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Sistemas elétricos prediais - Instalação

Sistemas elétricos prediais - Instalação

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Sistemas elétricos prediais - Instalação

notas:
2/5 (1 nota)
Duração:
401 páginas
2 horas
Lançados:
5 de nov. de 2015
ISBN:
9788583939733
Formato:
Livro

Descrição

Neste livro, que compõe os cursos do SENAI-SP (técnico, formação inicial e continuada), você vai conhecer normas para instalação predial, diagramas elétricos, leitura e interpretação de projetos de instalações elétricas prediais, ferramentas, equipamentos e segurança para a execução, da instalação de sistemas elétricos, planejamento da instalação, condutores elétricos e de sinais, emendas e conexões de condutores elétricos, montagem de condutos e interligação de dispositivos elétricos.
Lançados:
5 de nov. de 2015
ISBN:
9788583939733
Formato:
Livro

Sobre o autor


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Sistemas elétricos prediais - Instalação - SENAI-SP Editora

Introdução

Você está iniciando o estudo da unidade curricular de Sistemas Elétricos Prediais – Instalação. Isso significa que você, a partir de agora, dará mais um importante passo no sentido de enriquecer tanto seu conhecimento técnico quanto seu futuro profissional.

Você aprenderá a transformar seus conhecimentos básicos sobre eletricidade em procedimentos práticos, aliando os conceitos já aprendidos às novas informações sobre montagem de sistemas dos circuitos elétricos das instalações prediais. Ou seja, vai colocar a eletricidade em ação!

Mas não é só isso! Esta unidade curricular compõe o Módulo Específico I – Instalação de Sistemas Eletroeletrônicos, permitindo que você se prepare para ser um instalador de sistemas eletroeletrônicos e prossiga os estudos dos Módulos Específicos II e III. Assim, você se tornará um técnico em Eletroeletrônica, como mostra a figura a seguir.

Figura 1 – Estrutura curricular do curso Técnico em Eletroeletrônica.

Como você pode ver, embora o caminho seja longo, parte dele já foi percorrida e, daqui para frente, você verá que as informações serão cada vez mais diretamente ligadas às tarefas do seu dia a dia profissional. Isso, com certeza, é muito motivador!

Então, não perca tempo: estude com atenção todos os conteúdos reunidos neste livro, pois eles contribuirão para que você possa:

a. definir sequência de atividades com base na análise da documentação técnica do projeto;

b. preencher orçamento de instalação;

c. identificar necessidades de mão de obra, equipamentos (inclusive EPIs e EPCs), ferramentas e materiais;

d. requisitar equipamentos (inclusive EPIs e EPCs), ferramentas e materiais;

e. instalar sistemas eletroeletrônicos prediais;

f. preencher relatório de instalação;

g. validar instalação de sistemas eletroeletrônicos prediais;

h. registrar, em documentação própria, sugestões de alterações para o projeto conforme as dificuldades identificadas na instalação;

i. registrar dados coletados nos processos de instalação e validação.

Para obter os subsídios necessários ao desenvolvimento dessas capacidades técnicas, veja o que você irá estudar em cada um dos capítulos deste livro:

a. capítulo 1: trata das normas brasileiras para instalações prediais que você deve conhecer antes de executar o serviço e consultar sempre que necessário;

b. capítulo 2: aborda diagramas de circuitos elétricos, que são representações dos circuitos que você instalará;

c. capítulo 3: abrange a leitura e a interpretação dos projetos de instalação elétrica, afinal é com base neles que você planejará e executará seu trabalho;

d. capítulo 4: trata das ferramentas e dos equipamentos necessários à instalação elétrica predial, incluindo aqueles destinados à proteção individual e coletiva, tão importantes nos serviços em eletricidade;

e. capítulo 5: aborda o planejamento da instalação, de modo a obter os melhores resultados na realização de suas atividades;

f. capítulo 6: traz o estudo dos tipos de condutor elétrico e de sinal, suas características físicas e aplicações;

g. capítulo 7: apresenta os tipos de emendas e conexões de condutores elétricos e os procedimentos envolvidos no uso desses componentes;

