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Vestida de vermelho

Vestida de vermelho

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Vestida de vermelho

notas:
5/5 (1 nota)
Duração:
173 páginas
1 hora
Lançados:
Nov 1, 2018
ISBN:
9788413071602
Formato:
Livro

Descrição

Quando Daniel Faber conheceu a namorada do seu meio-irmão, a bonita Annie Kincaid, sabia demasiado bem que tipo de mulher era. A última vez que a vira, ela atirara-se para os seus braços!
Para a manter longe do irmão, Daniel decidiu sequestrá-la e convencer toda a gente de que tinham uma aventura. Mas o seu plano tinha uma falha terrível: queria-a só para ele... e para sempre.
Lançados:
Nov 1, 2018
ISBN:
9788413071602
Formato:
Livro

Sobre o autor

Diana Hamilton’s first stories were written for the amusement of her children. They were never publihed, but the writing bug had bitten. Over the next ten years she combined writing novels with bringing up her children, gardening and cooking for the restaurant of a local inn – a wonderful excuse to avoid housework! In 1987 Diana realized her dearest ambition – the publication of her first Mills & Boon romance. Diana lives in Shropshire, England, with her husband.


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Amostra do livro

Vestida de vermelho - Diana Hamilton

Editado por Harlequin Ibérica.

Uma divisão de HarperCollins Ibérica, S.A.

Núñez de Balboa, 56

28001 Madrid

© 1998 Diana Hamilton

© 2018 Harlequin Ibérica, uma divisão de HarperCollins Ibérica, S.A.

Vestida de vermelho, n.º 418 - novembro 2018

Título original: The Bride Wore Scarlet

Publicado originalmente por Harlequin Enterprises, Ltd.

Reservados todos os direitos de acordo com a legislação em vigor, incluindo os de reprodução, total ou parcial. Esta edição foi publicada com a autorização de Harlequin Books S.A.

Esta é uma obra de ficção. Nomes, carateres, lugares e situações são produto da imaginação do autor ou são utilizados ficticiamente, e qualquer semelhança com pessoas, vivas ou mortas, estabelecimentos de negócios (comerciais), feitos ou situações são pura coincidência.

® Harlequin, Sabrina e logótipo Harlequin são marcas registadas propriedades de Harlequin Enterprises Limited.

® e ™ são marcas registadas por Harlequin Enterprises Limited e suas filiais, utilizadas com licença. As marcas em que aparece ® estão registadas na Oficina Española de Patentes y Marcas e noutros países.

Imagem de portada utilizada com a permissão de Harlequin Enterprises Limited. Todos os direitos estão reservados.

I.S.B.N.: 978-84-1307-160-2

Conversão ebook: MT Color & Diseño, S.L.

Sumário

Créditos

Prólogo

Capítulo 1

Capítulo 2

Capítulo 3

Capítulo 4

Capítulo 5

Capítulo 6

Capítulo 7

Capítulo 8

Epílogo

Se gostou deste livro…

Prólogo

Annie Kincaid desejava que Rupert a levasse a casa. Mal podia esperar para sair daquele lugar. Normalmente adorava festas, mas aquela causara-lhe dores de cabeça.

O barulho era um mero rumor face à música alta a que estava habituada, logo não era esse o problema. Nem sequer a música suave de Vivaldi, o burburinho das conversas, o riso ocasional e bem modulado eram os responsáveis pela dor das suas têmporas.

Ajeitou os cachos loiros que lhe tinham escapado do penteado que ela elaborara a tanto custo. Notou que alguns ganchos caíam sobre o belo tapete persa.

– Deverias cortá-lo, aderindo ao estilo mais curto, tão na moda – dissera Rupert um dia. – Assim, pareces sempre despenteada.

Apenas mais uma crítica entre tantas. A lista de censuras já tinha proporções monstruosas.

Na noite anterior, tinham estado no apartamento ultramoderno de Rupert, em Marylebone, decorado com móveis de couro e soalho de madeira.

Sentaram-se à mesa para saborear a comida entregue por um restaurante das proximidades. Annie comentara casualmente sobre crianças, tentando iniciar um assunto comum a todos.

– Adoraria ter uma família grande. Bem – emendara ao ver o noivo franzir a testa, – no mínimo três filhos. Nunca tive irmãos ou irmãs e, após a morte dos meus pais, fui criada pela minha tia solteira, a única parente restante. A minha tia Tilly achava que as crianças raramente deviam ser vistas e nunca, eu quero dizer nunca mesmo, ouvidas!

O seu comentário, um reflexo puro da solidão e da falta de amor da infância, tivera o propósito de apagar aquele franzir de testa.

Mas, como se ainda fosse possível, a carranca no rosto bem-apessoado intensificou-se.

