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Mudança e psicoterapia gestaltista
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E-book148 páginas1 hora

Mudança e psicoterapia gestaltista

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Sobre este e-book

Este livro foi ditado pela vontade de conceituar a mudança, estabelecendo, assim, condições para a psicoterapia exercer sua finalidade precípua: resolver os problemas do humano, estruturar unitariamente o ser-no-mundo, tanto quanto - talvez até principalmente - ao conceituar comportamento como movimento, quiséssemos instalar na psicologia uma visão mais congruente com seus objetivos.

Querer instalar na psicologia uma visão divergente das atuais é um propósito científico e nesse sentido não estamos escrevendo um livro, mas sim, uma tese.

É uma antítese - ainda que minoritária e não oficializada por instituições - às conceituações vigentes e padronizadas do homem, da loucura, do comportamento humano, sendo também o ponto de partida para um processo de mudança na psicologia. O que neste livro é desenvolvido é fundamental para responder às indagações vivenciais e teóricas de todos que trabalham com o humano, principalmente psicoterapeutas, não importando suas fundamentações teóricas, mas valendo muito sua condição de dinamização ou de estagnação, de abertura ou de fechamento, de preocupação com o conhecimento científico, com o profissional e relacional, ou com a manutenção de status profissional alcançado e adquirido.

Para quem tem problemas, para os clientes - não importando de que tipo de psicoterapeuta - este livro também é interessante por possibilitar conceitos e referenciais de escolha, de autocrítica, de questionamento, de autodeterminação para mudar, transformando-se e vivendo ou adaptando-se e sobrevivendo.
IdiomaPortuguês
Data de lançamento12 de dez. de 2017
ISBN9788582455364
Mudança e psicoterapia gestaltista
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    Mudança e psicoterapia gestaltista - Vera Felicidade De Almeida Campos

    VERA FELICIDADE DE ALMEIDA CAMPOS

    MUDANÇA E PSICOTERAPIA GESTALTISTA

    2ª edição

    Edição revista pela autora

    SIMPLÍSSIMO

    PORTO ALEGRE

    Copyright © 2017, por Vera Felicidade de Almeida Campos

    SUMÁRIO

    Nota à segunda edição

    Explicações

    I - Mudança - descontextuamento dinamizador

    . Comportamento humano

    . Desenvolvimento é mudança

    . Desenvolvimento motor

    . Desenvolvimento cognitivo (perceptivo)

    . Linguagem e pensamento

    . Memória

    . Inteligência

    . Emoção

    II - Mudança - descontextuamento estagnador

    . Estabilização, divisão, fragmentação, parcialização

    . Impotência - onipotência

    . Medo e culpa

    . Timidez e agressividade

    . Vergonha, rejeição, depressão

    . Compromisso e autofagia (oportunismo - vazio)

    . Ansiedade - burocratização - angústia

    . Situantes do descontextuamento estagnador

    . Problemáticas sexuais

    . Problemáticas sociais

    - O trabalho

    - Escola, educação, família

    - Filosofia, ciência, artes

    . Problemáticas existenciais

    - Impotência e onipotência

    - Medo e culpa

    - Timidez e agressividade

    - Vergonha, rejeição, depressão

    - Compromisso e autofagia (oportunismo - vazio)

    - Ansiedade, burocratização, angústia

    III - Contextuamentos estáticos

    . Autismo

    . Autismo motor

    . Autismo cognitivo (perceptivo)

    . Linguagem, pensamento e memória autistas

    . Inteligência autista

    . Afetividade autista

    IV - Contextuamentos dinâmicos

    . Vivência sincrônica

    V - Psicoterapia Gestaltista

    Notas

    Bibliografia

    NOTA À SEGUNDA EDIÇÃO

    Quase quarenta anos após a primeira edição, Mudança e Psicoterapia Gestaltista permanece na integridade de seus conceitos. Em certo sentido, conceituações são atemporais, pois remetem a um corpo teórico e se constituem no que possibilita sua compreensão. Esse é um dos meus livros fundamentais, pois trata e explica um dos estruturantes do comportamento humano e da prática psicoterápica: a mudança.

    Dedicar-me ao conceito de mudança foi uma exigência da clínica em Psicoterapia Gestaltista. Ao longo do desenvolvimento desse trabalho conceitual, os conceitos de mudança como descontextuamento dinamizador e mudança como descontextuamento estagnador, examinados neste livro, foram mais amplamente abordados por meio dos conceitos de posicionamento e de necessidade desenvolvidos em livros posteriores (Relacionamento Trajetória do Humano - de 1988 - e Como Perceber e Transformar a Neurose - de 2017).

    Sabemos que mudando a percepção, o comportamento muda, e conseguimos isso pelo questionamento, pela reestruturação da percepção dos problemas. Quando, durante o processo psicoterápico, existe apreensão das dinâmicas processuais da não aceitação, da aceitação da não aceitação e da aceitação, tudo muda, sem esquecer que os mecanismos da mudança podem ser tão alienantes quanto os mecanismos da manutenção, caso não estejam alicerçados nas possibilidades relacionais e nos questionamentos aos posicionamentos, ao autorreferenciamento.

    Sempre trabalhei na criação e desenvolvimento da Psicoterapia Gestaltista fundamentada nos conceitos da Gestalt Psychology alemã. Psicologia clínica - psicoterapia - não foi enfocada pelos gestaltistas alemães. A tentativa de desenvolvimento de uma psicoterapia baseada na Gestalt Psychology feita por Fritz Perls falha na medida em que incorpora conceitos de teorias incompatíveis, criando um corpo híbrido e inconsistente. Os conceitos clínicos da Gestalt Therapy, desenvolvidos por ele, alicerçam-se na abordagem freudiana, o inconsciente por exemplo, conceito totalmente incompatível com as colocações da Gestalt Psychology, em que a ideia de totalidade (Gestalt), de todo, não é a soma de partes.

