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Princípios de gestão de riscos
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E-book193 páginas2 horas

Princípios de gestão de riscos

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Sobre este e-book

As atividades industriais e diversas demandas por controle de riscos ambientais e ocupacionais aumentam constantemente. Este aumento da demanda por estudos de risco torna o tema muito interessante para diversos profissionais. Contudo, o acesso à informação, em língua portuguesa, é limitado e dificulta o ingresso de profissionais nesse mercado.
Este livro busca exatamente facilitar o acesso aos fundamentos da gestão de risco, proporcionando ao leitor um texto conciso que consolida informações fundamentais sobre como proceder um estudo de risco, definições, critérios e as ferramentas de estudos de riscos mais básicas e de uso mais difundido (tais como as análises preliminares de Risco e o HazOp) atualmente.
Ao terminar de estudar esta obra, espera-se que o leitor esteja capacitado para atuar como gestor do processo, em equipes de estudos de risco, bem como tenha base de conhecimentos suficiente para seguir se aprimorando no tema.
IdiomaPortuguês
Data de lançamento1 de jan. de 2015
ISBN9788581926674
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    Princípios de gestão de riscos - Erick Braga Ferrão Galante

    consistentes.

    CAPÍTULO 1

    REFERENCIAL NORMATIVO

    Segundo o Capítulo V, Título II, da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), Decreto-Lei n.º 5.452/43, as normas relativas à Segurança e Medicina do Trabalho são de observância obrigatória por todas as empresas brasileiras regidas pela CLT¹. A fiscalização, no entanto, compete às Delegacias Regionais do Trabalho. Estas devem, além de promover a fiscalização do cumprimento das normas de segurança e medicina do trabalho, impor as penalidades cabíveis por descumprimento das normas constantes no Artigo 201 da CLT.

    A Lei 6.514 de dezembro de 1977 (BRASIL, 1977) dá nova redação ao Capítulo V da CLT e estabelece atribuição do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) a regulamentação das questões relativas à segurança e à saúde no trabalho através das Normas Regulamentadoras (NR), aprovadas pela portaria 3.214/78. Assim sendo, as NR são normas que objetivam estabelecer requisitos técnicos e legais sobre os aspectos de segurança e saúde ocupacional. Elas são elaboradas e modificadas por comissões tripartites constituídas por representantes do governo, empregadores e empregados em relação a diversos temas.

    Em outubro de 2014 havia um total de 35 Normas Regulamentadoras (NR) – NR 1 até 26 e NR 28 até 36, sendo a NR 27 um documento revogado – detalhando a forma como os preceitos da Lei 6515/77 devem ser implementados nos diversos temas de interesse para o ambiente laboral (MTE, 2013):

    • NR 1: Disposições Gerais;

    • NR 2: Inspeção Prévia;

    • NR 3: Embargo ou Interdição;

    • NR 4: Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho;

    • NR 5: Comissão Interna de Prevenção de Acidentes;

    • NR 6: Equipamento de Proteção Individual;

    • NR 7: Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional;

    • NR 8: Edificações;

    • NR 9: Programa de Prevenção de Riscos Ambientais;

    • NR 10: Serviços em Eletricidade;

    • NR 11: Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais;

    • NR 12: Máquinas e Equipamentos;

    • NR 13: Caldeiras e Vasos de Pressão;

    • NR 14: Fornos;

    • NR 15: Atividades e Operações Insalubres;

    • NR 16: Atividades e Operações Perigosas;

    • NR 17: Ergonomia;

    • NR 18: Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção;

    • NR 19: Explosivos;

    • NR 20: Líquidos Combustíveis e Inflamáveis;

    • NR 21: Trabalhos a Céu Aberto;

    • NR 22: Segurança e Saúde Ocupacional na Mineração;

    • NR 23: Proteção contra Incêndios;

    • NR 24: Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho;

    • NR 25: Resíduos Industriais;

    • NR 26: Sinalização de Segurança;

    • NR 27: Registro Profissional do Técnico de Segurança do Trabalho no Ministério do Trabalho (revogada em 2008);

    • NR 28: Fiscalização e Penalidades;

    • NR 29: Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho Portuário;

    • NR 30: Segurança e Saúde no Trabalho Aquaviário;

    • NR 31: Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura, Pecuária, Silvicultura, Exploração Florestal e Aquicultura;

    • NR 32: Segurança e Saúde no Trabalho em Estabelecimentos de Saúde;

    • NR 33: Segurança e Saúde no Trabalho em Espaços Confinados;

    • NR 34: Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção e Reparação Naval;

    • NR 35: Trabalho em Altura; e

    • NR 36: Segurança e Saúde no Trabalho em Empresas de Abate e Processamento de Carnes e Derivados.

