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REGULAÇÃO DE SINISTROS EM RAMOS ELEMENTARES: Riscos de Médio Porte
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E-book313 páginas2 horas

REGULAÇÃO DE SINISTROS EM RAMOS ELEMENTARES: Riscos de Médio Porte

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Sobre este e-book

A busca pela qualificação dos profissionais está ocorrendo nos mais diversos mercados. O mercado segurador não fica de fora e está em constante aprimoramento de seus profissionais. O presente livro busca estar presente neste processo mais precisamente aos reguladores e peritos em sinistro dos ramos elementares que lidam com sinistro de pequena e média monta.
O conteúdo aborda as principais coberturas de seguro dos ramos hoje conhecidos como massificados, sempre apresentando um embasamento teórico sobre o conteúdo para posteriormente abordar a pratica da regulação/perícia.
Pensamos, portanto, quando da elaboração deste material, auxiliar o pessoal envolvido na busca de uma justa indenização quanto esta for pleiteada pelo segurado, e visando minimizar o contencioso entre seguradoras, corretores e segurados.
IdiomaPortuguês
Data de lançamento9 de abr. de 2015
ISBN9788582452011
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    REGULAÇÃO DE SINISTROS EM RAMOS ELEMENTARES - Mario Bestetti

    @cpovo.net

    REGULAÇÃO DE SINISTROS SRAMOS ELEMENTARES

    CAPÍTULO 1

    Sobre Ventos Fortes – Queda de Granizo

    1.1.- Introdução:

    O presente capítulo objetiva apresentar informações e instruções sobre os danos provocados por incidência de ventos fortes sobre as estruturas edificadas, bem como os estragos provocados por precipitação de granizo. Entretanto como são fenômenos ligados a natureza, cabem alguns esclarecimentos teóricos iniciais para quando visualizarmos uma estrutura atingida por este tipo de fenômeno podermos interpretar melhor o ocorrido e comparamos as danificações com as informações meteorológicas recebidas.

    1.2.- Meteorologia/Climatologia – Fundamentos básicos:

    Os fundamentos a seguir apresentados, estão restritos aos exclusivamente necessários a um entendimento de eventos diretamente relacionados a sinistros, pois o conteúdo em questão, mesmo com um tratamento básico, é extenso.

    1.2.1.- Caracterização do vento – Velocidade-Direção-Rajada

    Para a caracterização do vento, em qualquer ponto da atmosfera, necessita de dois parâmetros: a direção e velocidade. Quanto mais próximo da superfície da terra, mais sofre interferência da orografia do terreno e variações de temperatura.

    A direção do vento é normalmente expressada caracterizando de onde o vento sopra. A rosa dos ventos é a forma mais tradicional, quando não se dispõe de instrumentos de medida. A direção é relatada como aquela que mais se aproxima de um dos pontos cardeais (N, S, L, O), ou medidas intermediárias, também chamadas de colaterais como (NE, SE, SW, NW).

    Já a velocidade é expressa em metros por segundo (m/s), quilômetros por hora (km/h) ou ainda em Knots (Kt), sendo que 1 Knots equivale a 1,852 Km/h.

    A rajada, termo que em algumas oportunidades é mencionada pelos previsores de tempo, nada mais é que uma variação brusca da velocidade do vento, acompanhada muitas vezes de mudanças bruscas de direção. Esta agitação, portanto, indica a presença de turbilhonamento (redemoinhos ou vórtices)

    Na figura 1.1 observamos um desenho da rosa-dos-ventos.

    Figura 1.1.- Rosa-dos-ventos (completa)

    1.2.2.- Nuvem

    Segundo o livro: Meteorologia e Climatologia de Mario Adelmo Varejão-Silva, Nuvem é qualquer conjunto visível de gotículas dágua, de partículas de gelo, ou de ambas, em suspensão na atmosfera. Esse aglomerado eventualmente inclui elementos de natureza hídrica de maiores dimensões, além de poeira, fumaça e mesmo resíduos industriais.

    As nuvens assumem formas diversas, aspecto bem como seu brilho e sua cor. As nuvens possuem espessuras variadas, sendo que normalmente o limite inferior é denominado de base e seu limite superior de topo.

    Podemos classificar, ao menos aquelas que apresentam-se com mais freqüência na natureza em 10 gêneros e em cada gênero incluir diferentes espécies.

    A descrição dos gêneros de nuvens bem como suas espécies foge ao objetivo deste conteúdo; sendo que vamos abordar apenas os gêneros de nuvens que participam das tormentas e tempestades.

    1.2.2.1.- Nuvem do gênero Cumulunimbo (Cb)

    Segundo o livro: Meteorologia e Climatologia de Mario Adelmo Varejão-Silva, trata-se de nuvem volumosa, muito densa, de grande desenvolvimento vertical, com a forma de montanha, encimada ou não por uma imensa bigorna ou penacho.

