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Sistemas elétricos prediais - Projeto

Sistemas elétricos prediais - Projeto

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Sistemas elétricos prediais - Projeto

Duração:
298 páginas
2 horas
Lançados:
5 de nov. de 2015
ISBN:
9788583939719
Formato:
Livro

Descrição

Você está iniciando o estudo da unidade curricular projeto de sistemas elétricos prediais. Este é mais um importante passo para enriquecer tanto o conhecimento técnico (que você já adquiriu estudando os módulos anteriores) quanto o seu futuro profissional. Nesta unidade, você aprenderá a elaborar a documentação elétrica e a dimensionar os componentes de um sistema elétrico predial de baixa tensão. Para isso, você deverá empregar todos os conhecimentos adquiridos até esse momento. Esta unidade curricular compõe o módulo específico III - desenvolvimento de sistemas eletroeletrônicos, que proporcionará a você o preparo para concluir seus estudos e se tornar um técnico em eletroeletrônica.
Lançados:
5 de nov. de 2015
ISBN:
9788583939719
Formato:
Livro

Sobre o autor


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Sistemas elétricos prediais - Projeto - SENAI-SP Editora

1. Concepção do projeto elétrico predial

Levantamento de dados

Divisão da instalação

Localização dos quadros de energia

Estimativa de custos

Previsão das cargas e divisão de circuitos segundo a NBR 5410

Fornecimento de energia elétrica

Com este capítulo você inicia um novo percurso para seu aprendizado e terá condições de desenvolver o projeto de um sistema elétrico predial. Recomendamos, também, que você busque informações a respeito do assunto em livros técnicos, revistas especializadas, catálogos e manuais de fabricantes, sites etc., pois cada projeto possui suas particularidades.

Você já estudou, no capítulo 3 do livro de Sistemas Elétricos Prediais – Instalação, como ler e interpretar projetos desse tipo de instalação. Agora você aprenderá a elaborar um projeto, dimensionando toda a instalação.

Para isso, você terá que se basear em normas técnicas. Será preciso, também, ter sensibilidade para perceber o que o seu cliente realmente espera como resultado final do projeto e o que ele deverá atender:

a. a norma regulamentadora NR 10;

b. as condições gerais de fornecimento de energia elétrica da empresa distribuidora de eletricidade;

c. as exigências da empresa seguradora;

d. as necessidades do cliente;

e. as normas técnicas NBR 5410, NBR 5419, NBR 5444 e NBR ISO/CIE 8995-1;

f. a Instrução Técnica do Corpo de Bombeiros referente à inspeção em instalações elétricas de baixa tensão.

Ao término deste capítulo, você conhecerá a concepção de um projeto elétrico predial e perceberá que este requer o envolvimento com o cliente, com órgãos públicos, com a empresa de seguros e também o atendimento a normas.

Levantamento de dados

Com as informações fornecidas pelo seu cliente, em uma entrevista ou reunião, obtém-se uma ideia geral de como deverá funcionar essa instalação e quais os critérios e parâmetros a serem adotados no projeto, tais como: o trajeto dos eletrodutos e condutores; os pontos de utilização de energia elétrica; a localização dos quadros de entrada (medição) e de distribuição; os pontos para telefone, antena, dados, câmeras e som, sistemas de alarme e porteiro eletrônico; o sistema de proteção contra descarga atmosférica – SPDA etc. Uma visita ao local onde será realizada a obra também é interessante para complementar o levantamento de dados.

Figura 2 – Levantamento de dados.

A finalidade da edificação vai determinar os tipos de equipamentos elétricos que serão utilizados (lâmpadas, motores, aparelhos de aquecimento, eletroeletrônicos e de ar-condicionado) bem como as características elétricas e de funcionamento de cada tipo de equipamento.

Na etapa de levantamento de dados, deve-se, ainda, consultar as condições de fornecimento da empresa distribuidora de energia elétrica local, como, por exemplo, os valores de tensão de distribuição e a capacidade de atendimento desta empresa.

Planta baixa da arquitetura do prédio

A cerá fornecer os detalhes da infraestrutura e suas possíveis interferências na instalação elétrica (colunas, vigas etc.).

É por meio da planta baixa que os técnicos iniciam o projeto elétrico, que é essencial ao levantamento da lista de materiais e à execução da instalação.

Divisão da instalação

A divisão da instalação, prescrita pela NBR 5410, tem como objetivo garantir que a instalação elétrica seja segura e funcional aos seus usuários. Para isso, ela deverá ser feita de modo que:

a. cada circuito possa ser desligado de maneira independente, sem que haja a possibilidade de realimentação por outro circuito;

b. a falha em um circuito não comprometa o funcionamento dos demais circuitos;

c. permita que os equipamentos elétricos sejam ligados de acordo com as necessidades de utilização, contribuindo, assim, para a racionalização do uso de energia elétrica;

d. possibilite a criação de diversos tipos de ambientes, como aqueles necessários em auditórios, salas de reuniões, locais de convivência etc.;

e. reduza paralisações no sistema;

f. facilite o acesso para realização de manutenção e inspeção.

Figura 3 – Divisão da instalação.

Conforme a NBR 5410:2004, devem ser previstos circuitos de controle independentes dos demais, de modo que estes não sofram interferências causadas pelas falhas ocasionadas em outros circuitos. Os circuitos terminais devem ser individualizados de acordo com a aplicação dos equipamentos que serão por eles alimentados. É o caso, por exemplo, dos circuitos de iluminação e de tomadas de corrente.

