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Desde Já, Sua - As Crônicas de Caversham, Livro II: AS CRÔNICAS DE CAVERSHAM

Desde Já, Sua - As Crônicas de Caversham, Livro II: AS CRÔNICAS DE CAVERSHAM

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Desde Já, Sua - As Crônicas de Caversham, Livro II: AS CRÔNICAS DE CAVERSHAM

avaliações:
5/5 (2 avaliações)
Comprimento:
497 página
8 horas
Editora:
Lançado em:
Oct 28, 2018
ISBN:
9781547545919
Formato:
Livro

Descrição

Ela o amou durante toda a sua vida.

Lady Elise Halden sabe como fazer um cavalo se dobrar à sua vontade, com um toque suave e persuasão sutil. Mas está aprendendo que fazer o novo conde de Camden se render é bem diferente de treinar um cavalo. Se ela quiser ter alguma esperança de controlar as afeições do conde, precisará elaborar um plano. Com a ajuda de sua amiga lady Beverly e sua cunhada, a duquesa, Elise se dispõe a conquistar o coração de seu indiferente conde.

 Ele a admirou a uma distância respeitável.

Quando jovens, Michael Brightman e seu melhor amigo juraram que suas irmãs estavam fora de cogitação nas suas conquistas. Uma promessa feita apenas para proteger sua própria irmã do modo encantador e libertino de seu amigo. A irmã mais nova do duque de Caversham sempre foi uma sirigaita precoce a ser evitada, até que um dia Michael percebe que lady Elise cresceu e que aquilo que ele deseja fazer com a jovem certamente irá perturbar a sua amizade com o irmão dela.

 Juntos, eles descobrem que a evidência física não revela a verdade, e que confiar no coração às vezes é a lição mais difícil de se aprender.

Editora:
Lançado em:
Oct 28, 2018
ISBN:
9781547545919
Formato:
Livro

Sobre o autor


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Amostra do Livro

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FIM

Michael tornou-se o futuro marido de Elise desde que ela tinha apenas dez anos...

Só que ele não sabia disso.

— Detesto sais aromáticos! — Elise abriu os olhos e empurrou o frasco desagradável para longe do rosto, e então lhe lançou um olhar glacial.

— Então você não deveria ter desmaiado. — Michael sentiu-se aliviado. Por um momento, o medo de perdê-la o paralisou, mas quando percebeu o que acontecera, ordenou que a carruagem parasse e chamou a criada dela para ajudá-lo. Deus, iria odiar ter que explicar tudo para o irmão de Elise.

— Eu não desmaiei. Nunca desmaio.

Ele abriu um sorriso presunçoso.

— Certo.

— Ouvi a voz de minha senhora? Ela chegou? — perguntou Bridget atrás dele.

Elise tentou se sentar, mas ele a segurou.

— Descanse. Sua criada está apenas preocupada. Sim, ela finalmente chegou — disse ele para a criada. — Por que vocês, mulheres, insistem em usar coisas assim... — Michael levantou o spencer. — ...em dias quentes como o de hoje?

— Porque — disse a criada — aparecer vestida de maneira indecente provocará a ira da sociedade sobre a cabeça dela. É meu trabalho verificar se, pelo menos, ela parece convencional.

— Você... — gaguejou Elise, aparentemente acabando de notar o vestido sem mangas e a gola desabotoada. — Como foi que...?

— Eu o retirei para ajudá-la a se refrescar. Não se preocupe, não tomei nenhuma liberdade. Estava muito ocupado abanando-a com o seu livro. — Ele abaixou o tom de voz para que Bridget não pudesse ouvi-lo e acrescentou: — Além disso, quando chegar a hora, quero você muito consciente, minha querida. — Sorrindo, ele pensou em como aguardava esse dia com expectativa.

Elise murmurou algo que ele não apreendeu completamente, embora soasse como uma reclamação sobre homens teimosos e sua lealdade equivocada. Michael soube que ela estava bem quando ela lhe endereçou outro olhar gélido.

— Vamos embora, então — disse ele. — Woodhenge ainda está a umas quatro horas de distância, isso sem pararmos para o almoço. — Ele segurou a mão de Elise, impedindo-a de sair da carruagem e andar com a criada que a esperava. — Não. Você fica comigo. Ela pode seguir na outra carruagem.

— Oh! Seu patife arrogante — sussurrou ela. — Não quero viajar com você.

Ele segurou a língua, pensando que ela com certeza iria desejar estar com ele antes que aquele dia terminasse. Se ao menos ele pudesse conter sua frustração com a insolência dela...

— Seja como for, você irá. — Ele enviou Bridget de volta para a sua carruagem, e acenou para o cavalariço fechar a sua porta. Logo já estavam a caminho novamente.

Em poucos minutos, Elise revirava o livro que acabara de ler. Ele poderia afirmar que ela cogitava em reler tudo, só para evitar falar com ele. Ele não desejava isso. Queria que o entusiasmo e a vivacidade dela se irradiassem pela carruagem. Desejava conversar falar com ela, explicar a decisão a que chegara e perguntar se ela ainda sentia o mesmo por ele e por um possível futuro juntos. Então, depois, supondo que ela ainda sentisse, ele iria rir com ela, abraçá-la, tocá-la, beijá-la.

