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História de Portugal - Director's Cut

História de Portugal - Director's Cut

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História de Portugal - Director's Cut

Duração:
235 páginas
3 horas
Lançados:
6 de ago. de 2008
ISBN:
9781386425441
Formato:
Livro

Descrição

A construção do Mosteiro dos Jerónimos deve-se a Salazar ou ao Marquês de Pombal? O caminho marítimo para a Índia foi descoberto por Gil Vicente ou Mouzinho de Albuquerque? Qual a data exacta do 25 de Abril de 1974?


Todas as questões serão respondidas neste volume em que 60% dos factos foram cuidadosamente verificados pelos métodos científicos mais modernos. A leitura perfeita para quem sempre desejou um conhecimento superficial da História de Portugal, mas nunca se quis dar ao trabalho.

Lançados:
6 de ago. de 2008
ISBN:
9781386425441
Formato:
Livro

Sobre o autor

"Renato Carreira" é o pseudónimo de Cunegundes Almendralejo, religiosa luso-espanhola atualmente enclausurada num convento em Salvaterra de Magos. Quando não reza o terço, dedica-se ao fabrico de doçaria e à escrita de coisas. É autora da obra completa de António Lobo Antunes e do Noitário Erótico de Clara Ferreira Alves.


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Nota Prévia à Nota Prévia

Este livro foi publicado originalmente em papel em 2008. Volta a ser publicado agora exclusivamente como ebook porque a primeira edição deixou de estar disponível. Não por ter esgotado, mas porque os exemplares que sobravam foram incinerados. Foi escrito segundo a ortografia anterior ao último acordo e assim continua. O último parágrafo do capítulo XIV é uma tentativa de resumir os anos que entretanto passaram num estilo parecido. Se não consegui, perdoem-me. Como dizia o poeta: já não sou quem era. A outra diferença é que a edição original tinha notas de rodapé. Demasiadas notas de rodapé que não eram tão engraçadas como o seu ingénuo autor considerou que seriam, quando as escreveu. Foram removidas. O restante conteúdo sem graça permanece. Desculpem.

O livro original era dedicado aos meus pais. Este também.

Nota Prévia

Apesar de as páginas que se seguem descreverem alguns dos acontecimentos mais relevantes na história do nosso país (desde que o leitor seja português; se for sueco, boliviano ou mongol, vai ter uma grande desilusão), este não é um livro de história. Foi precisamente por esse motivo que terá ido parar à prateleira reservada pelas livrarias às bizarrias literárias de interesse duvidoso, possivelmente entre um compêndio de astrologia e um livro infantil com páginas em cartão lavável, explicando o código penal da Guiné-Bissau a crianças com menos de cinco anos. Será realmente possível aprender alguma coisa sobre a nossa história com o presente volume, desde que, à partida, se saiba muito pouco, mas, quem esperar rigor, correcção e seriedade, deverá procurar noutro lado. Por exemplo, num daqueles volumes grossos que poucos lêem para lá do Neolítico. Depois não digam que não foram avisados.

As referências às personalidades históricas das várias épocas não pretendem ofender a sua memória (ou as próprias, quando ainda se encontrarem vivas) e muito menos avaliar o respectivo mérito histórico ou falta dele.

Prólogo

Écomum dizer-se que os portugueses vivem no passado. Que usam uma história grandiosa para compensar um presente muitas vezes absurdo de país que parece fadado a não sair da cepa torta. Não é bem assim. Portugal não sairá realmente da cepa torta (pelo menos nos próximos séculos, até se descobrir um modo de usar a cortiça como combustível alternativo ao petróleo e todos os poços petrolíferos do mundo se esgotarem), mas é um facto que o passado não foi assim tão grandioso e que o mesmo absurdo cuja presença hoje sentimos sempre esteve presente como grande orientador da nossa existência enquanto nação soberana. Porque, no fundo, tudo está ligado. Quando Pedro Álvares Cabral tropeçou num calhau na sua primeira visita ao Brasil, tendo de executar uma série de passos saltitantes para não cair e inventando assim o samba, algures nesse evento estava já a matriz que determinaria a as aparições de Nossa Senhora aos pastorinhos de Fátima. Quando Salgueiro Maia se apresentou perante Marcelo Caetano no Quartel do Carmo para exigir a sua rendição, ecoaram pelo gabinete, entre os vivas à liberdade no largo, as palavras fatídicas proferidas por D. Sebastião em plena batalha de Alcácer-Quibir: Vamos por aqui, rapazes. Acho que há mais mourama ali deste lado. Isto está praticamente ganho.