h. capítulo 8: trata dos condutos e indica como realizar sua instalação;

i. capítulo 9: mostra como interligar dispositivos elétricos e de sinais, por exemplo, tomadas e plugues, interruptores e luminárias;

j. capítulo 10: traz os componentes mais utilizados em automação predial quanto ao conforto, à praticidade e à economia ao morador; k. capítulo 11: abrange os componentes mais utilizados em automação predial quanto à segurança pessoal e patrimonial, como é o caso da central de alarme;

l. capítulo 12: trata da instalação e montagem dos quadros de distribuição de luz e força (QDLF) e padrão de entrada, conhecidos como quadros de medição;

m. capítulo 13: aborda um item imprescindível nas instalações elétricas prediais, o aterramento: o que é, para que serve e como fazer;

n. capítulo 14: mostra como validar uma instalação elétrica de acordo com as exigências das normas relacionadas.

Ao realizar os estudos, tenha sempre em mente que não basta ter conhecimentos técnicos e colocá-los em prática; é preciso também realizar suas atividades de maneira limpa e organizada, assumindo responsabilidades com relação à qualidade, à segurança e ao meio ambiente.

Você deve estar ansioso para começar os estudos. Então, mãos à obra!

1. Normas para instalação predial

O que é normalização?

Normas técnicas brasileiras

Se alguém convidá-lo para uma partida de um jogo qualquer cujas regras você desconhece, a sua primeira pergunta, com certeza, será: Como se joga isso?

Essa pergunta é feita porque você sabe que, se não conhecer as regras, não terá nenhuma chance de ganhar o jogo.

Por mais incrível que isso possa parecer, muitos profissionais brasileiros, das mais diversas áreas, fazem isso diariamente: entram no jogo sem conhecer as regras.

Nesta altura, você já deve estar se perguntando: Mas o que eu, que estou estudando instalações elétricas prediais, tenho a ver com isso?

Muita coisa! Vamos começar do início, isto é, ensinando a você as regras do jogo das instalações elétricas prediais, que são estabelecidas pelas normas técnicas.

Esse é o assunto deste capítulo.

Após o estudo, esperamos que você seja capaz de:

a. conhecer e aplicar as normas referentes aos trabalhos realizados em uma instalação elétrica predial;

b. identificar os símbolos empregados em instalações elétricas prediais;

c. conhecer e aplicar as regras de segurança e saúde para o trabalhador da área de Eletricidade ao efetuar uma instalação elétrica predial de baixa tensão.

O campeonato está apenas começando. Muito estudo e dedicação serão necessários para que você ganhe esta partida inicial. Vamos a ela!

O que é normalização?

Vivemos cercados por normas: de convivência, de linguagem, de padrões de comportamento. Afinal, dizer bom dia!, por favor!, muito obrigado! são expressões que devemos sempre usar e que fazem parte das normas da boa educação.

Viver em comunidade exigiu de nós, seres humanos, o estabelecimento desses tipos de regras.

Figura 2 – Seguir normas de boa convivência melhora o ambiente de trabalho.

A industrialização, atividade econômica que mudou totalmente nossas vidas nos últimos duzentos anos, exigiu o uso de critérios de padronização para facilitar a fabricação, o armazenamento e a comercialização dos produtos. Por exemplo: imagine como seria se cada fabricante resolvesse fabricar lâmpadas cujas roscas tivessem medidas diferentes daquelas fabricadas pelos seus concorrentes?

A padronização foi o primeiro passo para a normalização, e esta nada mais é do que um conjunto de critérios estabelecidos entre as partes interessadas, ou seja, técnicos, engenheiros, fabricantes, consumidores e instituições. As finalidades da normalização são:

a. padronizar o produto;

b. simplificar processos produtivos;

c. garantir produtos e serviços confiáveis para o usuário.

Do processo de normalização surgem as normas, que são documentos com informações técnicas para uso de fabricantes e consumidores. As normas são elaboradas com base nas experiências e nos avanços tecnológicos da indústria. As normas englobam assuntos referentes à terminologia, aos glossários de termos técnicos¹, aos símbolos e aos regulamentos de segurança, entre outros aspectos.

