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Relacionamento com Filhos Adolescentes

Relacionamento com Filhos Adolescentes

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Relacionamento com Filhos Adolescentes

notas:
5/5 (1 nota)
Duração:
231 páginas
2 horas
Editora:
Lançados:
4 de fev. de 2016
ISBN:
9788582453186
Formato:
Livro

Descrição

O livro *Relacionamento com Filhos Adolescentes* tem uma proposta muito clara para apoiar mães e pais no relacionamento com filhos de 12 a 25 anos de idade.
A obra contém exercícios práticos, baseados na metodologia de *Coaching*, que incentivam novas atitudes diante do relacionamento com os filhos, assumindo que a fase da adolescência traz algumas peculiaridades e uma certa complexidade de relacionamento.
Adicionalmente à base metodológica, o livro traz um conteúdo baseado em diversas pesquisas e vivências da autora, que além de mãe, reúne quase 30 anos de experiência como especialista em desenvolvimento de pessoas.
Por apresentar conteúdo muito prático, o Livro é de fácil leitura e em apenas 23 capítulos, mães e pais poderão aperfeiçoar o convívio com seus filhos, adotando diferentes atitudes para atingir seus objetivos na orientação e educação, sem ter que *bancar o chato* a toda hora.
Para facilitar a exposição didática do conteúdo, o Livro foi dividido em três partes,
• Parte I: Dos doze aos catorze anos de idade
• Parte II: Dos quinze aos dezessete anos de idade
• Parte III: Dos dezoito aos vinte e cinco anos de idade
Além de oferecer opções diferenciadas propiciando ao leitor aperfeiçoar o relacionamento com seu filho adolescente, o Livro ainda oferece um capítulo todo direcionado para o jovem, que enfrenta o desafio de ingressar no mercado de trabalho, pela primeira vez. Neste capítulo (XXI), o leitor encontrará muitas dicas para facilitar a busca e o sucesso profissional, que também é uma preocupação dos pais, quando o filho chega nessa fase.
Por fim, a obra propõe uma ampliação na visão dos pais a respeito de todas as fases que compõem a adolescência. Exemplifica as nuances dos 12 aos 25 anos de idade e habilita mães e pais a lidarem com cada fase, adotando tratamento diferenciado e maior controle da situação.
Editora:
Lançados:
4 de fev. de 2016
ISBN:
9788582453186
Formato:
Livro

Sobre o autor


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Amostra do livro

Relacionamento com Filhos Adolescentes - Rosana Valim

PARTE I

Adolescentes dos 12 aos 14 anos

Descubra a maneira mais eficiente para aperfeiçoar o relacionamento com seus filhos adolescentes.

Capítulo I

Reconhecendo que seu filho está na fase da adolescência

"Vida é sinônimo de evolução e é nesse evoluir que precisamos

perceber os detalhes."

Gilberto Cabeggi

No comportamento humano, nada é matemático. Embora tenhamos dividido a obra em três partes distintas (doze aos quatorze anos, quinze aos dezessete anos e dezoito aos vinte e cinco anos), é recomendável que você leia a obra toda, para ter conhecimento das questões que envolvem todas as fases da adolescência. Utilize os ensinamentos e exercícios de acordo com as reações expressas pelo seu filho, no seu tempo e contexto, sem se prender à idade propriamente dita, utilizando- a apenas como referência. É preciso entender que essa grande alteração de comportamento no adolescente é normal.

Durante o turbilhão de transformações, duas mudanças contribuem para justificar parte do porquê de tais atitudes.

Uma delas é a perda de um terço dos receptores de dopamina, neurotransmissor associado à felicidade. Isso explica parte do mau- humor da faixa etária. É uma estratégia da natureza para nos fazer buscar o novo. Ao ficar mal-humorado e impaciente, eu me lanço ao desconhecido, explica o Psicoterapeuta e Educador Leo Fraiman, autor do livro Meu filho chegou à adolescência, e agora? (Integrare Editora).

A outra característica é cerebral. O pouco desenvolvimento da área do cérebro que controla os impulsos, planejamento de consequências e o pensamento de causa e efeito - o córtex pré-frontal - acrescenta um ingrediente perigoso ao caldeirão da adolescência. Essa mescla da necessidade de buscar o novo e a pouca capacidade de gestão de riscos, faz com que o jovem tenha problemas com violência, se envolva em acidentes e apronte com frequência. Mas é uma característica normal da fase, complementa Fraiman.

