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À Procura De Deus

À Procura De Deus

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À Procura De Deus

notas:
4/5 (7 notas)
Duração:
130 páginas
2 horas
Lançados:
14 de nov. de 2018
ISBN:
9781547535941
Formato:
Livro

Descrição

Eis um estudo magistral da vida interior, realizado por uma alma sedenta de Deus, ávida por entender ao menos os arredores de seus caminhos, a profundidade do seu amor pelos pecadores e a envergadura da sua majestade inalcançável — e foi escrito por um atarefado pastor em Chicago!
Quem imaginaria Davi escrevendo o Salmo 23 na movimentada rua South Halsted, em Chicago, ou um místico medieval encontrando inspiração em uma pequena sala de estudos no segundo andar de uma casa naquele tabuleiro de ruas sem fim
Onde se cruzam multidões de formas de vida,
Onde ressoam gritos de raças e clãs,
Em refúgios de desventura e escassez,
No umbral sombrio cheio de temores,
Onde se ocultam as tentações da avidez…
Porém, assim como diz o Dr. Frank Mason North, de Nova Iorque, em seu poema imortal, também diz o Sr. Tozer diz neste livro:
Acima do ruído dos conflitos egoístas
Ouvimos a sua voz, ó Filho do Homem.
Meu conhecimento sobre o autor se limita a breves visitas e à afetuosa comunhão em sua igreja. Nessas ocasiões, descobri um mestre autodidata, um leitor voraz com uma extraordinária biblioteca de livros teológicos e devocionais, alguém que aparentava virar a noite à procura de Deus. Seu livro é fruto de longas meditações e muita oração. Não é uma coleção de sermões. Não trata do púlpito e dos bancos de igreja, mas da alma sedenta de Deus. Os capítulos poderiam ser resumidos na oração de Moisés: “Me reveles a tua Glória”, ou na exclamação de Paulo: “Ó profundidade da riqueza, da sabedoria e do conhecimento de Deus!”. É uma teologia do coração, não da mente.
Há uma visão profunda, uma sobriedade no estilo e uma universalidade revigorante. O autor traz poucas citações, mas conhece os santos e místicos dos séculos — Agostinho, Nicolau de Cusa, Tomás de Kempis, von Hügel, Finney
Lançados:
14 de nov. de 2018
ISBN:
9781547535941
Formato:
Livro

Sobre o autor

The late Dr. A. W. Tozer was well known in evangelical circles both for his long and fruitful editorship of the Alliance Witness as well as his pastorate of one of the largest Alliance churches in the Chicago area. He came to be known as the Prophet of Today because of his penetrating books on the deeper spiritual life.


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À Procura De Deus - A. W. Tozer

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Introdução

Eis um estudo magistral da vida interior, realizado por uma alma sedenta de Deus, ávida por entender ao menos os arredores dos seus caminhos, a profundidade do seu amor pelos pecadores e a envergadura da sua majestade inalcançável — e foi escrito por um atarefado pastor em Chicago!

Quem imaginaria Davi escrevendo o Salmo 23 na movimentada rua South Halsted, em Chicago, ou um místico medieval encontrando inspiração em uma pequena sala de estudos no segundo andar de uma casa naquele tabuleiro de ruas sem fim

Onde se cruzam multidões de formas de vida,

Onde ressoam gritos de raças e clãs,

Em refúgios de desventura e escassez,

No umbral sombrio cheio de temores,

Onde se ocultam as tentações da avidez...

Porém, assim como diz o Dr. Frank Mason North, de Nova Iorque, em seu poema imortal, também diz o Sr. Tozer diz neste livro:

Acima do ruído dos conflitos egoístas

Ouvimos a sua voz, ó Filho do Homem.

Meu conhecimento sobre o autor se limita a breves visitas e à afetuosa comunhão em sua igreja. Nessas ocasiões, descobri um mestre autodidata, um leitor voraz com uma extraordinária biblioteca de livros teológicos e devocionais, alguém que aparentava virar a noite à procura de Deus. Seu livro é fruto de longas meditações e muita oração. Não é uma coleção de sermões. Não trata do púlpito e dos bancos de igreja, mas da alma sedenta de Deus. Os capítulos poderiam ser resumidos na oração de Moisés: Me reveles a tua Glória, ou na exclamação de Paulo: Ó profundidade da riqueza, da sabedoria e do conhecimento de Deus! É uma teologia do coração, não da mente.

