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Pai por amor

Pai por amor

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Pai por amor

Duração:
169 páginas
3 horas
Lançados:
Nov 1, 2018
ISBN:
9788413071565
Formato:
Livro

Descrição

A enfermeira Lisa Stanton conheceu o doutor Marcus Blair de um modo bastante invulgar; teve um parto prematuro e viu-se obrigada a pedir-lhe ajuda... num parque de estacionamento; Marcus cedeu e desdobrou-se em atenções. Qual não seria o seu espanto quando, três meses mais tarde, Lisa encontrou Marcus como director do serviço de urgências, no hospital onde ela trabalhava!
A atracção que sentiam um pelo outro era inegável e não a podiam ignorar; para além disso, Marcus estava disposto a assumir o papel de pai da linda menina que nascera. Nessa altura, apareceu o verdadeiro pai...
Lançados:
Nov 1, 2018
ISBN:
9788413071565
Formato:
Livro

Sobre o autor


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Amostra do livro

Pai por amor - Rebecca Lang

Editado por Harlequin Ibérica.

Uma divisão de HarperCollins Ibérica, S.A.

Núñez de Balboa, 56

28001 Madrid

© 1997 Rebecca Lang

© 2018 Harlequin Ibérica, uma divisão de HarperCollins Ibérica, S.A.

Pai por amor, n.º 412 - novembro 2018

Título original: Surrogate Father

Publicado originalmente por Harlequin Enterprises, Ltd.

Reservados todos os direitos de acordo com a legislação em vigor, incluindo os de reprodução, total ou parcial. Esta edição foi publicada com a autorização de Harlequin Books S.A.

Esta é uma obra de ficção. Nomes, carateres, lugares e situações são produto da imaginação do autor ou são utilizados ficticiamente, e qualquer semelhança com pessoas, vivas ou mortas, estabelecimentos de negócios (comerciais), feitos ou situações são pura coincidência.

® Harlequin, Sabrina e logótipo Harlequin são marcas registadas propriedades de Harlequin Enterprises Limited.

® e ™ são marcas registadas por Harlequin Enterprises Limited e suas filiais, utilizadas com licença. As marcas em que aparece ® estão registadas na Oficina Española de Patentes y Marcas e noutros países.

Imagem de portada utilizada com a permissão de Harlequin Enterprises Limited. Todos os direitos estão reservados.

I.S.B.N.: 978-84-1307-156-5

Conversão ebook: MT Color & Diseño, S.L.

Sumário

Créditos

Capítulo 1

Capítulo 2

Capítulo 3

Capítulo 4

Capítulo 5

Capítulo 6

Capítulo 7

Capítulo 8

Capítulo 9

Se gostou deste livro…

Capítulo 1

– Desculpe, o senhor é médico?

O homem, que se preparava para abrir a porta do seu carro, que se encontrava no parque de estacionamento subterrâneo do hospital, virou-se com uma expressão apreensiva e surpreendida.

– Por favor, o senhor é médico? – repetiu a jovem. – Preciso de ajuda; o meu filho está quase a nascer.

A sua voz transmitia um desespero profundo e o homem ficou estático, junto ao carro. Devia ter imaginado que, mais cedo ou mais tarde, lhe iria acontecer algo do género. Então, endireitou-se e observou a mulher. Estava muito pálida, com uma expressão angustiada e tinha o cabelo ligeiramente despenteado. Era compreensível. Olhou para o corpo dela e viu que, de facto, a sua barriga já estava bastante grande e descaída, apesar do grosso e largo casaco que segurava com as mãos geladas devido ao frio que se fazia sentir. Era evidente que tinha estado a chorar. Ao olhar para as suas pernas, moldadas por uns finos e elegantes collants, pouco adequados para aquela fria tarde de início de Dezembro, em Ontário, reparou numa pequena poça de água que se formara aos seus pés, assim como no fio de sangue que lhe escorria pelas pernas, caindo-lhe sobre os pés. Ao ver aquilo, agiu rapidamente e segurou-a pelo braço.

– Sim, sou médico – respondeu num tom seco. – Venha comigo.

Enquanto a conduzia ao carro, consciente de que podia desmaiar a qualquer momento, ouviu-a suster a respiração e apercebeu-se de que estava com dores. Sentiu-se invadido por uma onda de compaixão, o que o deixou bastante aliviado, porque ultimamente começava a acreditar que se tinha transformado num homem insensível. Abriu a porta e inclinou o encosto do banco da frente para trás. «Uma mulher, no final da gravidez, não devia andar sozinha na rua», pensou, irritado, não com a senhora, mas sim com o facto de o pai daquela criança não estar ali. Onde diabo é que estaria o marido dela? A avaliar pelo bonito casaco de caxemira, pelos sapatos de pele e pela sua elegante carteira, a jovem não era uma daquelas mulheres sem recursos financeiros, muitas vezes sem casa, que davam entrada na urgência do hospital na altura do parto, sem antes terem recebido os devidos cuidados pré-natais. No entanto, tinha esse mesmo olhar, a mesma marca da solidão. Sim, estava assustada; apesar disso, transmitia uma força silenciosa e serena.