– Sê sensata, Annie. Quantos anos tens, vinte e quatro? Precisas de pensar na tua carreira…

– Secretária – interrompeu-o, para óbvio desprazer dele. – Sou apenas uma secretária.

Não queria ser uma mulher de carreira. Gostaria sim de ser mãe, a responsável por cuidar de uma família numerosa e feliz.

– Poderias ir mais longe… – considerara Rupert, – se tentasses. Caso saísses do lugar em que trabalhas e te mudasses para uma empresa mais bem estruturada, actuando como assistente pessoal de um homem com um cargo importante.

Incentivado pelo silêncio resignado de Annie, apressara-se a prosseguir.

– A propósito, há uma vaga para secretária no departamento de pesquisas do banco. Poderia conseguir-te uma entrevista, até mesmo interferir para que fosses escolhida. Tenho alguns contactos. Trabalha com garra e conseguirás uma posição muito melhor. A única coisa que te mantém onde estás é a tua postura diante da vida.

Rupert servira-lhe mais vinho. Será que pensara que isso a acalmaria e a tornaria mais fácil de ser convencida?

– Se trabalharmos depois do casamento, em pouco tempo poderemos ter um património considerável. Não pretendo tornar-me num mártir, perdendo as coisas boas da vida e preocupando-me com mensalidades escolares e contas por pagar. Pensa nisso. Aceita o trabalho no banco, é a chave para uma vida melhor.

Annie manteve-se calada e Rupert, vendo a sua expressão de tristeza, tentara complementar o sermão.

– E quanto ao outro assunto – encolhera os ombros, ignorando as necessidades de Annie, – pretendo esperar pelo menos quinze anos antes de considerar a hipótese de formar uma família.

Ele empurrara levemente o copo na direcção de Annie através do tampo de vidro da mesa, com a ponta dos dedos. E sorrira de modo charmoso. O mesmo sorriso que a deixara sem fôlego, quando o vira pela primeira vez, há alguns meses.

A noite anterior não fora agradável. Na verdade, o relacionamento entre eles não estava a correr bem há já algumas semanas e essa era a causa responsável pela dor de cabeça de Annie naquela noite.

Suspirando, lembrou-se do modo como reagira àquela conversa. Dissera-lhe que não queria trabalhar num banco até ter quarenta anos. E dissera que, se ele generosamente só lhe permitisse ter um filho quando alcançasse tal idade, então certamente ela já estaria a receber uma pensão de aposentadoria, antes de a criança ter acabado a educação básica.

Não queria ser uma mulher de carreira de cabelo curto só porque era moda.

Chamara-o chauvinista e diversos outros nomes que nem julgava conhecer.

E não estaria ao lado de Rupert na festa daquela noite, se ele não lhe tivesse telefonado durante o expediente para o emprego que ele tanto desprezava e não se tivesse praticamente desmanchado em desculpas.

– Relativamente a ontem à noite, bem, Annie, sinto muito. Não devia ter feito prevalecer o meu ponto de vista sobre o teu. Amo-te exactamente como és, mesmo quando perdes a cabeça. Sugiro que conversemos calmamente sobre este mal-entendido. Depois da festa, poderíamos ir até ao meu apartamento para conversarmos com sensatez.

Ficara tão furiosa com ele, a perguntar-se se o noivado teria sido um erro terrível, que se esquecera da festa que o chefe do departamento de Rupert estava a oferecer aos seus funcionários para celebrar a chegada da aposentadoria.

Annie perguntou-se se o noivo se teria importado de lhe pedir desculpas, se não precisasse da companhia dela para aquela festa.

E obteve a resposta, quando o ouviu dizer:

– Edward convidou todos os funcionários, do nível executivo, é claro, e as suas acompanhantes. Esposas, na maior parte. Não seria muito bom para a minha carreira não comparecer. Como todos sabem do nosso noivado, certamente esperam encontrar-te a meu lado. O executivo superintendente valoriza casamentos estáveis e acho que noivados também.

Ela não se importava com a opinião do tal executivo, quem quer que fosse. Mas preocupava-se com Rupert. Caso decidissem que o noivado fora um engano, nada faria para prejudicar as suas perspectivas de carreira. Sabia como era importante para ele ser bem sucedido profissionalmente.

Por isso mantivera-se calada diante do comentário de Rupert sobre tirar a tarde de folga para irem comprar um vestido novo para ela.

– Algo sofisticado em vez das roupas ousadas que normalmente usas. Um vestido que faça jus à tua figura, é claro, mas sem ser espalhafatoso.

Por isso, para bem de Rupert, ela concordara em estar pronta às oito horas. Ele iria buscá-la ao apartamento que Annie dividia com a sua melhor amiga, Cathy, na Earl’s Court.

E, naquele momento, desejava nunca ter ido à festa. Queria que Rupert a levasse dali para fora.

