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O Conde de St. Seville: Wicked Earls' Club (Clube dos Condes Perigosos) # 11

O Conde de St. Seville: Wicked Earls' Club (Clube dos Condes Perigosos) # 11

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O Conde de St. Seville: Wicked Earls' Club (Clube dos Condes Perigosos) # 11

notas:
3/5 (1 nota)
Duração:
287 páginas
4 horas
Lançados:
Jan 17, 2019
ISBN:
9781547565764
Formato:
Livro

Descrição

Quando uma solteirona erudita fixa sua mente em algo ... E um Lorde sombrio e perigoso interfere ... Eles só podem encontrar seus felizes para sempre nos braços um do outro.

Quando uma solteirona erudita fixa sua mente em algo ...

Lady Patience Lane, filha do conde de Desmond e da lendária boxeadora Ivory Bess, cresceu aprendendo a lutar, não a se importar com suas maneiras. Ela sempre pensou que se tornaria uma treinadora como sua mãe, até que os ferimentos sofridos pelos anos no ringue levassem sua mãe à uma morte prematura. Agora, ela está determinada a salvar outras famílias do mesmo sofrimento, ensinando aos outros sobre os perigos e as consequências do boxe. Nada poderia trazê-la de volta ao mundo que abandonou e passou a odiar, até conhecer um estranho misterioso que faz seu pulso acelerar.

E um Lorde sombrio e perigoso interfere ...

Sinclair Chambers, conde de St. Seville, conhecido como “Sin” (Pecado) por seus amigos e familiares, herdou uma propriedade insolvente. Ele tem que ganhar dinheiro, e rápido, ou seus arrendatários morrerão de fome. Os prêmios pagos nos combates sem luvas poderão ajudar muito na resolução de seus problemas, se ele puder vencê-los. Para ser um sucesso no ringue, ele precisará do melhor treinador, e Patience Lane é a melhor que existe - tudo o que ele tem a fazer é convencê-la de que ele lutará apenas uma vez.

Eles só podem encontrar seus felizes para sempre nos braços um do outro.

Quanto mais tempo Sin e Patience passam juntos, mais próximos ficam. Logo, os pensamentos de Sin passam a ser menos sobre ganhar lutas, e mais sobre ganhar o coração de Patience. Mas pode um relacionamento nascido de uma mentira perversa sobreviver ao tempo?

Lançados:
Jan 17, 2019
ISBN:
9781547565764
Formato:
Livro

Sobre o autor

USA Today Bestselling Author Christina McKnight writes emotionally intricate Regency Romance with strong women and maverick heroes. Christina enjoys a quiet life in Northern California with her family, her wine, and lots of coffee. Oh, and her books...don't forget her books! Most days she can be found writing, reading, or traveling the great state of California. Sign up for Christina's newsletter and receive a free book: eepurl.com/VP1rP Follow her on Twitter: @CMcKnightWriter Keep up to date on her releases: christinamcknight.com Like Christina's FB Author page: ChristinaMcKnightWriter Join her private FB group for all her latest project updates and teasers! facebook.com/groups/634786203293673/


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A LADRA ROUBA SEU CONDE

Quando comecei a ler esse livro, não consegui largar ... isso me causou outra ressaca literária. Eu queria saber como as coisas ficariam quando a verdade sobre Judith viesse à tona e como Simon lidaria com isso. Amei.- - Resenha do livro feita por Sissy

A história de Jude e Cart é uma delícia! É tão refrescante ver o herói tímido, socialmente desajeitado e não abastado. Adorei .... Este foi definitivamente um dos melhores livros que li este verão. - Comentários de uma mãe parcimoniosa

NUNCA MAIS ESQUECIDA

Esta autora me fez amar romance histórico novamente. –TwinsieTalk Book Reviews

NUNCA MAIS ESCONDIDA

O enredo é muito bom, a escrita é ótima. Tão suave e envolvente, fui capaz de passar através da história, ela fluía muito bem. Adoro encontrar novos autores para ler e, com essa história maravilhosamente escrita pela Sra. McKnight, encontrei um novo autor de romance histórico.- Bound by Books