– Sente-se – disse-lhe, desviando-se e segurando a porta. – Depois, incline-se para trás no banco. Vou levá-la às urgências do Hospital da Universidade, acho que é melhor. A senhora é de Gresham?

– Sou… conheço o hospital.

– Bem, acalme-se – retorquiu num tom suave, consciente do risco que estava a correr com aquela desconhecida, um risco semelhante ao que correra numa outra altura, com resultados desastrosos. Dizer que aquela experiência lhe arruinara a vida, não era exagero nenhum.

– Obrigada, muito obrigada – agradeceu com uma voz serena. – Co… como estava à espera que o bebé nascesse daqui a três semanas, pensei que não iria haver qualquer problema se saísse para dar um passeio. Estava… estava sentada no meu carro, ali…

Segurou-a pelo braço para a ajudar a entrar no carro. Aquele instinto protector fora o responsável pela sua desgraça, mas sem ele jamais teria sido médico. Já havia demasiados médicos que se comportavam como máquinas.

– Está a sangrar – replicou de uma forma um pouco mais brusca do que aquilo que pretendia. – Há quanto tempo?

– Não foi há muito – respondeu, enquanto se recostava no banco, – foi só há uns momentos. Estava no carro; ia a conduzir quando senti o saco das águas rebentar, foi por isso que vim para aqui. Já trabalhei neste hospital, sabe…

– Teve dores antes das águas rebentarem?

– Sim… algumas. Durante algum tempo.

– O que é que fazia aqui? – perguntou-lhe, ao mesmo tempo que lhe tapava as pernas com o casaco. Olhou para ela e viu que estava extremamente pálida e que tinha os olhos fechados.

– Sou enfermeira – respondeu, quase sem se ouvir.

– Há precisamente quanto tempo é que rompeu o saco das águas?

– Há uns quinze minutos. No início, não reparei no sangue. Ultimamente, tenho… tenho tido a tensão arterial um pouco alta, mas achei que se devia a questões emocionais. Pelo menos, foi o que pensei na altura… – a dor era intensa e a jovem deixou escapar um gemido.

– Tem contracções?

– Sim.

Fechou a porta com força, contornou rapidamente o carro e sentou-se ao volante. Apertou o cinto de segurança e olhou-a pelo canto do olho. Há muito tempo que não fazia um parto, mas também é uma daquelas coisas que quando se aprende, jamais se esquece. O melhor que tinha a fazer era levá-la às urgências de um hospital. Pôs o carro a trabalhar e meteu a marcha atrás. Só devia sangrar durante o parto, pelo menos se se tratasse de um parto normal. Talvez tivesse uma placenta prévia, ou seja, a placenta podia estar a cobrir parcialmente o colo uterino por se encontrar demasiado baixa e começava a sangrar quando o colo se dilatava, no início do trabalho de parto. Se a hemorragia continuasse, o bebé podia nascer morto, uma vez que estava privado de oxigénio. Existia ainda a possibilidade de se tratar de um desprendimento da placenta, ou seja, uma separação prematura da placenta. Afinal, dissera-lhe que ultimamente a sua tensão arterial andava alta…

– Talvez devesse ter ido para as urgências sozinha, – desculpou-se a mulher, – mas queria sair rapidamente do meio do trânsito. Pensei… que podia desmaiar.

– Fez muito bem; há vários médicos a entrarem e a saírem do hospital. Em poucos minutos, estará nas urgências. Seja forte só por mais uns instantes!

– Não imagina o quanto lhe agradeço – sussurrou a jovem. – Não quero perder o bebé; acho que ficaria louca se isso acontecesse. Chamo-me Stanton, Lisa Stanton – informou-o, olhando para ele. – Na realidade, já tinha tratado de tudo na Clínica Raeburn, que era onde ia ter o meu filho. Isso significa que não têm aqui a minha ficha clínica.

– Não há nada que possamos fazer – disse, enquanto mostrava o seu cartão de visita à saída do estacionamento e entrava no piso molhado pela chuva. Os candeeiros da rua começaram a acenderem-se. – Não acredito que tenha tempo de ir para a Clínica Raeburn.

– Não… – embora triste, concordou.

O Hospital da Universidade de Gresham ocupava um quarteirão inteiro; era um aglomerado de edifícios, uns mais antigos e outros mais recentes. As urgências ficavam a poucas centenas de metros do local onde se encontravam, só precisavam de chegar ao cruzamento e de virar à direita. «Às vezes há engarrafamentos», pensou o médico ao aperceber-se de era uma hora de ponta. De repente, deu conta de que não tinha qualquer motivo para ir para casa, a não ser para descansar e, se podia ajudar alguém…

– Chamo-me Marcus Blair – declarou, desviando momentaneamente o olhar da estrada. Foi, então, que viu que ela o observava. Nesse momento, sob a luz dos candeeiros, reparou que tinha os olhos azuis, um bonito azul celeste que contrastava com a sua pele pálida e o seu grosso cabelo ruivo.