Mas, do contrário, ele tinha apenas vinte e quatro horas para fazê-la mudar de ideia. E a única maneira de começar com essa sirigaita atrevida era ser honesto porque, ele sabia, essa era a única coisa que ela valorizava além dos limites. Sempre valorizou.

— Você se lembra daquela noite no Holderman? — começou ele, e sua voz soou um tanto estranha, até para si mesmo. Mantenha o controle, o seu cérebro ordenou seu coração.

Quando ela assentiu, ele continuou:

— Lembra-se do que você disse?

— Temo ter falado demais naquela noite — disse ela, enquanto olhava pela janela. — Não me lembro especificamente do que você deseja que eu me lembre.

Michael respirou fundo, quase com medo de começar.

— Você disse: 'Você já teve algo por tão certo e verdadeiro, bem no fundo de seu coração, sem nunca descobrir como soube disso?' Eu não me esqueci de suas palavras. Você falou com o coração quando disse isso. — Ela se virou para encará-lo, e ele pensou ter visto uma centelha, uma emoção em seu íntimo, que ela ainda não estava disposta a exteriorizar; então, ele continuou, esperando que essa fosse a resposta que desejava. — Acho que agora entendi o que você quis dizer, porque não sei de onde esse sentimento está vindo. Apenas sei que não quero perdê-lo.

— Posso perguntar como você chegou a essa conclusão? — A voz dela mal continha a emoção. Ele podia sentir que ela queria acreditar nele, e ele só poderia continuar como começou, com honestidade.

— Dou minha palavra, Elise, isso... isso... seja lá o que há entre nós, pegou-me desprevenido. Um dia, você era apenas a irritante irmã de Ren e, no dia seguinte, eu a desejava e ao mesmo tempo sabia que nunca poderia tê-la. Então, comecei a pensar em porquê eu não poderia tê-la, e todos os motivos me levavam a um ponto — o acordo que seu irmão e eu fizemos quando éramos jovens, no qual prometemos que nossas irmãs estavam fora de cogitação. No momento do acordo, eu me preocupava com o fato de seu irmão poder partir o coração de Christina. Você não constituía um problema, pois era apenas uma criança.

Ela não reagiu ao seu discurso, mas ele podia ver que ela estava lutando contra um sorriso. Michael removeu totalmente a gravata solta, uma vez que o interior da lenta carruagem estava ficando mais quente e mais abafado. Retirou o seu já desabotoado colete, jogando-o no assento ao lado de seu casaco e continuou:

— Então houve a questão da nossa diferença de idade. Na minha mente, eu não a estava vendo como a jovem que se tornou, mas sim como a irmã mais nova do meu amigo. Faz sentido até agora?

Michael podia ver a esperança dela borbulhar por debaixo da superfície, mas ela apenas assentiu em silêncio. Ele continuou.

— Naquela noite, na casa dos Holderman, você tentou me dizer que a questão da idade era irrelevante, mas eu não me permitiria acreditar nisso. Então você, rabugenta do jeito que é, organizou aquela noite com Huddleston e Wilson, no teatro.

— Eu tenho perguntas a respeito disto... — começou ela mas, ao dar-se conta do que ele disse, seus olhos primeiro se arregalaram de choque, depois se estreitaram com ceticismo. — Como você soube...?

Ele levantou a mão para interrompê-la.

— Depois, por favor. Deixe-me terminar. Quando perguntei a Ren se ele permitiria que alguém mais velho do que eu a cortejasse, ele me fez recordar de algumas coisas e esclareceu outras, basicamente me falando aquilo que você havia me dito na noite do baile dos Holderman — que nossa diferença de idade não lhe importava.

— Assim que comecei a entender — continuou ele —, percebi que não podia permitir que alguém a ‘domasse’ ou subjugasse o seu espírito. Era a única coisa que sempre me atraiu em você. Isso é o que faz você ser especial.

— Você me seguiu na outra noite — disse ela. Ele adorava o jeito com que Elise inclinava a cabeça quando lhe fazia uma pergunta. — E você ouviu o que Edgcumbe disse, não?

Ele assentiu.

— Eu só pensei em estar lá para a proteger, se viesse a precisar de mim. Embora você, obviamente, tenha se saído muito bem. Eu deveria saber que você estaria bem. Você é uma jovem forte e direta. Edgcumbe é como um potro ainda tentando se firmar sobre as patas, e não é o que você precisa, Elise. Daqui a alguns anos, ele teria exaurido a sua energia e você não seria feliz. Nem ele. Então, em seguida, ele buscaria o próprio conforto em outro lugar, seja no clube, nos jogos ou em uma amante. E você continuaria envelhecendo e se tornando mais infeliz. — Ele fez uma pausa e permitiu que ela assimilasse as suas palavras.

— Olhe para mim. Por favor, Elise. — Quando ela o fez, ele falou novamente. — Não é isso o que quero para você.

