se no bar do bairro, eram esposas e mães; algumas delas, a fina nata da sociedade local. Na enorme sala, olhou à sua volta e reparou que a decoração era feminina, em tons de rosa e azul com pormenores dourados. Ao observar o salão, entre as mulheres ali sentadas não viu a proprietária, a menina Lori Lee Guy, que precisava que lhe arranjassem umas coisas.

O sócio de Rick, Bobo Lewis, tinha-o posto ao corrente da vida de Lori Lee. Era uma rapariga da província que tinha ido para a universidade de Alabama como majorete e se tinha tornado rainha. Apesar de ter fingido indiferença perante as palavras de Bobo, ele tinha ficado curioso. Não que tivesse estado apaixonado por Lori Lee durante todos aqueles anos, mas continuava a considerá-la a mulher perfeita. Tinha chegado àquela conclusão aos dezoito anos e sonhou marcar pontos junto da majorete principal de Deshler High School. A sua opinião não tinha mudado ao vê-la passar na rua havia poucos dias.

Ouvia-se música que vinha do andar de cima, misturada com o barulho de dezenas de pés a sapatear e gargalhadas infantis.

– Vinha falar com a menina Guy – disse Rick sem se fixar em nenhuma das mulheres em particular. – É por causa do aquecimento.

Uma ruiva roliça, vestida com um fato de treino colorido, aproximou-se dele.

– É Rick Warrick, não é verdade? Tinha ouvido dizer que estava de volta à cidade e que trabalhava para Bobo Lewis.

– Sou o sócio de Bobo – corrigiu-a Rick.

Gostava que não fosse tão importante para ele que as pessoas soubessem que ele não era um empregado. Mas de facto era importante porque isso era o que ele tinha sido até ao seu regresso à Tuscumbia, quando tinha comprado metade do negócio de aquecimento e ar condicionado de Bobo.

– Desculpe, mas… nós já nos conhecemos?

Ela sorriu e ficou com dois buraquinhos nas faces.

– Da escola secundária, mas é natural que já não te lembres de mim. Frequentávamos os mesmos lugares, mas todas as raparigas estavam apaixonadas por ti – ela estendeu-lhe a mão cheia de anéis com brilhantes. – Sou Deanie Webber, mas antes era a Deanie Smith.

Rick não se recordava dela, mas gostou da sua sinceridade e simpatia.

– Fico contente por te voltar a ver, Deanie. Tens aqui alguma menina que anda a aprender a manejar o bastão?

– Sim, um encanto de menina que deve estar lá em cima a morrer de frio – respondeu Deanie. – Agora estão a ensaiar as meninas dos seis aos nove anos. Todas as que estamos aqui somos mães de alguma das meninas.

– Suponho que a menina Guy esteja lá em cima – Rick fez um gesto com a cabeça apontando para as escadas.

– Sim, sobe. Não me parece que elas vão ensaiar muito hoje, está demasiado frio – Deanie cruzou os braços por cima do peito amplo. – Lori Lee vai ficar contente por te ver. Achas que vais conseguir arranjar o aquecimento dentro de pouco tempo?

– Vou tentar, assim que souber qual é o problema.

Rick subiu as escadas desejoso por fugir ao exame a que aquelas senhoras o estavam a submeter. Ouviu vozes de mulher à medida que subia para o primeiro andar.

Era um espaço grande e aberto com uma vidraça que ocupava a parte da frente do edifício e chão de madeira. A música saía de uma aparelhagem estéreo que estava no chão. Seis meninas rodeavam a professora e todas tentavam falar ao mesmo tempo.

Rick pigarreou. Ninguém o ouviu.

– Desculpe, sou A. K. Warrick. Sou da empresa de aquecimento e ar condicionado Lewis.

De repente, as meninas olharam para ele e ficaram em silêncio. Lori Lee Guy virou a cabeça e o seu coração parou durante uma fracção de segundo. O homem de cabelo castanho escuro com calças de ganga gastas e uma camisola azul escura debaixo de um casaco de cabedal castanho, deixou-a sem respiração. Forte e alto, a precisar de um corte de cabelo e de fazer a barba, dominou o salão com a sua poderosa presença varonil.

