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Aposentadoria Especial: Modelos práticos de mandado de segurança para mais de um pedido de benefício e outros modelos práticos de peças previdenciárias

Aposentadoria Especial: Modelos práticos de mandado de segurança para mais de um pedido de benefício e outros modelos práticos de peças previdenciárias

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Aposentadoria Especial: Modelos práticos de mandado de segurança para mais de um pedido de benefício e outros modelos práticos de peças previdenciárias

notas:
3/5 (1 nota)
Duração:
507 páginas
5 horas
Lançados:
1 de jan. de 2018
ISBN:
9788577892891
Formato:
Livro

Descrição

Aposentadoria especial é um benefício previdenciário, de caráter programático, concedido àqueles que tenham trabalhado durante um período mínimo de 15, 20 ou 25 anos, com exposição permanente a agentes agressivos físicos, químicos, biológicos ou associação de agentes, capazes de ser prejudiciais à saúde e à integridade física do trabalhador. A Intenção do legislador fundamenta-se na compensação do desgaste físico e moral causado ao segurado por ter trabalhado tanto tempo exposto a agentes nocivos, retirando-o mais cedo daquele ambiente capaz de lhe causar danos à sua saúde. Nesta obra o leitor encontrará explanações sobre a insalubridade, periculosidade e penosidade a que estão sujeitas algumas profissões que podem requerer aposentadoria especial. Como exemplo seriam as profissões de professor, motorista de ônibus, cobrador de ônibus. Na parte prática o livro traz tudo sobre Prática Previdenciária de Aposentadoria Especial, com modelos de petições, de mandado de segurança por desídia, mandado de segurança para ter direito de protocolar mais de um benefício, enfim, o leitor encontrará neste livro uma ferramenta valiosa para ajudá-lo a elucidar dúvidas na prática do direito concernente ao assunto Aposentadoria Especial.
Lançados:
1 de jan. de 2018
ISBN:
9788577892891
Formato:
Livro

Sobre o autor


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Aposentadoria Especial - Cláudio Tadeu Muniz

MORTE

DOUTRINA

1 Aeroviário

Legislação Específica: Decreto 1232/62, Lei 3501/58

Legislação para Enquadramento: 2.4.1 e 1.1.4 (radiação) - Decreto

Jornada: 25 anos

Enquadra até 28/05/95 pela categoria, ou com comprovação até 05/03/97 de exposição aos agentes nocivos - ruído.

Jurisprudência:

Processo: AC 425145 PE 2006.83.00.011997-2

Relator(a): Desembargador Federal Jose Maria Lucena

Julgamento: 03/04/2008

Órgão Julgador: Primeira Turma

Publicação: Fonte: Diário da Justiça - Data: 14/05/2008 - Página: 352 - Nº: 91 - Ano: 2008

Ementa

PREVIDENCIÁRIO E PROC. CIVIL. CONCESSÃO DE APOSENTADORIA ESPECIAL. AEROVIÁRIO. REQUISITOS PREENCHIDOS. DECRETO Nº 53.831. POSSIBILIDADE. CUSTAS. - Assegura-se o direito à aposentadoria especial ao segurado que até a data do requerimento na via administrativa comprovou o exercício de atividade insalubre por 25 anos, primeiramente, por presunção legal, como aeroviário (Decreto nº 53.831/64) 9032/95, e, posteriormente, através de formulários SB-8030, laudo técnico-pericial e perfil profissiográfico, a exposição, de forma habitual e permanente, ao agente físico ruído, acima dos limites legais (Decretos 2172).

2 Enfermeiro

Legislação Específica: não Enquadramento- 1.3.2 – Decreto 53831/64 e 1.3.4e 2.1.3 do Decreto 83080/79, 3.0.1- Decreto 2172/97 e 3048/99 (microorganismos infecciosos)

Jornada: 25 anos

Enquadra até 28/04/95 pela categoria, e até 05/03/97, com comprovação. (laudo).

A jurisprudência enquadra geralmente até 05/03/97.

Microorganismos e parasitas infectocontagiosos vivos e suas toxinas

Trabalhos em estabelecimento de saúde em contato com pacientes portadores de doenças infectocontagiosas com manuseio ou com manuseio de materiais contaminados.

Jurisprudência:

A 3ª Câmara de Direito Civil do TJ manteve sentença da comarca de Chapecó, que condenou o Município ao pagamento de adicional de insalubridade em grau médio, em benefício do enfermeiro Ricardo Schwertz da Motta. O autor sustentou que, por meio de laudo técnico, foi constatado que a atividade profissional por ele desempenhada é insalubre, e que, portanto, deve receber o adicional conforme os termos da Lei Complementar Municipal n. 130/2001.