O absurdo manifesta-se desde o primeiro momento da nossa independência. Ou mesmo antes, com Viriato, um homem cuja falta de jeito para escolher colaboradores haveria de definir a história do território. Séculos mais tarde, foi o anedótico desentendimento de Afonso Henriques com a mãe. Sem esquecer os seus sucessores no trono: um leproso, dois impotentes, vários paranóicos, uns dois ou três irmãos invejosos, uma louca, um adolescente alucinado, um cardeal, um homicida, um trio de espanhóis e todos os outros que lideraram de coroa posta a nossa demorada procissão histórica. Fomos invadidos e colonizados, temidos e odiados, amados e enxovalhados, demos novos mundos ao mundo e o mundo, sem pudor, ficou com eles. Sofremos com o terramoto e vimos Lisboa reconstruída por alguém com péssimo gosto em perucas. Matámos um rei que reinava contrafeito e implantámos a república. Tivemos um Estado Novo que gostava das coisas à antiga e um Processo Revolucionário Em Curso que nunca chegou ao fim. Juntámo-nos à família europeia e recebemos uns tostões para construir vivendas com piscina e comprar carros novos. Fomos à final com a Grécia e perdemos, logo com eles que sempre se tinham portado tão bem connosco ao longo dos oitocentos anos anteriores. Vimos Eusébio, português de Lourenço Marques, marcar quatro golos à Coreia do Norte ao som de Amália, portuguesa da freguesia lisboeta da Pena. E ainda cá estamos, depois de tudo isto, prontos para o que aí vier.

Este livro poderia perfeitamente ser uma História de Portugal. Mas alguém lembrou o autor de que não tem formação para se ocupar de tal tarefa. Nem competência. Nem conhecimentos. Nem jeito. Mas que raio! Durão Barroso também não tinha nenhuma destas coisas e isso não o impediu de ser um primeiro-ministro quase tão bom como os medianos. Se pormenores sem importância impedem que se faça uma História de Portugal legítima, faça-se então uma História de Portugal em formato Director’s Cut. Tal como os filmes que os realizadores alteram para mostrar ao público como teriam ficado se lhes tivesse sido dada liberdade total para mostrar as coisas à sua maneira. E também porque fica sempre bem pôr qualquer coisa em inglês no prólogo de um livro. Dá requinte. Dá élan. Corporiza o Zeitgeist. E é quase tão fino como incluir palavras em francês e alemão.

Definidos que estão os pressupostos e colocados os devidos pontos nos ii, resta começar. E por onde? Pelo princípio, pois então. Tudo começou assim...

Capítulo I

O Protótipo de um País

Portugal (ou algo muito parecido), um milhão de anos atrás. Sudoeste algarvio. Não há um único hotel num raio de muitos quilómetros. Nem mesmo um complexo de apartamentos para férias, um aldeamento turístico ou mesmo um reles parque de campismo clandestino. Nada. Nem sinal da Via do Infante. E só não há queixas porque também não há carros, motorizadas, bicicletas ou carroças. Ainda ninguém se lembrou de inventar a roda e o primeiro autocarro com uma excursão de turistas ingleses só chegará daí a muito tempo.  

