Aproveite milhões de e-books, audiolivros, revistas e muito mais, com uma avaliação gratuita

Apenas $11.99 por mês após o período de teste gratuito. Cancele quando quiser.

O que é célula-tronco
O que é célula-tronco
O que é célula-tronco
E-book83 páginas56 minutos

O que é célula-tronco

Nota: 0 de 5 estrelas

()

Sobre este e-book

Este livro é uma condição oportuna e indispensável ao enriquecimento de um dos temas contemporâneos mais desafiadores envolvendo a ciência: o uso das células-tronco embrionárias.

A autora aborda o tema com um enfoque abrangente e integrador, descrevendo e analisando a forma histórica e social assumida, até o presente, pelo dilema que fervilha a cada dia nas páginas dos jornais do mundo todo.

Analisa uma a uma as justificações presentes nas numerosas visões em confronto, prudentemente tentando manter a devida distância dos indisfarçáveis interesses em jogo.
IdiomaPortuguês
Data de lançamento8 de set. de 2017
ISBN9788511350579
O que é célula-tronco
Ler a amostra

Relacionado a O que é célula-tronco

Ebooks relacionados

Categorias relacionadas

Avaliações de O que é célula-tronco

Nota: 0 de 5 estrelas
0 notas

0 avaliação0 avaliação

O que você achou?

Toque para dar uma nota

A avaliação deve ter pelo menos 10 palavras

    Pré-visualização do livro

    O que é célula-tronco - Marília Bernardes Marques

    autora

    Apresentação

    O que é célula tronco?

    Marília Bernardes Marques

    Na atualidade, na pesquisa biomédica e na medicina, é atribuído grande potencial ao uso de células-tronco. Quando, porém, são empregadas células de origem embrionária ou a denominada clonagem terapêutica em humanos, esse aproveitamento eventual, do ponto de vista moral, tem-se revelado extraordinariamente controvertido. Isso acontece porque em cada país, além dos aspectos científicos, o debate sobre a legitimidade e a viabilidade de incorporação de novas tecnologias sempre é direcionado pelos valores culturais locais predominantes e pelos diversos interesses implicados, em especial os religiosos e os de ordem econômica.

    Acredito que, ao agregar esse tema à série Coleção Primeiros Passos – uma enciclopédia crítica,– a Editora Brasiliense está oferecendo a seus leitores uma contribuição oportuna e indispensável ao enriquecimento deste que se tornou o mais desafiador entre os debates mundiais contemporâneos envolvendo a ciência: o uso das células-tronco embrionárias. Neste volume procurei abordar o tema com um enfoque abrangente e integrador, descrevendo e analisando a forma histórica e social assumida, até o presente, pelo dilema que fervilha a cada dia nas páginas dos jornais do mundo todo. Analiso uma a uma as justificações presentes nas numerosas visões em confronto, prudentemente tentando manter a devida distância dos indisfarçáveis interesses em jogo.

    Introdução

    Células-tronco são as primeiras células que surgem na estruturação de um novo organismo. Sendo primordiais, são ainda completamente indiferenciadas, ou seja, têm plena capacidade de se diferenciarem em qualquer outro tipo de célula. As células-tronco são, de fato, extraordinárias: são as grandes precursoras que construirão as pontes entre o ovo fertilizado, que é a nossa origem, e a arquitetura complexa na qual nos tornamos. Dito de outra forma, as cerca de 75 trilhões de células que constroem um corpo humano derivam das células-tronco e também, à medida que crescemos e envelhecemos, são elas que repõem os tecidos danificados ou enfermos. Graças a essa habilidade, atuam como um verdadeiro sistema reparador do corpo, fazendo a substituição de células ao longo de toda a vida de um organismo.¹;²

    É precisamente essa habilidade que a ciência, no presente, anseia por desvendar, para ter controle crescente sobre a atividade das células-tronco. Através da pesquisa científica, o ser humano procura avidamente decifrar todos os detalhes dessa capacidade fantástica das células-tronco de agir como células-mãe ou mestras, determinando e controlando o processo de geração de aproximadamente 200 tipos celulares diferentes que formam os diversos órgãos e tecidos humanos.

    Os pesquisadores supõem que essas células possuem um potencial revolucionário capaz de mudar a face da doença humana, se puderem usá-las para reparar tecidos específicos ou mesmo para fazer crescer órgãos. Isso ocorrerá somente quando, através das pesquisas, forem suficientemente conhecidos os mecanismos que regem o funcionamento de diversos processos intracelulares. Só então será possível intervir sobre as células-tronco em busca de usos terapêuticos mais eficazes e seguros para doenças diversas. Com essa expectativa em mente e tomando por base a potência para derivar outras células, os cientistas estabelecem as seguintes categorias de células-tronco:

    Totipotentes: são as primeiras células que resultam da fusão do óvulo com o espermatozoide, ou seja, as células que derivam das primeiras divisões do óvulo fertilizado e podem originar qualquer tipo de célula, sem exceção.

    Pluripotentes: são as descendentes das primeiras células totipotentes e também podem dar origem a qualquer tipo de célula, à exceção das próprias células totipotentes.

    Multipotentes: são capazes de produzir apenas as células de uma mesma família de células, por exemplo, células brancas e vermelhas do sangue e plaquetas.

    Unipotentes: produzem apenas um tipo de células, mas têm a propriedade de se auto-renovar, o que as distingue das células que não são células-tronco.

    As células-tronco também são divididas pelos pesquisadores em categorias de acordo com a fonte de onde são obtidas: Cordão umbilical: são células que estão presentes no sangue da placenta e do cordão umbilical, logo após o nascimento. Desde 1988 essas células têm sido usadas para tratar de muitos problemas, sobretudo em crianças com a doença de Gunther, as síndromes de Hunter, de Hurler e a leucemia linfocítica aguda. Esse uso se tornou tão comum que hoje existem muitos bancos de armazenamento de sangue de cordão umbilical.

    Adultas: apropriadamente, são chamadas também de células somáticas (do grego, que significa soma, corpo), porque não necessariamente são coletadas em um corpo adulto e podem vir de uma criança ou do sangue do cordão umbilical. São encontradas no meio das células já diferenciadas de um tecido específico, mas são células indiferenciadas, sendo, a maioria delas, do tipo multipotente. Encontram-se presentes em todos os tecidos e parecem sobreviver a longos períodos de tempo e a condições adversas. Já são usadas em tratamentos para diversas doenças e condições especiais.

    Embrionárias: para poder ser cultivadas, são extraídas de uma massa interna de células indiferenciadas que

    Está gostando da amostra?
    Página 1 de 1