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O Pensamento Infantil Sobre A Leitura E A Escrita

O Pensamento Infantil Sobre A Leitura E A Escrita

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O Pensamento Infantil Sobre A Leitura E A Escrita

Duração:
81 páginas
1 hora
Editora:
Lançados:
14 de dez. de 2015
ISBN:
9788563654144
Formato:
Livro

Descrição

A partir do questionamento de como a criança constrói seu próprio sistema de escrita e leitura no processo de alfabetização e letramento em uma turma de Primeiro Ano - Alfabetização. O livro busca conceitos e concepções fundamentais ao processo de alfabetização e letramento. Aprofunda uma abordagem, chamando atenção para as concepções que a criança já possui quando entra na escola e algumas pistas sobre a construção do conhecimento. Contemplando a Gênese do Construtivismo, mostrando que, na alfabetização, a criança refaz o caminho percorrido através do avanço das hipóteses.
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14 de dez. de 2015
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9788563654144
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Livro


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O Pensamento Infantil Sobre A Leitura E A Escrita - Clair Clânia Raddatz Beskow

leitura.

CAPÍTULO I

CONCEITOS E CONCEPÇÕES FUNDAMENTAIS

AO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO

A Educação é o processo pelo qual é transmitido, de geração em geração, o acúmulo de conhecimentos. Em outras palavras, é o ato de reproduzir em cada indivíduo a humanidade que é produzida historicamente.

A escola existe, então, para possibilitar o acesso às informações culturais que o indivíduo necessita para fazer parte da espécie humana. Uma escola precisa ser mais que um lugar aprazível, onde se brinca. Deve ser um espaço instigante, educativo, seguro, carinhoso, com professores realmente preparados para acompanhar a criança neste ato intenso e cotidiano de descobertas e de crescimento. Deve propiciar a possibilidade de uma base concreta que influenciará todo o desenvolvimento futuro da criança.

Toda escola de Educação Infantil precisa ter certeza do que quer desenvolver na criança. Para formar uma criança saudável e desenvolver sua capacidade de aprender a aprender, sua capacidade de refletir e constituir as bases de conviver num ambiente democrático, trabalhar atividades que desenvolvam um conjunto de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores apropriados a cada faixa etária.

Até os seis anos, a criança viverá uma das mais complexas fases do desenvolvimento humano, nos aspectos intelectual, emocional, social e motor, fases que serão tanto mais ricas quanto mais qualificadas forem as condições oferecidas pelo ambiente e pelos adultos que a cercam. Em todas as atividades o aluno não é absolutamente aquele aluno passivo, mas um educando participante, ativo no processo de construção do conhecimento.

O papel da escola de Educação Infantil e da Família, nesse início de processo, é vasto e rico: fazer com que a criança leia o mundo e comece a expor suas primeiras palavras e ideias no papel, ainda que não faça de um jeito perfeito, correto, convencional. E isso não é fácil. Exige autoestima, crença em si própria. Ela trocará letras, inverterá sílabas, inventará traçados. Tudo faz parte. Significa que está buscando aproximar-se desse universo simbólico.

Devemos lembrar que a aquisição da leitura e escrita está intimamente ligada aos contatos com o universo escrito desde 0 aos 6 anos. Cada criança é única, fato que precisa ser respeitado por escolas e famílias. A percepção da singularidade da criança é o que dará a medida do tempo apropriado, o que permitirá que não se antecipe nem se adie a alfabetização.

O homem pré-histórico já lia os sinais da natureza e os interpretava, assim como tentava reproduzir mensagens nas pedras e rochas. Isso deu origem aos primeiros pictogramas com intenção expressa de comunicar, embora esses desenhos primitivos não assegurassem uma mensagem precisa para seus semelhantes.

Houve, então, a representação das palavras por meio de desenhos, numa determinada ordem, isto é, havia um significado para cada desenho. Essa tentativa de representar o mundo foi utilizada por diferentes povos, em diferentes épocas. Aos poucos, os sinais desenhados foram perdendo a analogia com o objeto que representavam e evoluíram para outras formas. Os homens encontravam dificuldades: um pictograma não era suficiente para representar toda a riqueza e possibilidade de conceitos. Inicio-se um processo de junção de duas unidades de escrita para representar uma terceira. O mesmo ocorreu com a representação de gestos e outros tipos de analogias, todos com a finalidade de especificar a mensagem.

Ainda assim, havia a dificuldade de representar palavras abstratas e nomes de pessoas. Essas dificuldades só foram superadas quando surgiu a possibilidade de representação escrita da fala. O mesmo pictograma passava a representar o som da palavra a que se referia, por meio de analogia. Assim, o leitor não dispunha mais de uma escrita diretamente ligada ao significado, mas havia um som que, este sim, poderia ter determinado significado.

A escrita pictográfica agora representava os sons da fala, e isso abria caminho para a representação de nomes próprios e de coisas abstratas. Nessa passagem do sistema pictográfico para o sistema fonológico, registrou-se também o uso da sílaba, ainda representada por um pictograma. Por volta de 800 a.C., os gregos introduziram o uso de vogais e conseguiram representar separadamente os elementos componentes de uma sílaba. Surgiu a construção da escrita alfabética, que se mantém até hoje, exceto pela evolução para caracteres latinos.

O homem percorreu um caminho: do desenho inicial das cavernas, passou pela sofisticação da combinação de gestos e sinais nos pictogramas, até desenvolver os símbolos arbitrários totalmente convencionais, que passam como herança cultural de geração em geração.

Historicamente, o conceito de alfabetização se identificou ao ensino-aprendizado da tecnologia da escrita, quer dizer, do sistema alfabético de escrita, o que, em linhas gerais, significa, na leitura, a capacidade de decodificar os sinais gráficos, transformando-os em sons, e, na escrita, a capacidade de codificar os sons da fala, transformando-os em sinais gráficos.

A partir dos anos 1980,

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