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Sistemas mecânicos de motocicletas

Sistemas mecânicos de motocicletas

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Sistemas mecânicos de motocicletas

notas:
3/5 (1 nota)
Duração:
214 páginas
1 hora
Lançados:
8 de dez. de 2015
ISBN:
9788583935353
Formato:
Livro

Descrição

A história das motocicletas, alguns dos modelos já fabricados, os tipos e componentes dos motores, seu funcionamento e procedimentos de manutenção são estudados nesta publicação. São apresentados os tipos de chassi, os detalhes dos sistemas de freios, o sistema de direção e suspensão, tipos de amortecedores, especificação técnica dos pneus, a divisão do sistema de transmissão. O livro descreve também o sistema de alimentação de combustível, a composição do sistema de ignição, como funciona o sistema de lubrificação e arrefecimento, diagrama elétrico, baterias e sistema de sinalização e iluminação.
Lançados:
8 de dez. de 2015
ISBN:
9788583935353
Formato:
Livro

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Sistemas mecânicos de motocicletas - SENAI-SP Editora

1. História das motocicletas

A motocicleta no Brasil

A história das motocicletas teve início em meados do século IX, quando ainda se usava motor a vapor como propulsor desse veículo. Já no final do século XIX surgiram as primeiras produções de motocicletas na Europa com motor de combustão interna.

Figura 1 – Primeira motocicleta com motor de combustão interna fabricada na Alemanha por Gottlieb. Daimler, em 1885.

A primeira fábrica de motocicletas foi a Hildebrandt & Wolfmüller, inaugurada em 1894, na Alemanha. Outras tantas se espalharam pela Europa e pelos Estados Unidos no início do século XX.

Figura 2 – Neckarsülm alemã de 1906, a motocicleta mais antiga na exposição do Museu Histórico da Alemanha.

A motocicleta no Brasil

A partir do início do século XX, muitas motos europeias e norte-americanas começaram a chegar ao Brasil, enquanto os modelos japoneses chegaram no fim da década de 1930.

A primeira moto fabricada no Brasil foi a Monark. Nesse mesmo período, surgiram em São Paulo as motonetas Lambreta, Saci e Moskito; no Rio de Janeiro, a Isso passou a ser fabricada com um motor italiano de 150 cm³, já a Vespa a Gulliver possuíam um ciclomotor.

Na década de 1970, o motociclismo ressurgiu com força com a importação de motos japonesas (Honda, Yamaha e Suzuki) e italianas. Iniciou-se também a produção das brasileiras FBM e a AVL. No fim dos anos 1970, início dos 1980, vieram para o Brasil várias montadoras, como a Honda, Yamaha, Piaggio, Brumana, Motovi (nome usado pela Harley-Davidson na fábrica do Brasil), Alpina etc. No mesmo ano, porém, anos 1980 observou-se uma retração no mercado quando várias montadoras fecharam as portas. Nesse momento, foi fabricada a maior motocicleta do mundo, a Amazonas, que tinha motor Volkswagen de 1.600 cm³.

2. Tipos de motocicletas

Ciclomotores

Motoneta, lambreta e scooter

Motos de alta performance

Custom

Roadsters

Chopper

Big trail

Street

Off-road

Neste capítulo, serão apresentados alguns modelos de motocicletas já fabricados.

Ciclomotores

Tipo de bicicleta motorizada capaz de atingir, no máximo, 50 km/h, com motor monocilíndrico de aproximadamente 50 cc. Sua transmissão possui embreagem centrífuga, que alonga a relação de acordo com a rotação do motor.

Figura 1 – Ciclomotor.

Motoneta, lambreta e scooter

São motocicletas nas quais o condutor condiciona suas pernas para frente. Possuem rodas pequenas e não há necessidade de usar os pés para a troca de marchas, porque possui câmbio automático CVT (transmissão continuamente variável) de correia dentada com polias variáveis.

Figura 2 – Motoneta.

Motos de alta performance

São consideradas de alta performance as motocicletas com motores a partir de 600 cilindradas, preferencialmente com 4 cilindros, o que permite maior aceleração. Algumas alcançam velocidades superiores a 300 km/h. Em geral, possuem sistemas que favorecem o máximo desempenho, com discos de freio duplos, quadros fabricados em materiais leves, design esportivo, avanços com posição de pilotagem baixa, escapes com ruído esportivo, carenagem para reduzir a resistência com o ar e pneus largos, que permitem uma boa área de contato com o solo.

Figura 3 – Moto de alta performance.

Custom

São motos indicadas para uso em estradas, que não priorizam a velocidade, mas o conforto. A altura do banco é baixa e as pedaleiras são avançadas, de forma a proporcionar uma posição confortável para pilotagem. Esse tipo de motocicleta pode ser encontrado com motores pequenos, desde 125 cm³ até mais de 1.800 cm³. Quanto maior o motor utilizado, menor é a necessidade de giro para se manter em velocidade, proporcionando menos vibração e, consequentemente, maior conforto.

Figura 4 – Custom.

Roadsters

São motos que aliam o visual e a posição de pilotagem das custom com o alto desempenho das motos de alta performance.

Figura 5 – Roadster.

Chopper

São motos derivadas das custom e personalizadas. Em geral, há diferença na posição do tanque, que é alto na frente e baixo atrás, formando uma linha com o eixo da roda traseira. O garfo da frente tem um ângulo de inclinação maior em relação ao motor, o que acarreta um comprimento também maior na distância entre eixos. Seu visual é bastante despojado e agressivo, contudo, possui característica limitada principalmente em relação à estabilidade.

Figura 6 – Chopper.

Big trail

São motos com cilindrada geralmente a partir de 600 cc, motorização robusta, estilo de pilotagem bem confortável. É um tipo de motocicleta intermediário entre as street e off-road. Geralmente são utilizadas para viagens longas, pois acomodam bem o acompanhante e as bagagens.

Figura 7 – Big trail.

Street

As streets são motos para serem utilizadas no trânsito urbano, geralmente entre 125 e 500 cilindradas. A posição de pilotagem é sentada, com os pés apoiados nas pedaleiras. Apresentam desenho simples, com banco para garupa, sem muitos acessórios, e permitem a utilização entre os veículos nas vias urbanas (corredores).

Figura 8 – Street.

Off-road

As motos off-road possuem diversas variantes: motocross/supercross, enduro, cross-country, raids e trail. Os pneus são específicos, geralmente para tração na terra, e as rodas são maiores para transpor obstáculos com maior facilidade. A suspensão possui um curso total maior, sendo mais alta em relação ao solo de forma a absorver impactos e não os transmitir ao piloto. O visual geralmente é despojado, com desenho rústico e/ou agressivo, sem acessórios que possam ser danificados quando a moto for utilizada em trilhas. Possuem também uma relação de marchas curtas e rápidas acelerações, com motores que variam entre de 125 cilindradas a 600 cilindradas, ou mais.

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