– Trabalha no Hospital da Universidade, doutor Blair?

– Não, ainda não, mas dentro de muito pouco tempo estarei a trabalhar aqui. Hoje, vim apenas fazer uma visita.

Depois de passarem o semáforo, virou à direita. Numa questão de segundos, chegaram à pequena entrada semicircular do serviço de urgências. Havia uma ambulância parada mesmo à frente deles.

– Não se mexa – instruiu-a, – vou pedir para trazerem uma maca.

– Obrigada… – Lisa observou aquele homem alto dirigir-se às portas de vidro automáticas. Agradecia a Deus por ter aparecido, quando precisava tão desesperadamente de alguém. Caso contrário, ter-se-ia visto obrigada a regressar àquele trânsito infernal ou a pedir ao guarda do estacionamento que chamasse uma ambulância. Sentia-se protegida ao lado daquele homem, o doutor Marcus Blair. Não era obstetra, senão ter-lhe-ia dito. Fechou os olhos devido à intensidade das luzes fluorescentes e teve mais uma contracção. Enquanto esperava, procurou descontrair-se. Tinha evitado pensar nas possíveis causas para uma hemorragia como aquela, apesar de compreender perfeitamente as implicações. Na tentativa de não se deixar levar pelo pânico, fizera tudo para não desmaiar. De repente, deu conta de que se sentia mais calma sempre que pensava na imagem do doutor Blair, no seu rosto moreno, olhos penetrantes, traços bem vincados e cabelo grosso e ondulado. Inspirava uma confiança tão grande, não era como Rich… Não! Prometera a si própria não pronunciar o seu nome, nem sequer para si mesma; prometera que, durante o parto, não iria pensar nele, desde que o conseguisse evitar. Tinha consciência de que, se o fizesse, criaria ilusões e acabaria por chamar por ele, o que só iria confirmar o que já sabia: que a sua relação tinha acabado, que não podia esperar nada dele. Isso não tinha qualquer importância, podia muito bem viver sem Rich e, talvez assim, conseguisse mentalizar-se de que o bebé era só seu.

Ouviu o barulho de vozes e de movimentos, no preciso momento em que a porta se abriu inesperadamente.

– Não precisa de fazer nada – disse-lhe o doutor Blair. – Vamos colocá-la em cima da maca.

Havia quatro pessoas com ele, duas delas eram os maqueiros. Enquanto a punham na maca, Lisa teve a impressão de que estava novamente a sangrar. De repente, sentiu-se fraca e tonta. Enquanto se dirigiam ao serviço de urgências, o pessoal tapava-a com mantas. Estava completamente deitada, sem almofada, por isso, a única coisa que conseguia ver era o tecto repleto de luzes que quase a cegavam e a deixavam ainda mais desorientada.

– Doutor Blair? – inquiriu muito baixinho.

– Estou aqui – retorquiu e inclinou-se sobre ela, ao mesmo tempo que caminhava junto à maca. – Já estamos a chegar. Pedi para que fosse vista pelo obstetra chefe. Para além disso, o que está hoje de plantão, já vem a caminho.

– Importa-se de ficar comigo, por favor?

Giraram rapidamente a maca e entraram numa sala de exames, fechada por cortinas. Lisa sentiu que a transferiam da maca para a marquesa. Havia médicos e enfermeiras por todo o lado. Impulsionada por um medo terrível de ficar sozinha, esticou o braço em direcção ao doutor Blair, que estava de pé, ao seu lado. Embora o conhecesse há poucos minutos, aquele homem transformara-se na personificação perfeita da estabilidade. De repente, achou que se o perdesse de vista, iria ver-se envolvida numa data de circunstâncias imprevisíveis, sobre as quais não teria qualquer controlo, e sentiu um medo irracional.

– Claro que sim – respondeu com um olhar meigo. – Não vou sair daqui.

Ao sentir a sua mão, Lisa deu conta de que começava a ver tudo cada vez mais turvo e que tinha muito, muito frio. Sabia muito bem o que aquilo significava. Tinha uma hemorragia grave.

– Richard…? – murmurou, agarrando-se àquela mão quente e apertando-a com toda a força que ainda lhe restava. – Fica comigo.

As figuras apareciam e desapareciam do seu campo de visão, imagens destorcidas de batas brancas. Colocaram-lhe uma máscara de plástico sobre a boca e o nariz e prenderam-lha atrás da cabeça.

– Inspire um pouco de oxigénio, senhora Stanton. Respire normalmente.

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