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Trampolim para o Espaço: Meio século de contribuições da Barreira do Inferno para o desenvolvimento do Programa Espacial Bras

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Trampolim para o Espaço: Meio século de contribuições da Barreira do Inferno para o desenvolvimento do Programa Espacial Bras

Duração:
265 páginas
1 hora
Editora:
Lançados:
21 de out. de 2020
ISBN:
9788591995813
Formato:
Livro

Descrição

Trampolim para o Espaço é resultado das pesquisas históricas que remonta e divulga a história do Programa Espacial Brasileiro e do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno.
Editora:
Lançados:
21 de out. de 2020
ISBN:
9788591995813
Formato:
Livro

Sobre o autor


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Trampolim para o Espaço - Keble Rolim

Finais

TÚNEL DO TEMPO

O norte americano Walter Hinton e o cearence Euclides Pinto Martins, piloto e copiloto do hidroavião Sampaio Correia II, a primeira areronave a voar sobre o Rio Grande do Norte

Foi com um estrondoso repicar dos sinos das igrejas que Natal recebeu a notícia da partida daquela nave do arquipélago de Fernando de Noronha. Logo o comércio, as repartições públicas e as escolas fecharam suas portas e uma multidão, calculada em 10.000 pessoas, se aglomerou desde o Cais da Tavares de Lira até a então conhecida praia da Limpa, onde atualmente se localizam as áreas do prédio histórico da Rampa, o Iate Clube de Natal e as dependências do 17º Grupamento de Artilharia de Campanha.

O hidroavião sobrevou a cidade e seguiu em direção a região do atual bairro de Igapó, retornando na direção do porto.

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Capitão Carlo Del Prete

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Santa Maria

Apesar de toda pompa e circunstância com que o aviador foi recebido em Natal, De Pinedo parecia cansado e com aspecto carrancudo. Mesmo sem externar maiores emoções típicas dos latinos, em um banquete oferecido pelo governo estadual, ergueu um brinde de agradecimento à acolhida efetuada pelos natalenses, à figura heróica do aviador potiguar Augusto Severo e comentou entre outras palavras que Natal seria a mais extraordinária estação de aviação do mundo

De Pinedo foi o primeiro aviador a se pronunciar publicamente sobre a positiva condição da qual Natal possuía para a aviação mundial, tendo esse pronunciamento repetido em diversos jornais nacionais e estrangeiros.

A vinda de De Pinedo a Natal tornou conhecida a capital potiguar no cenário da aviação mundial e mostrou ao co-piloto e navegador Carlo Del Prete que nessa cidade havia um ponto seguro para receber qualquer aeronave que desejasse se aventurar a cruzar o vasto Oceano Atlântico.

Vinte dias após a passagem do Santa Maria, a cidade de Natal que recebeu outro raid histórico. Um hidroavião bimotor, modelo alemão Dornier DO J Wall, batizado como Argos. A nave, pertencia ao governo português era pilotada por José Manuel Sarmento de Beires, um major do exército, que tinha como auxiliares os militares e patrícios Jorge de Castilho e Manuel Gouveia.

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Da esquerda para direita temos Sarmento de Beires, Castilho e Gouveia, os portugueses do Argos

Seu feito foi ter realizado a travessia Atlântica à noite. Decolaram de Bolama, na atual Guiné Bissau, às 17 horas do dia 12 de março de 1927, e pousaram em Fernando de Noronha na manhã do dia 18, uma sexta feira, por volta das 10h15min. A parada no arquipélago foi rápida e às 12h55min o hidroavião português já evoluía várias vezes sobre Natal. Depois amerrissaram no rio Potengi e prenderam seu hidroavião Argos em bóias defronte à pedra do Rosário.

Foram recebidos com muita atenção pela população de Natal. Os aviadores lusos estiveram em várias recepções, sendo a mais importante no palacete do comerciante Manoel Machado, o mais abonado da cidade naquela época e nascido em Portugal. No domingo, dia 20 de março, pelas oito da manhã, o Argos partiu. Em Recife, em uma entrevista ao Diário de Pernambuco, Beires declarou que Natal era um excelente ponto para aviação.

