Aproveite milhões de eBooks, audiolivros, revistas e muito mais

Apenas $11.99 por mês após o período de teste gratuito. Cancele quando quiser.

Como passar na OAB 1ª Fase: direito processual penal: 325 questões comentadas

Como passar na OAB 1ª Fase: direito processual penal: 325 questões comentadas

Ler a amostra

Como passar na OAB 1ª Fase: direito processual penal: 325 questões comentadas

notas:
5/5 (2 notas)
Duração:
292 páginas
3 horas
Editora:
Lançados:
1 de nov. de 2017
ISBN:
9788582422595
Formato:
Livro

Descrição

SOBRE A IMPORTÂNCIA DO LIVRO PARA O EXAME UNIFICADO
O presente livro traz solução completa em matéria de preparação para o Exame da OAB por meio de resolução de questões. Primeiro porque traz todas as questões do Exame Unificado, num total de mais de 3.000. Segundo porque traz mais de 2.000 questões elaboradas pela organizadora do exame, a FGV.
Assim, o examinando estuda pelo estilo de questões do Exame de Ordem e também pelo estilo de questões da FGV. Entender os dois estilos é muito importante, pois cada tipo de exame (no caso, o Exame de Ordem) e cada banca examinadora (no caso, a FGV) têm características próprias em relação aos seguintes aspectos: a) maneira de apresentar as perguntas, b) técnicas utilizadas para dificultar a resolução das questões, c) teses jurídicas preferidas, d) tipo de doutrina utilizada e e) temas preferidos, recorrentes e reputados mais importantes.
E essa identidade é bem acentuada em se tratando das questões típicas de Exame de Ordem e do estilo de questões da Fundação Getúlio Vargas/FGV. É por isso que a obra é indispensável para você que deseja ser aprovado no Novo Exame de Ordem. A partir da resolução de todas as questões existentes no livro, você entrará em contato com o jeito, as técnicas, as teses jurídicas, a doutrina e os temas preferidos e recorrentes do Exame de Ordem e da nova examinadora, o que, certamente, será decisivo para a sua aprovação.

SOBRE COMO PASSAR NA OAB
A experiência diz que aquele que quer ser aprovado deve cumprir três objetivos: a) entender a teoria; b) ler a letra da lei, e c) treinar. A teoria é vista em cursos e livros à disposição do candidato no mercado. O problema é que este, normalmente, para nessa providência. A leitura da lei e o treinamento acabam sendo deixados de lado. E é nesse ponto que está o grande erro. Em média, mais de 90% das questões são respondidas a partir do texto da lei.
Editora:
Lançados:
1 de nov. de 2017
ISBN:
9788582422595
Formato:
Livro

Sobre o autor


Relacionado a Como passar na OAB 1ª Fase

Leia mais de Wander Garcia

Livros relacionados

Artigos relacionados

Amostra do livro

Como passar na OAB 1ª Fase - Wander Garcia

Coordenador

15. DIREITO PROCESSUAL PENAL

Eduardo Dompieri

1. FONTES, PRINCÍPIOS GERAIS E INTERPRETAÇÃO

(OAB/Exame Unificado – 2017.1) Em 23 de novembro de 2015 (segunda feira), sendo o dia seguinte dia útil em todo o país, Técio, advogado de defesa de réu em ação penal de natureza condenatória, é intimado da sentença condenatória de seu cliente. No curso do prazo recursal, porém, entrou em vigor nova lei de natureza puramente processual, que alterava o Código de Processo Penal e passava a prever que o prazo para apresentação de recurso de apelação seria de 03 dias e não mais de 05 dias. No dia 30 de novembro de 2015, dia útil, Técio apresenta recurso de apelação acompanhado das respectivas razões.

Considerando a hipótese narrada, o recurso do advogado é:

(A) intempestivo, aplicando-se o princípio do tempus regit actum (o tempo rege o ato), e o novo prazo recursal deve ser observado.