Pareceu uma eternidade para Michael, enquanto ela silenciosamente digeria suas palavras. Confirmando tudo o que ele sabia sobre a natureza dela, Elise perguntou:

— Por que está me dizendo isso? Agora?

— Porque quero beijar você de novo, Elise.

DESDE JÁ, SUA

AS CRÔNICAS DE CAVERSHAM, LIVRO II

––––––––

Este livro é uma obra de ficção. Nomes, personagens, lugares e fatos são produto da imaginação do autor ou usados ​​de forma fictícia, e não devem ser interpretados como reais. Qualquer semelhança com pessoas, eventos ou organizações reais é mera coincidência.

Copyright © 2013, Sandy Raven

Todos os direitos reservados. Nenhuma parte deste livro pode ser usada ou reproduzida, sob qualquer forma, sem permissão por escrito, exceto no caso de breves citações incorporadas em artigos críticos e/ou resenhas.

Publicado nos Estados Unidos da América

Design da capa: The Killion Group, Inc.

www.thekilliongroupinc.com

Editado por: Gail Shelton

E-mail: gshelton54@comcast.net

Revisão por: Proofreading by the Page

http://www.facebook.com/proofreadingbythepage

Caro leitor,

"Desde Já, Sua é o segundo livro da minha série, As Crônicas de Caversham", e espero que você goste da história de Michael e Elise tanto quanto eu amei escrevê-la.

Este livro é especial para mim porque a heroína e eu temos uma paixão em comum. Cavalos.

Observe que o tipo de equitação que Elise pratica neste livro provavelmente não existia naquele tempo, na forma que nós o reconheceríamos, ainda que Xenofonte tenha escrito seu livro "Da Equitação" por volta de 350 a.C. e Daniel Sullivan (falecido em 1810) já tivesse sussurrado para os cavalos pelos caminhos da Irlanda. De qualquer forma, não posso, com minha consciência em paz, escrever algo que meu coração não acredita ser humano (ou seja, a equitação normal praticada naquela época); então, não o fiz. Acredito e pratico equitação segura e humana, e não consigo ver nenhuma heroína que eu crie fazendo o contrário. Elise também cavalga com uma perna de cada lado do animal, o que as mulheres realmente faziam na época, de acordo com minhas pesquisas. Era muito mais comum no interior do continente, e não na própria Inglaterra, e as mulheres geralmente usavam calções de algum tipo sob as saias de seus trajes de montaria. Tenha em mente que, durante esse período — meu período favorito na história da Inglaterra —, a sociedade acreditava ser degradante para uma dama cavalgar. E, quando tudo o que as jovens tinham que as recomendasse era o tamanho de seu dote, suas conexões familiares e reputação, geralmente mantinham suas reputações irrepreensíveis.

Nesse verão, o terceiro livro da série, "Amando Sarah" retorna ao oceano e você encontrará o primeiro capítulo como amostra no final deste livro. É a história da irmã mais nova de Ren, que não estava em Londres durante os eventos deste segundo livro, já que era muito jovem, mas ela marca sua presença no epílogo.

Sarah anseia por aventura e acha que as três temporadas que teve na sociedade foram o suficiente. Ela está pronta para se estabelecer confortavelmente como solteirona. Mas, primeiro, há algumas coisas que deseja realizar enquanto é jovem o suficiente para fazê-las. Uma delas é navegar através do Atlântico em uma competição na qual seu irmão por afinidade, Lucky Gualtiero, e o parceiro de negócios dele, Ian Ross, estão participando. Mesmo sabendo o muito que irá perder com isso, ela se esconde clandestinamente no navio, esperando até depois do início da competição para se fazer notar.

Exceto pelo fato de que não está na embarcação certa.

Eu adoraria ouvir você! Então, se você tiver dúvidas ou comentários, estou on-line em:

Meu site: http://www.sandyraven.com

Minha página no Facebook: https://www.facebook.com/SandyRavenAuthor

Minha página no Goodreads: http://Goodreads.com/goodreadscomSandyRaven

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Atenciosamente,

Sandy Raven

Agradecimentos

À minha amiga e orientadora natural de equitação, Janet Schipper. Se eu pudesse ter apenas um pouco de sua compreensão sobre como um cavalo pensa, eu seria uma amazona muito melhor do que sou.

Para o meu querido marido, Curtis. Dizem que a necessidade é a mãe da invenção. Obrigada por me ajudar. Devo-lhe muito.

Para Gail Shelton. Você é a melhor editora e amiga que um escritor pode ter.

Para minha primeira filha, D1. Você é o melhor serviço de informática que uma mãe poderia ter. Estou tão orgulhosa de você, querida.

Para minha segunda filha, D2. Você me compreende e, por isso, eu a amo mais do que você poderia sequer imaginar.

Para Beverly Renfro. Nunca conheci uma amazona tão elegante em minha vida. Tenho a honra de chamá-la de amiga.

