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A segunda esposa

A segunda esposa


A segunda esposa

Duração:
164 páginas
3 horas
Lançados:
Nov 1, 2018
ISBN:
9788413071626
Formato:
Livro

Descrição

Sabendo que necessitavam dela, a enfermeira Jenny Curtis voltou para casa dos avós e começou a exercer a sua profissão num novo local de trabalho. Era uma mudança muito grande passar de um hospital da cidade para um pequeno hospital rural. Mas foi então que conheceu o doutor d'Arc. Ele parecia gostar de Jenny, mas era viúvo e, apesar de ela o amar, o doutor d'Arc resistia ao facto de outra mulher poder ocupar o lugar da sua adorada Gabriella...
Lançados:
Nov 1, 2018
ISBN:
9788413071626
Formato:
Livro

Sobre o autor


Amostra do livro

A segunda esposa - Margaret Holt

Editado por Harlequin Ibérica.

Uma divisão de HarperCollins Ibérica, S.A.

Núñez de Balboa, 56

28001 Madrid

© 1998 Margaret Holt

© 2018 Harlequin Ibérica, uma divisão de HarperCollins Ibérica, S.A.

A segunda esposa, n.º 420 - novembro 2018

Título original: Tall, D’Arc and Tempting

Publicado originalmente por Harlequin Enterprises, Ltd.

Reservados todos os direitos de acordo com a legislação em vigor, incluindo os de reprodução, total ou parcial. Esta edição foi publicada com a autorização de Harlequin Books S.A.

Esta é uma obra de ficção. Nomes, carateres, lugares e situações são produto da imaginação do autor ou são utilizados ficticiamente, e qualquer semelhança com pessoas, vivas ou mortas, estabelecimentos de negócios (comerciais), feitos ou situações são pura coincidência.

® Harlequin, Sabrina e logótipo Harlequin são marcas registadas propriedades de Harlequin Enterprises Limited.

® e ™ são marcas registadas por Harlequin Enterprises Limited e suas filiais, utilizadas com licença. As marcas em que aparece ® estão registadas na Oficina Española de Patentes y Marcas e noutros países.

Imagem de portada utilizada com a permissão de Harlequin Enterprises Limited. Todos os direitos estão reservados.

I.S.B.N.: 978-84-1307-162-6

Conversão ebook: MT Color & Diseño, S.L.

Sumário

Créditos

Capítulo 1

Capítulo 2

Capítulo 3

Capítulo 4

Capítulo 5

Capítulo 6

Capítulo 7

Capítulo 8

Capítulo 9

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Capítulo 1

Santo Deus! Não havia nada como estar numa sala de operações desconhecida para ajudar o novo cirurgião nas suas operações de ginecologia e urologia, sobretudo quando se tratava de uma nova enfermeira, como era o seu caso.

Além do médico geral irlandês que se ocupava da anestesia e a quem fora apresentada há pouco, não conhecia nenhum dos membros da equipa. Eram todos estranhos para ela, tal como o próprio hospital rural no qual se encontrava, o último lugar do mundo que ela teria escolhido para adquirir experiência.

Mas Jenny não estava naquele momento no Hospital de Stretbury Memorial para ampliar os seus horizontes profissionais. Tratava-se de um edifício de pedra construído pelo velho Lorde Hylton para os habitantes da pequena aldeia de mercadores de Gloucestershire após a Primeira Guerra Mundial, em memória do seu filho. Durante sete décadas aumentara regularmente, de forma que, naquele momento, contava com um centro de saúde bem equipado no qual um grupo de médicos gerais cobria as necessidades de uma área rural bastante ampla.

Em 1960, a neta do fundador tinha aberto um anexo para vinte residentes da terceira idade e entre estes encontrava-se o avô de Jenny, Will Curtis.

Jenny começou a preparar a sala de operações.

O cirurgião e o seu ajudante demorariam, pelo menos, uma hora a chegar de Bristol, mas Jenny queria estar pronta e à sua espera quando eles aparecessem. Vestira uma bata azul clara e ténis de borracha, e apanhara o cabelo castanho num gorro de papel elástico azul. Examinou as luzes, sobretudo o foco que se encontrava por cima da mesa de operações e a bomba de sucção.

Olhou para as toalhas, as ligaduras e os acessórios de plástico; depois verificou os equipamentos de intravenosas, as bolsas de litro e meio litro de soro, os materiais de sutura, as agulhas e os agrafos para a pele, as batas do médico e as luvas do mesmo. Que tamanho necessitaria aquele cirurgião? Não fazia a mínima ideia.