Para os equipamentos de maior potência, como chuveiros, torneiras elétricas, aquecedores de passagem, fornos elétricos e aparelhos de ar-condicionado, por exemplo, devem ser previstos circuitos exclusivos.

Os circuitos de tomadas instaladas em ambientes úmidos ou sujeitos a lavagens devem ser separados dos outros circuitos de tomadas instaladas nos demais ambientes da edificação.

O projeto ainda deverá contemplar futuras ampliações na instalação, sendo aplicadas na potência de alimentação, na taxa de ocupação dos condutos e na capacidade dos quadros de distribuição de luz e força.

Nas instalações alimentadas por meio de dois ou três condutores de fases, deve-se distribuir (balancear) as cargas o mais uniformemente possível, de modo que se obtenha o maior equilíbrio entre tais condutores. Veja, no quadro a seguir, um exemplo de distribuição de cargas de um projeto de uma instalação elétrica residencial.

Quadro 1 – Distribuição de cargas

Localização dos quadros de energia

A localização dos quadros de energia é de fundamental importância na concepção do projeto, pois é a partir desses quadros que se originam os circuitos terminais da instalação. Antes de definir o local onde será instalado um quadro de energia, você deverá analisar a planta baixa da arquitetura do prédio para saber onde serão realizadas as outras instalações da edificação (água, esgoto, gás, telefonia, entre outras).

Quadro de distribuição de luz e força – QDLF

Para facilitar a instalação inicial dos circuitos, sua operação e manutenção, os quadros de distribuição de luz e força devem ser instalados em locais de fácil acesso e livres de influências externas, tais como sol ou chuva. Por motivos econômicos, recomenda-se que o QDLF esteja próximo do centro de cargas da instalação, ou seja, do local onde há maior concentração de equipamentos de potência elevada na instalação. Isso contribui para que os condutores dos circuitos terminais não tenham que ser superdimensionados em função da distância desses circuitos.

Figura 4 – Localização dos quadros de energia elétrica.

Quadro de distribuição geral

Dependendo do tamanho da edificação ou da complexidade da instalação elétrica, é necessário que haja mais de um quadro de distribuição (um por pavimento ou setor, por exemplo). Esses quadros são alimentados a partir de um quadro de distribuição geral, também conhecido como quadro de distribuição principal ou quadro geral de baixa tensão (QGBT). O quadro de distribuição geral é aquele que recebe os condutores provenientes do padrão de entrada da instalação e, assim como os QDLFs, deve ser instalado em locais de fácil acesso e livres de influências externas.

Estimativa de custos

Para estimar o custo de um projeto, devem ser considerados, além da complexidade, os custos diretos e indiretos envolvidos na sua elaboração:

a. custos diretos: impressão e cópia de documentos, despesas com viagem, mão de obra do projetista etc.;

b. custos indiretos: softwares , aluguel e seguro do imóvel, impostos, salário de funcionários, energia elétrica, telefonia, internet, água etc., contabilizados de acordo com a quantidade de horas de utilização desses recursos.

Figura 5 – Estimativa de custos.

De posse dessas informações, elabora-se, então, um cronograma de projeto (na unidade curricular Projeto de Melhorias de Sistemas Eletroeletrônicos você tem mais informações sobre elaboração de cronogramas), que deverá conter as datas (de início e término) dos trabalhos, bem como os nomes das pessoas envolvidas na sua realização.

Previsão das cargas e divisão de circuitos segundo a NBR 5410

De acordo com a NBR 5410, a potência elétrica a ser considerada para os equipamentos de utilização é a nominal, fornecida pelo fabricante ou calculada a partir das outras grandezas nominais envolvidas, como, tensão, corrente e fator de potência (cosϕ), conforme mostrado a seguir:

a. Equipamentos resistivos (fator de potência igual a 1):

•Monofásicos: P = V × I (W)

•Trifásicos: P = V × I × (W)

b. Equipamentos indutivos:

•Monofásicos: P = V × I × cos ϕ (W)

•Trifásicos: P = V × I × cos ϕ × (W)

A potência declarada poderá ser a aparente (S), em volt-ampère (VA), calculada conforme mostrado a seguir:

a. Equipamentos indutivos:

•Monofásicos: S = V × I (VA)

•Trifásicos: S = V × I × (VA)

Caso a potência declarada no equipamento seja a mecânica, dada normalmente em cv (735,5 W) ou hp (745,7 W), deve-se considerar seu rendimento (η). O rendimento de um equipamento ou sistema expressa, em porcentagem, a quantidade de energia de entrada que é realmente transformada em trabalho. Os motores elétricos, por exemplo, absorvem energia elétrica da rede e a transformam em energia mecânica disponível no eixo. O rendimento define a eficiência com que é feita essa transformação. Chamamos de potência mecânica aquela disponível no eixo de um motor e de potência elétrica aquela que ele retira da rede. O rendimento será a relação entre essas duas potências:

O valor do rendimento de um motor é fornecido pelo seu fabricante. Para calcular a potência elétrica que ele absorve da rede, basta calcular sua potência mecânica e dividir o valor obtido pelo seu rendimento.

Exemplo: A potência elétrica, em watts, de um motor de 5 cv, com rendimento de 84%, é calculada da seguinte maneira:

A determinação da potência total prevista para a instalação é realizada mediante uma previsão dos equipamentos que serão utilizados na edificação. Na falta das informações a respeito das potências desses equipamentos, pode-se, também, consultar tabelas técnicas como a apresentada a seguir:

Tabela 1 – Potências mínimas de aparelhos eletrodomésticos

Fonte: Eletropaulo (2007)

Figura 6

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