Mesmo assim, a este ermo sem marisqueiras com menu turístico nem estabelecimentos de diversão nocturna, chega um grupo de criaturas bípedes vagamente humanas a que se convencionou chamar Homo Erectus, tão primitivas que não conseguem perceber sequer o potencial brejeiro da sua classificação científica. Não se sabe bem de onde vieram, mas é provável que tenha sido do mesmo sítio onde já estavam, mas um pouco mais à esquerda. O motivo da mudança de ares poderá ter estado relacionado com uma melhor vista, com rivalidades de grupo ou com a maior abundância de vermes rechonchudos e suculentos. Eram caçadores-recolectores porque não havia mais nada para fazer e não tinham outra alternativa.

Estas populações não se limitavam ao sudoeste algarvio no território português actual, existindo também noutras regiões, mas com bronzeados menos conseguidos. Eventualmente, porque aquilo não era vida para ninguém, evoluíram e foram-se transformando em Homens de Neandertal, ouvindo dizer que estava na moda e que seriam discriminados pelas restantes comunidades pré-históricas se não alinhassem na evolução. Sentiram-se defraudados. As condições de vida eram basicamente as mesmas e o tédio acentuou-se ainda mais. Nos casos mais extremos, como os das populações do Vale do Côa, viram-se forçados a recorrer ao vandalismo, fazendo pinturas nas rochas e esculturas obscenas em barro. Restos das primeiras chegaram até nós. Das segundas nem por isso. E é pena.

Além dos Homens de Neandertal, existiram também Mulheres de Neandertal, mas isso não tornava as coisas melhores, antes pelo contrário. Eram igualmente feias, brutas, peludas e com idêntico cheiro a mamute, o que tornava difícil distingui-las dos espécimes masculinos, facto que terá causado grandes embaraços na vida afectiva da época e podendo ser um dos motivos que levaram ao desaparecimento destes antepassados do homem actual.

Com a revolução neolítica, verifica-se mais um caso gritante de publicidade enganosa, já que a alegada revolução consistia apenas no advento da domesticação de animais, da agricultura e da utilização de ferramentas de cobre, bronze e de recipientes de cerâmica. Ou seja, a vida continuava a mesma pasmaceira de sempre, mas, a partir de então, os pobres desgraçados passavam a ter de trabalhar.

Algum tempo depois (talvez uma semana ou duas, num dia algo nublado com aguaceiros pela manhã e possibilidades de boas abertas pela tarde), chegaram os iberos, provavelmente vindos do Norte de África e aproveitando a distracção dos locais para dar o seu nome à península, revelando um descaramento enorme. Mesmo assim, não houve grandes protestos. As coisas estavam tão aborrecidas que a invasão e colonização foram recebidas com muito agrado. Pouco se sabe acerca dos iberos e mesmo a sua proveniência norte-africana é questionada. Há historiadores que os consideram parte da população nativa da península, responsável por uma impressionante cultura megalítica (ou seja, empilhavam pedregulhos uns em cima dos outros; hoje em dia pode não parecer grande coisa, mas, na época, era fabuloso). Outros há que argumentam que a sua origem não deve ser procurada no Norte de África, mas sim algures no Mediterrâneo Oriental. E um grupo pouco divulgado de teóricos acredita piamente serem exilados de um planeta longínquo, enviados à Terra para estudar as possibilidades de converter o planeta inteiro numa colossal estufa para cultivo de abacaxis. Por mais bizarra que possa parecer, esta última teoria teve um grande mérito. Serviu para colocar os seus defensores na lista negra de todas as convenções de historiadores sérios e em boa hora porque há suspeitas de que não regulam bem da cabeça, sobretudo um deles que também defende que as pirâmides do Egipto foram construídas como pisa-papéis (ou pisa-papiros) gigantes. No entanto, continuam a animar casamentos, baptizados e despedidas de solteiro com palestras didácticas e têm-se saído muito bem, sobretudo na explicação da Guerra dos Cem Anos com números de striptease.