– Bom dia, menina Curtis! Oh! É muito madrugadora! – uma mulher com uns quarenta anos apareceu na sala e apresentou-se como sendo Doreen Nixon, enfermeira da ala das mulheres e membro habitual da sala de operações. – Há uma auxiliar, a Jill, que estará cá às oito e meia – disse. – Ajuda o doutor McGuire com a anestesia e é ela quem ajuda a adormecer e a acordar os pacientes, além de estar sempre à disposição da equipa – fez uma pausa e olhou para Jenny especulativamente. – Faz ideia de como é que é este novo homem, enfermeira? A Jill e eu estamos mortas por saber! O doutor Staynes ocupou o posto durante tanto tempo que nos é impossível imaginar outra pessoa no lugar dele. E, claro, a enfermeira McGuire era uma… – deteve-se.

Jenny sorriu picaramente.

– Já sei, Doreen, ia dizer que o doutor Steynes e a enfermeira McGuire eram o melhor duo de sempre, mas agora você e a Jill vão ter que aguentar dois extraterrestres do planeta Zog, e…

– Oh, não, enfermeira! Não quis dizer isso – protestou Doreen, aliviada pelo facto de Jenny não se ter ofendido. – E, em todo o caso, continuamos a ter o doutor McGuire como anestesista. Vai gostar dele. É muito divertido.

– Ainda bem, pode ser que assim ele também me divirta – respondeu Jenny, ajustando a lâmpada e vendo onde colocaria o carrinho dos instrumentos, os recipientes da água esterilizada e os três baldes para as gazes sujas.

«Esta deve ser a mais pequena sala de operações do mundo», pensou. Quando estivessem ali o médico, o anestesista, Doreen, Jill, o paciente na mesa de operações, o carrinho do anestesista e tudo o resto, não haveria espaço para ela.

Mas lembrou-se dos pacientes cujas vidas estariam nas suas mãos e apercebeu-se de que isso é que importava realmente: o resultado das operações.

A primeira hora passou muito depressa. Jill chegou e ficou a trabalhar um bocado na pequena sala onde o doutor McGuire assobiava uma canção. Jenny colocou uma máscara e começou a lavar as mãos. Depois de secá-las, vestiu a bata verde que Doreen lhe dera e calçou umas luvas esterilizadas.

Começou a tirar as toalhas, instrumentos e ligaduras, e colocou-os no carrinho, enquanto Doreen enchia uma bacia com loção anti-séptica, abria pacotes de fio de sutura e espalhava-os numa bandeja a um canto do carrinho. Jenny deixou-se absorver pela rotina do seu trabalho e quando apareceram dois homens vestidos com batas, toucas e botas de cirurgião, nem sequer alçou a vista.

– Jenny! – exclamou o mais jovem.

Aquela voz fez com que ela se virasse e ficasse surpreendentemente deleitada.

– Steve! Que agradável surpresa! Não fazia ideia de que estavas… Bem… bom dia, doutor – adiantou, dirigindo-se à figura alta que se encontrava por trás do doutor Steve Forrest, o director do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital de Bristol, do qual ela acabara de se demitir.

– Bom dia, enfermeira – disse o novo cirurgião dirigindo-se a Doreen e a Jenny. – Acho que o doutor Forrest podia apresentar-nos antes de começarmos a operação…

Steve piscou o olho a Jenny ao responder:

– Claro, doutor. Jenny, este é o doutor Findlay d’Arc, que acabou de ocupar o posto de Chefe de Obstetrícia e Ginecologia. E esta é a enfermeira Jenny Curtis, que será sua ajudante.

– Juntamente com as enfermeiras Nixon e… Jill – adiantou a jovem rapidamente. – O doutor McGuire está a anestesiar a nossa primeira paciente, doutor, e trá-la-á assim que estiver pronta para a operação. O doutor McGuire é um dos quatro médicos gerais do centro de saúde do hospital e foi anestesista em…

– Obrigado, enfermeira – interrompeu-o o médico. – Sem dúvida que no final desta manhã já nos conheceremos todos muito melhor – a sua voz tinha uma pronúncia estranha que Jenny não conseguia identificar.

Seria francês?

Steve sorriu com picardia e olhou para ela, arqueando as sobrancelhas, como que dizendo que a formalidade de d’Arc lhe parecia um pouco exagerada. O doutor Forrest, um homem loiro com carinha de menino, com quem trabalhara em Bristol, levantara-lhe o ânimo. Trocaram sorrisos por cima das respectivas máscaras, enquanto Doreen ajudava os médicos a vestir as batas verdes.