(B) tempestivo, aplicando-se o princípio do tempus regit actum (o tempo rege o ato), e o antigo prazo recursal deve ser observado.

(C) intempestivo, aplicando-se o princípio do tempus regit actum (o tempo rege o ato), e o antigo prazo recursal deve ser observado.

(D) tempestivo, aplicando-se o princípio constitucional da irretroatividade da lei mais gravosa, e o antigo prazo recursal deve ser observado.

No que toca à lei processual penal, incide o princípio da aplicação imediata ou da imediatidade, segundo o qual a lei processual penal aplicar-se-á desde logo, sem prejuízo dos atos realizados sob o império da lei anterior. É o que estabelece o art. 2º do CPP. Perceba que o que se leva em conta, na aplicação da lei genuinamente processual, é a data da realização do ato, e não a do fato criminoso, como ocorre com as normas de natureza penal. Por isso, se uma lei passa a estabelecer prazo menor do que o anterior para a interposição de determinado recurso, será aplicado o interregno mais exíguo, já que a lei nova é aplicada de imediato. Agora, se a lei nova, que estabelecia prazo menor, entra em vigor quando o prazo para recurso já havia se iniciado, deve-se aplicar, neste caso, por óbvio, o prazo maior, correspondente à lei revogada. Ao contrário, se o prazo ainda não começou a correr, aplica-se a lei nova que estabelece prazo menor. Nesse sentido reza o art. 3º da Lei de Introdução do Código de Processo Penal, que, a despeito de se referir à entrada em vigor do CPP, pode ser aplicado, por analogia, aos casos em que a entrada em vigor de determinada lei se dá quando já iniciada a contagem do prazo para a realização de determinado ato, aqui incluída a interposição de recurso. Vale, aqui, fazer uma observação: se se tratar de lei processual penal dotada de carga material (também chamada de norma mista ou híbrida), deve-se aplicar, em relação a elas, o que estabelece o art. 2º, parágrafo único, do CP. Nesse caso, a exemplo do que se dá com as leis penais, a norma processual nova, se favorável ao réu, deverá retroagir; se prejudicial, aplica-se a lei já revogada (lex mitior). ED

(OAB/Exame Unificado – 2016.1) João, no dia 2 de janeiro de 2015, praticou um crime de apropriação indébita majorada. Foi, então, denunciado como incurso nas sanções penais do Art. 168, § 1º, inciso III, do Código Penal. No curso do processo, mas antes de ser proferida sentença condenatória, dispositivos do Código de Processo Penal de natureza exclusivamente processual sofrem uma reforma legislativa, de modo que o rito a ser seguido no recurso de apelação é modificado. O advogado de João entende que a mudança foi prejudicial, pois é possível que haja uma demora no julgamento dos recursos.

Nesse caso, após a sentença condenatória, é correto afirmar que o advogado de João

(A) deverá respeitar o novo rito do recurso de apelação, pois se aplica ao caso o princípio da imediata aplicação da nova lei.

(B) não deverá respeitar o novo rito do recurso de apelação, em razão do princípio da irretroatividade da lei prejudicial e de o fato ter sido praticado antes da inovação.

(C) não deverá respeitar o novo rito do recurso de apelação, em razão do princípio da ultratividade da lei.

(D) deverá respeitar o novo rito do recurso de apelação, pois se aplica ao caso o princípio da extratividade.

A lei processual penal será aplicada desde logo (princípio da aplicação imediata ou da imediatidade), sem prejuízo dos atos realizados sob o império da lei anterior. É o que estabelece o art. 2º do CPP. A exceção a essa regra fica por conta da lei processual penal dotada de carga material, em que deverá ser aplicado o que estabelece o art. 2º, parágrafo único, do CP. Nesse caso, a exemplo do que se dá com as leis penais, a norma processual nova, se favorável ao réu, deverá retroagir; se prejudicial, aplica-se a lei já revogada (lex mitior). No caso narrado no enunciado, fica claro que a lei nova, que entrou em vigor no curso do processo, tem caráter exclusivamente processual, razão penal qual, em vista do que acima foi dito, terá aplicação imediata, incidindo desde logo. Dessa forma, o rito da apelação a ser interposta pela defesa de João obedecerá à normativa estabelecida pela lei processual nova.

