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Atividades físicas e rendimento escolar

Atividades físicas e rendimento escolar

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Atividades físicas e rendimento escolar

Duração:
190 páginas
1 hora
Editora:
Lançados:
1 de ago. de 2016
ISBN:
9788569333883
Formato:
Livro

Descrição

Os diagnósticos recentes da educação básica apontam para a necessidade de ações multiprofissionais e interdisciplinares para a maximização dos esforços exercidos pelas instituições escolares na formação dos alunos e suprir as dificuldades de aprendizagem de escolares repetentes, analfabetos e analfabetos funcionais. Encontra-se na literatura que as atividades perceptivo-motoras podem contribuir para minimizar o déficit no que diz respeito à aquisição dos movimentos fundamentais que dificultam a aprendizagem, o letramento e a alfabetização de crianças em idade escolar.
Existe carência de material didático em Educação Física baseado em evidências empíricas que relatem as contribuições das atividades corporais com o propósito de minimizar os efeitos do atraso no desenvolvimento motor de escolares com dificuldades de aprendizagem e baixo rendimento escolar. Admite-se que o material de apoio destinado a professores de Educação Física, Psicomotricistas, Fisioterapeutas e professores pode potencializar a intervenção em alunos nas primeiras séries do ensino fundamental.
Este fato motivou a produção desta obra que conta com uma pesquisa de avaliação, a sistematização de planos de ensino e a organização de 100 atividades perceptivo motoras para dar suporte aos profissionais envolvidos neste fenômeno.
Os resultados revelaram que as atividades físicas sistematizadas podem contribuir para a melhoria na dominância lateral e na orientação espacial direita-esquerda de alunos com dificuldades de aprendizagem e baixo rendimento escolar, o que pode minimizar as dificuldades no processo de alfabetização e letramento.
Assim, as informações presentes neste livro se constituem em um instrumento valioso para estudantes, professores, e pesquisadores de diferentes áreas de conhecimento que tenham interesse nos temas Lateralidade, Orientação espacial, Dificuldades de aprendizagem, Fracasso escolar, Desempenho escolar, Educação Física e Atividades perceptivo-motoras.
Editora:
Lançados:
1 de ago. de 2016
ISBN:
9788569333883
Formato:
Livro

Sobre o autor


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Atividades físicas e rendimento escolar - José Antonio Vianna

autores

A INFLUÊNCIA DA APTIDÃO FÍSICA E DO CONDICIONAMENTO AERÓBICO SOBRE AS FUNÇÕES COGNITIVAS E SUA RELAÇÃO COM O PROCESSO DE APRENDIZAGEM EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES

José Marinho Marques Dias Neto

Paulo Cesar Guedes Ferraz

A discussão sobre a importância da Educação Física no ambiente escolar, infelizmente, continua em foco na realidade brasileira. O CNE através de sua Resolução nº 7, de 14 de dezembro de 2010, em seu artigo 31, estabelece que "[…] do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental, os componentes curriculares Educação Física e Arte poderão estar a cargo do professor de referência da turma (!!!), aquele com o qual os alunos permanecem a maior parte do período escolar, ou de professores licenciados nos respectivos componentes, relevando a um segundo plano a saúde física e motora das crianças em função de problemas econômicos ou interesses outros. Além disso, evidenciam-se inúmeros questionamentos e distorções sobre o valor da Educação Física no Ensino Médio, numa fase em que o jovem, pressupostamente, deve mobilizar todas as suas forças para aquisição do conhecimento necessário para passar no vestibular".

Uma gama expressiva de pesquisadores destaca como fundamental a aptidão física e motora na juventude para o pleno desenvolvimento do ser humano e a prevenção de doenças hipocinéticas (EISENMANN et al., 2005; BUCHAN et al., 2012; RUIZ et al., 2009; RAITAKARI et al., 2003; ORTEGA et al., 2008). Esses autores afirmam que muitas das valências deixam de atingir seus potenciais se não forem estimuladas no seu devido tempo. Cabe ao professor de Educação Física (e somente a ele), na sua especificidade de função, a competência de trabalhar de forma científica e didático-pedagógica as capacidades e habilidades de acordo com a fase de desenvolvimento do aluno (Figura 1).

Figura 1. Finalidades da prática de atividade física.

Fonte: Adaptado de Malina et al. (2004) citado por Chang et al. (2013, p.90).

O American College of Sports Medicine, o American Heart Association e o Department of Health and Human Services preconizam um mínimo de 60 minutos de atividade física, de moderada a vigorosa, por dia, para crianças e adolescentes, sendo importantes os exercícios de cunho aeróbico, de força muscular e de fortalecimento ósseo. Um nível adequado de atividade física na juventude proporciona a diminuição da possibilidade de aparecimento precoce de distúrbios metabólicos, de sintomas de depressão e ansiedade, aumentando a possibilidade de se tornar uma pessoa fisicamente ativa e mais saudável na idade adulta e atenuando a incidência de lesões. Infelizmente, a influência hipocinética dos equipamentos de alta tecnologia, a violência urbana, a falta de espaços físicos adequados, etc. vêm tornando os jovens cada vez mais sedentários, sendo que esse problema e suas danosas consequências à saúde tendem a se agravar com o passar da idade (Figuras 2 e 3).

