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Uma noite para esquecer

Uma noite para esquecer

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Uma noite para esquecer

Comprimento:
130 páginas
2 horas
Lançado em:
Nov 1, 2018
ISBN:
9788413071541
Formato:
Livro

Descrição

Há sete anos atrás, o que Judith sentia por Alexander tivera consequências trágicas e, desde então, sentia-se culpada e envergonhada de si própria, sem permitir que a paixão regesse o seu comportamento. Agora, por fim, ia casar-se para ter a paz e a segurança que tanto almejava. Judith estava decidida a manter-se afastada de Alex, mas descobriu que nunca o conseguiria odiar. Como podia continuar a amar um homem que só a desejava movido pela vingança?
Lançado em:
Nov 1, 2018
ISBN:
9788413071541
Formato:
Livro

Sobre o autor

After leaving her convent school, Miranda Lee briefly studied the cello before moving to Sydney, where she embraced the emerging world of computers. Her career as a programmer ended after she married, had three daughters and bought a small acreage in a semi-rural community. She yearned to find a creative career from which she could earn money. When her sister suggested writing romances, it seemed like a good idea. She could do it at home, and it might even be fun! She never looked back.


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Amostra do Livro

Uma noite para esquecer - Miranda Lee

Editado por Harlequin Ibérica.

Uma divisão de HarperCollins Ibérica, S.A.

Núñez de Balboa, 56

28001 Madrid

© 1997 Miranda Lee

© 2018 Harlequin Ibérica, uma divisão de HarperCollins Ibérica, S.A.

Uma noite para esquecer, n.º 410 - novembro 2018

Título original: Night of Shame

Publicado originalmente por Harlequin Enterprises, Ltd.

Reservados todos os direitos de acordo com a legislação em vigor, incluindo os de reprodução, total ou parcial. Esta edição foi publicada com a autorização de Harlequin Books S.A.

Esta é uma obra de ficção. Nomes, carateres, lugares e situações são produto da imaginação do autor ou são utilizados ficticiamente, e qualquer semelhança com pessoas, vivas ou mortas, estabelecimentos de negócios (comerciais), feitos ou situações são pura coincidência.

® Harlequin, Sabrina e logótipo Harlequin são marcas registadas propriedades de Harlequin Enterprises Limited.

® e ™ são marcas registadas por Harlequin Enterprises Limited e suas filiais, utilizadas com licença. As marcas em que aparece ® estão registadas na Oficina Española de Patentes y Marcas e noutros países.

Imagem de portada utilizada com a permissão de Harlequin Enterprises Limited. Todos os direitos estão reservados.

I.S.B.N.: 978-84-1307-154-1

Conversão ebook: MT Color & Diseño, S.L.

Sumário

Créditos

Capítulo 1

Capítulo 2

Capítulo 3

Capítulo 4

Capítulo 5

Capítulo 6

Capítulo 7

Capítulo 8

Capítulo 9

Capítulo 10

Capítulo 11

Capítulo 12

Epílogo

Se gostou deste livro…

Capítulo 1

«Não posso vê-lo», pensou Judith, fechando os olhos. Tinham passado sete anos, mas não conseguira esquecê-lo e também não se perdoara a si própria, nem ao responsável pela vergonha e culpa que sentia.

– Como pudeste convidá-lo? – gritou, abrindo muito os seus grandes olhos verdes. – A festa desta noite é para celebrar o nosso futuro casamento, não é uma reunião de negócios.

O homem que estava em frente da lareira, com uma mão apoiada na coluna, era alto. Continuou a fumar o seu cachimbo, imperturbável.

– Ouviste o que eu disse, Raymond? – indagou Judith, com aspereza. – Perguntei-te porque é que convidaste o Alexandre Fairchild.

Raymond suspirou pacientemente. Depois, sentou-se num cadeirão junto da lareira. Inclinou-se para a frente e colocou a lenha no lume.

– Existe algum motivo para que não o convidasse? – perguntou com calma, embora irritado.

– Sim, que não o conheces, por exemplo. Só o viste uma vez, a almoçar.

Raymond ergueu o rosto e encolheu os ombros.

– E então? Além do mais, como é que eu ia adivinhar que podia ser um problema? Não sabia que o conhecias.

Judith aproximou-se dele com as mãos fechadas em punhos.

– Cancela o convite, Raymond – pediu, em voz baixa e desesperada. – Por favor, rogo-te que o faças.

– Ainda não me contaste o que é que esse homem te fez de tão grave, nem onde o conheceste.

– É um desavergonhado! – explodiu ela, violentamente. – Um desavergonhado sem alma!

Raymond arqueou uma sobrancelha.

– Nunca te tinha visto assim, querida. Vamos, tenta ser razoável! A mim, pareceu-me um homem muito agradável.

– Porque não o conheces, mas eu sim. E não quero falar sobre ele.

Judith afastou-se, com o rosto a arder de fúria.

«Meu Deus, tenho que fazer alguma coisa», pensou com frenesi.

«Tenho que acalmar-me. Estou assim porque apanhei um susto ao ouvir o nome dele depois de tantos anos».

Mas a ideia de passar um segundo na sua companhia era mais do que podia suportar.

– Não posso cancelar o convite – declarou Raymond, – não sei em que hotel está hospedado.

Judith deu meia volta para encarar o noivo.