– Olá – disse Lori Lee, surpreendida por conseguir falar com o coração na garganta. – O aquecimento não funciona. Ontem estava bem; mas quando cá cheguei hoje ao meio-dia, o termóstato não funcionava.

– Se me mostrar onde é que está, eu dou uma vista de olhos – Rick tentou não ficar a olhar para ela, mas era a vez em que se encontrava mais perto dela em quinze anos.

Era ainda mais bela do que quando era adolescente. Continuava a ter as curvas nos sítios adequados: uns seios cheios, ancas amplas e longas pernas. Uma figura maravilhosa. Mas uma madura elegância tinha substituído a fresca e jovem inocência.

Lori Lee pareceu deslizar pelo chão seguida da sua pequena corte. O rabo de cavalo louro baloiçou ritmicamente.

– Temos que ir à cave e lá ainda está mais frio. Não compreendo porque é que tinha que se estragar logo em Janeiro – Lori Lee deteve-se antes de chegar ao lado de Rick, virou-se bruscamente e, com as mãos nas ancas, olhou para as meninas. – Desçam as escadas e quando eu voltar depois de ter ido com o senhor Warrick lá a baixo vou-vos buscar para falarmos da competição de Gadsden.

Deixou as meninas passarem-lhes à frente e depois conduziu Rick escadas abaixo.

– Ouvi dizer que ele tinha estado na prisão – disse uma voz de mulher.

– Não me admira nada – disse outra. – Lembras-te que andava sempre metido em problemas?

– Continua a parecer perigoso, não te parece? – perguntou uma terceira mulher. – Mas é bonito como o pecado.

– Seja o que for que ele tenha feito nestes últimos quinze anos agora já não tem importância – disse Deanie Webber. – Agora está a tentar ganhar a vida honestamente. Desde que voltou da Tuscumbia no Verão passado tem sido um cidadão modelo.

Lori Lee deteve-se a meio das escadas e voltou-se para olhar para Rick, que permaneceu imutável, mas ela sabia que ele tinha ouvido o que tinham acabado de dizer acerca dele. Sentiu a tensão daquele enorme corpo e viu que os seus cálidos olhos se tornavam duros e frios. Instintivamente, Lori Lee estendeu uma mão num gesto amistoso; depois o senso-comum prevaleceu e não lhe tocou.

Rick e Lori Lee trocaram um olhar cheio de electricidade, o ar à sua volta estava pleno de carga explosiva. Ela virou-se, inspirou profundamente e continuou a descer as escadas até chegar à porta que dava para a cave. Acendeu uma luz que dava para uma escadaria estreita.

– É escuro e húmido – disse ela. – Há túneis que dão para a rua principal.

À medida que iam descendo, as paredes de azulejo rodearam-nos. Só havia uma lâmpada no tecto que iluminava o espaço. Os cantos estavam cobertos de teias de aranha.

– Não precisa de ficar aqui, menina Guy – Rick pousou a caixa de ferramentas em cima de uma caixa de madeira. – Vou dar uma vista de olhos para descobrir qual é o problema.

– Está certo. Se não precisa de mim, vou retomar a aula.

– Não, não preciso.

Por algum motivo Lori Lee teve a impressão de que aquelas palavras tinham um duplo significado. Ter-se-ia dado conta do efeito que tinha sobre ela? Era tão evidente o interesse que ele lhe despertava?

Começou a subir as escadas, mas deteve-se no último degrau. Fechou os olhos e a recordação de uma noite havia muito tempo assaltou-a. Rick Warrick, um rapaz de olhos atormentados e expressão esfomeada que a olhava à distância, apresentou-se numa sexta-feira à noite na festa do Clube Debutante depois de um dos grandes jogos de Deshler. Ele não costumava passar por lá e ela nunca o tinha visto numa das suas festas, mas quando Lori Lee saiu do átrio à procura do seu noivo, Jimmy Davison, quem ela encontrou foi o mau rapaz da comunidade com um blusão de cabedal castanho, encostado a uma das colunas brancas, com uma cerveja na mão e um cigarro ao canto da boca.

