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E os dois tornam-se um: Mistério e ministério no casamento
E os dois tornam-se um: Mistério e ministério no casamento
E os dois tornam-se um: Mistério e ministério no casamento
E-book258 páginas3 horas

E os dois tornam-se um: Mistério e ministério no casamento

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Sobre este e-book

Ninguém se casa esperando viver triste ou frustrado. Entretanto, há muitas forças que se opõem ao sucesso conjugal. É necessário um conhecimento claro e completo dos perigos que poderão assolar esse relacionamento para direcionar a vida a dois num rumo que traga a satisfação que foi criada para dar. Como já dizia um velho pastor: Se o velhaco soubesse como é bom ser crente, por velhacaria seria crente. As Escrituras Sagradas oferecem as bases sólidas sobre as quais o casamento tem a melhor probabilidade de sobreviver, mesmo no mar agitado dos nossos dias. Estudando o tema do relacionamento familiar do ponto de vista da Palavra de Deus, este é um livro que pode ser usado como material de estudo para um grupo de casais ou uma classe de escola dominical. Com o respaldo de inúmeras passagens bíblicas, os temas desenvolvidos abrangem primeiro o plano de Deus para o casamento, o modelo bíblico para o marido e para a esposa. Em seguida, tratam dos maiores problemas que a maioria dos casamentos enfrenta: falhas na comunicação, dificuldades no relacionamento sexual e problemas nas questões financeiras. Depois é tratada a questão da educação dos filhos e do cultivo da vida espiritual. Cada capítulo é encerrado com uma série de perguntas que visam ajudar os leitores a pensar sobre o que foi ensinado e a comparar isso com a realidade que eles estão vivendo, tirando assim lições práticas para a vida.
IdiomaPortuguês
Data de lançamento1 de jan. de 2012
ISBN9788573257960
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    E os dois tornam-se um - Wanda Assumpção

    Wanda de Assumpção

    ...E os dois tornam-se um

    Mistério e ministério no casamento

    × 1988-2007 Wanda de Assumpção

    Organizado por dra. Leda Cecília de Assumpção

    Copyright © 1988 Associação Religiosa Mundo Cristão

    A publicação e distribuição de ...e os dois tornam-se um é um projeto subsidiado pela David C. Cook Foundation, uma fundação sem fins lucrativos regida pelas leis do Estado de Illinois (EUA) e tendo como objetivo principal a disseminação da mensagem cristã.

    Os textos das referências bíblicas foram extraídos da Nova Versão Internacional (NVI), da Sociedade Bíblica Internacional, salvo indicação específica.

    Todos os direitos reservados e protegidos pela Lei 9.610, de 19/2/1998.

    É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste livro, por 

    quaisquer meios (eletrônicos, mecânicos, fotográficos, gravação e outros),

    sem prévia autorização, por escrito, da editora.

    Diagramação para eBook: Intelectus Ágil

    Capa: Souto Design

    Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)

    (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

    Indices para catálogo sistemático

    1. Casamento - Aspectos religiosos - Cristianismo 2. Homem-mulher - Relacionamento - Aspectos religiosos - Cristianismo I. Assumpção, Leda Cecília de. II. Título.

    Categoria: Comportamento/Casamento

    Publicado no Brasil com todos os direitos reservados por:

    Editora Mundo Cristão 

    Rua Antônio Carlos Tacconi, 79, São Paulo, sp, Brasil, cep 04810-020 

    Telefone: (11) 2127-4147 

    Home page: www.mundocristao.com.br

    2ª edição: 2012

    1ª edição eletrônica: maio de 2012

    Dedico a nova apresentação deste livro aos muitos casais que caminharam comigo ao longo destes estudos, cujas vidas demonstraram o poder restaurador dos ensinamentos bíblicos quando colocados em prática e a beleza de um espírito submisso ao plano grandioso de Deus para seus filhos.