O Município, por sua vez, alegou que o profissional não faz jus ao recebimento pretendido, pois não trabalha com habitualidade em locais insalubres. O Laudo Técnico de Insalubridade/Periculosidade das Atividades e Operações dos Funcionários Públicos Municipais de Chapecó/SC, elaborado pelo próprio Município em dezembro de 2002, enquadrou a atividade desempenhada pelo autor (enfermeiro) como insalubre, destacou o relator da matéria, desembargador Jaime Ramos.

O magistrado também anotou que a insalubridade em grau médio inclui trabalhos e operações em contato permanente com pacientes, animais ou material infectocontagioso, em hospitais, serviços de emergência, enfermarias, ambulatórios e postos de vacinação, entre outros estabelecimentos destinados aos cuidados da saúde. A decisão foi unânime.

Ap. Cív. n. 2010.081529-9

3 Operador de raio X

Legislação Específica: não Enquadramento: 1.1.4 - Decreto 53831/64 e 1.1.3 do Decreto 83080/79, Agente Nocivo ( Enquadra até 05/03/97) 2.0.3 - Decreto 2172/97 e 3048/99:

Trabalhos realizados com exposição aos raios Alfa, Beta, Gama e X, aos nêutrons e às substâncias radioativas para fins industriais, terapêuticos e diagnósticos;

Jornada: 25 anos

Enquadra até os dias de hoje se comprovada a exposição (laudo).

A Jurisprudência defende esse entendimento.

Decisão:

Vistos.

Mandado de Injunção coletivo impetrado pelo Conselho Regional de Técnicos em Radiologia – 3ª Região "(...) contra ato omissivo praticado pelo: PRESIDENTE DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL, SENADO FEDERAL e CÂMARA LEGISLATIVA FEDERAL" (fl. 2).

Alega o impetrante:

(...)

O exercício da profissão de Técnico em Radiologia, conceituando-se como tal todos os Operadores de Raios X, indiscutivelmente é uma profissão totalmente insalubre, como podemos observar claramente na lei que regulamenta o exercício da profissão, Lei nº 7.394, de 29 de outubro de 1985, especialmente em seu artigo 16, que determina inclusive percentual de 40% (quarenta por cento) de risco de vida e insalubridade. (...)

(...)

Dessa feita, tem direito a aposentadoria especial esta classe profissional, como podemos observar no art. 40, § 4º, da C.R., mantida esta possibilidade pelas Emendas Constitucionais nos 20/98, 41/2003 e 47/2005, especialmente no presente caso em tela, de servidores descritos nos incisos II e III do citado dispositivo legal. (fls. 5/6)

O impetrante pretende ver suprida a omissão concernente à inexistência de lei complementar regulando a aplicação do § 4º, artigo 40 da Constituição Federal, com a redação da Emenda Constitucional nº 47/05. Requer a concessão da medida, autorizando a aposentadoria especial dos substituídos pelo impetrante, mesmo sem a existência da lei complementar.

Pedido liminar indeferido (fls. 87/88).

Parecer do Ministério Público Federal pela procedência parcial do pedido, tendo adotado os termos do parecer exarado no MI nº 758-6, assim ementado:

MANDADO DE INJUNÇÃO. REGULAMENTAÇÃO DO ART. 40, § 4º, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. APOSENTADORIA ESPECIAL. SERVIDOR EXERCENTE DE ATIVIDADE INSALUBRE. EVOLUÇÃO JURISPRUDENCIAL. MI Nº 721. RECONHECIMENTO DA OMISSÃO LEGISLATIVA. SUPRIMENTO DA MORA COM A DETERMINAÇÃO DE APLICAÇÃO DO SISTEMA REVELADO PELO REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL, PREVISTO NA LEI Nº 8.213/91, ATÉ QUE SOBREVENHA A REGULAMENTAÇÃO PRETENDIDA. PARECER PELA PROCEDÊNCIA PARCIAL DO PEDIDO. (fl. 151)

Decido.

Inicialmente, consigno que a jurisprudência desta Suprema Corte firmou-se no sentido de admitir o ajuizamento de mandado de injunção coletivo, por organismos sindicais e por entidades de classe, com o objetivo de assegurar a seus membros e associados o exercício de direitos previstos na Constituição Federal. Nesse sentido:

I – Mandado de injunção coletivo: admissibilidade, por aplicação analógica do art. 5, LXX, da Constituição; legitimidade, no caso, de entidade sindical de pequenas e médias empresas, as quais notoriamente dependentes do crédito bancário, tem interesse comum na eficácia do art. 192, par. 3, da Constituição, que fixou limites aos juros reais.

II – Mora legislativa: exigência e caracterização: critério de razoabilidade.