(OAB/Exame Unificado – 2013.2) A Lei 9.099/1995 modificou a espécie de ação penal para os crimes de lesão corporal leve e culposa. De acordo com o art. 88 da referida lei, tais delitos passaram a ser de ação penal pública condicionada à representação. Tratando-se de questão relativa à Lei Processual Penal no Tempo, assinale a alternativa que corretamente expõe a regra a ser aplicada para processos em curso que não haviam transitado em julgado quando da alteração legislativa.

(A) Aplica-se a regra do Direito Penal de retroagir a lei, por ser norma mais benigna.

(B) Aplica-se a regra do Direito Processual de imediatidade, em que a lei é aplicada no momento em que entra em vigor, sem que se questione se mais gravosa ou não.

(C) Aplica-se a regra do Direito Penal de irretroatividade da lei, por ser norma mais gravosa.

(D) Aplica-se a regra do Direito Processual de imediatidade, em que a lei é aplicada no momento em que entra em vigor, devendo-se questionar se a novatio legis é mais gravosa ou não.

A lei processual penal, conforme preceitua o art. 2º do CPP, terá aplicação imediata, conservando-se, entretanto, os atos realizados sob o império da lei anterior. Sucede que existem leis processuais que possuem carga de direito penal, chamadas, bem por isso, de leis materiais, híbridas ou mistas, como é o caso acima narrado, em que a eficácia no tempo deverá obedecer ao regramento dos arts. 5º, XL, da CF e 2º, parágrafo único, do CP.

(OAB/Exame Unificado – 2013.2) Em um processo em que se apura a prática dos delitos de supressão de tributo e evasão de divisas, o Juiz Federal da 4ª Vara Federal Criminal de Arroizinho determina a expedição de carta rogatória para os Estados Unidos da América, a fim de que seja interrogado o réu Mário. Em cumprimento à carta, o tribunal americano realiza o interrogatório do réu e devolve o procedimento à Justiça Brasileira, a 4ª Vara Federal Criminal. O advogado de defesa de Mário, ao se deparar com o teor do ato praticado, requer que o mesmo seja declarado nulo, tendo em vista que não foram obedecidas as garantias processuais brasileiras para o réu.

Exclusivamente sobre o ponto de vista da Lei Processual no Espaço, a alegação do advogado está correta?

(A) Sim, pois no processo penal vigora o princípio da extraterritorialidade, já que as normas processuais brasileiras podem ser aplicadas fora do território nacional.

(B) Não, pois no processo penal vigora o princípio da territorialidade, já que as normas processuais brasileiras só se aplicam no território nacional.

(C) Sim, pois no processo penal vigora o princípio da territorialidade, já que as normas processuais brasileiras podem ser aplicadas em qualquer território.

(D) Não, pois no processo penal vigora o princípio da extraterritorialidade, já que as normas processuais brasileiras podem ser aplicas fora no território nacional.

Da mesma forma que a lei penal processual brasileira deve ser aplicada, em razão do princípio da territorialidade, quando do cumprimento, pelo Poder Judiciário brasileiro, de carta rogatória oriunda do estrangeiro, a rogatória aqui expedida será cumprida, pelo Poder Judiciário do país destinatário, de acordo com as regras processuais ali em vigor. Não há que se falar, portanto, em nulidade do ato realizado pelo PJ americano.