Atualmente, os objetivos da normalização referem-se aos fatores listados a seguir:

a. simplificação – limitar e reduzir a fabricação de variedades desnecessárias de um produto;

b. comunicação – estabelecer linguagens comuns que facilitem o processo de comunicação entre fabricantes, fornecedores e consumidores;

c. economia global – criar normas técnicas internacionais que permitam o comércio de produtos entre países;

d. segurança – proteger a saúde e a vida humana;

e. proteção dos direitos do consumidor – garantir a qualidade do produto comercializado e do serviço prestado.

Normas técnicas brasileiras

O atual modelo brasileiro de normalização foi implementado a partir de 1992 e tem o objetivo de descentralizar e tornar mais rápida a elaboração de normas técnicas. Para isso, foram criados:

a. o Comitê Nacional de Normalização (CNN), que tem a função de estruturar o sistema de normalização;

b. o Organismo de Normalização Setorial (ONS), que tem como objetivo agilizar a criação de normas específicas para setores. Para que um ONS possa elaborar normas de âmbito nacional, deve se credenciar e ser supervisionado pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

A ABNT é uma entidade privada sem fins lucrativos. Sua responsabilidade é coordenar, orientar e supervisionar o processo de elaboração de normas no Brasil, bem como editar e registrar as normas existentes (NBRs).

Para que os produtos brasileiros sejam aceitos no mercado internacional, as normas da ABNT são elaboradas, de preferência, segundo diretrizes e instruções de associações internacionais de normalização, como estas:

a. International Standard Organization (ISO), com sede em Genebra, na Suíça, que significa Organização Internacional para Padronização;

b. International Eletrotechnical Commission (IEC) ou, em português, Comissão Internacional de Eletrotécnica.

A ABNT é responsável pela elaboração de normas de procedimento, especificação, padronização, terminologia, classificação, métodos de ensaio e simbologia em diversas áreas de atuação.

SAIBA MAIS

Para saber sobre elaboração de normas técnicas, visite o site da ABNT: <http://www.abnt.org.br>.

Para quem tem leitura em inglês, há também o site da ISO e da IEC:

<http://www.iso.org/iso/home.html>

<http://www.iec.ch/>

Normas para as áreas de Eletricidade e Eletrônica

Para existir, uma norma percorre um longo caminho. Na área da Eletricidade, ela é discutida inicialmente no Comitê Brasileiro de Eletricidade (COBEI).

O COBEI tem diversas comissões de estudos formadas por técnicos que se dedicam aos assuntos específicos que fazem parte de uma norma. Para elaborar a norma, os profissionais, muitas vezes, adotam como referência um documento básico sobre o tema produzido pelo IEC. Como esse documento é elaborado por uma comissão internacional, ele precisa ser adaptado para poder ser utilizado no Brasil.

Feitos os estudos, um projeto de norma é obtido. Ele recebe um número da ABNT, é votado por seus sócios e retorna à comissão técnica do COBEI, que pode aceitar ou não as alterações propostas na votação.

Se aprovado, o projeto transforma-se em norma da ABNT. Esta, em seguida, é encaminhada ao Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (INMETRO), um órgão federal ligado ao Ministério da Justiça.

VOCÊ SABIA?

A certificação de produtos que apresentam riscos de segurança ao usuário final, como interruptores, plugues e tomadas, passou a ser obrigatória em 2001. O certificado de conformidade deve conter número de série e lote do material, nome do fabricante, nome do laboratório de ensaio e número das normas aplicáveis.

SAIBA MAIS

Visite o site do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (INMETRO): <http://www.inmetro.gov.br>. Ele contém informações importantes para você, como consumidor e como profissional, e também para os profissionais dos mais diversos ramos tecnológicos.

No INMETRO, a norma recebe uma classificação e é oficialmente registrada. A norma pode ser uma:

a. 1 – NBR1, o que a torna obrigatória ;

b. 2 – NBR2, chamada de referendada e obrigatória para órgãos públicos;

c. 3 – NBR3, chamada de registrada e que pode ou não ser seguida tanto por órgãos públicos como por empresas privadas.

