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Compromisso fingido

Compromisso fingido

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Compromisso fingido

Comprimento:
191 páginas
3 horas
Lançado em:
Oct 1, 2018
ISBN:
9788413071503
Formato:
Livro

Descrição

Heather Langley não podia acreditar que Scott McPherson fosse o seu novo chefe. A última vez que o tinha visto estava deitado numa cama de hospital... por causa dela! E agora, como era evidente que se conheciam, toda a equipa do hospital acreditava que formavam um casal. Era preciso parar com os boatos! Então Heather e Scott pensaram num plano: iriam fingir que eram namorados e depois acabariam com a relação. Simples. Fácil... Ou nem por isso?
Lançado em:
Oct 1, 2018
ISBN:
9788413071503
Formato:
Livro

Sobre o autor


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Amostra do Livro

Compromisso fingido - Patricia Robertson

Editado por Harlequin Ibérica.

Uma divisão de HarperCollins Ibérica, S.A.

Núñez de Balboa, 56

28001 Madrid

© 1997 Patricia Robertson

© 2018 Harlequin Ibérica, uma divisão de HarperCollins Ibérica, S.A.

Compromisso fingido, n.º 406 - outubro 2018

Título original: Healing the Break

Publicado originalmente por Harlequin Enterprises, Ltd.

Reservados todos os direitos de acordo com a legislação em vigor, incluindo os de reprodução, total ou parcial.

Esta edição foi publicada com a autorização de Harlequin Books S.A.

Esta é uma obra de ficção. Nomes, carateres, lugares e situações são produto da imaginação do autor ou são utilizados ficticiamente, e qualquer semelhança com pessoas, vivas ou mortas, estabelecimentos de negócios (comerciais), feitos ou situações são pura coincidência.

® Harlequin, Sabrina e logótipo Harlequin são marcas registadas propriedades de Harlequin Enterprises Limited.

® e ™ são marcas registadas por Harlequin Enterprises Limited e suas filiais, utilizadas com licença.

As marcas em que aparece ® estão registadas na Oficina Española de Patentes y Marcas e noutros países.

Imagem de portada utilizada com a permissão de Harlequin Enterprises Limited.

Todos os direitos estão reservados.

I.S.B.N.: 978-84-1307-150-3

Conversão ebook: MT Color & Diseño, S.L.

Sumário

Créditos

Capítulo 1

Capítulo 2

Capítulo 3

Capítulo 4

Capítulo 5

Capítulo 6

Capítulo 7

Capítulo 8

Capítulo 9

Capítulo 10

Capítulo 11

Capítulo 12

Capítulo 13

Capítulo 14

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Capítulo 1

As lágrimas misturaram-se com a chuva na face de Heather enquanto saía precipitadamente da casa de Bill. Como é que não se tinha apercebido de que ele andava a sair com outra? O amor devia tê-la deixado cega. Pelos vistos, Bill conheceu aquela mulher pouco depois de se comprometer com ela. Porque é que aquele… sacana não lhe disse nada?

Lembrou-se dos olhares estranhos que as suas colegas enfermeiras lhe tinham dirigido e os silêncios repentinos que se produziam quando ela se aproximava. Na altura não pensou que pudessem estar a falar dela, perdida como estava nas brumas do amor. Corou ao perceber que tinha sido tão idiota.

Enquanto vestia o impermeável apercebeu-se de que, com a pressa, tinha trazido o de Bill. Era demasiado grande para ela e tinha o cheiro dele, mas estava a chover tanto que não cedeu ao seu primeiro impulso de o tirar e devolver-lho.

Concentrada na sua desgraça, desceu a rua sem olhar para o chão. Foi a travagem da motorizada sobre o piso molhado que a fez voltar à realidade.

O horror paralisou-a durante uns segundos, enquanto se tornava consciente de que era responsável pelo acidente que tinha acabado de acontecer. O barulho no vazio de uma das rodas da motorizada era o único som que perturbava a rua vazia. A maioria das pessoas que moravam ali ao pé estava a trabalhar e as crianças estavam na escola.

Um gemido do homem caído fê-la reagir. Aproximou-se rapidamente e baixou-se ao seu lado mesmo quando ele estava a tirar o capacete.

– Não devia ter feito isto – disse, devido à sua ansiedade. Notou que era um homem forte e grande, de um metro e oitenta, pelo menos. Ia ser impossível removê-lo.

– Sou médico ortopedista e o que parti foi uma perna e não o pescoço, embora me apetecesse muito torcer o seu – disse ele, zangado, com evidente expressão de dor.

– Não é de admirar – Heather tentou parecer tranquila apesar da sua inquietação. – Mas não lhe dói mais nada? – perguntou, esticando as mãos para apalpar os membros do ferido.

– Não, está tudo a funcionar perfeitamente bem, excepto a minha perna – disse ele entre dentes, afastando as mãos de Heather.