(OAB/Exame Unificado – 2010.2) Ao final da audiência de instrução e julgamento, o advogado do réu requer a oitiva de testemunha inicialmente não arrolada na resposta escrita, mas referida por outra testemunha ouvida na audiência. O juiz indefere a diligência alegando que o número máximo de testemunhas já havia sido atingido e que, além disso, a diligência era claramente protelatória, já que a prescrição estava em vias de se consumar se não fosse logo prolatada a sentença. A sentença é proferida em audiência, condenando-se o réu à pena de 6 anos em regime inicial semiaberto.

Com base exclusivamente nos fatos acima narrados, assinale a alternativa que apresente o que alegaria na apelação o advogado do réu, como pressuposto da análise do mérito recursal.

(A) A redução da pena ou a fixação de um regime de cumprimento de pena mais vantajoso.

(B) A anulação da sentença para que outra seja proferida em razão da violação do princípio da ampla defesa.

(C) A reinquirição de todas as testemunhas em sede de apelação.

(D) A anulação da sentença para que outra seja proferida em razão da violação do princípio da ampla defesa, com a correspondente suspensão do prazo da prescrição de modo que o órgão ad quem se sinta confortável para anular a sentença sem gerar impunidade no caso concreto.

Incumbe ao magistrado avaliar a conveniência de ouvir a testemunha referida. Considerando que esta não integra o número máximo a que a parte tem direito de arrolar, é defeso ao juiz, ao argumento de que o número máximo de testemunhas já foi atingido, indeferir o pleito da parte de ouvir a testemunha que indicou ao término da instrução. Se assim proceder o magistrado, violado estará o princípio da ampla defesa (art. 5º, LV, da CF). De se ver, de outro lado, que o requerimento da parte não será atendido quando evidente o seu propósito protelatório – art. 209, § 1º, do CPP.

(OAB/Exame Unificado – 2009.3) A lei processual penal

(A) não admite aplicação analógica, em obediência ao princípio da legalidade estrita ou tipicidade expressa.

(B) admite interpretação extensiva e o suplemento dos princípios gerais de direito, por expressa disposição legal.

(C) tem aplicação imediata, devendo os atos praticados sob a vigência de lei anterior revogada ser renovados e praticados sob a égide na nova lei, sob pena de nulidade absoluta.

(D) não retroagirá, salvo para beneficiar o réu, não vigorando, no direito processual penal, o princípio tempus regit actum .

A: incorreta. A lei processual penal, a teor do que dispõe o art. 3º do CPP, comporta, sim, aplicação analógica; B: correta. Por expressa disposição do art. 3º do CPP, a lei processual penal admite a interpretação extensiva bem como o suplemento dos princípios gerais de direito; C e D: incorretas. Art. 2º do CPP. Adotou-se, quanto à eficácia da lei processual no tempo, o princípio da aplicação imediata ou do efeito imediato (tempus regit actum), preservando-se os atos até então praticados, que, por essa razão, não serão renovados. Vale, aqui, fazer uma ressalva. Quando se tratar de uma norma processual dotada de caráter material (norma mista), a sua eficácia no tempo deverá seguir o regramento do art. 2º, parágrafo único, do Código Penal, ou seja, a lei processual dotada de carga penal poderá retroagir em benefício do réu.

(OAB/Exame Unificado – 2009.1) Acerca do significado dos princípios limitadores do poder punitivo estatal, assinale a opção correta.

(A) Segundo o princípio da culpabilidade, o direito penal deve limitar-se a punir as ações mais graves praticadas contra os bens jurídicos mais importantes, ocupando-se somente de uma parte dos bens protegidos pela ordem jurídica.

(B) De acordo com o princípio da fragmentariedade, o poder punitivo estatal não pode aplicar sanções que atinjam a dignidade da pessoa humana ou que lesionem a constituição físico-psíquica dos condenados por sentença transitada em julgado.

(C) Segundo o princípio da ofensividade, no direito penal somente se consideram típicas as condutas que tenham certa relevância social, pois as consideradas socialmente adequadas não podem constituir delitos e, por isso, não se revestem de tipicidade.