A mora – que é pressuposto da declaração de inconstitucionalidade da omissão legislativa -, é de ser reconhecida, em cada caso, quando, dado o tempo ocorrido da promulgação da norma constitucional invocada e o relevo da matéria, se deva considerar superado o prazo razoável para a edição do ato legislativo necessário à efetividade da Lei Fundamental; vencido o tempo razoável, nem a inexistência de prazo constitucional para o adimplemento do dever de legislar, nem a pendência de projetos de lei tendentes a cumpri-lo, podem descaracterizar a evidência da inconstitucionalidade da persistente omissão de legislar.

III – Juros reais (CF, art. 192, par. 3): passados quase cinco anos da Constituição e dada a inequívoca relevância da decisão constituinte paralisada pela falta de lei complementar necessária a sua eficácia – conforme já assentado pelo STF (ADIn 4, DJ 25.06.93, Sanches) -, declara-se inconstitucional a persistente omissão legislativa a respeito, para que a supra o Congresso Nacional.

IV – Mandado de Injunção: natureza mandamental (MI 107-QO, M. Alves, RTJ 133/11): descabimento de fixação de prazo para o suprimento da omissão constitucional, quando – por não ser o Estado o sujeito passivo do direito constitucional de exercício obstado pela ausência da norma regulamentadora (v.g., MI 283, Pertence, RTJ 135/882) -, não seja possível cominar conseqüências a sua continuidade após o termo final da dilação assinada. (MI 361/RJ, Relator para acórdão o Ministro Sepúlveda Pertence, Plenário, DJ de 17/6/94)

Mandado de injunção coletivo.

- Esta Corte tem admitido o mandado de injunção coletivo. Precedentes do Tribunal.

- Em mandado de injunção não e admissível pedido de suspensão, por inconstitucionalidade, de Lei, por não ser ele o meio processual idôneo para a declaração de inconstitucionalidade, em tese, de ato normativo.

- Inexistência, no caso, de falta de regulamentação do artigo 179 da Constituição Federal, por permanecer em vigor a Lei 7.256/84 que estabelece normas integrantes do Estatuto da Microempresa, relativas ao tratamento diferenciado, simplificado e favorecido, nos campos administrativo, tributário, previdenciário, trabalhista, creditício e de desenvolvimento empresarial.

Mandado de injunção não conhecido. (MI 73/DF, Relator o Ministro Moreira Alves, Plenário, DJ de 19/12/94)

MANDADO DE INJUNÇÃO COLETIVO - DIREITO DE GREVE DO SERVIDOR PÚBLICO CIVIL - EVOLUÇÃO DESSE DIREITO NO CONSTITUCIONALISMO BRASILEIRO MODELOS NORMATIVOS NO DIREITO COMPARADO - PRERROGATIVA JURÍDICA ASSEGURADA PELA CONSTITUIÇÃO (ART. 37, VII) - IMPOSSIBILIDADE DE SEU EXERCÍCIO ANTES DA EDIÇÃO DE LEI COMPLEMENTAR - OMISSÃO LEGISLATIVA - HIPÓTESE DE SUA CONFIGURAÇÃO - RECONHECIMENTO DO ESTADO DE MORA DO CONGRESSO NACIONAL IMPETRAÇÃO POR ENTIDADE DE CLASSE - ADMISSIBILIDADE - WRIT CONCEDIDO.

DIREITO DE GREVE NO SERVIÇO PÚBLICO: O preceito constitucional que reconheceu o direito de greve ao servidor público civil constitui norma de eficácia meramente limitada, desprovida, em conseqüência, de auto-aplicabilidade, razão pela qual, para atuar plenamente, depende da edição da lei complementar exigida pelo próprio texto da Constituição.

A mera outorga constitucional do direito de greve ao servidor público civil não basta - ante a ausência de auto-aplicabilidade da norma constante do art. 37, VII, da Constituição - para justificar o seu imediato exercício.

O exercício do direito público subjetivo de greve outorgado aos servidores civis só se revelará possível depois da edição da lei complementar reclamada pela Carta Política. A lei complementar referida - que vai definir os termos e os limites do exercício do direito de greve no serviço público - constitui requisito de aplicabilidade e de operatividade da norma inscrita no art. 37, VII, do texto constitucional. Essa situação de lacuna técnica, precisamente por inviabilizar o exercício do direito de greve, justifica a utilização e o deferimento do mandado de injunção.

A inércia estatal configura-se, objetivamente, quando o excessivo e irrazoável retardamento na efetivação da prestação legislativa - não obstante a ausência, na Constituição, de prazo pré-fixado para a edição da necessária norma regulamentadora - vem a comprometer e a nulificar a situação subjetiva de vantagem criada pelo texto constitucional em favor dos seus beneficiários.