PRÓLOGO

Woodhenge (perto de Goring), verão de 1808

Michael Brightman, herdeiro do amontoado de pedras em ruínas no qual se encontrava atualmente, correu pelos corredores estreitos, ansioso para alcançar os aposentos que mantinha como seus naquela casa de seu tio. Pensou sobre suas chances de encontrar uma moça disposta entre os serviçais da cozinha ou da lavanderia naquele momento, mas decidiu-se contra isso. E a aldeia certamente era um lugar longe demais para que ele viajasse no meio da festa de casamento de sua irmã mais velha, Sabrina, cuidasse de seu problema e voltasse. Maldito seja, mas as duas últimas horas em que estivera olhando para o decote delicioso de Miss Stansbury — e imaginando seu rosto enterrado entre os seios exuberantes — provocaram um aperto desconfortável em seus calções, que precisaria de alívio em breve, fosse através de sua própria mão ou de uma mulher disposta.

Ele preferia o segundo, mas em último caso, sua mão serviria.

Ele correu pelo corredor gelado da ala da família, mas diminuiu o passo ao ouvir os soluços suaves e o fungar delicado de uma jovem quando passou pelo esconderijo secreto. A tapeçaria medieval que estava pendurada na parede à sua esquerda fora obra de várias de suas primeiras ancestrais e respectivas damas de companhia, e estivera no mesmo lugar por mais de trezentos anos. Apenas alguns sabiam que o verdadeiro propósito da tapeçaria não era exibir a cena de batalha que deu ao primeiro conde de Camden o seu título, mas servia para esconder a entrada de uma passagem secreta. A pequena sala escondia uma escada que levava a uma rota de fuga do castelo que muitos não conheciam, então Michael perguntou-se quem estava ali escondido durante o banquete de casamento de sua irmã. Quando crianças, ele e suas irmãs tinham essa sala como uma de suas favoritas. Ele e Christina costumavam brincar na sala secreta e se esconder de suas babás. Pensando sobre o assunto, percebeu que não a vira no andar de baixo havia algum tempo e, como acabara de passar por Sabrina e sua mãe, então provavelmente era Christina. Ele se perguntou o que a deixara tão chateada.

Olhou de um lado para o outro do corredor e, sem ver ninguém, afastou a tapeçaria e deslizou por detrás dela. Passando a mão pela parede, alcançou a entrada aberta para o esconderijo secreto que servira um dia como rota de fuga, e usada por seus parentes em mais de uma ocasião, quando o castelo fora atacado.

Como esperado, encontrou Christina, na pequena antecâmara da escadaria, com uma vela solitária acesa na mesa. A sala estava inalterada desde a última vez que esteve lá, com apenas uma pequena mesa e duas cadeiras preenchendo o espaço.

Ele permaneceu na entrada, sentindo como se toda a sala tivesse diminuído ao longo dos últimos anos. Michael observou quando Christina assoou delicadamente o nariz em um lenço de linho. Seu coração contorceu-se por ela, sua irmãzinha.

— Se você tivesse fechado a porta — disse ele —, eu nunca teria ouvido você chorar. — Ele colocou a mão nas costas dela, tentando demonstrar-lhe sua simpatia por o que quer que estivesse despedaçando seu coração. — Por que não está lá embaixo, aproveitando as festividades?

— Nenhuma razão — choramingou ela, limpando o nariz. — Estou simplesmente sentindo pena de mim mesma.

— Conheço você bem o suficiente para poder acreditar nesse absurdo. Você é a garota menos provável de sentir pena de si mesma que conheço. — Ele acariciou as costas dela gentilmente. — Venha agora, enxugue seus olhos. — Michael tentou parecer alegre, pensando em levar sua irmã de volta ao grande salão onde a festa estava acontecendo. — Diga-me quem fez você ficar em lágrimas e garantirei que o mal-educado pague por sua aflição.

— Não posso.

— Claro que pode. Você sabe que eu não estaria avesso a esmurrar o rosto do próprio príncipe se fosse ele o escolhido, embora duvide que você o considere de seu agrado.

Christina enxugou os olhos com o lenço e sacudiu os cachos dourados artisticamente arrumados.

— Não faça isso. Isso levaria uma discórdia à sua amizade. Mesmo não sendo ele o único jovem que estava perto de mim, quando me virei, não vi ninguém além de Glencairn. Só espero que lorde Vance não tenha testemunhado as ações dele, porque este é o homem no qual estou mais interessada. Glencairn, embora de nascimento nobre, certamente terminará como um libertino bêbado e debochado. Se algum dia ele se casar, não será um bom marido para a jovem desafortunada.

— O que ele fez? — Michael teve que perguntar, embora não estivesse certo de que realmente queria saber, porque odiava o pensamento de ter que gritar com seu amigo.

Christina começou a dar uma explicação tortuosa e, entre enxugar suas lágrimas e assoar o nariz, Michael achou que ela se enganara.

— Ele fez o quê? — A ira de Michael aumentou, especialmente quando percebeu de quem ela falava. — Glencairn tocou você de forma inadequada? Na frente dos outros? Onde?

Ela assentiu.