CADA VEZ MAIS NATAL

"Cada vez mais foi uma novela festiva, maravilhosamente escrita, cheia de esperança, renovação, amor e novos começos. Se você é um fã da série de Lady Forsaken, esse é obrigatório. Mesmo que não seja, defendo que, esse volume sozinho, é bom o suficiente para ser uma adição encantadora à sua lista de leitura de férias."- Literal Addiction

Livros de Christina McKnight

A série de debutantes destemidas

O Desaparecimento de Lady Edith

A Desgraça de Lady Lucianna

As Desventuras de Lady Ophelia

Série A doutrina de Lady Archer

Theodora

Georgina

Adeline

Josephine

Série Craven House

A Ladra Rouba seu Conde

A Senhorita Encanta seu Marques

A Madame Pega seu Duque

A Jogadora Aposta seu Barão

Série de Lady Forsaken (Uma dama abandonada)

Nunca mais Rejeitada

Nunca mais Esquecida

Cada vez mais desprezada

Cada vez mais Natal

Nunca mais Escondida

Títulos Independentes

O cerco a Lady Aloria, um Romance de Wolfe Pack

Um beijo no Natal

Pelo amor de uma viúva

O Conde de St. Seville

Preso pela Lua de Natal

Deite-se sob a Lua de Natal

DEDICATÓRIA

––––––––

Para minha irmã

AGRADECIMENTOS

UM OBRIGADO muito especial a todos os autores de O CLUBE DOS CONDES PERIGOSOS. Nós chegamos, nós vimos, nós conquistamos!

Há tantas pessoas que apoiam minha paixão por escrever. Aqui estão algumas que eu tenho a sorte de chamar de amigos: Marc McGuire, Lauren Stewart, Erica Monroe, Amanda Mariel, Debbie Haston, Angie Stanton, Theresa Baer, Ava Stone, Roxanne Stellmacher, Laura Cummings, Dawn Borbon, Suzi Parker, Jennifer Vella, Brandi Johnson, e Latisha Kahn. Obrigada a todos por me aceitarem, bem, eu.

Um obrigado muito especial a minha editora, Chelle Olson da Literally Addicted to Detail, sua habilidade e profissionalismo superaram tudo o que eu esperava. Chelle Olson pode ser contratada por e-mail em literallyaddictedtodetail@yahoo.com.

Além disso, um agradecimento especial à minha editora de desenvolvimento, Jessa Slade.

E para minha revisora, Anja, obrigada por embarcar em mais uma jornada comigo.

Design e impressão de capa, crédito para Sweet ‘N Spicy Designs.

Finalmente, obrigado pelo suporte aos autores independentes.

PROLOGO

Janeiro, 1822

Londres, Inglaterra

JAMES LANE, O Conde de Desmond, passeava pela estrada escura que fazia fronteira com Covent Garden, sem o benefício das lâmpadas a gás que eram comuns nas áreas mais civilizadas de Londres. Pall Mall, Oxford Street, Bond Street e até Savile Row em Mayfair. O conde puxou a lapela de seu casaco para impedir o ar fresco da noite de enviar onda após onda de arrepios através dele. Não era tão jovem como fora uma vez, nem era tão forte ou confiante quanto o jovem lorde que reclamara o amor de Ivory Bess não muito longe daquele lugar.

O repicar de cascos de cavalos soou atrás de Desmond, lembrando-o de que perder o foco e baixar a guarda naquele bairro, e tão tarde na noite, poderia significar sua morte. Olhou por cima do ombro. Ninguém o seguira enquanto corria em direção à sua carruagem, parada no fim da rua, há apenas quatro prédios escuros e abandonados. Seu cocheiro passava o tempo ocioso encolhido em seu grosso casaco de lã em seu poleiro, onde Desmond o havia deixado duas horas antes. Seu lacaio vigiava perto do porta-bagagem da carruagem.

Apesar de sua idade avançada e do clima frio de janeiro, o conde continuava visitando os bairros mais duvidosos de Londres.