Ninguém conversava com ela e a maior parte dos convidados parecia decididamente entediada. Algumas mulheres lançavam a Annie olhares de desaprovação. Ela queria sentar-se com Rupert e discutir o futuro deles em privacidade.

Desorientada, pegou, de modo ausente, em mais um copo de vinho branco oferecido por um empregado vestido de branco que circulava pelo salão.

Rupert abandonara-a poucos minutos após terem chegado à festa, preferindo obviamente conversar sobre negócios com os colegas.

Ou talvez tivesse algo a ver com o vestido que usava. A escolha fora uma pequena rebeldia da sua parte, mas algo importante para ela.

Já tinha vestido a capa, quando Rupert aparecera para a ir buscar, e provavelmente sentira-se demasiado lisonjeado pela sua inusitada pontualidade, julgando que Annie tivera o cuidado de não o aborrecer. Nem se preocupara em saber o que estava a usar por debaixo da capa.

Será que a sua teimosia em usar algo que lhe agradasse a ela mesma e não a Rupert fora a responsável pelo modo como a estava a ignorar?

Apreciava usar seda escarlate, o seu tecido favorito. O decote era farto, expondo boa parte da pele nua e dando a impressão de que a qualquer momento os seus seios se libertariam. Algo que outras mulheres, parecendo vestidas com uniformes, jamais ousariam fazer.

O profundo tom de vermelho dava-lhe vida. Os cabelos loiros contrastavam com os olhos azuis emoldurados por sobrancelhas e pestanas naturalmente loiras.

Ela lutara durante horas com o cabelo, mas os fios rebeldes escapavam da enormidade de ganchos que ela e Cathy tinham colocado.

Era raro a melancolia invadir o seu estado de espírito. Tomou um longo gole do vinho, em parte para ter algo para fazer e também para se consolar.

Sentiu-se levemente zonza e recordou-se de que não comera nada desde a leve salada ao almoço.

Onde estaria Rupert?

Olhou o grupo de pessoas que ocupava a imensa sala de estar do lar Hampstead. Procurou a figura alta e de ombros largos de Rupert.

Praticamente todos os homens vestiam fatos escuros. Uns mais gordos, outros mais baixos, ninguém muito alto.

Era difícil ver através da atmosfera cheia de fumo. Além disso, grupos de convidados dispersavam-se para se juntar a outros e os olhos de Annie pareciam não estar acurados como de costume. Subitamente ficou tudo desfocado, o que em nada a ajudava a localizar o noivo.

Teria de ir ver um oftalmologista, ou as luzes estavam realmente fracas? Talvez tivesse bebido mais do que deveria.

O que quer que fosse, precisava desesperadamente de encontrar Rupert e recuperar a sensação de alegria por realmente fazer parte da vida de alguém; a alegria que experimentou quando ele a pediu em casamento.

E então Annie localizou-o. Avistou a figura alta e elegante aproximar-se das janelas que alguém deveria ter aberto para melhorar a ventilação e sair rapidamente para os terraços.

Colocou o copo vazio sobre uma pequena mesa e começou a caminhar pela sala apinhada, esbarrando acidentalmente com uma mulher muito magra que levava um vestido preto de seda, um colar de pérolas e uma máscara de desdém.

Annie sorriu, pediu desculpas profusamente e seguiu o seu caminho, tendo apenas um propósito: encontrar Rupert. Queria dizer que lamentava as coisas desagradáveis que lhe dissera na noite anterior.

Ele certamente não tinha tentado mudar a sua personalidade. Não dissera que a amava exactamente como era?

Talvez, se conseguisse persuadi-lo de que a constante busca de falhas nela estava a arruinar o seu relacionamento, pudessem voltar aos eixos. Annie gostava da sensação de ser amada e querida. Tivera poucos momentos assim na sua infância e na sua adolescência.

Tudo pertencia ao passado. Poderiam resgatar o que aparentemente se desintegrara no relacionamento.

Passou por uma janela ampla e foi para o terraço. Ele estava de pé, distante; mal podia avistar a sua figura escura contra o negro céu de Dezembro.

A noite estava fria e sem estrelas. Um vento gelado e inesperado impediu-a de ficar ali de pé. Subitamente, foi assaltada por segundos pensamentos.

Susteve a respiração e, com a saia escarlate a esvoaçar, correu pelo terraço e atirou-se para os braços de Rupert.

Daniel Faber saiu para o terraço, metendo as mãos nos bolsos das calças. Caminhou até à extremidade mais distante do terraço.

Precisava de sair daquela sala. Era indubitavelmente elegante, mas também abafada e lotada. A noite fria de Dezembro acolheu-o e acalmou-o.

Respirou profundamente e ajeitou os ombros largos do casaco soberbamente cortado. Começou a relaxar-se.

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