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100 histórias dos jogos olímpicos

100 histórias dos jogos olímpicos

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100 histórias dos jogos olímpicos

notas:
2/5 (1 nota)
Duração:
215 páginas
3 horas
Lançados:
23 de jul. de 2016
ISBN:
9788594730039
Formato:
Livro

Descrição

Em 100 histórias dos Jogos Olímpicos, Mustapha Kessous faz um apanhado das grandes histórias e curiosidades das Olimpíadas modernas. Mais do que uma coletânea de vitórias e de fracassos, o autor traz os importantes acontecimentos sociais que fizeram parte da maior competição esportiva do planeta, como a superação de preconceitos contra negros e mulheres, as agitações geopolíticas, os casos de doping e a polêmica interferência da tecnologia. Nesse prazeroso texto, podemos conhecer 100 desses momentos, conhecidos ou esquecidos, que estão aqui reunidos neste livro que traz prefácio à edição brasileira de Walter de Mattos Jr. e de Daniel Bortoleto, e posfácio do campeão olímpico Lars Grael, oferecendo também um rico panorama da história dos jogos sob o contexto brasileiro.
Lançados:
23 de jul. de 2016
ISBN:
9788594730039
Formato:
Livro

Sobre o autor


Amostra do livro

100 histórias dos jogos olímpicos - Mustapha Kessous

Tradução de Maria Luiza Newlands

Prefácio de WALTER DE MATTOS JR. & DANIEL BORTOLETTO

Histórico da participação do Brasil

Posfácio de LARS GRAEL

Uma política pública para o esporte

Rio de Janeiro

2016

© desta tradução, Edições de Janeiro, 2016.

© Presses Universitaires de France, 2012.

Editores

JOSÉ LUIZ ALQUÉRES

DÊNIS RUBRA

Assistente editorial

RAVA VIEIRA

Copidesque

THADEU SANTOS

Projeto gráfico e capa

MAURO SIQUEIRA

Revisão

THAÍS DE CARVALHO

Imagem de capa: Ânfora panatenaica descrevendo corredores gregos

atribuída à Euphileto. Cerca de 520/530 a.C.

CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO

SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ

Todos os direitos reservados e protegidos pela Lei 9.610, de 19.2.1998.

É proibida a reprodução total ou parcial sem a expressa anuência da editora e do autor.

Este livro foi revisado segundo o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990,

em vigor no Brasil desde 2009.

EDIÇÕES DE JANEIRO

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Para Mâ, para mamãe

para minha doce Sabrina e para nosso filho

Para os atletas anônimos

PREFÁCIO À EDIÇÃO BRASILEIRA

HISTÓRICO DA PARTICIPAÇÃO DO BRASIL

o país do futebol era, nos primórdios da história olímpica, uma nação muito respeitada no tiro esportivo. E esse mesmo país, o do futebol pentacampeão, nunca conquistou uma medalha de ouro neste esporte que o caracteriza mundo afora.

Pode soar estranho para alguns. Pode parecer loucura para outros. Mas o Brasil, em sua trajetória olímpica de quase cem anos, apresenta tais peculiaridades no currículo.

Em 1920, quando estreou nos Jogos, o país levou, a bordo do navio Curvello, apenas 21 atletas para Antuérpia, na Bélgica. A primeira aventura verde-amarela no esporte olímpico aconteceu em cinco modalidades: natação, polo aquático, remo, saltos ornamentais e, é claro, o tiro esportivo. E foram, de cara, três medalhas.

Guilherme Paraense, um tenente do Exército, ganhou o primeiro ouro brasileiro, no tiro rápido (25 m). Afrânio Antônio da Costa, o porta-bandeira na cerimônia de abertura, foi prata na pistola livre (50 m). Na mesma prova, por equipes, os dois ganharam o bronze junto com Sebastião Wolf, Fernando Soledade e Dario Barbosa. Era a nação do tiro esportivo fazendo história em terras belgas!

Longe de ser uma potência esportiva, o Brasil demorou para voltar a marcar seu nome entre os medalhistas olímpicos. O país passou em branco entre 1924 e 1948. E foi com a Seleção masculina de basquete que o jejum foi encerrado, com o bronze obtido na Londres-1948.

A partir daí, o país nunca mais deixou de medalhar em uma edição olímpica, garantindo pelo menos um pódio por edição. E melhor: passou a fabricar os primeiros ídolos, referências para gerações futuras.

Nos Jogos de Helsinque, na Finlândia, em 1952, Adhemar Ferreira da Silva foi campeão olímpico na prova do salto triplo. E teve uma atuação digna de muitos aplausos no frio país europeu. Ele superou o próprio recorde mundial (16,01 m) por quatro vezes na mesma prova, atingindo as marcas de 16,05 m, 16,09 m, 16,12 m e 16,22 m. O país obteve ainda dois 3º lugares, com José Telles da Conceição no salto em altura, e Tetsuo Okamoto nos 1.500 m nado livre.