    Sumário

    Parte 1 - Grande mistério do casamento

    1. O projeto original de Deus para o casamento

    2. Não é por acaso que somos diferentes

    Parte 2 - Ministérios no casamento — Ministrando na família

    3. O marido e seu ministério

    4. A esposa e seu ministério

    5. Ministrando na comunicação

    6. Ministrando na intimidade sexual

    7. Ministrando nas finanças

    8. Ministrando na criação dos filhos

    Parte 3 - Redescobrindo o mistério e restaurando os ministérios a cada dia

    9. O caminho da restauração da vida no lar

    APÊNDICE

    BIBLIOGRAFIA

    Parte 1

    Grande mistério do casamento

    Se procurarmos no dicionário o significado da palavra mistério, encontraremos, entre outros, os seguintes: tudo quanto a razão não pode explicar ou compreender; tudo quanto tem causa oculta ou parece inexplicável; alguma coisa inexplicável, desconhecida, ou mantida em segredo; em teologia — qualquer verdade assumida, que não pode ser compreendida pela mente humana, que tem de ser aceita pela fé.¹

    Ao estudarmos mais profundamente a criação do ser humano por Deus, sua individualidade como homem e mulher, com propósitos específicos unidos num propósito maior, colocados em família — verdadeiro laboratório da expressão do amor de Deus — começamos a perceber o verdadeiro significado de "mistério".

    Deus criou a raça humana como o ápice de tudo o que fez. A criação não diferenciou o homem e a mulher em termos de qualidade, pois refletimos Deus no fato de sermos pessoas, não na nossa sexualidade, mas como pessoas masculinas e femininas refletimos os diferentes aspectos da pessoa de Deus. Ambos, homem e mulher, são chamados a trabalhar juntos, subjugar o mundo e ter domínio sobre ele. Isso só pode ser feito da maneira como Deus planejou: se eles trabalharem juntos em suas funções diferentes.

    Deus fez o homem —O Senhor Deus colocou o homem no jardim do Éden para cuidar dele e cultivá-lo (Gn 2.15) — para cultivar e cuidar. A palavra usada para cultivar traz o sentido de servir, executar trabalho, fazer acontecer ou ter responsabilidade, prestar serviços, fazer curativos, atar feridas, abrir caminhos ou trilhas na mata virgem. Adão foi feito para adentrar o jardim do Éden e fazê-lo produzir vida. Cuidar implica em cercar, proteger, guardar, preservar alguma coisa. Adão, o homem, foi designado para cuidar da criação de Deus e, como emissário encarregado da incumbência, traz sobre si a responsabilidade por tudo o que acontece no reino.

    Entretanto, Deus logo descobre que o homem está relacionalmente incompleto: Então o Senhor Deus declarou: ‘Não é bom que o homem esteja só; farei para ele alguém que o auxilie e lhe corresponda’ (Gn 2.18). Dentre todos os seres viventes, Adão é o único que não tem uma companheira da mesma espécie. E Deus afirma que isso não é bom e que vai prover aquilo de que ele necessita.

    A partir de um pedaço do homem, Deus cria a mulher. As palavras usadas para descrevê-la em algumas versões bíblicas — auxiliadora (RA), adjutora (RC) ou ajudadora — não trazem o sentido de inferioridade. Antes, são usadas para descrever Deus em muitas outras passagens:

    Não escondas de mim a tua face, não rejeites com ira o teu servo; tu tens sido o meu ajudador. Não me desampares nem me abandones, ó Deus, meu Salvador.

    Salmos 27.9

    Nossa esperança está no SENHOR; ele é o nosso auxílio e a nossa proteção.

    Salmos 33.20

    Confie no SENHOR, ó Israel! Ele é o seu socorro e o seu escudo. Confiem no SENHOR, sacerdotes! Ele é o seu socorro e o seu escudo. Vocês que temem o SENHOR, confiem no SENHOR! Ele é o seu socorro e o seu escudo.

    Salmos 115.9-11

    Levanto os meus olhos para os montes e pergunto: De onde me vem o socorro? O meu socorro vem do SENHOR, que fez os céus e a terra.