– Oh! Meu Deus, doutor d’Arc! A bata fica-lhe demasiado curta! – exclamou Doreen, remexendo entre as outras batas à procura de uma maior.

– Esta serve, enfermeira – disse ele, olhando para a bainha da bata, que mal lhe tapava os joelhos escondidos sob umas calças azuis. – Talvez consiga encontrar uma maior para a próxima operação. Muito bem, enfermeira, a senhora Norma Pritchard está pronta? Menorragia, por esterectomia.

A porta abriu-se e o doutor McGuire entrou com a senhora Pritchard, inconsciente após uma injecção intravenosa. Entre o doutor McGuire, Doreen e Jill colocaram a paciente sobre a mesa de operações.

O cirurgião protestou:

– Não é de estranhar que as enfermeiras tenham problemas de costas. Não há por aqui nenhum deslizador?

As duas enfermeiras entreolharam-se e Jenny explicou-lhes serenamente que na maioria das salas de operações dos grandes hospitais usavam um lençol de plástico largo e rígido que se fazia deslizar por baixo do paciente. Este era colocado de lado e então fazia-se deslizar o plástico até à mesa de operações. Desta forma, com um leve empurrão, o paciente passava da maca para a mesa de operações e vice-versa.

– Vou pedir para trazerem um para a semana que vem.

– Muito bem. É algo muito simples, como muitas das grandes ideias – respondeu o doutor d’Arc, lendo as anotações sobre o caso da senhora Pritchard que Jill colocara numa estante especial. – Por favor, enfermeira, leia-me o número que a paciente tem na pulseira de plástico.

Jill obedeceu e o doutor d’Arc pediu para ver o formulário de consentimento da operação.

– Obrigado. Vejo que o marido da senhora Pritchard também assinou. Muito bem, enfermeira. Está pronta?

– Sim, senhor – Jenny começou a pintar o abdómen da paciente com tinta cor-de-rosa anti-séptica. Depois de colocar toalhas esterilizadas à volta da zona que ia ser operada, deu ao doutor d’Arc o escalpelo para fazer a incisão horizontal. Steve ficou a seu lado com os fórceps arteriais e, assim que a cavidade pélvica foi aberta, Jenny estendeu ao cirurgião o retractor abdominal que ficaria em posição durante toda a operação. O médico examinou cuidadosamente os órgãos da pélvis.

– O útero tem múltiplos fibromas. Vou tirá-los – disse. – Muitos médicos também tirariam os ovários, mas a senhora ainda não tem cinquenta anos e, possivelmente, ainda lhe vão servir para alguma coisa. O resto parece estar bem: a bexiga, o recto, os nódulos linfáticos… Sim, muito bem, enfermeira, procure as esponjas abdominais, dissectores, bisturi… O aspirador está colocado?

Jenny aproximou a bandeja para que o médico se pudesse servir dos instrumentos de que necessitava de imediato. Era um estímulo sentir que estavam a realizar uma tarefa que requeria alta precisão e grande eficiência.

Toda a desconfiança e apreensão das últimas horas tinham desaparecido ao aperceber-se de que estava a adorar o seu trabalho. Conseguia adivinhar os movimentos do cirurgião e as suas exigências, e coordenar com ele o seu próprio trabalho. D’Arc trabalhava a um ritmo regular. De vez em quando pedia algo e agradecia sempre. Era um perfeito trabalho de equipa.

Quando terminaram a parte mais importante da operação, Steve Forrest descontraiu-se um pouco e olhou para Jenny através da mesa de operações.

– Como é que te estás a adaptar à vida no campo? – perguntou, exagerando a pronúncia de Gloucestershire. – Deve ser uma grande mudança para ti!

– Dê-me tempo, doutor Forrest. Acabei de começar a trabalhar aqui – retorquiu ela em voz baixa. Estava a preparar as suturas.

– Ouvi dizer que vais ficar encarregada da ala dos homens.

– Sim, mas pediram-me para fazer parte da equipa de ginecologia como enfermeira geral. A ala dos homens tem apenas dez camas, na sua maioria pós-operatórios que vêm do hospital de Bristol para estarem mais perto de casa.

– Dez camas! Então, quem é que se encarrega do hospital todo?

Jenny olhou para o doutor McGuire, que estava a ajustar o fluido de óxido nitroso através do tubo intra-traqueal.

– A senhora McGuire tem sido a chefe das enfermeiras durante anos, mas está de licença de parto – respondeu ela. – Em Setembro já haverá uma pessoa no seu lugar, mas neste momento estamos

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