Quatro anos depois, na quente Melbourne, na Austrália, Adhemar voltou a brilhar, escrevendo o nome na história esportiva do país como o primeiro bicampeão olímpico. Com um salto de 16,35 m, ele bateu o recorde da competição e superou 31 adversários para voltar ao lugar mais alto do pódio. O brasileiro também tinha na época o recorde mundial. Um mito do esporte nacional!

Após a fase dourada de Adhemar, o Brasil acumulou um período bronzeado nos Jogos. Em Roma (1960), duas medalhas da mesma cor, com o time masculino de basquete e com o nadador Manuel dos Santos nos cem metros de nado livre. Em Tóquio (1964), o basquete conquistou outra medalha de bronze com praticamente a mesma equipe: Amaury, Wlamir Marques, Sucar, Mosquito, Rosa Branca, Edson Bispo, Jatyr, entre outros. Em 1968, na Cidade do México, dois novos esportes ganharam medalhas inéditas: o boxe, com Servílio de Oliveira, e a vela, com Burkhard Cordes e Reinaldo Conrad, na classe Flying Dutchman. Além dos dois bronzes, o Brasil ganhou uma medalha de prata no atletismo. Nelson Prudêncio, pupilo de Adhemar Ferreira da Silva, ficou em segundo lugar na prova do salto triplo. O salto de 17,27 m, comparado com as marcas do bicampeão três edições atrás, mostra como o esporte olímpico evoluía.

Nos Jogos seguintes, em Munique (1972) e Montreal (1976), a prova do salto triplo voltou a dar outras duas medalhas para o Brasil: bronze, com Prudêncio na Alemanha, e prata, com João Carlos de Oliveira, ou simplesmente João do Pulo, no Canadá. Ele chegou como favorito, por ter conseguido no Pan-Americano da Cidade do México, um ano antes, o recorde mundial (17,89 m). Mas seus saltos ficaram a um metro da melhor marca, insuficientes para que ele subisse no lugar mais alto do pódio. Para azar dos brasileiros, o soviético Viktor Saneyev era outro grande expoente da prova e conquistou em Montreal o terceiro ouro consecutivo.

Em 1980, o Brasil obteve um bom desempenho: com dois ouros – feito até então inédito em uma mesma edição – e dois bronzes, ficou na 17ª colocação entre os oitenta participantes. Mas, para um atleta, ficou na boca um gostinho de quero mais. A prova que valeu o bronze para João do Pulo no salto triplo foi polêmica. Então recordista mundial, com a marca de 17,89 m, o brasileiro teve dois saltos anulados pelos árbitros, todos soviéticos. Um desses saltos teria lhe garantido. Como a disputa de João era contra dois atletas da casa, os dirigentes brasileiros reclamaram de um complô para beneficiar os soviéticos.

Já as duas medalhas de ouro vieram da vela. Alex Welter e Lars Bjorkstrom venceram a classe Tornado, enquanto Marcos Soares e Eduardo Penido foram os melhores na classe 470. E uma terceira medalha, desta vez de bronze, veio das águas. Na natação, a equipe do revezamento 4x200 m livre, formada por Ciro Delgado, Djan Madruga, Jorge Fernandes e Marcus Mattioli, terminou a prova em terceiro.

A partir de 1984, o Brasil passou a aumentar consideravelmente suas conquistas olímpicas e a diversificar as modalidades presentes no pódio. Em Los Angeles (EUA), foram oito medalhas: um ouro (com Joaquim Cruz no atletismo), cinco pratas (vôlei e futebol masculino, além de judô, natação e iatismo) e dois bronzes (ambos no judô).

O judô foi se consolidando como uma das principais fontes de conquistas para o país. Em Seul, o ouro ficou com Aurélio Miguel. Quatro anos depois, em Barcelona, foi a vez de Rogério Sampaio. A competição na Espanha marcou ainda a primeira medalha de ouro em esportes coletivos, com a Seleção masculina de vôlei comandada por José Roberto Guimarães. Ela era formada, em sua maioria, por jovens, como Marcelo Negrão, Tande, Giovane, Maurício. Foi a explosão definitiva do esporte. Somando 1988 e 1992, o Brasil totalizou nove medalhas olímpicas: três de cada cor.

Em 1996, os Jogos de Atlanta ganharam, no Brasil, o rótulo de Olimpíada das Mulheres. Elas foram as responsáveis por quatro das quinze medalhas que o país garantiu. No vôlei de praia, a final foi toda verde-amarela, com Jacqueline e Sandra Pires vencendo Mônica e Adriana Samuel. A fantástica geração de Paula, Janeth e Hortência ficou com a prata no basquete, caindo diante das favoritas americanas na decisão. Já a Seleção de vôlei, com Bernardinho no comando, terminou na terceira colocação. Quem terminou a competição em alta foi o iatismo. Robert Scheidt (Classe Laser), Torben Grael e Marcelo Ferreira (Star) faturaram o ouro. Lars Grael e Kiko Pellicano terminaram em terceiro lugar na Tornado.