— Christina, diga-me exatamente o que fez Glencairn? — Antes que que ele transformasse o rosto de seu amigo em uma polpa sangrenta, queria ter certeza de suas ações.

— Estávamos saindo da pista de dança depois de uma longa e cansativa dança campestre, onde Mr. Hampton era meu par e Glencairn era par de Miss Prudence Chichester. Havia muita gente no caminho para a mesa de refrescos, pois era o fim de uma série de danças. Lorde Vance estava perto, à minha esquerda, e Glencairn estava bem atrás de mim. Senti uma grande e quente mão masculina, com certeza, me tocando... — ela baixou a voz até que se tornasse um sussurro — no meu... — ela parecia se esforçar para dizer onde Ren a tocara.

— Onde ele tocou você, Christina?

Ela fechou a pesada porta de madeira e sussurrou:

— Ele mais do que tocou o meu traseiro, Michael, ele... ele o apertou! Eu nunca fiquei tão chocada em toda a minha vida. Foi quando me virei para ver seu amigo parado bem atrás de mim, agindo com indiferença, como se o que ele fez não fosse ter consequências.

Sua irmã teve outra crise de choro, repetindo seu medo de que Vance pudesse ter visto o que Ren fez, e que suas chances com ele estivessem agora para sempre arruinadas. Michael queria afundar o punho no rosto feio de Ren, pelo que ele fizera para causar tal angústia à sua irmã. Sabia melhor do que ninguém que grande libertino devasso era seu amigo. Michael precisava avisá-lo para que nunca mais tocasse em sua irmã. Aos dezesseis anos, Christina era muito jovem e inocente para os gostos dele.

Michael já ouvira o suficiente. Não queria nada mais do que esmurrar seu amigo até que caísse no chão por tomar liberdades com sua irmã, mas segurou sua raiva, por causa dela. Ele saiu do quarto e foi à procura de lorde Glencairn, seu melhor amigo há dez anos, desde o primeiro dia em Eton, quando ambos tinham oito anos de idade. O salafrário tocara sua irmã de forma inapropriada e, com mil demônios, teria que pedir desculpas a ela.

Michael encontrou Ren na sala de recepção do antigo castelo que, naquela noite, servia de salão de jogos. Ele estava sentado com um dos conhecidos de seu novo cunhado – Michael havia esquecido do nome do almofadinha – e com vários outros jovens libertinos, a maioria dos quais eram mais velhos, e lorde Vance entre eles. Quando Michael se aproximou, seu amigo encontrou seu olhar e deu-lhe um sorriso preguiçoso, provavelmente influenciado pela quantidade de álcool que consumira.

Ren levantou-se.

— Você gostaria de ficar no meu lugar, Michael? Estou pensando em pedir outra dança a Miss Chichester. Com sorte, uma dança campestre, na qual ela tenha que saltar uma vez ou outra.

Seu amigo se inclinou para mais perto e sussurrou:

— Mantenho a esperança de que aqueles seios gloriosos pulem para fora do decote baixo daquele vestido.

Michael já ouvira o suficiente. Oscilou primeiro e acertou Ren na mandíbula.

— Que diabos foi isso?

— Acho que você sabe — sibilou Michael, ao se preparar novamente, só que desta vez Ren foi capaz de se desviar o golpe.

Os outros convidados no salão saltaram de suas cadeiras e liberaram espaço para que os dois jovens lutassem.

— Foi por causa de Prudence Chichester? — perguntou Ren, mantendo-se fora do alcance de Michael. — Não sabia que você estava interessado nela.

Michael balançou a cabeça, moveu-se em direção a Ren novamente, que desviou-se do golpe.

— Você está bêbado, Michael? Admito que bebi um pouco também, mas não... — Ren virou-se, Michael se abaixou e girou, apenas para sentir a força do soco de seu amigo em seu peito.

Michael agarrou Ren e o jogou no chão.

— Você tocou minha irmã de forma inadequada? — sussurrou ele, alto apenas o suficiente para que Ren ouvisse suas palavras. Que Deus o livrasse do ato se tornar público. Poderia arruinar Christina.

— Ou você está bêbado ou louco, Michael — respondeu o jovem lorde Glencairn, enquanto segurava Michael.

Mas Michael ficou imobilizado apenas momentaneamente, porque empurrou Ren com força suficiente para fazer com seu amigo rolasse para debaixo dele. Pressionando o cotovelo no ombro de Ren e o prendendo, estendeu a mão livre e segurou o pulso dele.

— Não sou nem uma coisa nem outra, seu imbecil, e você deve desculpas à minha irmã.

O duplo círculo de jovens que rodeava os dois começou a gritar e Michael ouviu um deles perguntando:

— Conte-nos porque estão brigando!

Michael apenas grunhiu, para que suas emoções não se tornassem públicas. Ele falou em um tom baixo para que só Ren ouvisse.

— Minha irmã está em lágrimas no andar de cima. Ela disse que você apertou o traseiro dela ao sair da pista de dança.

— Não apertei — sussurrou Ren —, e não irei me desculpar por algo que não fiz.

