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A igreja: Uma reflexão sobre o Mistério de Cristo
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A igreja: Uma reflexão sobre o Mistério de Cristo
E-book232 páginas2 horas

A igreja: Uma reflexão sobre o Mistério de Cristo

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Sobre este e-book

Não há nada mais belo na face da terra do que a Igreja de Jesus, a Esposa do Cordeiro. Ainda que em alguns momentos ela foi desfigurada por decisões
ruins, por alianças feitas com homens maus. Foi perseguida, ferida e maltratada por aqueles que a deveriam proteger como os guardas do texto de Cantares.
Algumas vezes se entregou à devassidão, ao pecado, se prostituindo nos lugares altos da sociedade, vendendo sua pureza. Mas o Senhor a encontrou e a está purificando com a lavagem de água pela Palavra. Ela será purificada pela obediência à verdade, pela Água e pelo Fogo. Esse escrito que você tem nas mãos é produto de um coração esperançoso, que ama o povo do Senhor e que tem uma profunda gratidão ao Espirito do Senhor que me tirou do monturo e me fez assentar entre príncipes, os servos do Deus Altíssimo, a Igreja do Cordeiro.
IdiomaPortuguês
Data de lançamento21 de jul. de 2015
ISBN9788582452660
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    A igreja - Jamê Nobre

    Igreja

    PARTE A

    Capítulo I

    A IGREJA DE CRISTO

    O Mistério de Deus

    1 Coríntios 2.1-16 – Eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não o fiz com ostentação de linguagem ou de sabedoria. Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado. E foi em fraqueza, temor e grande tremor que eu estive entre vós. A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus. Entretanto, expomos sabedoria entre os experimentados; não, porém, a sabedoria deste século, nem a dos poderosos desta época, que se reduzem a nada; mas falamos a sabedoria de Deus em mistério, outrora oculta, a qual Deus preordenou desde a eternidade para a nossa glória; sabedoria essa que nenhum dos poderosos deste século conheceu; porque, se a tivessem conhecido, jamais teriam crucificado o Senhor da glória; mas, como está escrito: Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam. Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito; porque o Espírito a todas as coisas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus. Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o seu próprio espírito, que nele está? Assim, também as coisas de Deus, ninguém as conhece, senão o Espírito de Deus. Ora, nós não temos recebido o espírito do mundo, e sim o Espírito que vem de Deus, para que conheçamos o que por Deus nos foi dado gratuitamente. Disto também falamos, não em palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas ensinadas pelo Espírito, conferindo coisas espirituais com espirituais. Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. Porém o homem espiritual julga todas as coisas, mas ele mesmo não é julgado por ninguém. Pois quem conheceu a mente do Senhor, que o possa instruir? Nós, porém, temos a mente de Cristo.

    Nesse texto Paulo fala de si mesmo como alguém que tinha o que dar em termos de conhecimento humano, mas no que diz respeito às coisas de Deus ele não usa o que tem, como sua inteligência, sabedoria e capacidade de persuasão, para comunicar aos coríntios a verdade de Deus. Ele opera no poder do Espírito Santo. Para falar da Igreja ele não usa sua sabedoria, mas fala da revelação de um mistério. E mistério somente pode ser compreendido se quem o criou trouxer luz sobre o assunto.

    Efésios 3.3-9 – … pois, segundo uma revelação, me foi dado conhecer o mistério, conforme escrevi há pouco, resumidamente; pelo que, quando ledes, podeis compreender o meu discernimento do mistério de Cristo, o qual, em outras gerações, não foi dado a conhecer aos filhos dos homens, como, agora, foi revelado aos seus santos apóstolos e profetas, no Espírito, a saber, que os gentios são coerdeiros, membros do mesmo corpo e coparticipantes da promessa em Cristo Jesus por meio do evangelho; do qual fui constituído ministro conforme o dom da graça de Deus a mim concedida segundo a força operante do seu poder. A mim, o menor de todos os santos, me foi dada esta graça de pregar aos gentios o evangelho das insondáveis riquezas de Cristo e manifestar qual seja a dispensação do mistério, desde os séculos, oculto em Deus, que criou todas as coisas…

    A Igreja de Deus, sendo mistério, somente pode ser entendida pelo Espírito Santo, e é extremamente importante que tenhamos a revelação do que ela é.