    Salvador, agosto de 2017

    Vera Felicidade de Almeida Campos

    EXPLICAÇÕES

    Este livro foi ditado pela vontade de conceituar a mudança, estabelecendo, assim, condições para a psicoterapia exercer sua finalidade precípua: resolver os problemas do humano, estruturar unitariamente o ser-no-mundo, tanto quanto - talvez até principalmente - ao conceituar comportamento como movimento, quiséssemos instalar na psicologia uma visão mais congruente com seus objetivos.

    Querer instalar na psicologia uma visão divergente das atuais é um propósito científico e nesse sentido não estamos escrevendo um livro, mas sim, uma tese.

    É uma antítese - ainda que minoritária e não oficializada por instituições - às conceituações vigentes e padronizadas do homem, da loucura, do comportamento humano, sendo também o ponto de partida para um processo de mudança na psicologia. O que neste livro é desenvolvido é fundamental para responder às indagações vivenciais e teóricas de todos que trabalham com o humano, principalmente psicoterapeutas, não importando suas fundamentações teóricas, mas valendo muito sua condição de dinamização ou de estagnação, de abertura ou de fechamento, de preocupação com o conhecimento científico, com o profissional e relacional, ou com a manutenção de status profissional alcançado e adquirido.

    Para quem tem problemas, para os clientes - não importando de que tipo de psicoterapeuta - este livro também é interessante por possibilitar conceitos e referenciais de escolha, de autocrítica, de questionamento, de autodeterminação para mudar, transformando-se e vivendo ou adaptando-se e sobrevivendo.

    Ao conceituar comportamento humano como movimento, procuramos extrair daí implicações e explicações para o processo humano: seu desenvolvimento, suas problemáticas, sua desumanização, seu enlouquecimento, sua realização, seu tratamento, suas tentativas de reencontro e encontro. Conceituamos mudança como a síntese resultante de teses negadas, chamando atenção para os erros da visualização dualista e elementarista, ao enfatizar a dialética humana do estar-no-mundo.

    O primeiro capítulo é explicitador da conceituação de mudança como processo dialético. É uma visão geral e crítica de todas as conceituações psicológicas elementaristas e dualistas, apesar de não o fazermos dentro de uma perspectiva sublinhadora e confrontadora das divergências existentes. Os leitores afeitos ao desenvolvimento histórico-conceitual da psicologia bem podem perceber o que enunciamos. Plasticamente, podemos resumir todo o proposto pela ideia de síntese como resultante, o que implica sempre em um encontro de teses e antíteses, impedindo, portanto, as paralelas, as analogias e simbologias rotuladoras. (Vide gráfico).

    No segundo capítulo, continuando o desenvolvimento das relações movimento-mudança (contextuamento-descontextuamento, dinamização-estagnação), atingimos os pontos de atrito, os imobilizadores do processo humano: a problemática psicológica, vivencial. Torna-se muito enfático o questionamento às psicoterapias de apoio e de ajuste, à sociedade, às uniões e relacionamentos alienadores e despersonalizantes. É um capítulo muito sério, de tremendas implicações para o que se acredita ser bom ou ruim, devido ou indevido para o homem. É também o ponto de incompatibilização, o ponto de encontro de teses e antíteses da psicologia atual.

    Como decorrência natural surgiu o Capítulo III, com uma nova conceituação de loucura, mas que nada tem de inédito, emergente ou revolucionário, é apenas uma decorrência natural do movimento, da mudança, com seus ajustes e seus posicionamentos.

    No Capítulo IV mostramos a sincronização, a atualidade do existir.

    O Capítulo V foi escrito não para explicar o que é psicoterapia gestaltista - já explicamos isso em outro livro - mas sim por ser uma continuação do processo de mudança, de movimento. Quisemos mostrar que na psicoterapia pode haver mudança como ajuste ou como transformação, que a psicoterapia pode ser um posicionamento, que a vontade do cliente de mudar, de fazer psicoterapia, é, às vezes, a procura de um local para esconder, guardar, criar ou acalentar seus problemas. O psicoterapeuta só tem sentido de existir como propiciador de antíteses, de mudanças; caso ele se posicione, estabilize-se, defina-se como portador de verdades, teorizador de realidades e representante/defensor de ordens constituídas, sejam quais forem, mesmo as mais revolucionárias, ele se nega como psicoterapeuta, virando autoridade determinante de melhor bem-estar e ajuste, nunca de transformação e sincronização existencial. Por tudo isso, o Capítulo V é um questionamento às problemáticas alienantes, tanto quanto afirmação ou consideração conceitual e relacional da viabilidade de estruturar, dinamizar, globalizar e superar as problemáticas do ser humano dividido, fragmentado, parcializado e pontualizado.

    Buraquinho, Bahia, novembro de 1976

    Vera Felicidade de Almeida Campos

    I

    MUDANÇA – DESCONTEXTUAMENTO DINAMIZADOR

    Mudar é desadaptar-se porque a mudança é um movimento antitético à estabilização, à inércia. Mudança é transformação de quantidade em qualidade, é perceber o mundo, os outros e a si mesmo de maneira nova. Nesse sentido todos os processos comportamentais humanos podem ser enfocados sob esse aspecto de mudança, admitindo que o

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