Michael diminuiu a pressão no ombro de Ren e mudou a direção de seu peso, o que se mostrou um erro tático, porque logo voltou a ficar debaixo do amigo. Michael ouviu seu casaco rasgar e pensou sobre as reclamações que seu camareiro lançaria sobre ele pela manhã.

— Ela está lá em cima, chorando, e disse que você a tocou da maneira mais chocante. — Ele lutou por um pouco de ar, quando seu amigo jogou o peso de seu corpo sobre o peito de Michael, prendendo-o com uma perna. — Ela é minha irmãzinha!

— Caramba, Michael! Você acha que eu copulei com ela, pela reação que está tendo. — Ren pressionou a perna do amigo um pouco mais acima, e Michael sentiu queimar a parte de trás de sua coxa, enquanto tentava empurrar o amigo para longe.

— Não fale da minha... — Michael esforçou-se, tentando vencer Ren e o rolar. — Não fale da minha irmã assim!

— Eu lhe dei minha palavra, então não... entendo porque... — grunhiu Ren, quando Michael levantou o pé que apoiava no chão de pedra, e tentava virá-los. — Você acredita nela e não em mim.

Michael ouviu uma roupa rasgar e não tinha certeza se era dele ou de Ren.

— Você...

— Juro que não toquei em sua irmã!

— Você irá me prometer que nunca a tocará — sussurrou Michael no ouvido de Ren.

— Acredite em mim — disse Ren. — Não tenho nenhum desejo de flertar com sua irmã! — Ren enfraqueceu seu domínio por um momento, e Michael rolou Ren para debaixo dele.

— Quero sua palavra a respeito disso — disse Michael, empurrando o joelho na virilha de Ren, para manter a vantagem.

— Diabos — deixou escapar Ren. — Só se, em troca, eu tiver a sua.

— Você é doente. — Michael se esforçou contra tecido que o mantinha mais cativo do que seu amigo. — Sua irmã ainda é um bebê.

O som de gritos finalmente chegou ao confinado círculo de espectadores que assistiam a seus esforços degradantes.

— Lembre-se disso quando formos mais velhos e ela estiver disponível — sibilou Ren.

— Tenho a sua palavra? — exigiu Michael pouco antes de Ren o virar de costas.

— Tenho a sua? — Quando essas palavras saíram de sua boca, a sala inteira ficou em silêncio. Foi então que Ren soube que alguém, ou provavelmente mais de uma pessoa importante entrara. Pessoas de posição e presença suficientes para ordenar que se calasse a multidão que se despedia.

— Glencairn, saia do chão.

Com uma voz implacável e calma, conhecida por fazer se dobrarem os joelhos dos subalternos, Sua Graça, o oitavo duque de Caversham, dirigia-se ao filho. Então, acrescentou:

— Brightman, o mesmo para você.

Ren limpou o sangue do nariz e do lábio antes de enfrentar o olhar de Michael uma última vez antes de se separarem.

— Então estamos de acordo? Irmãs estão fora de cogitação?

— Glencairn — repetiu o pai de Ren. — Agora.

Michael não falou, mas encontrou o olhar frio de Ren e assentiu.

* * *

Haldenwood, Verão de 1812. Por ocasião do casamento do oitavo duque de Caversham com lady Amelia Manners-Sutton.

Olhando para baixo, a partir de seu poleiro no carvalho perto do terraço do escritório de seu pai, lady Elise Halden decidiu que iria fugir e se juntar aos ciganos. As crianças ciganas eram livres para andar pelo campo e fazer o que quisessem, incluindo pescar e atirar arco e flechas. As crianças ciganas podiam montar seus pôneis sempre que quisessem, pelo tempo que desejassem. As crianças ciganas não precisavam obedecer aos desejos de sua babá, governanta ou tutores – e de todas as pessoas que a impediam de realizar as atividades mencionadas, sempre que quisesse.

E, a partir de hoje, ela teria agora que adicionar uma madrasta às fileiras daqueles que mandavam nela.

O som de passos no terraço lhe informou que alguém andava de um lado para o outro, ainda que devagar. Não achava que alguém estivesse procurando por ela, já que ninguém nunca o fez. A curiosidade quase levou a melhor sobre ela. Sabia que, se mudasse de posição para olhar para trás, a árvore se moveria, alertando a pessoa no terraço sobre sua presença. Depois de alguns minutos, sentiu um cheiro de fumo e percebeu que alguém saíra para apreciar um charuto. Se ela não se movesse, poderia passar despercebida e ser deixada em paz.

Ouviu os passos pesados de outro homem que saía para o terraço e então reconheceu a voz de Ren, seu irmão, enquanto ele falava.

— Por que as senhoras solteiras acham que a feliz ocasião de celebrar um casamento é o lugar perfeito para escolher um marido? Tive que escapar da dança antes que uma das jovens parentes de minha nova madrasta me colocasse em uma situação comprometedora. Acabei de completar vinte e dois anos e estou longe de me casar.

— Não sei como você foi capaz de ficar ali durante tanto tempo — respondeu a outra voz. — Eu me senti muito parecido com carne pendurada em açougues.