MANDADO DE INJUNÇÃO COLETIVO: A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de admitir a utilização, pelos organismos sindicais e pelas entidades de classe, do mandado de injunção coletivo, com a finalidade de viabilizar, em favor dos membros ou associados dessas instituições, o exercício de direitos assegurados pela Constituição. Precedentes e doutrina. (MI 20/DF, Relator o Ministro Celso de Mello, Plenário, DJ de 22/11/96)

A Resolução CONTER nº 009/88, que cria o Conselho Regional de Técnicos em Radiologia – 3ª Região, demonstra ter sido a entidade criada em 27/5/88 (fl. 48), portanto há mais de um ano, conforme exigido pela jurisprudência deste Tribunal:

MANDADO DE INJUNÇÃO. CONCESSÃO DE EFETIVIDADE À NORMA INSCRITA NO ARTIGO 37, INCISO VII, DA CONSTITUIÇÃO DO BRASIL. APLICAÇÃO DA LEI FEDERAL N. 7.783/89, QUE REGE O DIREITO DE GREVE NA INICIATIVA PRIVADA, ATÉ QUE SOBREVENHA LEI REGULAMENTADORA. LEGITIMIDADE ATIVA DE ENTIDADE SINDICAL. MANDADO DE INJUNÇÃO UTILIZADO COMO SUCEDÂNEO DO MANDADO DE SEGURANÇÃO. NÃO-CONHECIMENTO.

1. O acesso de entidades de classe à via do mandado de injunção coletivo é processualmente admissível, desde que legalmente constituídas e em funcionamento há pelo menos um ano.

2. Este Tribunal entende que a utilização do mandado de injunção como sucedâneo do mandado de segurança é inviável. Precedentes.

3. O mandado de injunção é ação constitutiva; não é ação condenatória, não se presta a condenar o Congresso ao cumprimento de obrigação de fazer. Não cabe a cominação de pena pecuniária pela continuidade da omissão legislativa

4. Mandado de injunção não conhecido. (MI 689/PB, Relator o Ministro Eros Grau, Plenário, DJ de 18/8/06)

Passando à análise dos argumentos, registro que o impetrante argumenta:

(...)

Ora, sendo a atividade exercida pelos profissionais vinculados ao Impetrante tida como insalubre por Lei Ordinária, e inexistindo Lei Complementar Federal que regulamente a questão, é palmar que a mora dos Impetrados está a inviabilizar o exercício por aqueles servidores públicos nas esferas: municipais, estadual e federal que laboram na jurisdição do Estado de Minas Gerais, de direitos e liberdades constitucionais, posto que em cotejo com os profissionais da iniciativa privada – que tem a faculdade de aposentar aos 25 (vinte e cinco) anos de contribuição, conforme artigo 57 da Lei nº 8.213/91 – aqueles tem que laborar por 10 (dez) anos mais, malgrado estarem sujeitos às mesmas condições insalubres. (fl. 7)

Esta Suprema Corte, em casos semelhantes, reconhecendo a omissão legislativa no tocante à ausência de lei complementar a definir as condições para o implemento da aposentadoria especial prevista no artigo 40, § 4º, da Constituição Federal e a necessidade de dar eficácia às normas constitucionais, tem concedido o mandado de injunção para comunicar a mora à autoridade competente e determinar a aplicação, no que couber e a partir da comprovação dos dados à autoridade administrativa competente, do artigo 57 da Lei nº 8.213/91. Nesse sentido, os Mandados de Injunção nºs 721/DF, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJ de 30/11/07 e 758/DF, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJ de 25/9/08.

Na mesma linha, o Mandado de Injunção nº 795/DF, Tribunal Pleno, relatora a Ministra Cármen Lúcia, assim ementado:

MANDADO DE INJUNÇÃO. APOSENTADORIA ESPECIAL DO SERVIDOR PÚBLICO. ARTIGO 40, § 4º, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AUSÊNCIA DE LEI COMPLEMENTAR A DISCIPLINAR A MATÉRIA. NECESSIDADE DE INTEGRAÇÃO LEGISLATIVA. 1. Servidor público. Investigador da polícia civil do Estado de São Paulo. Alegado exercício de atividade sob condições de periculosidade e insalubridade. 2. Reconhecida a omissão legislativa em razão da ausência de lei complementar a definir as condições para o implemento da aposentadoria especial. 3. Mandado de injunção conhecido e concedido para comunicar a mora à autoridade competente e determinar a aplicação, no que couber, do art. 57 da Lei n. 8.213/91.

No precedente acima transcrito, ficou caracterizado o dever do Poder Judiciário de afastar a inércia do Presidente da República e do Congresso Nacional e atuar no sentido de viabilizar a imediata aplicação do direito ao caso concreto, sendo expressamente autorizado aos Ministros decidirem monocraticamente e definitivamente casos idênticos.