    1 Coríntios 11.27-30 – Por isso, aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor, indignamente, será réu do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e, assim, coma do pão, e beba do cálice; pois quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si. Eis a razão por que há entre vós muitos fracos e doentes e não poucos que dormem.

    Paulo afirma que a falta de discernimento do Corpo causa sono, fraqueza e doença. Precisamos lembrar que a Igreja é algo espiritual e as coisas espirituais somente podem ser discernidas espiritualmente. Podemos fazer todo o esforço para compreender o que é a Igreja de Deus, estudar, pesquisar e, mesmo assim, não a compreenderemos se Ele não nos revelar esse mistério. Tudo o que conseguirmos entender, se fizermos isso segundo a nossa mente, será algo humano e não será a verdadeira Igreja de Jesus. Poderemos encontrar todos os nomes dados a ela, no entanto serão apenas nomes. Também por isso ninguém pode abrir ou fundar uma igreja, pois ela já está aberta e fundada pelo Onipotente Criador.

    Alguém disse certa vez que para fundar uma igreja é necessário primeiro nascer de uma virgem, depois ter uma morte de cruz e, por fim, ressuscitar ao terceiro dia. Isso nos dá a medida exata de quem pode fundar uma igreja. Podemos juntar um povo, criar um nome (ou usar um que está na Bíblia), estabelecer boas doutrinas e ainda assim não será a Igreja de Jesus. Ele disse que o que é nascido da carne é carne, e uma igreja fundada pelo homem sempre será algo natural, carnal e não espiritual.

    Sua existência e sua natureza

    A Igreja já existe e já está fundada. Ela veio à existência na Terra quando o Pai a tirou do lado de Jesus, na Sua morte, assim como a mulher foi tirada do lado de Adão no seu sono. Da mesma forma que ninguém pode nascer de novo por seu próprio esforço, a Igreja de Jesus não é produto do esforço do homem. Ela nasceu no coração de Deus por iniciativa d’Ele. Ela nasce em uma nação, ou cidade, ou bairro por uma operação do Espírito de Deus.

    Homens usados por Deus, participantes da Sua Igreja, levam em si a semente dela para onde vão. No contato com pessoas, entrando pelas casas, vão sendo usados pelo Senhor para trazê-las para o reino de Deus, e assim a Igreja nasce, cresce e aumenta em todas as direções. Podemos afirmar que Igreja de Deus é um organismo vivo formado por pessoas nascidas de novo em Jesus, em todos os lugares e em todos os tempos.

    A Igreja veio a existir para a glória do Pai. Ela não existe para si mesma. Existe para JESUS, o Senhor. Ela faz parte de todas as coisas que foram criadas por Ele, por meio d’Ele e para Ele. Não é um lugar onde se busca satisfação nem realização. Ela é um lugar, um ambiente, uma vida coletiva que existe para a alegria do Pai. É na alegria do Pai que nos realizamos. É na satisfação do Pai que nos satisfazemos. Por isso a natureza da Igreja é de sacrifício.

    A realidade e a sombra

    As coisas passadas na Antiga Aliança são sombras das coisas da Nova Aliança. Para compreendermos de forma simples, seria como um farol no futuro iluminando a Igreja no presente e a sombra que surge são as coisas da Antiga Aliança no passado.

    Lugar de sacrifício

    1 Pedro 2.5 – … também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo.

    Pedro nos diz que a Igreja é o lugar estabelecido para oferecer sacrifícios. Antes, na Antiga Aliança, ofereciam-se sacrifícios de animais. Hoje, o sacrifício é a vida no altar que o cristão dispõe no serviço do Senhor, tendo como base o sacrifício perfeito do Cordeiro de Deus.

    A Igreja pode ser vista no Antigo Testamento em uma das mais fortes experiências que alguém já teve: a história de Abraão e Isaque. O Senhor requereu de Abraão o sacrifício de seu filho Isaque. O que nos chama a atenção é o lugar onde o sacrifício deveria ser feito: no monte Moriá!

    Gênesis 22.2 – Acrescentou Deus: Toma teu filho, teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá; oferece-o ali em holocausto, sobre um dos montes, que eu te mostrarei.

    Mais tarde, o Senhor chamou Davi e lhe ordenou que oferecesse um sacrifício como oferta a Ele. O lugar que Deus escolheu foi justamente a terra de Araúna, que se encontrava em Moriá.