Mesmo com o amor de sua vida sendo tirado dele cinco anos atrás, Desmond vinha. Houve um dia em que pensou que sua vida terminaria com ela. Sua condessa, mãe de seus filhos, o amor de sua vida o abandonara. No entanto, Ivory Bess Lane, a condessa de Desmond, sua esposa e sua alma gêmea, deixara um pedaço de si mesma em cada um de seus filhos, especialmente em Patience.

Era por sua filha mais nova, Lady Patience Lane, que Desmond arriscava sua segurança noite após noite quando viajava por Londres, entrando em vários infernos e tavernas de jogos.

Se não fosse por Patience, Desmond teria se retirado para sua propriedade rural em Somerset para viver seus dias cercado por coisas que o lembrassem de sua Ivory, seus maravilhosos anos juntos antes que as provações de sua juventude voltassem para assombrá-la.

No entanto, se retirar para uma vida de reclusão no interior da Inglaterra não era para acontecer ...

―Infelizmente, ―ele murmurou na noite.

Desmond teria seu tempo para chorar quando todas as filhas se casassem e fossem felizes. Seus filhos encontrariam seu próprio caminho depois de sair da Universidade, assim como Desmond havia feito.

Duas já foram, e somente Patience continuava solteira, infelizmente sem perspectivas no horizonte.

Empurrando as mãos enluvadas para dentro dos bolsos do sobretudo, os dedos envolveram os panfletos embrulhados recém impressos que tinha vindo distribuir em Covent Gardens. Ele sabia que era uma causa perdida, mas significava muito para Patience.

Ironicamente, distribuir os panfletos de Patience, precisamente elaborados, também diminuía ainda mais as chances de ela encontrar um par adequado.

Os homens, e muitas mulheres, que ganhavam a vida despidos até a cintura, com as mãos nuas levantadas e prontas para lutar, não estavam interessados ​​em aprender sobre os riscos de suas atividades pugilistas. Por desgraça, muitos deles não conseguiam ler os panfletos que Patience criara meticulosamente. Não estavam interessados nos ferimentos e danos causados ​​por golpes repetidos na cabeça e no tronco; estavam mais preocupados em ganhar o dinheiro para pagar por comida e abrigo. Um meio de vida para eles e suas famílias.

Muitos em Londres não tinham outros meios, a não ser os que poderiam ser obtidos usando sua força bruta, punhos certeiros e pés leves.

De qualquer forma, ele continuava a satisfazer Patience. Nunca diria a ela que seu trabalho árduo cobria o chão dos infernos de jogos, pois os homens prontamente descartavam os papéis como lixo, ou que eram usados ​​para limpar janelas encardidas. Ela nunca iria para nenhum dos infernos e tavernas e, portanto, nunca saberia o destino de seus panfletos.

Desmond havia desacelerado quando permitiu que sua mente vagasse.

Outro sinal de que havia se tornado excessivamente frouxo durante suas andanças noturnas por Londres.

Mantendo os olhos no cocheiro, empoleirado no assento superior da carruagem, Desmond aumentou o passo, pronto para fugir para a solidão de seu escritório.

Com apenas dois prédios separando-o daquele destino, o conde passou por um beco cheio de destroços e restos de comida estragados, onde dois homens podiam ser vistos envolvidos em uma briga.

Devia evitar o olhar e continuar andando.

O que acontecia na faixa escura entre dois homens adultos não era da conta dele e poderia levar Desmond a ser ferido ou mesmo morto. Não faria muito bem a seus filhos se ele fosse esfaqueado por interferir em algo que não dizia respeito a ele.

No entanto, olhou para o beco enquanto os homens brigavam, derrubando um ao outro no chão.

O tecido pendurado nas janelas dos cortiços era recuado enquanto as pessoas que moravam acima do beco olhavam para o espetáculo, a luz das velas em suas janelas abertas lançava um brilho ao redor dos dois homens. Vinte anos atrás, talvez uns dez, Desmond não teria hesitado em separar os dois homens antes que alguém ficasse gravemente ferido.

Mas agora, tinha menos tempo para viver, e muito ainda precisava ser feito antes de deixar esta vida.