Diante do exposto, concedo a ordem para comunicar a mora à autoridade competente e determinar a aplicação, no que couber, do artigo 57 da Lei nº 8.213/91 na análise da situação fática dos substituídos pelo impetrante (Conselho Regional de Técnicos em Radiologia – 3ª Região).

Publique-se.

Comunique-se.

Brasília, 3 de agosto de 2009.

Ministro MENEZES DIREITO

Relat.

TRF-2 - AG AGRAVO DE INSTRUMENTO AG 201302010176186 (TRF-2)

Data de publicação: 27/02/2014

Ementa:ADMINISTRATIVO. AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO. EXPOSIÇÃO A ELEMENTOS RADIOATIVOS. REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO PARA 24 (VINTE E QUATRO) HORAS SEMANAIS. POSSIBILIDADE. ART. 1º, A, DA LEI Nº 1.234 /50. DESNECESSIDADE DE PRODUÇÃO DE PROVA TÉCNICA. INSALUBRIDADE COMPROVADA. 1. Verifica-se que os agravantes juntaram documentos que comprovam que os mesmos operam com manuseio de componentes radioativos e ficam expostos habitualmente a Raios-X, razão pela qual recebem gratificação por trabalhos com Raios-X e/ou Substâncias Radioativas, bem como férias semestrais. Sendo assim, não há que se falar em necessidade de prova técnica para aferir a insalubridade do ambiente de trabalho dos autores, uma vez que esta já restou comprovada por meio de prova documental. 2. O art. 1º da Lei nº 1.234 /50 confere aos servidores que operam com Raios X e substâncias radioativas o direito à jornada de trabalho semanal de, no máximo, 24 (vinte e quatro) horas, férias de vinte dias consecutivos, por semestre de atividade profissional, não acumuláveis, bem como gratificação de 40% (quarenta por cento) do vencimento. Precedentes TRF2. 3. Dessa forma, tendo os agravantes uma jornada de trabalho semanal superior à determinada pelo dispositivo supracitado, vê-se necessária a redução desta, sendo certo que o motivo pelo qual foi estabelecida uma jornada especial a tais servidores é a preservação da saúde dos mesmos, uma vez que tem contato direto com substâncias radioativas. 4. Agravo de instrumento conhecido e provido.

ADICIONAL DE INSALUBRIDADE - ATIVIDADE HOSPITALAR - CONJUNTO PROBATÓRIO PERTINENTE - ADICIONAL DE INSALUBRIDADE - VIGIA DE HOSPITAL - CONJUNTO PROBATÓRIO.

Nos termos da NR-15, anexo 14, da Portaria nº 3.214/1978 do MTE, faz jus ao adicional de insalubridade, no grau médio, o trabalhador em contato permanente com pacientes portadores de moléstias infectocontagiantes em hospitais, serviços de emergência, enfermarias, ambulatórios, postos de vacinação e outros estabelecimentos destinados ao cuidado da saúde humana. Se o conjunto probatório demonstra que o obreiro trabalhava nessas condições, é devido o adicional.

(TRT-3ª Região - 7ª T.; RO nº 0000941-35. 2010.5.03.0019-Belo Horizonte-MG; Rel.

Des. Federal do Trabalho Paulo Roberto de Castro; j. 24/2/2011; m.v.)

BAASP, 2746/2048-e, 22.8.2011

4 Farmacêutico

Legislação Específica: não – Enquadramento: 1.1.4 – Decreto 53831/64 e 1.1.3 do Decreto 83080/79, Agente Nocivo 2.0.3 – Decreto 2172/97 e 3048/99 Jornada : 25 anos

Enquadra até os dias de hoje se comprovada a exposição (laudo).

A Jurisprudência defende esse entendimento:

Poder Judiciário

JUSTIÇA FEDERAL

Seção Judiciária do Paraná

1ª TURMA RECURSAL – JUÍZO C

2009.70.51.010917-7 [REA©/REA] 1/6

*2009.70.51.010917-7*

JUIZADO ESPECIAL (PROCESSO ELETRÔNICO) Nº2009.70.51.010917-7/PR

RELATOR : Juiz Federal Marcos Josegrei da Silva

RECORRENTES : LEDA SELMA BASSO ALEXANDRINO e INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL

RECORRIDOS : Os mesmos

VOTO

Trata-se de recurso interposto por ambas as partes contra sentença que julgou parcialmente procedente o pedido de concessão de aposentadoria mediante o reconhecimento de períodos especiais, para o efeito de condenar o INSS a averbar os períodos de 06/01/1986 a 15/05/1989, de 25/03/1986 a 31/08/1991 e de 21/05/1991 a 05/12/1991, mediante o fator 1,2.