Segundo minhas experiências como mãe de adolescente de dezoito anos e como Coach de diversos clientes, ajudando-os no desenvolvimento de competências comportamentais vinculadas aos relacionamentos, posso afirmar que muitas vezes os conflitos acabam surgindo porque os pais, na correria do dia a dia, não percebem as mudanças no filho e as vezes possuem a tendência de lidar com eles, como se não tivessem crescido, ou seja, chegam a tratar o filho de treze anos, como se ainda tivesse nove anos de idade .

Um dos passos que eu utilizo, no início dos processos de coaching e recomendo aqui nesta obra, é fazer com que os pais percebam que o filho cresceu e comece a construir uma nova forma de interagir com o adolescente. Só isso, já ajuda a minimizar os conflitos!

Atividade 1

1.Faça uma autoavaliação e com toda sinceridade, responda para você mesmo (a): como tem tratado seu filho de doze a quatorze anos?

2.Reflita se não o tem tratado da mesma forma ou quase da mesma forma como o tratava quando ele tinha oito ou nove anos de idade.

3.Foque na forma como fala com ele, como se refere aos amigos dele, nos presentes que compra, nas roupas que sugere e principalmente nas expectativas que deposita nas reações de seu filho.

Após esta reflexão, recomendo que anote os pontos de seu comportamento que você deseja e está disposto a mudar para adequar a maneira como interage com seu filho.

Para ajudar na reflexão, melhor dizendo, PIORAR a situação, ainda existem os problemas do mundo adulto que complicam ainda mais o contexto. Estou falando dos divórcios, dos problemas de relacionamento dos casais, dos problemas financeiros, da falta de tempo, do trabalho em excesso, etc. Todas essas questões interferem muito nos relacionamentos dos pais com os seus filhos, principalmente quando eles estão na fase da adolescência.

O que minha experiência, lidando com as pessoas nestes quase trinta anos de profissão me diz é que, muitas vezes os adultos não conseguem lidar ao mesmo tempo com as mudanças ocorridas com o filho adolescente e os próprios problemas, principalmente se as duas situações culminarem no mesmo momento. E, nesses casos o que acontece é uma explosão de sentimentos dos dois lados, ocasionando um maior distanciamento entre pais e filhos, justamente no momento em que o adolescente necessita de mais atenção e cuidados diferenciados daqueles que vinham sendo dados, quando ele ainda estava na fase infantil.

Durante a difícil fase de amadurecimento, o adolescente, precisa que seus pais reconheçam o que está acontecendo com ele e que entendam que tais mudanças são inevitáveis na transformação da fase infantil para a fase adulta. Precisam ser compreendidos com paciência e isso não é tarefa fácil para nós, que temos todas aquelas dificuldades de adultos. E falo com propriedade, porque além de mãe de adolescente que também passou e passa por todos estes problemas, também atendo clientes, cujas dificuldades não são menores e todos nós somos cobrados da mesma atenção pelos nossos adolescentes.

Atividade 1.1

1.Pare e reflita nos problemas da vida adulta que você está enfrentado neste momento.

2.Anote todos os problemas e priorize por ordem de importância.

3.Identifique os problemas classificados como mais impactantes e destaque-os.

4.Agora responda se estas questões destacadas não estão, de alguma forma:

Inundando seus pensamentos e atitudes;

Fazendo com que foque muito mais nos problemas e pouco em seu filho adolescente;

Influenciando no seu relacionamento com seu filho;

Dificultando, você enxergar as mudanças que estão acontecendo na vida de seu filho e principalmente, as necessidades diferenciadas que ele vem apresentado a partir desta nova fase da vida.

Para facilitar a reflexão, preste atenção nas dicas que o adolescente dá, como: Vocês (casal) brigaram de novo? Você não acha que está trabalhando muito? Vocês não entendem o que está acontecendo comigo?...

Após esta reflexão, recomendo que anote os pontos de seu comportamento que está disposto a mudar, para minimizar o impacto dos problemas normais da vida adulta na educação dos filhos adolescentes.

Comece a mudança a partir de hoje, um pouquinho por dia.

Compreender que há outros pontos de vista é o início da sabedoria."

Thomas Campbell

Certa vez, li num livro de Nancy Van Pelt Filhos, educando com sucesso que no começo da adolescência, o filho geralmente aceita a autoridade dos pais, sem necessidade de muita persuasão. Quando um pouco mais velho, o adolescente quer verificar tudo o que você diz. A mesma criança que parecia estar contente sob seu cuidado, começa a causar problemas, fica inquieta e se irrita com facilidade.

Ela dizia que, ainda nesta fase inicial, os métodos de disciplina anteriormente eficazes, deixam de fazer efeito e para piorar a situação, a autoestima do adolescente começa a adquirir grande importância e a responsabilidade vira coisa do passado. O companheirismo e a amizade que existia entre você e seu filho parecem ter se transformado em fumaça e os momentos de diálogo planejados, não se tornaram a realidade esperada.