O instinto disse-lhe para desatar a fugir, que tudo aquilo que ela tinha ouvido dizer acerca de Rick Warrick era verdade, mas o fascínio que ele exercia sobre ela, tal como sobre as outras raparigas da cidade, foi mais forte do que o bom-senso e aproximou-se dele.

– Nas festas do Debutante não se pode fumar nem beber – disse-lhe Lori Lee, – é contra as regras.

– Então não sabias que eu não cumpro nenhuma regra? – atirou a beata para o chão e pisou-a com o salto da bota.

Então, quando se aproximou dele, ele pousou a cerveja no muro do átrio, sorriu maliciosamente e abraçou-a. Os olhos dela abriram-se de surpresa e de excitação e todo o seu corpo estremeceu.

– Não queiras brincar com o fogo, boneca, podes queimar-te.

Então beijou-a, cobriu-lhe os lábios com os seus e, com a língua, forçou-a a abrir a boca. Ela agarrou-se aos seus ombros, cravando-lhe as unhas no couro do blusão. Uma boca quente e húmida devorou-a. Sabia a tabaco e a álcool. Quando sentiu uma mão nas nádegas, ficou gelada; de repente, consciente do que um tipo como Rick Warrick esperava de uma rapariga. Não era uma santa, mas ainda era virgem e queria continuar assim até sair da escola secundária.

Ao soltá-la, ele suspirou e ela deu um passo atrás.

– Mantém-te longe de mim, Lori Lee. Não sou boa companhia para uma rapariga como tu.

Fugiu dele, escondendo-se na segurança da festa, longe da tentação.

Lori Lee abriu os olhos, inspirou profundamente e dirigiu-se para a sala de espera. Deanie Webber cruzou-se com ela antes dela ter dado dez passos.

– Continua de morte, não é verdade? Que grande borracho!

– Tu não vais mudar nunca! – Lori Lee sorriu para a sua melhor amiga. – Tens tão pouca vergonha como antes de teres tido filhos.

– Ele não se recordava de mim, mas aposto seja o que for que de ti ainda se recorda – disse Deanie. – Acho que ele sempre gostou de ti.

Ignorando o último comentário de Deanie, Lori Lee aproximou-se das alunas dela e das suas mães.

– Está muito frio para ensaiarmos hoje. Receio que vamos ter que substituir esta aula na sexta-feira ao meio-dia.

As alunas protestaram e as mães também.

– Sei que não vos apetece, mas o próximo concurso é de Sábado a uma semana, em Gadsden – recordou-lhes Lori Lee. – Inscrevi as Twinkle Toes em três categorias, Dance Twirl, Halftime Show Twirl e Halftime ShowDance Line.

– Inscreveu a Steffie nos solos, não é verdade? – perguntou Mara Royce levantando o diminuto nariz e com um fingido sorriso deslumbrante.

– Inscrevi a Steffie num solo.

Lori Lee lamentava que Mara tivesse inscrito a sua filha única nas Dixie Twirlers. A pequena era uma menina mimada, muito parecida com a mãe. Mara Royce era uma chata; contudo, tinha uma posição social muito alta na cidade. O seu pai era presidente do banco mais importante do condado e o seu marido um prestigiado dentista.

– Creio que Steffie está pronta para… – protestou Mara.

– Já está tudo tratado para o concurso de Gadsden – interrompeu-a Lori Lee. – Mara, logo discutiremos isso antes de irmos a Clanton em Fevereiro.

– Certamente que vamos discutir isso – respondeu Mara, levantando o queixo e com os lábios comprimidos.

– Bem, é melhor irem para casa e ensaiarem um pouco. Com alguma sorte, amanhã o aquecimento já estará a funcionar.

Lori Lee lançou um olhar fugaz para a porta entreaberta da cave. Quando todas se tivessem ido embora, ia ficar sozinha no estúdio com Rick Warrick, coisa que a punha nervosa e, ao mesmo tempo, a excitava.

– Ah, não se esqueçam de irem ver dos vestidos – disse Lori Lee às alunas e às suas mães. – A tia Birdie disse que já tinham chegado esta manhã e já estão prontos para vocês os irem buscar.

Deanie Webber dirigiu-se para a porta

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