– Nesse caso, eu não irei. Não vou estar na mesma sala que ele.

Imediatamente, Judith apercebeu-se de que tinha utilizado a táctica errada com Raymond. A expressão dele endureceu-se. Ela sentou-se no sofá, em frente do noivo, e olhou-o com expressão implorante.

– Não podias dizer que estou mal disposta?

Ele olhou-a exasperado.

– Isso é impossível, Judith! A Margaret preparou esta festa em tua honra.

Judith detestava os conflitos, mas estava a desesperar e, por uma vez, permitiu-se dar a sua opinião sobre a Margaret.

– Não é verdade. Sabes bem que a Margaret me detesta. A festa é em tua honra, Raymond.

A expressão de Raymond tornou-se ainda mais impaciente.

– Já sei que não se dão bem, mas pelo menos, ela está a tentar.

– Sim, claro! Odeia-me desde o primeiro momento em que vim trabalhar como enfermeira da tua mãe.

– A sério Judith, como podes dizer isso? A doença da mamã enervou-nos a todos. Se a Margaret ficava impaciente, de vez em quando, era porque estava muito preocupada com a saúde da mamã.

Judith não respondeu porque não sabia o que dizer. Cravou os olhos no tapete, escondendo o seu desespero.

Margaret detestara-a desde o primeiro momento em que a vira, mas a senhora Pascoll gostara logo da nova enfermeira. Nem sete anos de experiência profissional, nem a completa dedicação à sua paciente conseguiram vergar a animosidade da irmã de Raymond.

Há uns meses atrás, quando a senhora Pascoll morreu e Raymond a pediu em casamento, foi um verdadeiro escândalo na família. Judith também ficou estupefacta com a proposta e quase compreendeu a reacção de Margaret.

No início, Judith rejeitou-a, mas Raymond mostrou-se insistente e persuasivo. «Gostamos um do outro», dissera ele. Ambos gostavam das mesmas coisas: música, cinema, teatro.

«O amor romântico é própio dos adolescentes», dissera Raymond. O verdadeiro amor baseava-se mais na amizade do que na paixão. Depois de casados, chegariam a amar-se de verdade. Também lhe prometera um filho, cedendo à pressão de Judith, já que ela não concebia um casamento sem filhos.

A riqueza de Raymond não fora um factor decisivo para Judith. No entanto, quando aceitara a proposta, Margaret acusara-a de interesseira. Ironicamente, Margaret casara-se no ano anterior com um jovem atraente, muito mais jovem do que ela. E embora Margaret dissesse que era feliz com o Mário, Judith acreditava que continuava tão amarga como sempre.

O que acabou por convencê-la foi que teriam quartos separados. Raymond explicara-lhe que não era um homem muito dado a paixões carnais, embora sentisse necessidades sexuais. Confessou a Judith que durante vários anos mantivera relações com uma mulher. Claro que não estava apaixonada por ela e cortaria a relação assim que ficassem noivos.

A Judith pareceu-lhe uma boa ideia ter um marido de poucas exigências carnais, pois podia viver muito bem sem esse tipo de paixão. Tremia só de pensar nisso. A única coisa que Judith queria era uma existência tranquila, isenta de brigas e dissabores. E isso era o que Raymond lhe podia proporcionar!

– A festa é uma gentileza da minha irmã. Uma demonstração de que gosta de ti – disse Raymond. – Não podes fazer-lhe essa desfeita!

Judith ergueu o rosto e ficou a olhar para o noivo. Não era um homem bonito. Tinha entradas na cabeça, o rosto comprido, o nariz afiado e os olhos de um cinzento demasiado pálido.

Apesar destes rasgos tão pouco atraentes, Raymond possuía um carisma que estava relacionado com o seu dinheiro e poder. Era um homem muito rico. E também tinha um carácter forte e decidido, características que Judith apreciava num homem.

– Judith, não podes faltar – insistiu ele com lógica. – Porque é que te assusta tanto a ideia de veres o Alexandre Fairchild?

Raymond tirou o cachimbo da boca e olhou-a fixamente, à espera de uma resposta.

Ela ficou em silêncio, com os olhos fixos na lareira, evitando o olhar penetrante de Raymond.

– Foram amantes? – perguntou ele.

– Não!

– Não é necessário gritar. Com vinte e nove anos não espero que sejas virgem, Judith.

Judith corou. Tinha intenção de contar tudo a Raymond, mas esperara pelo momento oportuno e este ainda não tinha chegado.

– Meu Deus! – sussurrou ele. – Porque é que não me contaste antes?

Judith levantou o queixo com um gesto decidido.

– Tem assim tanta importância? Pensava que os homens da tua geração gostavam de casar com virgens. Quero dizer… Pensei que gostasses.

– Para ser sincero, estou mais surpreendido do que feliz. És uma mulher muito bonita e estiveste noiva antes. Não? O teu noivo não era um homem da minha geração. Pensava que os casais jovens dormiam juntos antes de casarem.

– Pois o Simon e eu não – respondeu ela secamente, ofendida porque Raymond não parecia feliz com a notícia. – A nossa relação começou no hospital, quando ele se estava a recuperar de um acidente de carro. E quando já estava bom e apto para fazer amor, já estávamos noivos e eu queria que esperássemos. Era só uma questão de um mês e o Simon não se importou. Disse que isso tornaria o nosso casamento mais especial.

Os olhos de Judith

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