Voltando aos iberos, independentemente da sua origem nebulosa, sabe-se que inventaram o brinquedo hoje conhecido como yo-yo. Originalmente fabricado em pedra e concebido como arma de arremesso, apenas mais tarde se revelaria o seu potencial lúdico, que era francamente superior ao potencial bélico e divertia mais do que a construção de monumentos megalíticos, sendo também muito menos cansativo. No entanto, apesar de a invenção remontar a este período, o desenvolvimento de técnicas como o passear o cãozinho ou o baloiço só ocorreria vários séculos mais tarde.

Enquanto os iberos estavam ocupados com animadas provas de perícia com yo-yo, ocorreu nova invasão. Originários da Europa central, os celtas chegaram à península durante o primeiro milénio a.C., atravessando os Pirinéus. Um grupo restrito tentou contornar os Pirinéus e acabou por cair ao mar, afogando-se todos os seus elementos e ficando para a história com a designação expressiva de bronco-celtas. Apesar de não terem sido os primeiros visitantes do território que hoje corresponde a Portugal, foram os celtas os primeiros a ter olhos e cabelos claros, introduzindo a loura de olhos azuis, espécime muito apreciado até aos dias de hoje e considerado raro até ao século XX, que trouxe o advento da coloração capilar artificial e das lentes de contacto decorativas.

De início, a convivência entre os dois povos não foi fácil e existiram conflitos. Mas, com o passar dos tempos, os problemas foram-se amenizando e a coexistência passou a ser uma realidade, ocupando cada povo o seu território. Nas áreas de fronteira entre as duas culturas, essa amenização foi de tal ordem que começaram a verificar-se fusões populacionais. Os iberos apreciavam os traços finos e os cabelos dourados dos celtas. Os celtas, por sua vez, deleitavam-se com a tez morena dos iberos e com o seu temperamento fogoso, começando ambos a amenizar entre si com frequência e indiferentes às más-línguas. Tão grande se tornou a rebaldaria e tão generalizado o deboche que os líderes das duas facções acharam melhor oficializar a fusão para evitar escândalos maiores, dando assim origem aos celtiberos, um povo que reunia traços de ambas as culturas e que acabou por se difundir por toda a península.

Outros povos que deixaram vestígios no actual território português, sem levar a cabo uma colonização ou ocupação militar, foram os fenícios e os gregos. Quanto aos fenícios, eram originários (surpreendentemente) da Fenícia, região que hoje corresponde aproximadamente ao Líbano. Eram senhores de um grande império marítimo comercial e fundaram colónias por toda a costa mediterrânica. Depois da conquista da Fenícia por Ciro, o Grande, da Pérsia (assim chamado devido ao sucesso como conquistador, mas também por ser obeso mórbido, não podendo chamar-se Ciro, o Balofo ou Ciro, o Cachalote Humano a alguém tão poderoso), a influência dos fenícios eclipsou-se, sobrevivendo numa das suas maiores colónias, a cidade de Cartago, que acabaria por se tornar uma potência económica e militar pelos seus próprios méritos.

Em relação aos gregos, é comum dizer-se que foram responsáveis pela fundação de Lisboa, responsabilidade também atribuída aos fenícios, mas não existem vestígios que o comprovem. Heródoto, o insigne historiador clássico, refere nas suas Histórias um episódio dos contactos gregos com a costa ocidental da Península Ibérica. Conta o Pai da História que Teleuco, marinheiro de Atenas, ficou de tal forma impressionado com a paisagem da região que sugeriu aos seus colegas que voltassem mais tarde para honrar os deuses com jogos. Acrescentou ainda que podiam inventar um jogo envolvendo duas equipas a pontapear um objecto esférico para dentro de uma estrutura montada com redes de pesca e que podiam convidar os nativos a disputar uma espécie de troféu (uma ânfora, por exemplo), derrotando-os e deixando-os profundamente deprimidos. Os companheiros acharam a ideia absurda e passaram a ver Teleuco como um gajo esquisito. A questão acabaria por ficar esquecida depois do festim homossexual dessa noite.