(D) O princípio da intervenção mínima, que estabelece a atuação do direito penal como ultima ratio , orienta e limita o poder incriminador do Estado, preconizando que a criminalização de uma conduta só se legitima se constituir meio necessário para a proteção de determinado bem jurídico.

A: incorreta. O princípio da culpabilidade preconiza que ninguém pode ser punido se não houver agido com dolo ou culpa – art. 18, parágrafo único, do CP. A assertiva contempla o princípio da fragmentariedade, segundo o qual a lei penal constitui, por força do postulado da intervenção mínima, uma pequena parcela (fragmento) do ordenamento jurídico. Isso porque somente se deve lançar mão desse ramo do direito diante da ineficácia ou inexistência de outros instrumentos de controle social menos traumáticos (subsidiariedade); B: incorreta. Não corresponde ao postulado da fragmentariedade, ao qual nos referimos no comentário à alternativa anterior. A proposição descreve o princípio da humanidade; C: incorreta. Preconiza o princípio da ofensividade que não se pode incriminar uma conduta dotada de ínfima lesão. A alternativa descreve o postulado da adequação social, segundo o qual não se pode reputar criminosa a conduta tolerada pela sociedade, ainda que corresponda a uma descrição típica. É dizer, embora formalmente típica, porque subsumida num tipo penal, carece de tipicidade material, porquanto em sintonia com a realidade social em vigor. A sociedade se mostra, nessas hipóteses, indiferente ante a prática da conduta, como é o caso da tatuagem. Também são exemplos: a circuncisão praticada na religião judaica; o furo na orelha para colocação de brinco etc.; D: correta. O direito penal deve ser visto como o último recurso de que dispõe o legislador para solucionar as lides ocorridas na coletividade. Isto é, o legislador, antes de recorrer ao direito penal, deve lançar mão de outros ramos do direito, outros mecanismos pacificadores. O direito penal, enfim, há de ser visto como a ultima ratio.

(OAB/Exame Unificado – 2008.3) Assinale a opção correta de acordo com o CPP.

(A) Com a aplicação imediata da lei processual penal, os atos realizados sob a vigência da lei anterior perdem sua validade.

(B) A lei processual penal não admite interpretação extensiva.

(C) Caso a autoridade policial tome conhecimento de um crime de ação penal privada, ela poderá instaurar, de ofício, o inquérito policial.

(D) Caso a autoridade policial tome conhecimento da prática de infração penal, ela deve averiguar a vida pregressa do indiciado, sob o ponto de vista individual, familiar e social, sua condição econômica, sua atitude e estado de ânimo antes e depois do crime e durante ele, bem como quaisquer outros elementos que contribuírem para a apreciação do seu temperamento e caráter.

A: incorreta. Dado o que estabelece o art. 2º do CPP, a lei processual penal é aplicada desde logo e os atos realizados sob a égide da lei anterior serão preservados. Não há que se falar, portanto, em perda de validade dos atos realizados sob o império da lei revogada; B: incorreta. Por expressa disposição do art. 3º do CPP, a lei processual penal admite, sim, interpretação extensiva; C: incorreta. Em vista do que dispõe o art. 5º, § 5º, do CPP, sendo a ação penal de iniciativa privada, a instauração de inquérito policial condiciona-se ao requerimento de quem tem qualidade para ajuizar a respectiva ação penal. É dizer, sem essa manifestação de vontade, é vedado à autoridade policial proceder a inquérito; D: correta, pois em conformidade com o disposto no art. 6º, IX, do CPP.

(OAB/Exame Unificado – 2008.2) Com base na CF, assinale a opção correta.

(A) O Estado indenizará o condenado por erro judiciário, a pessoa que ficar presa além do tempo fixado na sentença bem como o preso provisório.