Houve uma pausa enquanto o jovem aspirava seu charuto. Após exalar, ele continuou:

— Durante toda a nossa dança, Miss Valerie Morton me informou sobre sua idade e que fizera o seu próprio laço.

— Nada de errado nisso — disse Ren.

— Oh, mas ela listou uma longa série de habilidades como se estivesse se candidatando a uma posição. Então, perguntou-me por que não tinha visto nenhum de nós em nenhum dos eventos na cidade. Eu disse a ela que estava ocupado, estudando, e que muitas vezes você estava fora do país.

Seu irmão grunhiu, suspirando, um de seus poucos sinais externos de frustração que ela já conhecia há muito tempo.

— A dama com quem dancei, prima da minha nova madrasta, embora não seja nada desinteressante, não faz o meu tipo. — Elise ouviu Ren dizer. — O que é pior, ela está me seguindo como uma perfeita cocker spaniel, com grandes olhos castanhos de filhote de cachorro.

O tom da voz de seu irmão abaixou-se para pouco acima de um sussurro, ao dizer:

— Você sabe que prefiro muito mais as loiras pequenas, de olhos azuis e seios fartos.

A conversa estava ficando interessante, então ela se mexeu levemente em seu poleiro para ver melhor com quem seu irmão falava. Moveu-se ao longo do galho, tão longe quanto ousou.

— Quando chegar a hora de ficar noivo, quero uma dama com espírito e coragem. — Ela deu uma olhada no homem que estava com seu irmão e o reconheceu como um de seus amigos, alguém que já vira anteriormente. O bonito cabelo castanho de Michael Brightman e seus olhos castanho-esverdeados fizeram o coração dela pular em seu peito. Que sensação estranha, pensou. — Ela deve gostar de caça, de pesca e de xadrez. Devemos conversar sobre temas além da moda, romances de amor e habilidades domésticas.

— Aí estão vocês. — Elise ouviu uma voz feminina se dirigir aos dois jovens. — Venham para dentro, senhores. A dança está prestes a começar de novo e os pares estão desiguais para um dança escocesa. Precisamos realmente de vocês dois.

— Sim, senhora — disse seu irmão.

— Sim, mãe — respondeu Michael.

Ambos os jovens deixaram o terraço para se juntar às festividades e Elise sentiu uma ideia inacreditavelmente incrível nascer em seu cérebro. Um dia, ela deveria se casar, assim como lorde Brightman. Ele poderia ser um candidato adequado para ela, precisava saber. Certamente ele era um cavalheiro com um título e tinha conexões familiares com um conde, de certo modo. E, na semana passada, enquanto discutia com sua governanta sobre o casamento de seu pai com lady Amelia, a velha senhora, com rosto severo, tentou incutir em Elise a importância de se casar com alguém que pertencesse à linhagem adequada.

Elise não se importava com as linhagens, exceto no caso dos cavalos nos estábulos de seu pai.

Tudo o que ela sabia era que, ao ouvir Michael agora, estava provado a ela que eles eram perfeitos um para o outro. Ao ouvi-lo listar os atributos que procurava em uma noiva, percebeu que ela se encaixava em cada um de seus critérios.

Antes que a celebração do casamento de uma semana terminasse, ela convenceria um tal de Michael Brightman que eles foram feitos um para o outro e que deveriam se casar. Suas situações eram muito parecidas, pois nenhum deles estava pronto para se casar. Ora, ela deveria esperar pelo menos mais quatro anos, porque ouviu Catriona dizer na cozinha que tinha quatorze anos quando se casou com James, o jardineiro. Elise ouviu isso havia poucos dias, quando a criadagem estava falando sobre o quão jovem era sua nova madrasta, e como ela logo iria presentear seu pai com outro bebê.

Ela precisava chegar em seu quarto para elaborar um plano. Do jeito que via, a situação era muito semelhante àquela que o velho Ned lhe ensinara sobre o treinamento de cavalos. Elise não via diferença. Precisava fazer o cavalo querer seu comando, como o velho sempre dizia. E, para isso, precisava de um plano antes de subir nas costas do cavalo.

— Mas, primeiro, preciso descer desta árvore — disse para si mesma. Olhou para baixo e decidiu que era muito alto para pular, mesmo com o galho verde cedendo sob seu peso. Também poderia cair no galho abaixo dela, e isso a machucaria terrivelmente. Não, precisava voltar ao tronco e descer de volta pelo mesmo caminho no qual subira. Tentando alcançar um galho acima de sua cabeça para manter o equilíbrio, esticou um braço enquanto se segurava ao mesmo tempo no galho onde estava sentada.

— Oh, seu bobo. Venha cá. — Elise estendeu a mão novamente, dessa vez agarrando um punhado de folhas novas e depois o galho. Ela sentiu a costura sob seu braço rasgar e xingou novamente. — Maisy vai ficar com raiva, agora que rasguei meu vestido. — Iria ouvir sua criada falar indefinidamente. E se o pai dela descobrisse... Oh, céus. Provavelmente, seria punida, e isso depois de ser espancada.

