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Fundamentos em patologia geral

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Fundamentos em patologia geral

notas:
5/5 (1 nota)
Duração:
118 páginas
1 hora
Editora:
Lançados:
22 de ago. de 2016
ISBN:
9788569333906
Formato:
Livro

Descrição

A obra traz em linguagem de fácil compreensão os fundamentos da patologia geral e os mecanismos básicos da doença. O Autor discorre de maneira completa sobre o assunto com um enfoque didático voltado ao estudante da área da saúde, O livro traz em resumo todos os conhecimentos necessários ao estudante da área da saúde para o conhecimento dos mecanismos que fundamentam a patologia geral.
Editora:
Lançados:
22 de ago. de 2016
ISBN:
9788569333906
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Livro

Sobre o autor


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Fundamentos em patologia geral - Renato Rossi Junior

Ciência.

Adaptação, Lesão e Morte Celular

Mecanismos de Adaptação, Lesão e Morte Celular

As células que compõe o organismo humano possuem metabolismos diversos o que lhes confere diferentes potenciais de adaptação as agressões. Desta forma as células nervosas resistem poucos minutos a privação de oxigênio enquanto os hepatócitos são capazes de resistir por vários meses.

Assim a homeostase é um estado dinâmico que pode fluir de maneiras variadas durante a vida.

De acordo com a capacidade individual as células podem sofrer uma sequência que passa pela adaptação, lesão reversível e finalmente conclui-se na morte celular.

Esta sequência pode não ocorrer se a agressão sofrida for muito intensa acarretando a morte imediata da célula.

A intensidade da agressão, no entanto não é responsável única por este mecanismo. O suprimento sanguíneo do órgão, a vulnerabilidade individual, a diferenciação e estado prévio da célula também o determinam.

Alterações do crescimento e da diferenciação celular

Agenesia:

É conceitualmente a ausência de iniciação do desenvolvimento de um órgão ou estrutura.

Aplasia:

É a ausência de crescimento do órgão em início de formação. Não aumenta o número de células do órgão por falta de estímulos de replicação devido a alterações em estruturais ou regulatórias de genes.

Hipoplasia:

Ocorre quando o órgão, em seu desenvolvimento não promove o crescimento celular adequado e torna-se menor e com função reduzida. (Iniciou-se o desenvolvimento, porém não foi completado). Diferente da hipotrofia que ocorre depois do órgão ter atingido desenvolvimento completo e iniciar regressão de tamanho. Fisiologicamente representa menor gravidade que a agenesia e aplasia. Exemplos: hipoplasia renal, testicular, ovariana.

Hipoplasia de esmalte

Atrofia ou Hipotrofia:

É a ausência, privação ou deficiência de nutrição, geralmente ocasiona apoptose e autofagia.

Ocorre diminuição das organelas na célula, além da redução do volume e função celular.

Etiologia da atrofia:

Atrofia fisiológica: involução de tecidos ou órgãos. Exemplos: Timo, veias e artérias umbilicais, útero após o parto, mamas após a lactação, mama e endométrio na menopausa, senilidade (cérebro e musculatura).

No caso da senilidade é acompanhada de acúmulo de um pigmento chamado lipofuscina - Atrofia parda. A lipofuscina é um pigmento (visível em microscopia na cor alaranjada) proveniente da ação de radicais livres sobre as membranas (lipoperoxidação de lipídeos) a quantidade acumulada indica envelhecimento celular ou tecidual.

Atrofia Patológica: É aquela causada por alterações provocadas por agressões a célula ou tecido.

Causas: Por desnutrição ou inanição. Observa-se diminuição da massa muscular.

Por denervação, atrofia neurogênica ou neuropática, clássica na poliomielite. Atrofia endócrina, exemplos, adrenais, tireoides e gônadas no hipopituitarismo; por compressão devido a distúrbios circulatórios causando atrofia isquêmica ou vascular.

Ocorre por inatividade ou desuso (Amiotrofia clássica da imobilização e engessamento); por substancias tóxicas que paralisam o ciclo celular ou por radiações ionizantes provocando anemia aplástica e trombocitopenia (exposição a radionuclídeos fontes diretas como Raios X ou perto de usinas nucleares com vazamentos.

Atrofia por desuso

Hipertrofia

Solicitação excessiva, ou melhor sinalização excessiva significando aumento da síntese dos constituintes celulares (Anabolismo>Catabolismo), em células que tem bloqueada sua capacidade para dividir-se (células pós mitóticas ou permanentes ou perenes) aumento expressivo do volume celular normal. Também ocorre em células com ciclo celular ativo.

-Macroscopicamente: Aumento de volume de um órgão por aumento da demanda funcional (adaptação) (musculação) ou por aumento dos estímulos tróficos (ex.: hormonais).

Microscopicamente: Aumento de volume das células que compõem o órgão, associado ao aumento do estroma, com aumento da síntese intracelular.

Alguns tipos de hipertrofia ocorrem frequentemente no organismo:

Hipertrofia compensatória: O órgão aumenta de volume e assume função do homólogo alterado ou ausente; no fígado após hepatectomia parcial.

Hipertrofia Subcelular Do Retículo Endoplasmático Liso: Aumento do R.E.L. após a administração de barbitúricos, esteroides, hidrocarbonetos (JONES & FAWCETT, 1966), explicando a tolerância progressiva a estas substancias (aumento da capacidade de detoxificação).

A hipertrofia e a hiperplasia podem ocorrer concomitantemente, como por exemplo, no útero durante a gravidez.

Hipertrofia cardíaca: Resposta adaptativa à sobrecarga hemodinâmica, que ocorre associada a hipertensão crônica, lesão do miocárdio, insuficiência valvular e outros estresses que aumentam a sobrecarga do coração.

Hiperplasia (esquemático) notar a diferença entre os lados

Hiperplasia

Aumento de volume e peso de um órgão por aumento da demanda funcional (adaptação) ou por aumento de estímulos tróficos (ex.: hormonais) devido ao aumento do número de células que o compõem. Hiperplasia do endométrio causa sangramentos menstruais anormais tendo como causa desequilíbrio entre a relação normal entre estrógeno e progesterona entre outros hormônios sexuais. Pode causar endometriose se não tratada. Endometriose é o crescimento do endométrio atingindo as cavidades adjacentes ao útero. A endometriose e a hiperplasia uterina podem causar esterilidade.

Metaplasia

É uma substituição adaptativa reversível que só ocorre em tecidos renováveis (epitélios e conjuntivos, nunca em músculo ou tecido nervoso.). E' um processo indireto, i.e., a camada de células indiferenciadas de reserva (células tronco) é que se diferenciam de modo alterado.

- Tipos:

∙ Metaplasia Escamosa, Epidermóide ou Córnea:

Transformação do epitélio simples pseudoestratificado colunar ciliado com células caliciformes das vias aéreas (nos fumantes crônicos e nas broncopneumonias parasitárias). O epitélio colunar residente normal desse tecido é frágil diante da agressão mais comum, que é a fumaça do cigarro, e morre. Em substituição a esse epitélio ocorre nas células tronco o desligamento de genes específicos do epitélio colunar e o ligamento ou ativação da transcrição de genes específicos de epitélio escamoso (mais resistente a agressão química). Portanto ocorre a substituição de um epitélio normal por outro também normal. A célula tronco se diferencia em outro tipo celular como meio de proteção a uma agressão. O novo epitélio normalmente é mais resistente ao agente agressor. O que é anormal é o

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