Outro inquilino no prédio acima puxou para trás o que pareciam ser roupas de baixo amarradas em uma linha para secar, enviando mais luz através da vidraça suja e diretamente para a escaramuça abaixo.

Um dos homens se vestia como a maioria no distrito de Covent Garden: calças soltas e uma túnica comprida e coberta de buracos, com sapatos velhos ​​precisando ser consertados por um sapateiro. No entanto, o outro adversário não poderia ser confundido com nada além de pequena nobreza, se não um lorde como Desmond. Quando os combatentes recuperaram o equilíbrio, o conde notou que o tamanho do nobre quase enchia o beco de parede de pedra, sua largura tão impressionante quanto sua estatura. Seu cabelo, pendurado nos ombros em ondas marrons douradas, era o único indício de que possivelmente ele não estivesse entre a elite de Londres, Ton. Que tipo de homem, exceto salteadores e piratas, permitiria que seu cabelo caísse pelas costas em tal comprimento? Por um breve segundo, a luz refletiu suas hessianas altamente polidas enquanto o maciço coríntio evitava um soco, fazendo o homem menor se inclinar para frente e bater na parede de pedra perdendo o equilíbrio.

―- Venha, janota ― o homem chamou, afastando-se do prédio e elevando os punhos em preparação para outro assalto.

Desmond não sabia exatamente porque o homem finamente vestido vagava por aquela rua em particular, mas o ladrão obviamente havia se deparado com ele. Talvez estivesse visitando um dos vários infernos de jogos situados em várias ruas.

O rufião lançou outro jab, acertando o homem maior na boca.

O cavalheiro precisava de ajuda. Apesar da idade e da fragilidade de Desmond, ele era a única opção do homem naquele beco; a carruagem e o cocheiro de Desmond não estavam mais à vista. Se o conde gritasse por ajuda, seu cocheiro viria correndo? Desmond nunca se perdoaria se seu servo fosse ferido como resultado direto de seu pedido de ajuda.

Olhando ao redor, Desmond avistou um longo cabo de madeira, provavelmente descartado quando a parte do martelo partiu da extremidade, tornando a ferramenta inútil, exceto como lenha.

Serviria para o trabalho que precisava ser feito. Só teria que criar uma distração suficiente para o cavalheiro, e ele mesmo, escapar do beco e fugir para a carruagem que o aguardava.

Desmond segurou o cabo de madeira e avançou mais para o beco escuro enquanto o rufião, com as calças tão surradas quanto a túnica, apontava rapidamente o punho, golpeando o outro homem no peito. Os lutadores embaralharam os pés, erguendo os punhos enquanto pulavam em um círculo apertado, cada um procurando uma oportunidade para atacar o outro.

Era uma cena que Desmond estava muito familiarizado.

O episódio exato que os panfletos cuidadosamente elaborados de Patience esperavam desencorajar.

Desmond se aproximou e aguardou. Esperou que os homens se movessem para poder acertar o bastão com força suficiente para deter o ataque. Se Desmond abordasse na hora certa, ele e o outro cavalheiro poderiam sair do beco sem mais confrontos.

Finalmente, o momento se apresentou, e Desmond girou o bastão grosso com força suficiente para cortar o ombro do homem e mandá-lo cambaleando para a sujeira espalhada pelo beco.

O coríntio fez uma pausa, seus olhos correndo para Desmond e de volta para seu agressor enquanto se movia para tentar ficar de pé.

―Acho que é melhor sairmos, ―Desmond chamou, descartando o cabo contra a parede fora do alcance do rufião, o som ecoando no beco. ―Vamos embora.

Quando o cavalheiro não fez nenhum movimento para segui-lo, Desmond se perguntou se tinha cometido um grave erro ao assumir que o capanga era o agressor na situação.

O homem menor recuperou o equilíbrio mais rápido do que Desmond antecipou, embora apenas tenha agarrado o casaco do cavalheiro descartado em uma pilha de caixas contra a parede do beco. Ele correu mais para o fundo da passagem escura, desaparecendo de vista, seus passos ecoando no rastro de sua fuga.

Nem Desmond nem o outro homem se moveram em perseguição.