(B) Concede-se habeas corpus sempre que o indivíduo sofrer ou se achar em iminente perigo de sofrer violência ou coação em relação a qualquer de seus direitos individuais, por ilegalidade ou abuso de poder.

(C) Aos acusados são assegurados o contraditório e a ampla defesa, não sendo possível restringir determinado recurso a apenas uma das partes, como a defesa, por exemplo.

(D) Assegura-se ao acusado a gratuidade do habeas corpus , a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de tramitação processual.

A: incorreta, pois o art. 5º, LXXV, da CF não contemplou o preso provisório; B: incorreta (art. 5º, LXVIII, da CF). O habeas corpus será concedido em relação à liberdade de locomoção; C: incorreta, já que pode haver recurso exclusivo da defesa (art. 5º, LV, da CF e art. 609, parágrafo único, do CPP); D: correta. Art. 5º, LXXVII, da CF (gratuidade do habeas corpus); art. 5º, LXXVIII, da CF (razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação).

(OAB/Exame Unificado – 2008.1) Acerca do princípio da inocência, assinale a opção correta.

(A) Com a decisão de pronúncia, que reconhece a existência de crime e indícios de autoria, o nome do réu pode ser incluído no rol dos culpados.

(B) A restrição à liberdade do acusado antes da sentença definitiva deve ser admitida sempre que se verificar o fumus boni iuris , independentemente da existência de periculum in mora .

(C) O juiz deve ter plena convicção de que o acusado é responsável pelo delito, bastando a dúvida a respeito da sua culpa para absolvê-lo.

(D) O réu tem o dever de provar sua inocência e cabe ao acusador apresentar indícios de autoria e materialidade.

Corolário do princípio do estado de inocência, havendo dúvida quanto à culpa do agente, é de rigor a absolvição (in dubio pro reo). A condenação só terá lugar se restar comprovada a culpa do acusado. É com base nesse princípio que a prisão processual, nas suas diversas modalidades, somente será decretada em caso de absoluta necessidade. Tem caráter, pois, excepcional. Também por isso é vedada a inclusão do nome do réu no rol dos culpados antes do trânsito em julgado da sentença penal condenatória. O mesmo ocorre em relação à acusação, à qual incumbe o ônus de provar a culpa do réu. Cuidado: a prova da alegação incumbe a quem a fizer. Se a defesa, por exemplo, na resposta à acusação, invoca, em favor do réu, legítima defesa, a prova dessa excludente cabe ao acusado.

(OAB/Exame Unificado – 2008.1) Assinale a opção correta à luz dos princípios regentes do processo penal.

(A) O juiz pode abster-se de julgar os casos que lhe forem apresentados, independentemente de causa de suspeição, impedimento ou incompetência.

(B) As partes, se entrarem em acordo, podem subtrair ao juízo natural o conhecimento de determinada causa na esfera criminal.

(C) Pode o juiz transmitir o poder jurisdicional a quem não o possui.

(D) No processo penal, o juiz tem o dever de investigar como os fatos se passaram na realidade, não devendo se conformar com a verdade formal constante dos autos.

A: incorreta, dado o que enuncia o princípio da indeclinabilidade; B: incorreta, em vista do que estabelece o princípio da inevitabilidade; C: incorreta, dado o que prescreve o princípio da indelegabilidade; D: correta, pois em conformidade com o disposto no art. 156, I e II, do CPP. No processo penal, em que vige, diferentemente do que se dá no âmbito do processo civil, o princípio da busca da verdade real, o juiz não pode se limitar a ser um mero espectador da produção da prova. A lei lhe confere, com algumas limitações, a iniciativa de

Você chegou ao final dessa amostra. para ler mais!
Página 1 de 1

Análises

O que as pessoas acham de Como passar na OAB 1ª Fase

5.0
2 notas / 0 Análises
O que você achou?
Nota: 0 de 5 estrelas

Avaliações do leitor