    São os tipos de nuvem temidos pela aviação, pois acarretam, devido ao seu grande desenvolvimento vertical e rápido, transtornos as rotas de aviação civil. Os aguaceiros podem ser violentos, e são acompanhados de trovoadas e relâmpagos e podem produzir granizo. São nuvens que podem atingir em sua base vários Km, podendo atingir, portanto, enquanto ativo, várias regiões.

    Figura 1.2.- Nuvem cumulunimbus

    1.2.3.- Chuva

    Denomina-se chuva toda a precipitação de gotas de água cujo diâmetro seja superior a 0,5 mm de diâmetro e quando o diâmetro foi inferior a 0,5 mm classifica-se como garoa ou chuvisco. A sua acumulação, ou seja, a quantidade de chuva é medida em mm, com instrumentos apropriados e existentes em estações de medição.

    As chuvas muito intensas e de curta duração, chamadas de aguaceiros, são as mais temidas, pois trazem os problemas como alagamentos e/ou inundações, que em alguns casos superam o dimensionamento dos sistemas de escoamento pluvial das cidades, com o aparecimento de prejuízos em residências, comércio e industria, sendo que em alguns casos transformam-se em sinistro e portanto passíveis de indenização.

    1.2.4.- Trovoada

    Quando da ocorrência de uma ou mais descargas elétricas, observa-se um intenso clarão ou relâmpago seguido de um estrondo que pode ser curto ou mais longo, a trovoada.

    1.2.5.- Granizo

    Precipitação de cristais ou grãos de gelo transparentes ou translúcidos, apresentam ainda forma irregular ou esférica e com diâmetro superior a 5 mm.

    O risco as estruturas, vidas humanas, agricultura e pecuária está vinculado diretamente ao diâmetro do grão ou pedra de gelo.

    Como curiosidade, um granizo de 8 cm de diâmetro e com 70 g de peso, cai a aproximadamente 48 m/s ou seja 172 Km/h.

    Figura 1.3.- Amostras de granizo cuja precipitação ocorreu em 10/2007. (Fonte: Arquivo de fotos do autor)

    Figura 1.4.- O Granizo perfurou telha de fibrocimento de 6mm e na seqüência transpassou forro de PVC. (Fonte: Arquivo de fotos do autor)

    Figura 1.5.- Granizo em grande quantidade causou perfuração extensa em telhado de fibrocimento de 6mm de espessura. (Fonte: Arquivo de fotos do autor)

    1.2.6.- Massas de ar e frentes

    Segundo o livro: Meteorologia e Climatologia de Mario Adelmo Varejão-Silva, a expressão massa de ar é usada especificamente para designar uma grande porção da atmosfera, cobrindo milhares de quilômetros da superfície terrestre e que apresenta uma distribuição vertical aproximadamente uniforme, tanto da temperatura, como da umidade.

    São classificadas em massa de ar polar e massa de ar tropical, sendo a primeira formada nos pólos e a segunda originada em zonas tropicais.

    Levando-se em conta um observador que percebe o ingresso de uma massa de ar frio ou polar, este sente, logo após a chegada da massa de ar, uma queda na temperatura ambiente, ou seja o ar quente deixa a região e ingressa o ar frio, bem como as nuvens que mudam suas características, estas já identificadas anteriormente como cumulunimbus, com o aparecimento aguaceiros, trovoadas e relâmpagos-raios. Assim que esta nova massa de ar ocupa o lugar da anterior, as nuvens mudam suas características bem como a intensidade da precipitação e demais fenômenos.

    Já quando a massa de ar é quente, este ar que vai ingressando, perde calor, por condução, esfriando portanto o meio e evitando as nuvens convectivas e portanto apresentando chuvas contínuas, visibilidade comprometida por nevoeiros e ventos relativamente fracos e sem rajadas.

    Figura 1.6.- Desenho esquemático de um modelo de frente fria. (Fonte: Wikipédia)

    Figura 1.7.- Desenho esquemático de um modelo de frente quente.(Fonte: Wikipédia)

    1.2.7.- Ciclone extra-tropical

    O modo como um ciclone extra-tropical se forma é bastante complexa e foge do escopo desta publicação, portanto os esclarecimentos serão básicos e pontuais.

    Na realidade existem diversos tipos de ciclones extra-tropicais mas de um modo geral são sistemas meteorológicos de baixa pressão. No hemisfério norte o ciclone gira no sentido anti-horário, sendo que no hemisfério sul a sua rotação é horária.