―Minha carruagem está na rua, ―disse Desmond, apontando para a boca do beco. ―Seu lábio está partido e pode precisar de pontos para reparar corretamente. Venha, terei meu médico pessoal cuidando de suas feridas.

―O sujeito roubou meu sobretudo, ―respirou o homem, suas mãos descansando em seus quadris enquanto ele sugava o ar profundamente, estremecendo ligeiramente. O corte em seu lábio certamente doía quando o ar da noite batia nele.

Desmond queria rir. ―Pelo menos está escapando com sua vida e sem novos buracos em sua pessoa.

Ele se lembrava de ter sido jovem e impulsivo, empolgado com a ideia de uma luta contra um pugilista experiente.

Mais uma vez, Desmond se perguntou se, para começar, o homem precisava ser salvo.

Naquele momento, Patience veio à sua mente; a determinação sincera de alertar os lutadores sobre o perigo que enfrentavam quando aceitavam o desafio de um concorrente digno. Memórias perdidas, crises intermináveis ​​de letargia, dores de cabeça e deficiência visual.

Sua Ivory Bess, outrora uma lutadora preciosa, sofreu mais do que a maioria com todas aquelas doenças.

Desmond estreitou o olhar para o homem, inclinando o queixo para se concentrar no rosto do cavalheiro e não no peito. ―Devemos ir, caso o homem decida voltar.

―Posso encontrar meu próprio caminho de volta ao meu alojamento.

―Não tenho certeza se sabe onde está, meu amigo, ―respondeu Desmond. O labirinto de vielas e becos que cruzavam Londres era difícil de atravessar, e ainda mais assustador no escuro.

Velas se extinguiam quando os moradores do prédio, com vista para o beco, perderam o interesse pela cena abaixo. Com a partida deles, a luz magra que brilhara na passagem imunda desapareceu, envolvendo Desmond às sombras enquanto o desconforto levantava os cabelos na parte de trás do seu pescoço.

Desmond se virou, acenando para o homem segui-lo. ―Minha carruagem está nesta direção.

Saindo do beco, o conde dobrou para a direita e ficou tranquilo ao ver sua carruagem e seu cocheiro esperando. Um apito agudo atraiu a atenção do cocheiro, e seu criado saltou do poleiro e abriu a porta, sem se incomodar em descer os degraus.

Desmond pegou o assento virado para frente, surpreso ao notar que o estranho entrou diretamente atrás dele, tomando o assento a sua frente.

―Minha casa, ― falou quando seu cocheiro fechou a porta.

―Imediatamente, milorde.

A carruagem balançou, e o rangido da alavanca do freio quebrou o silêncio no espaço confinado, quando os cavalos foram postos em ação.

―Meu alojamento é no Albany. ―A voz profunda do homem reverberou nas paredes da carruagem. ―Estarei eternamente grato e em dívida com o senhor se puder me deixar lá.

Ele era definitivamente de nascimento nobre, como evidenciado pela cultura em seu tom.

Desmond zombou. ―Não há médico perto de Albany a essa hora da noite. Meu médico cuidará de suas feridas e providenciarei seu transporte de volta para o Albany depois.

A expressão sombria do homem disse a Desmond que ele não estava acostumado a responder a outro.

Nenhum dos dois.

Além de suas três filhas endiabradas, os decretos de Desmond eram recebidos como ordens estritas e ninguém em sua casa desobedecia seu comando.

―Seu nome, meu rapaz? Desmond observou a largura quase inacreditável dos ombros do homem e a borda afiada de sua mandíbula. Ele era pelo menos vinte anos mais jovem que Desmond, se não mais. E o conde reconheceu muito bem a luz rebelde em seus olhos.

Relutantemente, o homem respondeu: ―Sinclair Chambers, err ... conde de St. Seville. E quem devo saudar como meu anjo da guarda?

―O Conde de Desmond, James para meus amigos mais próximos. ―Ele olhou para o homem na frente dele, os olhos escuros de St. Seville parecendo pretos no interior sombrio da carruagem. ―St. Seville, você disse. Da ilha de Brownsea em St. Sevilles?