Tentou continuar segurando o galho acima de sua cabeça enquanto se aproximava do tronco da árvore, mas não conseguiu fazê-lo sem arruinar ainda mais o vestido. Agarrando o galho acima da cabeça com as duas mãos agora, tentou se levantar quando ouviu um estalo e sentiu-se cair, apenas para ter suas saias presas a um outro galho, interrompendo a sua queda.

Num piscar de olhos, Elise pensou que morreria, mas percebeu que não. Quase desejou morrer, ao perceber que não estava sozinha. No terraço, abanando-se, estava uma das convidadas de seu pai, a mãe de lorde Brightman, lady Richard. E ali estava Elise, pendurada pelas saias em um galho de um carvalho. Supôs que era uma coisa boa que fosse ela e não um homem testemunhando sua humilhação.

O som de tecido rasgando ecoou pelo jardim lateral. Assim que lady Richard a alcançou, Elise sentiu o material ceder e ela gritou, ao cair pelo resto da descida, pousando nos braços da mulher e fazendo com que as duas despencassem no chão.

Elise correu para levantar lady Richard, esperando que não a tivesse matado. Quando esta não se mexeu, Elise ajoelhou-se ao seu lado e pegou a mão enluvada da mulher entre suas mãos sem luvas e a acariciou, como a governanta fazia quando uma criada desmaiava. Começou, então, a orar como não tinha orado desde a última vez que estava prestes a ser pega em algo que não deveria fazer.

Lady Richard gemeu e se moveu, e Elise soltou um suspiro. Assim que a mulher abriu os olhos, Elise se ajoelhou sobre ela e começou a se desculpar profusamente.

— Senhora, sinto muito, de verdade. Por favor, não... meu pai ficará muito zangado.

— Afaste-se — disse a mulher com mechas grisalhas em sua touca arruinada, enquanto se sentava. Elise entregou a lady Richard o pente incrustado de pérolas que caíra de seu cabelo outrora artisticamente arrumado, depois levantou-se e estendeu a mão. A mulher ignorou a oferta de ajuda de Elise e se levantou sozinha, depois começou a tirar o pó da parte traseira do vestido. O vestido de cor azul da dama estava agora em desordem e, provavelmente, também manchado. Elise pediu desculpas novamente por seu comportamento, e rezou para que lady Richard não a quisesse castigar por arruinar seu vestido e bagunçar seu cabelo.

A mãe de lorde Brightman olhou para baixo, na direção de Elise, que já estava quase tão alta quanto ela, e perguntou:

— Quem é você e o que estava fazendo espionando os convidados da casa?

— Eu sou Elise Halden e não estava espionando, porque já estava na árvore antes de meu irmão e seu amigo saírem.

Elise observou enquanto lady Richard rearrumava o corpete e imaginou se deveria mencionar o rasgo nas costas. Decidiu que não devia. Se a mulher estava com raiva e não sabia sobre o rasgão, imagine como ficaria furiosa se soubesse.

— O que você estava fazendo naquela árvore, Elise?

Ela subira na árvore para fugir das provocações de algumas das garotas mais velhas durante a festa, então Michael e Ren saíram para fumar seus charutos e ela ficou presa no alto. Elise sorriu ao se lembrar das qualidades que Michael listara quando descreveu a mulher que queria como esposa. No instante em que ela os ouviu, soube que ele a estava descrevendo e que eles se casariam um dia, porque eram perfeitos um para o outro. Ela recolheu as saias rasgadas e as segurou nas mãos, enquanto olhava para o galho do qual acabara de cair, para ver se deixara algum tecido ali.

Sorrindo, virou-se para a mulher que amorteceu sua queda e respondeu:

— Apaixonando-me, acho.

CAPÍTULO UM

Londres, maio de 1822

— Você ouviu as notícias?

Lady Elise Halden lançou um olhar severo para sua mais querida amiga e apertou os lábios. Incapaz de se mover, com medo de que os alfinetes da costureira pudessem sair do lugar, esperava que sua amiga percebesse sua expressão e segurasse a língua. Os olhos de lady Beverly Hepplewhite se arregalaram enquanto permanecia no quarto de Elise, saltando sobre sua cama.

Elise olhou para as costureiras que trabalhavam na bainha de seu vestido.

— Com licença — disse ela. Segurando uma fita cor-de-rosa na manga, saiu do banquinho e dirigiu-se à criada e às costureiras. — Bridget, madame, vocês nos dariam alguns minutos, por favor? Chamarei quando estiver pronta para continuar.

Colocando mais um alfinete, antes de sair, para segurar a fita, madame Fuichard e suas duas assistentes deixaram a sala. Mas não sua criada, Bridget. Ela olhou diretamente para Elise e sua amiga.

— Você deve partir em cinco dias — disse a empregada ruiva, apenas alguns anos mais velha do que Elise. — Se a senhora fizer alguma bobagem agora, Sua Graça a banirá, com certeza. E como não gosto de Grampians no inverno, não irei com a senhora.

Uma vez que a porta se fechou atrás de sua criada, Beverly disse:

— Eu estava me

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