Há uma visão profunda, uma sobriedade no estilo e uma universalidade revigorante. O autor traz poucas citações, mas conhece os santos e místicos dos séculos — Agostinho, Nicolau de Cusa, Tomás de Kempis, von Hügel, Finney, Wesley e muitos outros. Os dez capítulos são uma análise interior, e as orações ao final de cada um são para fazer no quarto, não no púlpito. Ao lê-los, senti a proximidade de Deus.

É um livro para todo pastor, missionário ou devoto cristão. Trata das questões profundas de Deus e das riquezas da sua graça, e o mais importante: o faz com sinceridade e humildade.

Samuel M. Zwemer

Cidade de Nova Iorque

Prefácio

Neste momento de escuridão quase total, surge um clarão animador: dentro do movimento do cristianismo conservador, encontramos um número cada vez maior de pessoas cuja vida religiosa é marcada por um desejo intenso de buscar a Deus. Elas anseiam pelas realidades espirituais e não se contentam com palavras ou com as interpretações corretas da verdade. Elas têm sede de Deus, e não serão saciadas até que tenham bebido o bastante da Fonte da Água Viva.

Esse é o único indicador legítimo de reavivamento que consegui identificar em todo o horizonte religioso. Pode ser a nuvem que se levanta, do tamanho da mão de um homem, pela qual alguns santos aqui e ali têm procurado. Ela pode resultar na ressurreição da vida para muitas almas e na reconquista daquele deslumbramento radiante que deve acompanhar a fé em Cristo, aquele deslumbramento que quase se esvaneceu da Igreja de Deus nos dias de hoje.

Porém, esse desejo deve ser identificado pelos nossos líderes religiosos. O evangelicalismo atual (para mudar a imagem) colocou o altar e dividiu o sacrifício em partes, mas agora parece estar satisfeito em contar as pedras e reorganizar as peças, sem dar atenção ao fato de que não há sinal de fogo no cume do monte Carmelo. Porém, graças a Deus, há alguns que se importam com isso. São aqueles que, apesar de amarem o altar e se encantarem com o sacrifício, ainda não conseguem se conformar com a contínua ausência de fogo. Eles desejam a Deus acima de tudo. Eles têm sede de provar pessoalmente a doçura penetrante do amor de Cristo, sobre quem todos os santos profetas escreveram e os salmistas cantaram.

Atualmente, não faltam instrutores bíblicos para proferir corretamente os princípios das doutrinas de Cristo. Porém, muitos destes parecem se contentar em ensinar os fundamentos da fé ano após ano e, curiosamente, não percebem a falta da presença manifesta em seu ministério e a ausência de qualquer evento incomum em sua vida pessoal. Eles ministram constantemente a crentes que sentem, dentro de si, um anseio que seus ensinamentos não conseguem satisfazer.

Acredito estar falando com compaixão, mas a carência em nossos púlpitos realmente existe. A terrível frase de Milton se aplica aos dias de hoje tão bem quanto na época dele: As ovelhas famintas olham para cima, e não são alimentadas. É preocupante e ao mesmo tempo vergonhoso que, no Reino, haja filhos de Deus morrendo de fome, mesmo estando sentados à mesa do Pai. A veracidade das palavras de Wesley fica evidente bem diante dos nossos olhos: A ortodoxia, ou opinião correta, é, na melhor das hipóteses, uma porção muito limitada da religião. Embora um sentimento correto não se sustente sem uma opinião correta, uma opinião correta pode existir sem o sentimento correto. Pode haver uma opinião correta sobre Deus sem amor ou o sentimento correto em relação a Ele. Uma prova disso é Satanás.