    2 Samuel 24.23-24 – Tudo isto, ó rei, Araúna oferece ao rei; e ajuntou: Que o SENHOR, teu Deus, te seja propício. Porém o rei disse a Araúna: Não, mas eu to comprarei pelo devido preço, porque não oferecerei ao SENHOR, meu Deus, holocaustos que não me custem nada. Assim, Davi comprou a eira e pelos bois pagou cinquenta siclos de prata.

    Quando Salomão construiu o templo, ele o fez no lugar que o Senhor havia escolhido: no monte Moriá.

    2 Crônicas 3.1 – Começou Salomão a edificar a Casa do SENHOR em Jerusalém, no monte Moriá, onde o SENHOR aparecera a Davi, seu pai, lugar que Davi tinha designado na eira de Ornã, o jebuseu.

    A palavra Moriá (Moriah) significa lugar escolhido por Jeová e é derivada da junção de duas palavras: revelação e Jah ( Javé). Nesse caso, foi um lugar escolhido para oferecer sacrifício – isso significa que o Senhor escolheu esse lugar para Se revelar. E é exatamente essa a natureza da Igreja.

    Lugar de relacionamento

    A Igreja é o lugar, não físico, de relacionamento entre o homem e o Senhor, e nesse relacionamento há uma grande dose de renúncia. Quando o homem se relaciona com o Senhor, ele não pode ter o mesmo tipo e intensidade de relacionamento com mais ninguém, assim como no casamento um homem ou uma mulher não tem relacionamento do mesmo tipo e intensidade com mais ninguém além de seu cônjuge, senão seria adultério.

    Quando um homem e uma mulher se casam, os relacionamentos de namoros antigos ficam anulados. Nenhum dos dois deve se relacionar com mais ninguém da mesma forma que se relacionavam antes, pois agora um pertence ao outro. Os direitos individuais são colocados em segundo plano, beneficiando os direitos do cônjuge. Cada um passa a viver em função do outro, sem se anular, mas de forma voluntária.

    No relacionamento com Deus isso é mais forte e profundo, pois no momento em que o homem se entregou ao pecado ele adquiriu maneiras, pensamentos, filosofias que não condizem com a santidade e a pureza de Jesus. Então o homem é convidado a renunciar a tudo quanto tem para receber do Senhor tudo o que Ele tem. O homem perde a sua própria vida para ganhar a vida de Deus.

    O desejo do Senhor é encher o homem com gozo e felicidade, mas isso só é alcançado no contexto do reino de Deus. O homem sem Deus está no império das trevas, entregue aos desejos da carne e suas perversidades. Quando ele entra no reino do Filho de Deus, abandona a velha vida. Nesse ponto começa a vida de renúncia, de negação.

    Após isso, à medida que cresce, ele aprende a colocar Deus em primeiro lugar e a ter uma vida de culto ao Senhor, aprende a oferecer sua vida, seu corpo como sacrifício vivo, santo e agradável ao serviço do Senhor.

    Romanos 12.1-2 – Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

    Nada de bom ou de mal que o homem faz muda o que o Senhor Deus é. Nenhuma ação ou atitude do homem faz crescer ou diminuir o que o Senhor é. Então, tudo o que Deus requer do homem é para o próprio benefício dele. Se ele peca, é para o seu próprio mal; se ele pratica o bem, é para seu próprio benefício. Quando o homem se esvazia de si mesmo em uma vida de sacrifício, ele se abre para receber tudo aquilo que Deus tem preparado desde a eternidade. Concluindo, o sacrifício não é para o benefício do Senhor, mas para o benefício do próprio homem.

    Família de Deus

    Efésios 2.19 – Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus…

    Mateus 12.48-50 – Porém ele respondeu ao que lhe trouxera o aviso: Quem é minha mãe e quem são meus irmãos? E, estendendo a mão para os discípulos, disse: Eis minha mãe e meus irmãos. Porque qualquer que fizer a vontade de meu Pai celeste, esse é meu irmão, irmã e mãe.

    O grande projeto de Deus foi a formação de uma família para Si. Foi grande tendo em vista o preço que Ele pagou e é grande pelo número de pessoas envolvidas e chamadas para isso.

    Deus tem muitos nomes, mas há um que revela a perfeita natureza do Senhor: PAI. Deus é Pai. Mesmo antes de ter filhos, Ele é Pai. Ele estava sem filhos antes da criação do homem, por isso Se dispôs a formar uma família.

    2 Coríntios 6.18 – … serei vosso Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-poderoso.

    Efésios 1.3-5 – "Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo, assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos

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