– Se o senhor o diz – replicou ela, magoada pelo tom do motorista. Afinal, só estava preocupada com ele.

O seu casaco de couro e as suas calças pretas estavam empapados por causa da estrada molhada. O seu cabelo curto e preto também estava molhado e parecia colado à cabeça, o que lhe dava um aspecto muito vulnerável.

Esquecendo o seu aborrecimento momentâneo, Heather tirou o impermeável de Bill, tapou o ferido com ele e afastou-lhe uma madeixa de cabelo da testa, olhando-o com um gesto compassivo.

– Vai estragar-se – disse ele, impressionado com a amabilidade de Heather.

– É o mínimo que posso fazer – respondeu ela, sentindo-se ainda mais culpada ao ver que o ferido se preocupava com aquele tipo de coisas. – Vou chamar uma ambulância.

Felizmente havia uma cabina telefónica perto. Esperava que funcionasse.

Quando se ia levantar, o homem segurou-a pelo braço com uma força surpreendente.

– Se realmente quer fazer alguma coisa por mim… – Heather ficou impressionada tanto pela maneira como a agarrou como pela urgência do seu tom de voz, – … pegue nisto – esforçou-se por tirar do bolso detrás das calças um envelope. Ela tentou ajudá-lo, mas só conseguiu rasgar o envelope. – Você é uma ameaça para a sociedade – disse ele, num tom incrédulo. Suspirou, irritado. – Telefone para o número que está aí e diga que Scott McPherson não vai poder ir à entrevista.

Enquanto Heather pegava no papel, ele gemeu e os seus olhos azuis reflectiram a dor que sentia.

Sentindo-se ainda pior, Heather disse:

– Assim que a ambulância chegar faço isso.

– Não, agora – disse ele num tom autoritário.

– Não estou a pensar deixá-lo aqui sozinho – replicou ela com firmeza. – Vou fazer isso assim que a ambulância chegar – repetiu e afastou-se em direcção à cabina antes que o ferido pusesse mais objecções.

Quando voltou, tirou um lenço de papel da sua mala e limpou o rosto molhado do homem, que, devido à dor que sentia, não protestou. Também não o fez quando Heather tirou a camisola para a colocar debaixo da cabeça dele e depois agarrou-lhe na mão. Doía-lhe muito a perna, de maneira que limitou-se a fechar os olhos e a aceitar todas as suas atenções.

«Debe ter parado de chover», pensou, porque não sentia a água a cair no seu rosto. Então abriu os olhos… e viu um pato a olhar para ele. «Devo estar a delirar», pensou, mas então percebeu que era o cabo do guarda-chuva que a mulher sustinha sobre ele.

– A ambulância deve estar quase a chegar – disse ela, carinhosamente. – Já se ouve a sirene.

De repente apareceram algumas pessoas, atraídas pela sirene.

– Por favor, telefone para esse número e explique o que lhe disse – pediu Scott uns minutos depois, quando os enfermeiros já o tinham colocado na maca.

– Mas não seria melhor eu ir consigo? – perguntou Heather, enquanto caminhava ao lado da maca em direcção à ambulância.

– Não, claro que não – disse ele com firmeza, franzindo o sobrolho num gesto não totalmente devido à dor. – Limite-se a fazer o que lhe peço.

Heather tinha estado demasiado preocupada com Scott para reparar que a polícia tinha chegado. Estava a ver como a ambulância se afastava quando um sargento disse:

– Gostaria que me desse alguns pormenores sobre o acidente – era um homem de aspecto paternal e olhar afável.

– A culpa foi minha – admitiu Heather. – Atravessei sem olhar – a pressão de ter sido a causadora do acidente e o motivo da sua distracção, fizeram com que os seus olhos se enchessem de lágrimas. – O meu noivo tinha acabado de quebrar o nosso compromisso…

O polícia deu-lhe uma palmadinha nas costas.

– Lamento – disse, – mas devo avisá-la que pode ser denunciada.

– Oh! – gemeu Heather.

O agente tirou uma caneta e um bloco de notas e ela deu-lhe os pormenores.

– Sente-se bem para voltar para casa? – perguntou o sargento com amabilidade quando acabou de interrogá-la.

Heather dedicou-lhe um sorriso trémulo.

– Sim, obrigada.

O polícia afastou-se no seu carro e ela ficou sozinha. Os curiosos tinham desaparecido assim que a ambulância partiu.

Erguendo os ombros, foi até à cabina telefónica. Assim que entrou, procurou na mala umas moedas.

Quando abriu a carta descobriu que a entrevista do homem ferido era para ocupar um cargo de especialista ortopedista. Ficou horrorizada, pois sabia como estes cargos eram escassos.