Em 237 a.C., depois da derrota cartaginesa ante os romanos na I Guerra Púnica, o general cartaginês Amílcar Barca desembarca em Gades (hoje Cádis, amanhã sabe-se lá o quê), com o objectivo de alargar a área de influência de Cartago. Duas décadas mais tarde, Aníbal captura Sagunto e a presença cartaginesa na península fica definitivamente marcada nas páginas da história. Apesar de não se conhecer com rigor a extensão da influência cartaginesa no actual território português, uma coisa é certa: é a Cartago que devemos a existência na nossa língua de três dos seus nomes masculinos mais feios: Aníbal, Amílcar e Asdrúbal. Como se as coisas não fossem já suficientemente penosas com Adérito, Almeno e Arsénio.

Os romanos chegaram ao actual território português com logística inspirada por uma fita de Hollywood e milhares de figurantes (mas de forma provavelmente menos épica, sem banda sonora nem technicolor), deixando por cá marcas tão incontornáveis como noutras partes do seu vasto império, que abrangia a maior parte da Europa Ocidental e um ou outro anexo. Actualmente, os romanos são encarados de duas formas distintas. Por um lado, há quem os veja como difusores de uma cultura ímpar que serviria de base à nossa civilização (mesmo que essa cultura ímpar tenha sido surripiada aos vizinhos gregos), gente civilizada, ilustre, erudita, sem igual no mundo da Antiguidade (e, se houvesse igual, a igualdade só duraria o tempo de fazer marchar a legião mais próxima; os romanos gostavam de se sentir especiais). Por outro, há também quem goste de realçar o seu lado mais negro de povo que cultivava a degradação humana como ninguém, legando à história um rol de excessos reprováveis de vários tipos que muitos tentam hoje imitar em magnitude, mas sem grande sucesso. No entanto, não eram uma coisa nem a outra. Eram as duas ao mesmo tempo. Leis, esgotos e aquedutos, mas apimentados por um bacanal. Organização militar e política, mas com dedo pela goela abaixo para abrir caminho a mais uma dose de testículos de avestruz caramelizados.

A conquista da península não terminaria com a derrota dos cartagineses. Felizes por terem vencido os seus inimigos mais acérrimos, as legiões alcançaram o ocidente da Hispânia em ambiente de euforia, comandadas pelo pretor Sérvio Sulpício Galba, orador eloquente e adepto fervoroso dos jogos com berlinde (não confundir com Severo Estrupício Calda, um cesteiro de Pompeia com jeito para a rima ordinária e sem qualquer relevância histórica). Chegados aos Montes Hermínios, os romanos foram surpreendidos por um bando de homens barbudos embrulhados em peles que desciam pela encosta abaixo, brandindo espadas, paus, fundas e um ou outro queijo amanteigado, motivando o pretor a proferir a célebre frase: Mas que estupidez vem a ser esta?. Eram os lusitanos, povo de origens provavelmente celtibéricas, decididamente indo-europeias e hipoteticamente terrestres, que a tradição considera como os antepassados mais remotos dos portugueses, ainda que, revelando um desrespeito atroz pelas fronteiras futuras, o seu território entrasse igualmente pela actual Espanha dentro. Dedicavam-se à pastorícia e à disseminação de boatos maldosos, encontrando ainda tempo para discutir assuntos da actualidade desportiva da época com os vizinhos turdetanos.

Apesar de a sua cultura e tecnologia, incluindo a militar, estarem muito distantes dos conhecimentos romanos, os lusitanos conseguiram oferecer resistência aos invasores graças à sua maior arma, um avassalador cheiro a bode cultivado por ambos os sexos como sinónimo de estatuto social. A principal divindade do seu panteão era Endovélico, materialização divina do bedum cósmico, venerado em rituais

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