A decisão recorrida acolheu parcialmente a pretensão orientada na inicial reconhecendo a natureza especial da atividade de bioquímica. Por outro lado, deixou reconhecer a especialidade da atividade de farmacêutica, bem como a de bioquímica exercia como empresária/autônoma.

A parte autora-recorrente sustenta, em síntese, que a atividade de farmacêutica possui enquadramento profissional no código 2.1.3 do Anexo II do Decreto 83.080/79 e sua atividade profissional goza da presunção de insalubridade.

Argumenta, ainda, que aos empresários e autônomos para a concessão do benefício da Aposentadoria Especial antes do advento da lei 9.032/95 era exigida somente a, comprovação do exercício da atividade, pois existia a presunção de insalubridade, conforme supracitado.

O INSS se insurge apenas quanto ao reconhecimento da especialidade do período de 21.05.1991 a 05.12.1991 alegando que não pode ser reconhecido como especial, primeiro porque a atividade de FARMACÊUTICA, nos moldes em que a Recorrida desempenhou a função, não encontra enquadramento em nenhum dos anexos dos Decretos 53.831/64 e 83.080/79.

- Recurso do INSS.

Mantenho a sentença por seus próprios fundamentos, nos termos do art. 46 da Lei nº 9.099/1995, tendo em vista que devidamente comprovado por meio de laudo e do Perfil Profissiográfico Previdenciário que a autora exercia a atividade de farmacêutica-bioquímica, prevista no item 2.1.3 do Decreto 80080/79.

Poder Judiciário

JUSTIÇA FEDERAL

Seção Judiciária do Paraná

1ª TURMA RECURSAL – JUÍZO C

2009.70.51.010917-7 [REA©/REA] 2/6

*2009.70.51.010917-7*

- Recurso da parte autora:

A parte autora pretende a reforma da sentença para que seja reconhecida a especialidade dos períodos de 20/03/1984 a 17/09/1987 e de 01/02/1993 a 03/04/2007.

Em relação ao primeiro período, a sentença não reconheceu o direito à conversão em tempo comum ao entendimento de que o código 2.1.3 do anexo II do

Decreto 83.080/79 contempla apenas os Farmacêuticos-toxicologistas e bioquímicos. Tendo em vista que a parte autora não era farmacêutica-bioquímica,entendeu o juízo monocrático que não há o direito ao enquadramento por categoria profissional.

Neste ponto, não há reparos a serem feitos na sentença que deve ser mantida por seus próprios fundamentos.

Já em relação ao período de 01/02/1993 a 03/04/2007, a decisão recorrida desconsiderou as informações constantes no Perfil Profissiográfico Previdenciário tendo em vista que preenchidas pela própria autora na qualidade de proprietária da farmácia em que trabalhava.

A princípio, não haveria nenhum óbice ao reconhecimento da especialidade das atividades desenvolvidas pela autora como contribuinte individual.

Neste sentido, já decidiu esta Turma nos autos 2007.70.65.001060-4, relator José Antonio Savaris, sessão de 02.09.2010 e 2008.70.50.002786-0, relatora Márcia Vogel Vidal de Oliveira, sessão de 23.03.2010.

Tampouco há óbice legal para a aceitação do Perfil Profissiográfico Previdenciário como meio de prova da especialidade do contribuinte individual até 05.03.1997.

Após esta data, lembre-se, é imprescindível a apresentação do laudo técnico para a comprovação da especialidade, independentemente da categoria do segurado: Até 28/04/1995 é admissível o reconhecimento da especialidade por categoria profissional ou por sujeição a agentes nocivos, aceitando-se qualquer meio de prova (exceto para ruído); a partir de 29/04/1995 não mais é possível o enquadramento por categoria profissional, devendo existir comprovação da sujeição a agentes nocivos por qualquer meio de prova até 05/03/1997 e, a partir de então, por meio de formulário embasado em laudo técnico, ou por meio de perícia técnica.

(Apelreex 00031820720084047003, Ricardo Teixeira do Valle Pereira, Trf4 - Quinta

Turma, 03/05/2010)

Poder Judiciário

JUSTIÇA FEDERAL

Seção Judiciária do Paraná

1ª TURMA RECURSAL – JUÍZO C

2009.70.51.010917-7 [REA©/REA] 3/6

*2009.70.51.010917-7*

No caso dos autos, o Perfil Profissiográfico Previdenciário informa que a autora era farmacêutica e operava produtos químicos realizando as seguintes atividades:

Como visto, até 28.04.1995 é possível o reconhecimento da especialidade com base no enquadramento por categoria profissional. As atividades descritas no Perfil Profissiográfico Previdenciário, complementadas pelas informações colhidas em audiência - principalmente as relacionadas à preparação dos medicamentos vendidos na Farmácia de Manipulação – permitem concluir que a autora era farmacêutica-bioquímica. Assim, entendo ser possível o reconhecimento da especialidade da atividade, em razão do enquadramento no código 2.1.3 do Decreto 83080/79.