A máscara de irritação de St. Seville transformou-se em choque total. ―Sim, sabe sobre minha família?

―Seu pai é, err... foi, Ellis Chambers?

―Correto. ―St. Seville cruzou os braços sobre o peito, e uma nova máscara de proteção encobriu sua expressão. ―Estava familiarizado?

Desmond mal podia acreditar em seus olhos. Se olhasse atentamente para o rapaz à sua frente, notaria o queixo endurecido e o nariz severo com uma boca que parecia mais um corte no rosto que era tão característico da família de St. Seville, mesmo com o lábio partido que agora ostentava uma mancha vermelha de sangue seco. Mesmo que o homem sentado diante de Desmond tivesse duas vezes o tamanho de seu antecessor, o conde podia ver a semelhança da família tão clara como se estivessem sob um brilhante sol de junho com os homens lado a lado. Desmond não vira mais o velho St. Seville em mais de duas décadas. Ele quase esquecera a existência do homem.

―Ellis e eu uma vez fomos próximos, ambos membros da associação de condes aqui em Londres, no entanto, ele deixou a cidade logo após seu casamento e se retirou para a propriedade de sua família. Se tem o título, presumo que seu pai tenha falecido. Quando isso aconteceu?

―Hoje, faz quatro anos. St. Seville olhou de relance para o lado, puxando o tecido que cobria a janela de vidro. ―Minha mãe e minha irmã permanecem na ilha.

Quatro anos, e a notícia não chegou a Desmond.

Para ser justo, sua mente estava ocupada com suas próprias tristezas. Cinco longos anos desde que sua esposa o deixou, e ainda era tudo em que Desmond pensava.

―Sinto muito por sua perda, ―Desmond suspirou. ―Ellis era um bom homem.

Um bufo foi a única resposta do homem mais jovem quando a carruagem parou.

―Posso voltar ao Albany para cuidar de minhas próprias necessidades, milorde. ―Sua resposta rouca fez Desmond se perguntar se lembrava de Ellis incorretamente.

―Receio que devo insistir em cuidá-lo. É o mínimo que posso fazer pelo meu velho amigo, seu pai. ―Desmond manteve o olhar cansado de St. Seville quando seu cocheiro abriu a porta para permitir que saíssem. ―Perdemos o contato há tantos anos e temo que seja meu dever restaurar o contato. Por favor, permita que meu médico cuide de seus ferimentos. Faria muito para amenizar a culpa de um velho homem.

Desmond viu o momento em que o homem concordou; seus ombros rígidos afundaram um pouco e ele assentiu.

CAPÍTULO 1

O RANGIDO FAMILIAR de uma abertura de janela no quarto ao lado assustou lady Patience Lane de seu sono profundo quando um tremor de medo a percorreu. Um calafrio subiu por sua espinha, apesar do calor de seu quarto. Esfregando os olhos pesados de sono, esticou as pernas em direção aos carvões frios no final da cama enquanto se sentava e escutava. Ela sintonizou sua audição para qualquer som diferente.

Marsh Manor, o nome com que sua mãe havia batizado a casa da família ao se casar com seu pai, nos últimos anos tinha sido uma casa estranhamente silenciosa. A estrutura já não movia e estalava enquanto se assentava, nenhuma porta abria e fechava à noite, e nenhuma vidraça ficava aberta durante o frio intenso do inverno, apesar dos três outros edifícios que bloqueavam o pior dos ventos de final de janeiro.

O quarto de Merit ficava ao lado do de Patience, mas estava vazio há quase duas semanas, visto que seus irmãos, Merit e Valor, haviam fugido do triste clima de Londres para uma festa de fim de ano perto da fronteira escocesa. Suas duas irmãs estavam felizes e morando com seus maridos, e elas dificilmente a visitavam a menos que seu pai mandasse. Além de seu pai e dos criados de Desmond, Patience estava sozinha na casa da cidade. Certamente, nenhum criado fora encarregado de limpar o quarto de Merit a essa hora da noite. A família de Desmond nem sempre cumpria as formalidades, então quando Patience e seu pai

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