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Caderno de Treinamento de Peças Práticas em Direito Penal

Caderno de Treinamento de Peças Práticas em Direito Penal

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Caderno de Treinamento de Peças Práticas em Direito Penal

Duração:
305 páginas
1 hora
Editora:
Lançados:
22 de jun. de 2018
ISBN:
9788595131149
Formato:
Livro

Descrição

Esse período de tensão que acompanha a segunda fase do Exame de Ordem deve ser dinamizado por um processo pedagógico que possa fazer dos conteúdos trabalhados, que aparentemente assumem uma forma maçante, momentos prazerosos e de aprendizagem significativa. Por isso, o uso do material como forma de ampliação dos conhecimentos na área do Direito Penal, deve ser uma constante, deve acompanhar o desenvolvimento da linha processual que norteia o aprendizado desse conjunto de saberes que se amoldam para consolidar o conhecimento necessário para a aprovação, e não somente isso, mas garantir um conhecimento substancial que vá além e possa nos acompanhar para o resto de nossas vidas.
Editora:
Lançados:
22 de jun. de 2018
ISBN:
9788595131149
Formato:
Livro

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Caderno de Treinamento de Peças Práticas em Direito Penal - Felipe Braga

preventiva

DATAS E LEGISLAÇÃO PENAL TODO DIA

A prova da 2ª fase do _________ Exame de Ordem será no dia _________. Portanto, algumas datas são importantes:

Outrossim, atente-se ao esquema do Legislação Penal todo dia, no qual é necessária a leitura de 10 artigos por dia.

RAIO-X DE PEÇA – GABARITO INICIAL

Antes de iniciar a escrita da peça prático-profissional no Exame de Ordem, deve ser feito um raio-x do texto da prova, a fim de que se possa otimizar o seu tempo de realização, com os seguintes pontos:

DENÚNCIA E QUEIXA – CONSIDERAÇÕES BASILARES

A Denúncia inicia a ação penal Ação Penal Pública Incondicionada e Condicionada (art. 24 do CPP)

A Queixa-crime inicia a ação nos crimes de Ação Penal Privada (art. 30 do CPP)

CONTEÚDO DA DENÚNCIA OU QUEIXA-CRIME

A denúncia ou queixa devem obedecer ao artigo 41 do Código de Processo Penal, apresentando os seguintes termos:

I – Exposição do fato criminoso, com todas as suas circunstâncias;

Segundo Tourinho Filho (Manual de processo penal. 16ª ed. rev. e atual. Saraiva: São Paulo: 2013, p. 202) não há necessidade de detalhamentos, não devendo, no entanto, ser sucinta demais. Haverá necessidade, sempre que possível das seguintes referências: hora, dia, mês, ano e local do crime. Caso a denúncia não venha lastreada com tais informações, poderão estas serem supridas até antes da sentença final, conforme art. 569 do CPP. Caso a denúncia ou queixa seja contra diversas pessoas, há necessidade maior do detalhamento em voga.

II – Qualificação do acusado ou esclarecimentos pelos quais se possa identificá-lo.

A qualificação do acusado poderá ser feita por prenome, nome, apelido, pseudônimo, podendo constar, ainda, idade, estado civil, profissão, filiação e residência. Importa, em primazia, a identificação física do acusado, podendo a qualificação completa ser obtida em momento posterior, conforme expõe o art. 259 do CPP.

III- Classificação do crime

É meramente a indicação do tipo legal no qual incorre o acusado. Ressalta-se que a classificação errônea do delito não enseja nulidade da denúncia ou queixa, em homenagem ao princípio do jura novit curia.

IV – Rol de testemunhas

Deve ser apresentada quando necessário, sendo o número máximo de testemunhas diferente em cada procedimento, conforme segue:

•Procedimento Comum Ordinário: 8 testemunhas (art. 401 do CPP)

•Procedimento Comum Sumário: 5 testemunhas (art. 532 do CPP)

•Procedimento Comum Sumaríssimo: 3 testemunhas (art. 34 da Lei nº 9.099/95, por analogia)

•Procedimento do Tribunal do Júri: 8 testemunhas (art. 406, §3º, do CPP)

•Plenário do Júri: 5 testemunhas (art. 422 do CPP)

•Procedimento da Lei de Drogas: 5 testemunhas (art. 401 do CPP)

•Processos de competência orinária dos Tribunais: 8 testemunhas (art. 9º da Lei nº 8.038/90)

Observação: algumas pessoas não prestam compromisso de dizer a verdade (art. 208 do CPP), bem como há aquelas que poderão recursar-se a depor (art. 206 do CPP). Ademais, não se computam no número máximo de testemunhas aquelas referidas ou as que não prestam compromisso (art. 401, §1º, do CPP).

PRAZO PARA OFERECIMENTO

1.  Denúncia

O art. 46 do Código de Processo Penal prevê o prazo da Denúncia, disciplinando da seguinte maneira: réu preso - 5 dias; réu solto - 15 dias.

Outros prazos:

Crime eleitoral – réu preso: 10 dias (art. 357 do Código Eleitoral); réu solto: 15 dias (regra do art. 46 do CPP, uma vez que o Código Eleitoral é silente).

Crime contra a economia popular – 2 dias, réu preso ou solto

Crime falimentar - réu preso: 5 dias; réu solto: 15 dias. (art. 187 da Lei nº 11.101/2005 combinado com art. 46 do CPP)

Crimes de abuso de autoridade – 48 horas (art. 13 da Lei nº 4.898 de 1965)

Crimes de tóxicos (drogas) – 10 dias, réu preso ou solto (art. 54 da Lei nº 11.343/2006)

Os prazos em questão contam-se da data em que o Ministério Público receber os autos do Inquérito Policial. Caso o Ministério Público não ofereça a denúncia não acontecerá o fenônemo da decadência e da preclusão, somente importando em responsabilidade criminal (prevaricação – art. 319 do CP) e sanções administrativas (art. 801 do CPP).

2. Queixa-crime

O prazo para oferecimento da queixa é previsto no art. 38 do Código de Processo Penal, ou seja, de 6 (seis) meses, contados do dia em que vier a saber quem é o autor do crime ou, conforme expõe o art. 29 do mesmo Código, do dia em que se esgotar o prazo para oferecimento da denúncia (trata-se aqui de ação penal privada subsidiária da pública, por inércia do Ministério Público em oferecer a denúncia no prazo de

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