    Salmos 121.1-2

    O homem não pode cumprir sua tarefa de governar o mundo sem manter o relacionamento com aquela que Deus criou para ajudá-lo. Eva preencheu uma função na vida de Adão que somente ela poderia cumprir. A mulher não foi feita para subjugar e governar no lugar do homem, mas sim para ajudá-lo a refletir a pessoa de Deus correspondendo à sua iniciativa e liderança. Por isso, ela também precisa de um relacionamento com outro da mesma essência. Ambos são pessoas completas, mas não completamente desenvolvidas. Cada um tem mais desenvolvido em si aquilo que é menos desenvolvido no outro. Juntos, eles aprenderão um com o outro e crescerão como pessoas.

    Esse plano cria um encaixe perfeito, uma combinação altamente satisfatória entre os dois, que produz prazer e profunda segurança para ambos.

    Ao homem foi dada a responsabilidade de tomar a iniciativa, assumir a liderança. A natureza intrínseca da masculinidade é a ação. É procurar o bem-estar do outro, movendo-se com coragem e firmeza, penetrando seu mundo e enchendo-o, satisfazendo-o, estimulando-o a criar e produzir vida em honra ao Criador. O homem foi feito para fecundar, produzir vida em seu mundo.

    À mulher foi dada a responsabilidade de corresponder (adequar-se) à liderança masculina. A natureza intrínseca da feminilidade é a de ser sensível e receptiva, oferecendo-se aberta e vulneravelmente, envolvendo-se calorosamente e deixando-se encher (empolgar) com a iniciativa masculina.

    Masculinidade e feminilidade só podem ser vividas em plenitude por meio de dependência íntima, ativa e dinâmica com Deus como pessoa. A anatomia física do casal serve para lembrar-lhes constantemente a profunda realidade do que significa ser criado à imagem e semelhança de Deus como homem e mulher.

    Nenhum outro relacionamento tem prioridade maior do que o casamento, pois o propósito específico do Criador para essa relação é que ambos, homem e mulher, reflitam juntos a própria imagem de Deus — três pessoas em perfeita união, formando uma unidade, uma só pessoa. É parte intrínseca desse propósito demonstrar também o significado do verdadeiro amor, ministrando um ao outro na área de sua necessidade mais específica como homem e como mulher. O homem tem sua maior necessidade na área de seu impacto sobre o mundo — é a necessidade de significado, de suficiência, de valor, respeito e importância. A mulher, por ser mais voltada para as pessoas, tem maior necessidade da segurança de sentir-se amada, de ser alvo do afeto do marido — ela se sente segura quando seus relacionamentos vão bem.

    Deus os criou, homem e mulher, especialmente capacitados para ministrarem um ao outro segundo a necessidade de cada um. Cheios do amor e do propósito de Deus, Adão e Eva podiam viver esse mistério com alegria e disposição. Mas então ambos caíram da graça de Deus, e essa queda teve efeito diferente para o homem e para a mulher.

    Uma vez que Adão foi o representante nomeado por Deus para cuidar da criação, o rompimento entre as criaturas e o Criador ocorreu quando ele comeu o fruto, não quando Eva o fez. No momento em que a desobediência foi concretizada, ele abdicou de sua responsabilidade e assumiu a autonomia, preferindo contrariar a Deus e permitir que sua mulher se destruísse em vez de se colocar entre ela e o inimigo. O cerne do pecado é querermos viver sem depender de Deus. Somos criaturas! Isso é impossível! Separados da fonte perfeita de amor e significado, o homem e a mulher se voltaram um para o outro a fim de serem saciados. Ministração virou cobrança.

    Assim que pecaram, Adão e Eva sentiram vergonha por estarem tão expostos um ao outro e ameaçados por sua identidade sexual (masculina ou feminina), agora distorcida pelo distanciamento de seu referencial — o próprio Deus. Essa identidade pós-queda traz grande desconforto aos homens porque eles não se sentem fortes o suficiente para subjugar, dominar e encher seu mundo. E para as mulheres, traz grande desconforto porque torna-se um grande risco ela se expor vulneravelmente ao seu marido.

