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A Coletânea Bad Boys: 5 Contos Ardentes de Bad Boys

Notas:
227 páginas3 horas

Resumo

“Então, onde vamos curtir esta noite?”

Olhei para minha melhor amiga e parceira de banda Erica.” Vamos primeiro fazer o show, hm? Depois a gente curte de acordo com as Rock stars que somos”

Erica zombou de mim. “Desde quando você se preocupa com o show? Você sempre está afinada.”

Eu joguei meu cabelo para trás. “Sim, estou. E um pouco carente, se é que me entende.”

Ela concordou. “E como entendo.” Ela disse, parando para passar o batom vermelho preferido. “Espera, o que aconteceu com o JD? Pensei que vocês estavam numa boa”.

Aquilo era um cabelo branco? Não podia ser! Eu pensei. Meu cabelo ainda era comprido e negro como sépia. Por outro lado, a minha avó tinha ficado grisalha bem cedo. Ah não, inferno. Preciso me livrar disso.

“Angel? Garota, você precisa parar com o que quer que esteja fumando. Você saiu do ar de novo.”

Fiz uma expressão zombeteira. “Você sabe que eu não curto essas coisas. O que você estava dizendo?”

“Eu disse que pensei que você e o JD estivessem numa boa.” JD era o baterista da nossa banda. Ele era um gato com seus cabelos compridos loiros e sedoso e olhos verdes. Eu sentia inquieta por dentro só de pensar em seu corpo forte. Ele era o tipo de cara que me atraía, musculoso, tatuado e com piercings. E ele era um demônio na cama. Ele gostava de mim, eu podia dizer pelo jeito que ele deixava sinais entre as linhas às vezes. Mas era apenas uma amizade colorida. Não tinha interesse em me prender a ninguém naquele momento. Eu era jovem e me preocupava em estar no topo do mundo do rock rol. Eu queria ser tão grandiosa quanto meu pai era.

“Ele às vezes dá a entender que quer que a gente dê o próximo passo, mas eu estou feliz com a maneira que as coisas estão agora. Eu não quero um relacionamento sério. Preciso da minha liberdade.”

Erica acenou com a cabeça concordando e se olhou mais uma última vez no espelho.

“Eu concordo com você nisso, Ang. Eu tive a mesma conversa com o Javier. Eu preciso ficar livre para experimentar tudo que tem por aí. Além do mais um dia, o cara certo pode aparecer, e aí pode mudar de ideia e resolver se acomodar.”

Eu debochei. “Ha. Duvido muito. Não sou o tipo que se acomoda. Eu gosto de ficar livre para ir e vir quando me aprouver. Eu faço o que eu quero.”

“E com quem você quiser?”

“Obviamente.”

Erica deu mais uma última olhada no espelho antes de se endireitar. “Talvez quando estivermos velhas, a gente seja domesticada.”

Eu a segui pela saída do camarim. “Se esse dia chegar. Você nunca envelhece demais para o rock. Vamos nessa.”

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