Graças às nossas esplêndidas sociedades bíblicas e outras entidades eficazes para a disseminação da Palavra, hoje há milhões e milhões de pessoas com opiniões corretas — provavelmente mais do que em qualquer outro momento na história da Igreja. Ainda assim, me pergunto se já houve outro momento em que a verdadeira adoração espiritual estivesse tão em baixa. Em grande parte da Igreja, a arte da adoração se perdeu completamente e, em seu lugar, entrou algo estranho chamado de programa. Essa palavra foi emprestada do teatro e tem sido usada de forma triste, mas correta, para descrever o tipo de culto público que agora se passa por adoração entre nós.

Há uma necessidade imperativa de apresentação adequada da Bíblia na Igreja do Deus vivo. Sem isso, nenhuma igreja pode atuar como igreja do Novo Testamento no sentido estrito do termo. Porém, dependendo da forma como for feita, a apresentação pode deixar os ouvintes sem nenhum alimento espiritual verdadeiro. Afinal, não são meras palavras que alimentam a alma, mas o próprio Deus, e a menos que os ouvintes encontrem a Deus através de uma experiência pessoal, não estarão melhores por terem ouvido a verdade. A Bíblia não tem um fim em si mesma: ela é um meio para levar as pessoas a um conhecimento íntimo e satisfatório de Deus, para que possam alcançá-lo, se deleitar em sua presença, saborear e conhecer a doçura interna de Deus dentro de seu coração.

Este livro é uma humilde tentativa de ajudar os filhos ávidos por Deus a encontrá-lo. Nada apresentado aqui é novo, exceto no sentido de ser uma descoberta realizada pelo meu próprio coração de realidades espirituais que me encantam e me fascinam. Outros já foram bem mais longe que eu nesses santos mistérios. Porém, mesmo que meu fogo não brilhe tão intensamente, ele é real, e talvez haja quem possa acender sua candeia nessa chama.

A. W. Tozer

Chicago, Ill.

16 de junho de 1948

I

Buscando a Deus vigorosamente

A minha alma apega-se a ti; a tua mão direita me sustém. (Salmos 63:8).

A teologia cristã ensina a doutrina da graça precedente, segundo a qual, resumidamente, antes que um homem possa buscar a Deus, Deus deve primeiro ter buscado o homem.

Antes que um pecador consiga ter um pensamento correto sobre Deus, deve haver uma obra de iluminação realizada dentro dele; imperfeita, que seja, mas uma obra verdadeira e a causa secreta de todos os desejos, orações e busca que podem decorrer.

Procuramos a Deus porque — e somente porque — primeiramente Ele infundiu em nós um anseio que nos estimula à busca. Ninguém pode vir a mim, diz nosso Senhor se o Pai, que me enviou, não o atrair, e é exatamente por essa atração precedente que Deus tira de nós todo e qualquer vestígio de mérito pelo ato da vinda. O impulso de procurar a Deus tem origem em Deus, mas a fortificação desse impulso é a nossa busca vigorosa a Ele; e durante todo o tempo que passamos buscando-o, já estamos em sua mão: A tua mão direita me sustém.

Nessa sustentação divina e busca humana, não existe contradição. Tudo é de Deus, pois, como ensina von Hügel, Deus é sempre a causa primeira. Na prática, no entanto (isto é, onde o trabalho anterior de Deus se encontra com a atual resposta do homem), o homem deve procurar a Deus. Deve haver reciprocidade positiva de nossa parte, para que essa atração secreta de Deus se revele na experiência identificável do Divino. Na calorosa linguagem do sentimento pessoal, isso é afirmado no Salmo 42: Como a corça suspira pelas águas correntes, assim, por ti, ó Deus, anseia a minha alma. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando poderei entrar para apresentar-me a Deus? É um chamado das profundezas do ser, e o coração ávido o entenderá.

A doutrina da justificação pela fé —

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Análises

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Avaliações do leitor

  • (5/5)

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    Muito bom, esse livro , vale a pena ler .

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  • (1/5)

    1 pessoa achou isso útil

    NÃO HA PERMISSÃO PARA BAIXAR ALGUNS LIVROS, PREJUDICANDO O ASSINANTE.

    1 pessoa achou isso útil