    O mundo agora age contra o homem, criando nele uma dúvida atemorizante a respeito de sua capacidade e de seu significado como ser masculino. Por isso, ele reage fugindo do relacionamento, passiva ou agressivamente.

    A mulher sofre dores nos relacionamentos. Ela sente um medo profundo de ser usada, de ser rejeitada e de ser abandonada. Isso gera grande insegurança, o que a leva a tentar proteger-se, usando exigências e manipulações para controlar o marido e obrigá-lo a dar a ela a segurança de que tanto precisa.

    O homem foge para evitar o fracasso, e a mulher controla para evitar a rejeição ou o abandono!

    O casamento, criado por Deus para demonstrar o mistério do amor que reflete a harmonia e a beleza da Trindade, agora é a situação que mais revela e expõe o impacto causado pelo nosso pecado de autonomia e autoproteção.

    Apesar da queda e da entrada do pecado no mundo, entretanto, o mistério que envolve a criação do ser humano como homem e mulher, feitos à imagem do Deus triuno, não mudou.

    O mistério persiste: do pó da terra e com seu sopro Deus fez o homem, e dele fez a mulher, ambos à sua imagem e semelhança, com a mesma essência, mas com diferenças marcantes que os capacitam a desempenhar funções distintas. Deus ordenou aos dois que, pelo casamento, voltassem a ser um só, com a finalidade primeira de refletir a glória dele e viver o divino amor ágape um para com o outro.

    A maravilha que envolve a criação e o casamento ainda hoje desafia a mente e a inteligência do ser humano. E, ainda hoje, incapaz de aceitá-los por falta de fé em Deus, ele tende a descartá-los e até a destruí-los como uma ameaça ao seu bom senso e modernidade. Mas o mistério persiste e sobrevive através dos tempos.

    Capítulo um

    O projeto original de Deus para o casamento

    Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne. Este é um mistério profundo; refiro-me, porém, a Cristo e à igreja.

    Efésios 5.31-32

    Foi notícia de um telejornal. Em megacerimônia numa das principais praças do centro de São Luís, no Maranhão, cinco mil casais disseram o sim diante de um imenso altar. Claro que houve muita confusão. Havia noiva procurando o noivo desaparecido, noivo passando mal sendo levado para ambulatório, noiva entrando em trabalho de parto no meio da cerimônia e respondendo à pergunta do juiz dentro da ambulância.

    Como a lei exige o consentimento individual dos noivos para mudar seu estado civil, o sim foi repetido dez mil vezes. Todos os casais já viviam maritalmente por diversos anos, casados em quase todos os sentidos. O que os compeliu a comparecer diante de um juiz e oficializar sua união publicamente, já que vivemos tempos em que a união conjugal é apenas uma opção entre tantas outras aceitáveis e, aliás, uma que parece estar em franco declínio?

    Esse é um fato que não conseguimos ignorar. Basta um olhar à nossa volta e veremos que, se nós mesmos não estivermos vivendo uma destas situações, com certeza conhecemos alguém que esteja: pessoas separadas, divorciadas, casais que moram juntos sem o compromisso do matrimônio, cônjuges infiéis, casamentos só de aparência, mãe ou pai que sustenta e cuida sozinho dos filhos etc. Comparados com esses casos, os casais cujos casamentos refletem um relacionamento fiel e amoroso constituem uma minoria apavorante. E aí nos perguntamos: Será que o casamento já é mesmo coisa do passado? Para os nossos dias, neste início do século 21, há uma solução melhor?

    Em busca de respostas, vamos olhar a realidade que está aí, com a qual convivemos todos os dias, mas por outra perspectiva. Se o casamento anda tão mal assim, por que as pessoas ainda se casam, como as da notícia reproduzida no início deste capítulo? Por que aquelas que já passaram por uma experiência desastrosa no casamento não ficam sozinhas o resto da vida, em vez de continuar buscando algo importante para sua felicidade e que o casamento ou união anterior prometeu mas não lhes deu?

    Se olhamos para as coisas como elas são e não as entendemos, a resposta deve estar além delas, num fator determinante que não vemos mas que é tão real que as pessoas são levadas a seguir, mesmo sem entender e, muitas vezes, contrariando o que considerariam uma opção melhor para si.