O adolescente só quer saber dos amigos, não quer ficar em casa com a família e quando fica sua mente divaga e não presta atenção no que acontece em casa. Seus altos e baixos emocionais, seus ataques temperamentais e sua falta de sensibilidade começam a causar confusão.

Aí acontece o inevitável, você começa a se questionar se talvez esteja perdendo sua competência como educador e sua habilidade de lidar com seu filho. Sente-se confuso e decide buscar ajuda para entender melhor o que acontece com você mesmo e com ele. Outra coisa que nós pais fazemos com frequência é nos lembrarmos como era na nossa época de juventude e concluímos que éramos completamente diferentes, portanto, não serve como referência e para piorar, nos chegam notícias de lamentáveis fracassos de amigos com seus filhos, que nos confundem ainda mais. No meio de tanta dúvida, você reúne forças e com a esperança de ter sucesso desta vez, faz alguns ajustes, enfrenta o problema, faz o melhor que pode, obtém alguns sucessos, mas logo descobre que nuvens escuras anunciam outra tempestade.

Se essa descrição da Nancy descreve parcialmente sua situação, acalme- se, porque você não está sozinho. Saiba que eu e meus clientes de life coaching compartilhamos desta situação, mudando no máximo a ordem dos fatos.

Portanto a primeira providência é mudar o seu modelo mental. Você não precisa sentir que fracassou como pai pelo fato de ter alguns problemas de comunicação com seu filho e sim, que ele está passando por mudanças comuns a todos os adolescentes. Nesta fase, todos os filhos, não só o seu, de uma forma ou de outra, expressam sua rebeldia contra os pais.

E essa rebeldia diretamente contra os pais, como se eles fossem os culpados por tudo, eu tenho testemunhado em meus atendimentos de Life Coaching e também vivi pessoalmente com meu filho. Essa situação abala as estruturas de qualquer pai e mãe e colocam em dúvida toda atuação, por melhor que ela seja, mas fique calmo porque no decorrer deste material, existem várias dicas que vão ajudar a administrar esta fase.

A segunda providência é não desistir. Continue buscando diferentes opções de interação com seu filho, continue a observá-lo para perceber as mudanças rápidas que ocorrem com ele e principalmente, continue se observando, ficando sempre alerta aos sinais que ele mesmo emite.

Capítulo II

Como lidar com o adolescente que eu tenho em casa

"Nós nos transformamos naquilo que praticamos com frequência.

A perfeição, portanto, não é um ato isolado. É um hábito."

Aristóteles

Já pensou em negociação? Durante esta fase é muito comum os pais se perguntarem: E agora, o que faço? Parece que não reconheço mais o meu filho. O que aconteceu com ele?

Então alguns pais acham que o filho está agindo desta maneira, influenciado por algum fator externo, como influência de amigos, da internet ou coisa do tipo e a reação natural muitas vezes vem em forma de imposição da autoridade por parte dos pais, em termos de horários, tarefas, atividades, o que pode e não pode fazer, com quem sair, etc. E, mais uma vez, para piorar a situação esta ação dos pais acaba provocando uma reação do filho adolescente que é mais rebeldia, medição de força e até o fazer escondido, pelo simples gosto da contravenção.

Neste ponto, o que eu tenho visto acontecer e que tem obtido mais sucesso, são aqueles pais que ao invés de se render à primeira vontade, que é a imposição, conseguem respirar fundo e partir para a negociação. Por exemplo, se seu filho quer sempre ir ao shopping com os amigos durante a semana, após a escola, negocie o número de vezes por semana que você acha mais conveniente. O mais importante deste processo é o diálogo em torno do tema, com uma análise de prós e contras, e principalmente, que haja um acordo no final, no qual ambas as partes cederam um pouco, mas conseguiram chegar num ponto comum.

Por que o acordo é importante? Porque desta maneira o filho também sai responsável pela execução do combinado, então se algo sair do esquema, ou se ele esquecer de cumprir o combinado, você terá como cobrá-lo, sem ser chato, afinal, o acordo foi estabelecido entre ambos e não determinado somente por você.

Agora não pense que esta conversa será fácil e que seu filho vai aceitar facilmente realizar o acordo. Obviamente ele tentará puxar a sardinha para o lado dele.

Então, recomendo que você se prepare para esta conversa. Lembro-me de preparar muito, quando já sabia que teria uma conversa deste tipo com o meu filho, tanto com informações, porque

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