Em 2000, o Brasil embarcou para Sydney, na Austrália, com a expectativa de superar o desempenho de Atlanta. Confiança reforçada pela quantidade de representantes que lideravam o ranking mundial do respectivo esporte. Mas o sonho dourado não se confirmou. O país não subiu ao degrau mais alto do pódio. Em compensação, trouxe para casa doze medalhas: seis pratas e seis bronzes. Vôlei de praia (três), judô e iatismo (duas cada) foram os esportes mais medalhados. Torben Grael, bronze na Star novamente com Marcelo Ferreira, deixou Sydney como o brasileiro com o maior número de medalhas olímpicas, ao lado do nadador Gustavo Borges. Torben contabilizava prata em Los Angeles-1984, bronze em Seul-1988 e ouro em Atlanta-1996. Borges, que ganhou bronze em Sydney no revezamento 4x100 m livre, havia sido prata em Barcelona-1992, além de prata e bronze em 1996.

Na volta dos Jogos ao berço original, o Brasil voltou a conseguir dois dígitos no quadro de medalhas. Foram dez conquistadas em Atenas, com a 16ª posição no quadro geral, uma acima do resultado em Moscou-1980 e uma atrás da estreia em Antuérpia-1920. As cinco conquistas aconteceram com a Seleção masculina de vôlei, novamente com os velejadores Torben Grael e Marcelo Ferreira (classe Star) e Robert Scheidt (classe Laser), repetindo o feito de 1996, com Ricardo e Emanuel no vôlei de praia e, por fim, com Rodrigo Pessoa no hipismo. O ouro de Pessoa foi confirmado quase um ano após os Jogos. Então vencedor da prova, o irlandês Cian O’Connor teve seu cavalo flagrado no exame antidoping. Assim, o brasileiro, medalhista de prata, herdou o ouro. Quatro anos depois, curiosamente, Rodrigo acabou desclassificado dos Jogos de Pequim por ter seu cavalo pego no doping também. A delegação brasileira ainda conquistou duas pratas e três bronzes em Atenas.

Em Pequim, o Brasil repetiu o número de quinze medalhas que já havia obtido em Atlanta-1996, terminando na 23ª posição no quadro geral. Os ouros saíram de esportes diferentes: natação (Cesar Cielo nos cinquenta metros livres), atletismo (Maurren Maggi no salto em distância) e vôlei feminino. O resultado nas quadras fez o time de José Roberto Guimarães soltar um grito engasgado e afastar o rótulo de amarelão que carregou injustamente por quatro anos. Em Atenas, na semifinal contra a Rússia, o Brasil vencia por 2 sets a 1 e o placar marcava 24 a 19. Mas a passagem para a decisão ficou por um mísero ponto, com as russas virando o placar. Muito abalada, a Seleção viria a perder o bronze. Na China, a comemoração teve tom de desabafo, com o técnico dizendo que o time era amarelo mesmo. Amarelo ouro. O país ainda faturou quatro pratas e oito bronzes. Nestes, vale destacar a segunda posição da Seleção feminina de futebol, derrotada apenas pelos Estados Unidos, e a terceira de Natália Falavigna, a primeira obtida pelo taekwondo, e da dupla Fernanda Oliveira/Isabel Swan, inédita para a vela feminina.

Em números absolutos, Londres-2012 viu a melhor participação brasileira nos Jogos em todos os tempos. Foram dezessete medalhas no total, um recorde. Mas com apenas três ouros, o primeiro critério do Comitê Olímpico Internacional para a formação do quadro de medalhas, o país ficou na 22ª colocação. Por esse viés, vale olhar o desempenho de países que ficaram à frente do Brasil. Vigésima colocada, a Coreia do Norte somou apenas seis medalhas, porém, com quatro douradas. Já o Cazaquistão, 12º no quadro, terminou com treze medalhas, mas sete de ouro. O vôlei feminino, repetindo Pequim-2008; Artur Zanetti, na prova das argolas da ginástica artística; e Sarah Menezes, na categoria até 48 kg do judô, foram os responsáveis pelo trio de ouros do país. Outras modalidades que se destacaram foram o boxe (uma prata e dois bronzes), vôlei de praia (uma prata e um bronze) e o judô (mais três bronzes). Já o pentatlo moderno, com o terceiro lugar de Yane Marques, foi o esporte que pela primeira vez medalhou para o país.

Com um desempenho consistente nas últimas edições, a expectativa é grande para a participação brasileira em casa, na Rio-2016.

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