    O estudo das Normas Regulamentadoras indica que existem aquelas de aplicação específica a certos segmentos e outras de aplicação geral. A NR 1, por exemplo, apresenta as disposições gerais da saúde e segurança do trabalho, apresentando competências institucionais, além das obrigações de empregadores e empregados em relação à matéria. As NR 1 a 9 são de observância em empresas ou empreendimentos de qualquer área de atuação, sendo as demais aplicáveis em função das operações realizadas nos mesmos. A NR 2, na redação em vigor, versa sobre inspeção prévia e a permissão de realização de trabalho, aprovação de instalações de novos estabelecimentos e a emissão do Certificado de Aprovação de Instalações (CAI). A NR 3, na redação em vigor, regulariza o estabelecimento de embargo e interdição para proteção dos trabalhadores, quando expostos à situação de risco grave e iminente. A NR 4, na redação em vigor, apresenta os Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT). Estes serviços devem ser realizados por profissionais habilitados nas áreas de medicina e segurança do trabalho, que devem constituir o quadro da empresa em função do risco de sua atividade. A NR 5, na redação em vigor, trata do estabelecimento da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) nas empresas. A NR 6, por sua vez, dispõe sobre a utilização de Equipamento de Proteção Individual (EPI) no ambiente de trabalho. A NR 7 trata da criação e manutenção do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), enquanto a NR 8 trata das condições da infraestrutura (edificações) e a NR 9 (PPRA) estuda os riscos existentes com relação à higiene ocupacional.

    O presente trabalho busca extrair do texto das Normas Regulamentadoras as passagens de aplicação ao estudo do risco.

    1.1 Nr 4 – serviço especializado em engenharia de segurança e em medicina do trabalho

    Esta norma determina condições para funcionamento de um serviço especializado em engenharia de segurança, que é um dos responsáveis por realizar gestão de riscos nas instituições onde existe o SESMT.

    4.1. As empresas privadas e públicas, os órgãos públicos da administração direta e indireta e dos poderes Legislativo e Judiciário, que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, manterão, obrigatoriamente, Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho, com a finalidade de promover a saúde e proteger a integridade do trabalhador no local de trabalho.

    [...]

    4.12. Compete aos profissionais integrantes dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho:

    a) aplicar os conhecimentos de engenharia de segurança e de medicina do trabalho ao ambiente de trabalho e a todos os seus componentes, inclusive máquinas e equipamentos, de modo a reduzir até eliminar os riscos ali existentes à saúde do trabalhador;

    b) determinar, quando esgotados todos os meios conhecidos para a eliminação do risco e este persistir, mesmo reduzido, a utilização, pelo trabalhador, de Equipamentos de Proteção Individual-EPI, de acordo com o que determina a NR 6, desde que a concentração, a intensidade ou característica do agente assim o exija [...]

    1.2 Nr 5 – comissão interna de prevenção de acidentes (CIPA)

    As CIPA tem seu objetivo estabelecido na NR 5, a seguir transcrito:

    DO OBJETIVO

    5.1 A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA – tem como objetivo a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador.

    Dentre as atribuições da CIPA, destaca-se a responsabilidade de elaborar o mapa de riscos da empresa, conforme estabelecido na NR 5, a seguir transcrito:

    DAS ATRIBUIÇÕES

    5.16 A CIPA terá por atribuição:

    a) identificar os riscos do processo de trabalho, e elaborar o mapa de riscos, com a participação do maior número de trabalhadores, com assessoria do SESMT, onde houver;

    O mapa de riscos é uma forma de identificar os riscos percebidos pelos trabalhadores de um local, setor ou empresa. Esta identificação não é técnica, pois a CIPA não tem formação para isso, mas é uma orientação para o gestor de riscos sobre quais riscos são percebidos pelos profissionais que frequentam um dado ambiente. Este mapa de risco é uma ferramenta útil para orientar o trabalho de análise do gestor de

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