O organograma simplificado da ABNT, mostrado a seguir, representa as instâncias hierárquicas pelas quais passam uma norma até que seja aprovada.

Figura 3 – Organograma simplificado das instâncias de normalização.

Periodicamente as normas devem ser revistas. Em geral, a revisão deve ocorrer em intervalos de cinco anos. Todavia, o avanço tecnológico pode determinar que algumas normas sejam revistas em menores intervalos de tempo.

O eletricista, o eletrotécnico, o engenheiro eletricista, ou seja, todos os profissionais da área da Eletricidade, devem conhecer e utilizar simbologias de acordo com as normas vigentes, já que seu uso padroniza e facilita a interpretação de esquemas ou circuitos elétricos de qualquer instalação predial e residencial. Isso garante a qualidade e a segurança do trabalho realizado e/ou do serviço prestado.

Normas técnicas para o eletricista predial

Você, como eletricista de instalações prediais, precisa conhecer muito bem as normas que orientam suas atividades. Por isso, preparamos este tópico, que contém um resumo das normas que você usará no seu dia a dia. Acompanhe!

ABNT – NBR 5410:2004 – Instalações elétricas de baixa tensão

Revisada e em segunda edição desde 30/09/2004 e válida a partir de 31/03/2005, esta norma estabelece as condições às quais as instalações de baixa tensão devem atender, a fim de garantir seu funcionamento adequado, a segurança das pessoas e dos animais domésticos e a conservação de bens. É aplicada para instalações elétricas de baixa tensão, ou seja, inferiores a 1.000 V em corrente alternada, com frequência menor que 400 Hz, ou inferiores a 1.500 V em corrente contínua.

ABNT – NBR 5444:1989 – Símbolos gráficos para instalações elétricas prediais

Estabelece símbolos gráficos para projetos de instalações elétricas prediais.

NBR 5410 – Instalações elétricas de baixa tensão

Descreve dispositivos de segurança que devem ser utilizados em uma instalação, cores de condutores e taxa de ocupação dos eletrodutos. Deve ser consultada sempre que um profissional da área da Eletricidade for projetar, adequar ou efetuar uma instalação elétrica predial ou residencial de baixa tensão.

Esta norma se aplica às instalações elétricas de:

a. edificações residenciais, comerciais e pré-fabricadas;

b. estabelecimentos industriais, de uso público, agropecuários e hortigranjeiros;

c. reboques de acampamentos (traillers) , locais de acampamentos (campings) , marinas e instalações análogas;

d. canteiros de obra, feiras, exposições e outras instalações temporárias.

Esta norma também se aplica às instalações novas e às reformas em instalações existentes.

NBR 5444 – Símbolos gráficos para instalações elétricas prediais

Estabelece símbolos gráficos referentes a projetos de instalações elétricas prediais, como já foi visto na unidade curricular de Leitura e Interpretação de Desenho Técnico. É importante que o profissional da área da Eletricidade conheça esses símbolos para que possa fazer plantas elétricas prediais novas e/ou adequações ou reparos em instalações existentes.

NR 10 – Segurança em instalações e serviços em eletricidade

A Norma Regulamentadora nº 10, mais conhecida por sua sigla – NR 10 – estabelece requisitos e condições mínimas para a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos, de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores que, direta ou indiretamente, interajam em instalações elétricas e serviços com eletricidade. Esta norma foi revisada por uma comissão tripartite, formada por representantes dos sindicatos dos eletricitários, das empresas distribuidoras de energia elétrica e do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Ela se aplica às fases de geração, transmissão, distribuição e consumo de energia elétrica, às etapas de projeto, construção, montagem, operação e manutenção das instalações elétricas e também a quaisquer trabalhos realizados nas proximidades da rede elétrica. Juntamente a esta norma, devem-se observar as normas técnicas oficiais.

VOCÊ SABIA?

Todos os trabalhadores que, direta ou indiretamente, interajam em instalações elétricas e serviços com eletricidade devem obrigatoriamente cumprir a NR 10. Para isso, os trabalhadores autorizados, ou seja, aqueles que possuem autorização formal da empresa para atuar na área da Eletricidade, devem receber treinamentos

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