A partir de 29.04.1995 deixou de ser possível o enquadramento por categoria profissional, sendo necessária a demonstração da sujeição a agentes nocivos.

O Perfil Profissiográfico Previdenciário aponta como fatores de risco operações com produtos químicos.

Em que pese o Perfil Profissiográfico Previdenciário possa ser utilizado como meio de prova até 05.03.1997, a mera indicação de forma genérica à exposição a produtos químicos, sem especificação da sua composição, não é suficiente por si só para o reconhecimento da especialidade.

Desta forma, merece reforma a sentença para que seja reconhecida a especialidade do período de 01.02.1993 a 28.04.1995.

Após 29.04.1995, embora por motivos diversos, mantenho a improcedência do pedido.

Poder Judiciário

JUSTIÇA FEDERAL

Seção Judiciária do Paraná

1ª TURMA RECURSAL – JUÍZO C

2009.70.51.010917-7 [REA©/REA] 4/6

*2009.70.51.010917-7*

- Conclusão:

Em relação à contagem administrativa e aquela constante na sentença deve-se acrescentar para fins de aposentadoria o lapso de tempo de serviço decorrente da conversão de especial para comum do período de 01.02.1993 a 28.04.1995, pelo fator 1,2.

- Requisito específico para a concessão de aposentadoria:

A verificação do direito do segurado ao recebimento de aposentadoria por tempo de serviço ou de contribuição deve partir das seguintes balizas:

1) A aposentadoria por tempo de serviço (integral ou proporcional) somente é devida se o segurado não necessitar de período de atividade posterior a 16.12.98, sendo aplicável o art. 52 da Lei 8.213/91.

2) Em havendo contagem de tempo posterior a 16.12.98, somente será possível a concessão de aposentadoria por tempo de contribuição.

3) Cumprido o requisito específico de 35 anos de contribuição, se homem, e 30 anos, se mulher, o segurado faz jus à aposentadoria por tempo de serviço (se não contar tempo posterior a 16.12.98) ou à aposentadoria por tempo de contribuição (caso necessite de tempo posterior a 16.12.98). Se poderia se aposentar por tempo de serviço em 16.12.98, deve-se conceder a aposentadoria mais vantajosa, nos termos do art. 122 da Lei 8.213/91.

4) Cumprido o tempo de contribuição de 35 anos, se homem, e 30 anos, se mulher, não se exige do segurado a idade mínima ou período adicional de contribuição (EC 20/98, art. 9º, caput, e CF/88, art. 201, §7º, I).

5) O segurado filiado ao RGPS antes da publicação da Emenda 20/98 faz jus à aposentadoria por tempo de contribuição proporcional. Seus requisitos cumulativos: I) idade mínima de 53 (homem) e 48 (mulher); II) Soma de 30 anos (homem) e 25 (mulher) com o período adicional de contribuição de 40% do tempo que faltava, na data de publicação da Emenda, para alcançar o tempo mínimo acima referido (EC 20/98, art. 9º, §1º, I).

- Data de início do benefício.

Nos termos do art. 49, II, c/c art. 54 da Lei 8.213/91, a aposentadoria é

devida desde a data do requerimento administrativo (DER).

Poder Judiciário

JUSTIÇA FEDERAL

Seção Judiciária do Paraná

1ª TURMA RECURSAL – JUÍZO C

2009.70.51.010917-7 [REA©/REA] 5/6

*2009.70.51.010917-7*

- Correção monetária e juros de mora.

Os valores atrasados deverão ser acrescidos de correção monetária, incidente a partir do vencimento de cada parcela devida, a ser calculada pelos índices oficiais e aceitos pela jurisprudência, quais sejam: IGP-DI (05-1996 a 03-2006, artigo 10 da Lei nº 9.711/98, combinado com o artigo 20, §§ 5º e 6.º, da Lei n.º 8.880/94) e INPC (04-2006 a 06-2009, conforme o artigo 31 da Lei n.º 10.741/03, combinado com a Lei n.º 11.430/06, precedida da MP n.º 316, de 11-08-2006, que acrescentou o artigo 41-A à Lei n.º 8.213/91, e REsp. n.º 1.103.122/PR). Os juros de mora devem ser fixados à taxa de 1% ao mês, a contar da citação, com base no art. 3º do Decreto-Lei nº 2.322/87, aplicável analogicamente aos benefícios pagos com atraso, tendo em vista o seu caráter eminentemente alimentar, consoante firme entendimento consagrado na jurisprudência do STJ e na Súmula 75 do TRF/4.