    Pode-se, de forma simplificada, dizer que um ciclone extra-tropical forma-se em decorrência da convergência de diversas massas de ar e estas oriundas de centros de baixa pressão.

    Figura 1.8.- Imagem do ciclone extratropical Catarina formado em 2004. (Fonte: INMET)

    1.2.8.- Tornados: Conceitos básicos

    Segundo Glickman, os tornados formam-se em áreas de intensa instabilidade atmosférica na base das nuvens do tipo cumulonimbus, estendendo-se até o solo na forma de uma intensa coluna de ar giratória. Entretanto, para ser caracterizado como tal, esse fenômeno deve causar danos na superfície do terreno.

    Esses fanômenos formam-se em ambientes atmosféricos instáveis, associados a elevados valores de umidade e temperatura.

    Esses ventos combinados com a baixa pressão do centro do tornado, acarreta no efeito sucção, como um aspirador de pó, que arranca e levanta grande quantidade de materiais existente no solo. Estes detritos, depois de levantados, são lançados a grande velocidade pelos ventos, transformando-se em perigosos projéteis que podem perfurar paredes, telhados e ferir gravemente pessoas e animais.

    Figura 1.15.- Formação de um tornado.

    1.2.8.1.- Diferença entre tornado e furacão:

    Um furacão normalmente mede centenas de quilômetros de diâmetro e origina-se sempre nos oceanos, de onde retira a energia necessária para a formação. Ao atingir o continente, ele começa a dissipar, perdendo força. O tempo de vida de um furacão pode chegar a vários dias, assim a sua previsão pode ser realizada com bastante antecedência. Já os tornados são fenômenos extremamente localizados, apresentando um diâmetro de dezenas ou centenas de metros, raramente atingindo diâmetros iguais ou superiores a 1 Km.

    O tempo de vida de um tornado varia de poucos minutos até 1 hora de duração em casos raros.

    1.2.8.2.- Diferença entre tornado e vendaval.

    Além da visualização do funil característico do tornado, isto quando é visível, pois quando ocorre a noite as pessoas não o identificam aumentando a confusão de interpretação, está nos danos gerados ou seja no padrão dos destroços deixados.

    No tornado os ventos são giratórios, torcendo árvores e postes. São também danos concentrados e apresentam linearidade nos rastros deixados.

    Já o vendaval os danos são mais generalizados, deixando danos distribuídos em várias áreas.

    Figura. 1.16.- Representação típica de um tipo de destruição.

    Uma escala que identifica a intensidade dos tornados é utilizada para medir as características e os danos provocados. É denominada de Escala Fujita e vai de F0 a F5 onde os danos vão de leves (65Km/h a 116Km/h) até danos incríveis (421 Km/h a 512 Km/h).

    1.3.- Escala de Beauford

    A escala abaixo qualifica a intensidade dos ventos e seus efeitos resultantes no mar e em terra desenvolvidos por Francis Beauford no início do século XIX.

    É de extrema utilidade quando, faltam dados precisos gerados pelos centros de meteorologia e climatologia existentes. Requer, entretanto um bom grau de observação da região ao entorno do evento bem como não haver ocorrido a descaracterização do local.

    Figura 1.10.- Escala de Beauford. (Fonte: Wikipédia)

    1.4.- Telhados: Tipos mais comuns

    Quando falamos em ventos fortes ou vendaval, das edificações residenciais, comerciais ou industriais, a estrutura que mais sofre prejuízo é a cobertura. Portanto vamos nos ater a análises destas estruturas, e de um modo mais específico os telhados de madeira e telhados em estrutura metálica.

    Para um melhor entendimento da forma construtiva e algumas denominações, apresentamos um desenho de um telhado construído em madeira.

    figura 1.11.- Estrutura de um telhado em madeira. (Fonte: Watanabe)

    O madeiramento normalmente utilizado é normalizado, sendo as seguintes denominações de dimensões:

    Vigas: 6 cm x 12 cm e 6 cm x 16 cm

    Caibros: 5 cm x 6 cm

    Ripas: 1 cm x 5 cm

    Tábuas: 2,5 cm x 30 cm / 15 ou 10 cm

    Pranchas: 5 cm x 30 cm

    Colunas: 15 cm x 15 cm ou 20 cm x 20 cm

    Os comprimentos podem variar, mas vão até 540cm.

    Para a cobertura do telhado pode-se utilizar uma gama muito grande de telhas, sendo que as mais usuais são as de barro (romana, colonial,francesa), telhas de fibrocimento que variam de espessuras de 5mm até 8 mm, telhas em aço zincado com espessuras entre 0,35 mm e 0,50 mm, telhas de compostas de lâminas de alumínio e zinco (aluzinc-marca comercial). A estrutura do telhado deve ser reforçada quando da utilização

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