    Esse fator determinante é o fato de sermos como somos por termos sido feitos assim. Somos seres criados. Ninguém determina para si mesmo as coisas mais importantes de sua vida. Nascemos sem que ninguém nos pergunte se é isso o que queremos ou não. Nosso corpo, masculino ou feminino por fatores também alheios à nossa vontade, se desenvolve sem muita interferência de nossa parte. Crescemos, e alguma coisa nos compele na direção do sexo oposto. Mesmo aqueles que só veem desgraça e infelicidade na família em que cresceram ainda anelam por um relacionamento que os complete e lhes diminua a solidão.

    E tem mais. Queremos uma união sólida, em que exista compromisso de permanência e fidelidade. Precisamos disso para nos sentir um pouco mais seguros no meio de tantas coisas que escapam ao nosso controle na vida. Foi esse o fator determinante, embora provavelmente ignorado pela maioria daqueles casais, que levou dez mil pessoas à praça em São Luiz, para afirmarem diante das autoridades o desejo de oficializar seu compromisso publicamente.

    Como seres humanos, temos necessidade de comunhão. Quando Deus nos fez, fez-nos como dois, para vivermos a dois. Aliás, a três, pois fomos feitos para viver em um relacionamento íntimo com o nosso Criador e com suas outras criaturas. Com o coração cheio do amor de Deus, os dois ministrariam um ao outro aquilo que já haviam recebido, da maneira única como foram feitos para ministrar. Por isso, teriam um relacionamento de compromisso sólido, cheio de amor, de harmonia, de paz, de total transparência, em que os dois voltariam a ser uma só carne no sentido de um entrosamento total e enriquecedor de todos os aspectos de sua vida, visto que a palavra carne é usada na Bíblia muitas vezes para se referir à totalidade da pessoa humana: corpo, alma e espírito.

    Bem, se era assim que deveria ser, e meu coração me diz que isso é tudo o que desejo no casamento, o que aconteceu? Por que o plano parece não funcionar mais?

    Os primeiros seres humanos se rebelaram contra o Criador, desobedecendo às suas ordens e escolhendo seguir seu próprio caminho. De lá para cá, todos nós já nascemos com a mesma tendência à rebeldia. Ela é inata no coração humano. Não queremos ninguém mandando em nós, dizendo-nos o que fazer.

    Essa tendência de seguir nossos próprios desejos, fazer o que achamos ser o melhor para nós é a raiz de todos os nossos problemas. Fomos criados por um Deus sábio e amoroso para vivermos da maneira que ele nos fez para viver, para sermos tudo o que ele nos fez para ser. No entanto, demos-lhe as costas e resolvemos que nós é que sabemos o que é melhor, tanto para nós quanto para aqueles com quem convivemos. Assim, o plano perfeito de Deus para os relacionamentos é agora executado por pessoas que se concentram primeiro em suas próprias necessidades, que lutam para fazer seu casamento funcionar com um mínimo de discórdia e conflito. E que, pelo que mostram as estatísticas, em pelo menos metade dos casos, não conseguem e procuram a separação como a melhor solução para todos.

    E isso não é de hoje!

    Nos tempos de Jesus, há mais de dois mil anos, a questão do divórcio já era um problema real na vida dos casais. Alguns homens procuraram o Mestre para questioná-lo acerca da melhor solução para os problemas conjugais, perguntando que tipo de comportamento justificaria o divórcio. É importante notar na passagem que narra esse episódio a má intenção dos questionadores. Eles não queriam uma resposta. Queriam colocar Jesus numa situação difícil, pois, qualquer que fosse sua resposta, estaria desagradando a um bom número de pessoas.

     Em Mateus 19.3-12, lemos:

    Alguns fariseus aproximaram-se dele para pô-lo à prova. E perguntaram-lhe: É permitido ao homem divorciar-se de sua mulher por qualquer motivo? Ele respondeu: "Vocês não leram que, no princípio, o Criador ‘os fez homem e mulher’ e disse: ‘Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma

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