Dia 20 de março de 1927. No mesmo dia da partida do Argos, mas por volta das quatro da tarde, de uma maneira um tanto surpreendente para grande parte da população de Natal, surgem sobre as dunas do Tirol três hidroaviões monomotores pintados de azul escuro e amarelo. Realizaram um vôo a 300 metros de altitude sobre a Natal de pouco menos de 40.000 habitantes e amerrissaram tranquilamente no rio Potengi. Era a esquadrilha comandada pelo Major Herbert Arthur Dargue, que havia partido dos Estados Unidos ainda no ano anterior e percorria toda a costa da América Latina.

Oficialmente a esquadrilha era denominada Pan American Goodwill Flight e sua equipe original era composta, além do Major Herbert Arthur Dargue, de três capitães e seis primeiros tenentes. Todos vinham acomodados em cinco hidroaviões modelo Loening OV-1 e cada aeronave havia sido batizada com o nome de uma grande cidade americana.

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Major Herbert Arthur Dargue

Haviam partido de Kelly Field, no Texas, no dia 21 de dezembro de 1926 e progrediram de forma relativamente lenta em direção sul. Tinham como missão, levar mensagens de amizade dos Estados Unidos para os governos e os povos latino-americanos, promover a aviação comercial dos Estados Unidos na região e forjar rotas de navegação aérea através das Américas.

Na edição de 22 de março de 1927 do jornal A Republica, o Major Dargue foi entrevistado e declarou entre outras coisas que Natal era um ponto ideal para a aviação. Para ele, a posição geográfica da cidade, o clima e a condição do rio Potengi para os hidroaviões contribuíram para que a capital potiguar viesse a ser

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Hidroavião da esquadrilha Dargue

Necessariamente, uma base intercontinental de aviação mundial.

Em pouco mais de 15 anos, com a implantação da grande base americana de Parnamirim Field, as palavras do Major Dargue tornaram-se verdadeiras.

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General Ira C. Eacker, comandante da 8th Air Force, a grande força de bombardeiros americanos baseados na Inglaterra durante a II Guerra. Era um dos membros da Esquadrilha Dargue e esteve em Natal em 1927

Interessante comentar que dois dos comandados de Dargue que estiveram em Natal, o então Capitão Ira Clarence Eaker e o Primeiro Tenente Muir Stephen Fairchild, se tornaram oficiais generais de extrema relevância durante a Segunda Guerra Mundial. O primeiro foi comandante da 8º Força Aérea de bombardeiros, de onde pertenciam muitos dos quadrimotores B-17 e B-24 que passaram por Natal a caminho de bases na Inglaterra, de onde atacavam com suas bombas o coração do Terceiro Reich. Já o outro foi um renomado membro da Divisão de Planos Estratégicos em Washington, um dos grandes planejadores das ações aéreas americanas e que certamente deve ter opinado sobre a construção de uma grande base aérea em Natal durante aquele conflito.

Dia 17 de julho de 1927 Partindo de Alagoas, Paul Vachet, acompanhado de Dely e Fayard, chegou a Natal, cidade, em um Breguet da Latecoère da Companhia francesa de aviação, e aterrissou na Praia da Redinha. Por não encontrar local melhor, por si tratar de um biplano terrestre, ou um aeroplano, somente podia aterrizar em campo apropriado que não existia ainda na em busca de fixar-se na cidade, a fim de tentar o salto á África, e com isso conseguir o privilégio de um convênio com o governo para fazer o transporte do correio internacional, de vez que aos alemães haviam conseguido o mesmo no sul do país.

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No centro da foto vê o general Muir S. Fairchild, membro da Divisão de Planos Estratégicos em Washington durante a II Guerra e outro membro da Esquadrilha Dargue em Natal no ano de 1927

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Paul Vachet no centro da foto

Paul Vachet, por indicação do então Capitão Luiz Tavares Guerreiro, conheceu o local no

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