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Planejamento para estruturação de franquias

Planejamento para estruturação de franquias

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Planejamento para estruturação de franquias

Duração:
105 páginas
1 hora
Editora:
Lançados:
7 de out. de 2016
ISBN:
9788595130012
Formato:
Livro

Descrição

O sistema de franquias destaca-se como uma estratégia de expansão muito eficiente para empresas que desejam ampliar sua área de atuação. Este sistema dispõe de alguns atrativos para novos investidores: a maior probabilidade de sucesso, o fornecimento da estrutura de processos, suporte e treinamento são algumas das principais vantagens percebidas por empresários que optam pela abertura de uma unidade franqueada. Este estudo tem como principal objetivo propor uma metodologia para estruturação de redes franqueadoras, garantindo a manutenção dos padrões e processos operacionais e gerando maiores possibilidades de sucesso para o negócio. Inicialmente, realizou-se a análise bibliográfica do sistema de franchising e sua evolução no mercado. Em seguida, realizou-se um estudo de caso em uma empresa de consultoria para a definição de diferentes etapas a serem desenvolvidas para a criação de uma rede franqueadora. Estas etapas foram descritas detalhadamente a fim de orientar aqueles com o objetivo expandir seus negócios por meio do franchising. Como resultado, verificou-se que é possível aplicar uma metodologia padrão como fonte de orientação para o desenvolvimento de redes, com base no segmento de franquias, a fim de garantir a execução de todas as ações imprescindíveis ao bom funcionamento do negócio no futuro.
Editora:
Lançados:
7 de out. de 2016
ISBN:
9788595130012
Formato:
Livro


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Planejamento para estruturação de franquias - Camila Dalmolin Ciccarelli

marca.

1 CARACTERÍSTICAS DO SISTEMA DE FRANQUIAS NO BRASIL

A franqueadora geralmente oferece serviços de consultoria que incluem o auxílio na seleção e negociação do ponto comercial, programas de treinamento para funcionários – operacional - e para responsáveis pela gestão da unidade, além do fornecimento de manuais de operações padrão, que deverão ser cumpridos pelo franqueado (RUBIN, 1978). Outros pontos de auxílio fornecidos pelo franqueador incluem o investimento no marketing para a rede – que beneficiam franqueados – e serviços de auxílio para adaptação do layout do ponto escolhido, a fim de manter a identidade visual da unidade.

Por outro lado, o franqueado terá como parte de sua responsabilidade o pagamento de uma taxa de franquia, para a entrada no sistema, além de porcentagens mensais sobre as vendas – ou royalties –, assim como as taxas de publicidade para o franqueador, que podem ser cobradas (NORTON, 1988).

O relacionamento existente no sistema de franquias se dá entre pessoas – franqueadores, que detém os direitos da marca, e franqueados, que remuneram a franqueadora para utilizar sua marca. Por esse motivo, o sistema é caracterizado por uma forte relação de interdependência, onde o bem comum é priorizado, e quando há ganhos por parte do franqueado, consequentemente o franqueador também ganhará. (FERRO, 2014).

A legislação brasileira que controla o mercado de franquias está centrada na Lei no 8.955, de Dezembro de 1994. Segundo a lei, uma franquia empresarial:

É o sistema pelo qual o franqueador cede ao franqueado o direito de uso de marca ou patente, associado ao direito de distribuição exclusiva ou semi exclusiva de produtos ou serviços e, eventualmente, também ao direito de uso de tecnologia de implantação e administração de negócio ou sistema operacional desenvolvidos ou detidos pelo franqueador, mediante remuneração direta ou indireta, sem que, no entanto, fique caracterizado vínculo empregatício.

Um dos principais pontos a ser considerado, quando são levantadas vantagens e desvantagens para o sistema de franquias, relaciona-se à referência: franqueador ou franqueado. De acordo com Leite (1991), para o franqueador, algumas das principais vantagens incluem a expansão com capital de terceiros e de forma mais rápida, o aumento na participação no mercado, a publicidade mais robusta e, como ponto principal, o aumento de rentabilidade aliado à redução de custos – dado o poder de barganha conjunto, para um maior número de unidades.

Segundo o mesmo autor, quando enxergado o ponto de vista do franqueado, as principais vantagens centram-se nas maiores chances de sucesso para o negócio, assim como a maior garantia de mercado – dada a força da marca já existente. Outros pontos a serem relacionados ao franqueado são: economia de escala, padronização de processos existente, retorno de investimento mais rápido e com menores custos de instalação, além da independência do negócio próprio.

Além disso, a taxa de mortalidade de franquias também é bem inferior à média. Segundo dados do SEBRAE (2013), nacionalmente, cerca de 24% das empresas fecham até seu segundo ano de atividade. Já de acordo com dados da ABF (2014), essa taxa entre franquias é de cerca de 3,1%.

Entretanto, algumas desvantagens também podem ser enumeradas, de acordo com alguns autores. De acordo com Vance (2010), a partir da ótica do franqueador, dentre os pontos críticos estão menor controle sob o ponto de venda – quando comparado a unidades próprias –, a complexidade das decisões que envolvem o lançamento de novos produtos e a realização de campanhas de marketing; e o impacto negativo causado em toda a rede em situações onde experiências de consumidores em uma unidade afetam a marca como um todo.

Para o franqueado, Vance (2010) ressalta pontos como os riscos – ainda existentes – em redes franqueadoras inexperientes. Além disso, a autonomia limitada pode ser um ponto crítico, já que devem ser seguidos os padrões definidos pela franqueadora em todos os casos. A possibilidade de não renovação do contrato após seu término é outro ponto de atenção para os franqueados, assim como o principal: as taxas pagas ao franqueador, e limitação nos ganhos.

Partindo do exposto acima, é possível estabelecer uma relação entre vantagens e desvantagens, assim como enumerar considerações a respeito tanto do ambiente externo como do ambiente interno. Silva (2007) estabelece uma análise que elenca pontos fortes e fracos, como visto a seguir.

Quadro 1: Pontos Fortes e Pontos Fracos do sistema de Franquias

Fonte: Adaptado de Silva (2007), Leite (1991) e Simão Filho (1988).

Segundo os autores Silva (2007), Leite (1991) e Simão Filho (1988), esses são alguns dos pontos que podem ser levados em consideração. Quando citados os pontos fracos, dentro do ambiente interno, os dois primeiros referem-se a riscos do franqueador, já os dois últimos relacionam-se a riscos assumidos pelo franqueado. Já para o ambiente externo, os dois primeiros pontos considerados relacionam-se tanto aos franqueados como aos franqueadores, já que englobam aspectos da rede como um todo. Já o terceiro ponto está relacionado aos riscos para o franqueador. Para os pontos fortes, no ambiente interno, todos os itens podem ser relacionados aos aspectos referentes ao franqueador. Já para o ambiente externo, os dois primeiros pontos relacionam-se com o franqueado; e o último, com ambas as partes – franqueado e franqueador.

1.1 Evolução e Desempenho do Sistema de Franchising

O surgimento do sistema de franquias foi efetivamente registrado nos Estados Unidos, no século XIX. Segundo Hackett (1976), uma empresa do setor de costura criou uma rede de revendedores independentes para a comercialização de seus produtos. A partir deste momento, então, o desenvolvimento do setor só aumentou. No século XX, algumas das grandes redes que se tem conhecimento

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