Ela era a causadora de aquele homem poder perder aquela oportunidade e tinha a certeza de que lhe dariam o lugar. Apesar da sua dor, Scott McPherson tinha uma presença especial. Marcou o número e deixou a mensagem.

Foi uma Heather esgotada que, pouco depois, abriu a porta do seu apartamento. Graças a Deus, a sua colega de quarto estava de férias. Precisava de estar sozinha.

Naquela tarde telefonou para o hospital para averiguar como é que estava Scott. Disseram-lhe que estava bem. Perguntou a que horas é que eram as visitas, sabendo que devia voltar a vê-lo para se desculpar novamente… e para saber se tinha pensado apresentar queixa contra ela.

Quando acordou no dia seguinte, lamentou não ter o turno da manhã. Concentrar-se no seu trabalho tê-la-ia ajudado a manter as suas mágoas afastadas.

A sua casa era perto do hospital de Londres onde trabalhava como enfermeira na secção feminina. Mais tarde, enquanto ia ao hospital, pensou que pelo menos não trabalhava na secção de ortopedia, o que teria sido uma recordação constante do acidente.

De certo modo, aquele pensamento também estava carregado de certa mágoa, pois a ortopedia era algo que lhe interessava e tinha decidido especializar-se naquele campo. Mas agora…

Bill era médico no mesmo hospital. Quando chegou ao trabalho, os rumores já tinham espalhado a notícia do seu rompimento com Bill. Como era uma rapariga popular no hospital, os seus colegas não pararam de lhe dizer o quanto lamentavam a situação. Apesar da compaixão ser aceitável, aquilo também acentuava a sua dor.

A única coisa boa do acidente era que, de certo modo, a distraía da tristeza que sentia do seu amor perdido.

Heather telefonou para a secção onde estava Scott para saber como é que ele estava. Deu-lhe três dias para que se recuperasse da operação e depois foi vê-lo.

Naquele Verão tinha chovido muito e ainda chovia naquela tarde de Julho quando Heather foi ao hospital.

Scott estava num quarto privado. Enquanto se encaminhava para lá, Heather pensou se devia pedir à enfermeira que fosse vê-lo primeiro.

Ao chegar ao andar dele, deu o seu nome e explicou a situação à enfermeira, que aceitou rapidamente falar primeiro com Scott.

– Sim, quer vê-la, menina Langley – disse amistosamente a enfermeira, indicando-lhe que podia entrar.

As firmes batidelas de Heather na porta ocultaram um tremor interior. Entrou ao ouvir a resposta de Scott, pensando que tinha uma voz agradável e esperando que mantivesse aquele tom.

Estava na cama, com um pijama azul que enfatizava o azul dos seus olhos. «Que olhos tão bonitos», pensou ela. Era uma pena que estivesse tão sério. Não parecia achar muita graça a vê-la ali.

O coração de Heather bateu com ansiedade. Scott quase parecia um homem diferente daquele que viu deitado na estrada, empapado e cheio de lama. O seu cabelo curto e preto estava cuidadosamente penteado e o resto do corpo parecia imaculadamente limpo. Só as linhas de dor no canto dos olhos eram as mesmas.

O seu coração encheu-se de compaixão quando reparou na magreza do seu rosto. «Sou responsável por isto», pensou, sentindo-se culpada.

Scott tinha estado quase a negar-se a vê-la, mas ao lembrar-se da sua amabilidade sentiu curiosidade em ouvir o que tinha para lhe dizer.

– Então veio para se desculpar – disse, com menos dureza do que pretendia.

Ela também não era como se lembrava. O seu cabelo ruivo, que no dia do acidente estava um pouco escurecido e colado à cabeça por causa da chuva, brilhava agora sob a luz do quarto. Tinha umas calças de ganga claras e um impermeável azul escuro e tinha um aspecto deslumbrante. Mas a ansiedade dos seus olhos era a mesma.

Heather ergueu os ombros para ter alguma coragem.

– Sim – disse, satisfeita ao perceber a firmeza do seu tom. – Lamento muito o que aconteceu e não vou culpá-lo se decidir denunciar-me. Mas devo avisá-lo que só tenho cem libras no banco – sentou-se abruptamente na cadeira que estava junto à cama, agarrou com força nas flores que tinha levado e olhou para Scott apreensivamente.

A sinceridade da sua admissão sobre a sua situação financeira divertiu Scott, mas foi a sua vulnerável expressão que o suavizou.

– Então a polícia não contactou consigo? – perguntou com delicadeza.

– Outra vez? Não – disse Heather, ficando inquieta. – Disse-lhes que a culpa era minha. Também pensam em denunciar-me?

– Não – disse Scott com calma. – Explicaram-me o motivo da sua distracção.

– Oh, não tinham o direito de fazer isso – disse Heather, quase a chorar.

– Talvez não – replicou ele com força. Não devia permitir que as lágrimas que brilhavam nos olhos de Heather

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