A contar de 01-07-2009, data em que passou a viger a Lei n.º 11.960, de 29-06-2009, publicada em 30-06-2009, que alterou o artigo 1.º-F da Lei n.º 9.494/97, para fins de atualização monetária e juros haverá a incidência, uma única vez, até o efetivo pagamento, dos índices oficiais de remuneração básica e juros aplicados à caderneta de poupança.

Esclareço que as três Turmas Recursais do Paraná têm entendimento no sentido de que a expressão "uma única vez", constante do artigo 1º-F da Lei n.º 9.494/1997, com a redação da Lei 11.960/2009, quer dizer que os índices da poupança substituem, a uma só vez, correção e juros moratórios. Não significa, todavia, impedimento à aplicação capitalizada dos juros, até porque a intenção do legislador foi criar equivalência entre a remuneração da poupança (onde os juros são capitalizados) e a correção do débito da Fazenda. Precedentes: 2009.70.51.012370-8 (1ª TR/PR, relatora Narendra Borges Morales, sessão de 01.07.2010), 2009.70.51.006445-5 (2ª TR/PR, relatora Andréia Castro Dias, sessão de 31.05.2010) e 2010.70.51.010178-8 (3ªTR/PR, relatora Eduardo Fernando Appio, sessão de 03.06.2011).

- Corolário do reconhecimento judicial de tempo de contribuição.

Uma vez reconhecido o direito do segurado ao acréscimo na contagem de tempo de contribuição, impõe-se ao INSS: a) a averbação de tal período de tempo de contribuição; b) a concessão de aposentadoria com estrita observância à norma contida no art. 122 da Lei 8.213/91, desde que alcançado o requisito específico (item supra), bem como a carência, que deverá ser observada conforme a tabela do artigo 142 da Lei 8.213/1991, referente ao ano em que foram implementados todos requisitos.

Poder Judiciário

JUSTIÇA FEDERAL

Seção Judiciária do Paraná

1ª TURMA RECURSAL – JUÍZO C

2009.70.51.010917-7 [REA©/REA] 6/6

*2009.70.51.010917-7*

5 Engenheiro civil e eletricista

Legislação Específica: MP 1523/96 (lei 5527/68)

Enquadramento : 2.1.1-Decreto 53831/64- Jornada 25 anos- Enquadra até a edição da MP 1523/96, ou seja até 11.10.96

Enquanto a lei 9032/95 não faz nenhuma alteração no artigo 58 da lei 8231/91, que estabeleceu a relação de atividades profissionais prejudiciais `a saúde ou à integridade física "objeto de lei específica.

A JURISPRUDÊNCIA DEFENDE ESSE ENTENDIMENTO:

TRF-1 - APELAÇÃO CÍVEL AC 2890 PI 2002.40.00.002890-9 (TRF-1)

Data de publicação: 29/10/2008

Ementa: PREVIDENCIÁRIO - AVERBAÇÃO DE TEMPO DE SERVIÇO ESPECIAL - EXPOSIÇÃO A AGENTES INSALUBRES - ATIVIDADE PROFISSIONAL: ENGENHEIRO ELETRICISTA - DECRETOS º 53.831 /64, 3.048 /99 E 83.080 /79 - LEI Nº 8.213 /91, 9.032 /95 - CONVERSÃO - APELAÇÃO E REMESSA OFICIAL IMPROVIDAS. 1. A aposentadoria especial é devida ao segurado que tiver trabalhado sujeito a condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física, durante 15, 20 ou 25 anos, desde que atendidas às exigências contidas na lei. O benefício está atualmente disciplinado pelos arts. 57 e 58 da Lei nº 8.213 /91 e arts. 64 a 70 do Decreto nº 3.048 /99. 2. Para os períodos anteriores à edição da Lei nº 9.032 /95, (16/02/ 1982-28/04/1995) não há necessidade de comprovação de exposição efetiva aos agentes nocivos, pois as exigências introduzidas pela nova lei não se aplicam retroativamente. A Instrução Normativa nº 84/INSS, publicada em 22.01.2003 (DOU, Seção 1, p. 29 e ss.), determina no art. 146 que os períodos trabalhados até 28.04.1995 dispensam tal comprovação. Bastando o documento tipo DSS - 8030 de fl.10, para atestar a atividade prestada pelo autor. 3. Na vigência da Lei Nº 9.032 /95 (29/04/1995-30/11/1998) é que se passou a exigir a comprovação do segurado para a averbação de tempo trabalhado em condições especiais, além do tempo de trabalho, exposição aos agentes nocivos químicos, físicos, biológicos, ou associação de agentes prejudiciais à saúde ou a integridade física. Que foi devidamente comprovado no processo.

TRF-1

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