Figura 2. Tempo dedicado às atividades físicas em função da idade.

Fonte: Adaptado de Troiano et al.(2008, p.185).

Figura 3. Capacidade aeróbica em jovens - Tendências seculares.

Fonte: Adaptado de Tomkingson e Olds (2007, p.56).

Se levarmos em conta a visão holística do ser humano, devemos entender que o processo de educação visa atingir o aluno de forma global, estendendo suas possibilidades potenciais e intercomunicando os componentes curriculares na busca de seu completo desenvolvimento. Assim sendo, presume-se que existam interconexões entre estes componentes, não só sob a ótica da construção de um conhecimento integrado, como também no aprimoramento de um influenciando positivamente o processo de aquisição de conteúdos do outro.

Diversos pesquisadores (VOSS et al., 2014; SIBLEY; ETNIER, 2003; CALIFORNIA DEPARTMENT OF EDUCATION, 2005; RASBERRY et al., 2011) afirmam que, quanto mais apto fisicamente o jovem estiver, maiores serão os benefícios físicos e funcionais, capacidade de concentração, aprendizado e sucesso nos outros componentes curriculares. O maior fluxo sanguíneo na região cerebral, a melhora nas funções dos neurotransmissores, mudanças estruturais e na capacidade de excitação do sistema nervoso central são adaptações fisiológicas induzidas pela atividade física que podem servir como explicação para uma possível relação com a cognição. Tudo isso sem contar com a influência positiva da maior experiência motora sobre a capacidade de aprendizado.

Para entendermos a relação entre o exercício físico e a cognição, precisamos realizar uma breve revisão sobre os processos de memória e sua influência sobre a aprendizagem, para então estabelecermos a conexão entre os benefícios da aula de Educação Física e do movimento e a aquisição de conhecimento dos demais componentes curriculares.

O aprendizado e a memória são propriedades básicas do sistema nervoso; não existe atividade nervosa que não inclua ou não seja afetada de alguma forma pelo aprendizado e pela memória. Aprendemos a caminhar, pensar, amar, imaginar, criar, fazer atos-motores ou ideativos simples e complexos, etc.; e nossa vida depende de que nos lembremos de tudo isso. (IZQUIERDO, 1989)

A memória é uma das funções psicológicas superiores ou executivas, sendo definida como a capacidade de adquirir, conservar e utilizar informações, conhecimentos ou experiências, que vão desde a identificação de sons e sinais até o processamento de informações complexas adquiridas pelas vias sensoriais. Se não existisse o mecanismo da memória, seria necessário aprender, a todo o momento, a realização das mesmas tarefas. Existem três estágios na formação da memória: aquisição, consolidação (retenção) e evocação (recordação). A aquisição - que nada mais é que a aprendizagem - acontece quando os estímulos ambientais são captados pelos órgãos do sentido e armazenados, predominantemente, nas estruturas da região límbica (onde se localiza o hipotálamo). A consolidação é o processo de armazenamento das memórias em diferentes partes do cérebro (figura 4). A evocação é a procura e a utilização das informações previamente obtidas, evitando o esquecimento. Izquierdo (1989) considera que a retenção ou esquecimento dependem da seleção, consolidação, incorporação de mais informações e da formação de registros. Mudanças na bioquímica e na estrutura dos neurônios e suas transformações em sinais elétricos proporcionam todo esse processo.

Figura 4. Biologia da memória.

Fonte: Adaptado de Morris e Maistro (2015). Disponível em: http://wps.prenhall.com/br_morris_intro_psicologia_6/16/4120/1054765.cw/index.html

Considerando que nesse estudo estamos realizando uma breve revisão sobre os processos de memória e sua influência sobre a aprendizagem, fazem-se necessárias algumas pequenas observações a respeito dos neurotransmissores envolvidos no processo de aprendizagem e memória. Quimicamente, os neurotransmissores são moléculas relativamente pequenas e simples, onde diversos tipos de células secretam diferentes tipos de substâncias neurotransmissoras. Cada substância química cerebral funciona em áreas bastante espalhadas, mas muito específicas do cérebro, podendo ter efeitos diferentes, dependendo do local de ativação. Os neurotransmissores têm como função a modulação da transmissão sináptica de acordo com sua propriedade funcional e levando em conta as características do terminal pós-sináptico, promovendo, dessa forma, respostas excitatórias ou inibitórias entre os neurônios.

Cerca de 60 neurotransmissores foram identificados e podem ser classificados, em geral em uma das quatro categorias.

- Colinas: das quais a Acetilcolina é a mais importante;

- Aminas Biogênicas: a Serotonina, a Histamina, e as Catecolaminas (Dopamina, Adrenalina e a Norepinefrina);

- Aminoácidos: o Glutamato e o Aspartato são os neurotransmissores excitatórios bem conhecidos, enquanto que o Ácido Gama-aminobutírico (GABA), a Glicina e a Taurina são neurotransmissores inibidores; e

- Neuropeptídeos: esses são formados por cadeias mais longas de aminoácidos (como uma pequena molécula de proteína). Sabe-se que mais de 50 deles são encontrados no cérebro e muitos deles têm sido implicados na modulação ou na transmissão de informação neural.

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