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Como entender balanços

Como entender balanços

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Como entender balanços

notas:
4/5 (5 notas)
Duração:
78 páginas
1 hora
Lançados:
5 de set. de 2014
ISBN:
9788599519295
Formato:
Livro

Descrição

Este livro é destinado a todas as pessoas que querem entender melhor contabilidade e que precisam ficar atentos ao controle de seus orçamentos domésticos. A obra pretende auxiliar os profissionais de contabilidade, os membros judiciários, jornalistas e estudantes de qualquer área, pois tem como objetivo democratizar a informação. Sumário - A contabilidade é a língua dos negócios; A essência do comércio; Como entender balanços; Código de Ética Profissional do Contabilista, CEPC.
Lançados:
5 de set. de 2014
ISBN:
9788599519295
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Como entender balanços - Antoninho Marmo Trevisan

CEPC

A contabilidade é a língua dos negócios

Antoninho Marmo Trevisan*

A frase foi dita por Warren Buffett, em resposta à filha de um de seus parceiros de negócios, que estava com dúvida sobre qual curso deveria fazer. Buffett devia saber o que estava falando, afinal, é o investidor mais bem-sucedido em todo o mundo, um dos poucos que se mantiveram incólumes na impressionante crise em que o sistema financeiro mundial submergiu, no final de 2008.

Crise é sempre crise e, por mais que se fale nas oportunidades que esses momentos possibilitam, diante de uma crise a gente treme. Como tantos já disseram, a economia não é uma ciência exata e nem sei bem ao certo por que tanta gente insiste em fazer previsões econômicas. A única certeza que temos, e sobre a qual se pode tirar conclusões, diz respeito aos números da economia. E, nesse caso, se a economia é incerta, a contabilidade não mente. Se um investidor quiser conhecer uma empresa, o caminho mais curto é analisar seu balanço, independentemente do contexto econômico em que se encontra seu setor, seu país, o mundo.

Embora a tendência seja ser pessimista quando o calo aperta nos momentos de crise, basta olhar para as informações contábeis para se obter uma visão realista do futuro. Isso também serve para os momentos de euforia: um gestor eficiente será sempre realista, às vezes até comedido, no seu planejamento estratégico ou nas suas decisões de investimento.

A verdade é que, com crise ou sem crise, do ponto de vista da gestão, está ocorrendo uma enorme revolução na maneira de gerir as corporações. Sem dúvida nenhuma, a contabilidade faz parte disso. Nunca antes na história, o contador teve tanto prestígio dentro de uma corporação. Na hora de tomar uma decisão, o bom gestor sempre terá ao seu lado um contabilista com informações saídas do forno.

E é verdade também que o Brasil tem a vantagem de ser um país de empreendedores. Diferentemente de outros povos, o brasileiro é capaz de fazer negócios das formas mais criativas. Além disso, é fato que nosso mercado interno se ampliou, incorporando fatias da população que social e economicamente estavam apartadas do consumo.

É certo que vivemos momentos de grave instabilidade e encaramos problemas difíceis. Porém, a estrutura da economia brasileira é hoje muito mais sólida do que no passado. Dispomos de recursos e de alternativas, contamos com instituições estáveis e consolidadas e a nossa democracia tem se fortalecido a cada nova eleição.

É preciso, no entanto, que empresas e agentes de mercado tenham em mente que a gestão responsável é essencial para superar uma conjuntura adversa. A lógica do padre Luca Pacioli, considerado o pai da Contabilidade, está voltando. Com ela, resgata-se a visão de que uma empresa não pode viver de fantasia, mas precisa ser gerida a partir da verdade dos números, das referências do débito e do crédito, da aplicação e da origem do recurso.

Para emergir nesse novo contexto mundial, pós-crise financeira, o melhor é estar muito bem acompanhado. Mais do que nunca, é prudente valorizar os que oferecem dinamismo, criatividade, pronto atendimento e, sobretudo, solidariedade profissional.

*Antoninho Marmo Trevisan é presidente da Trevisan Escola de Negócios e da Trevisan Gestão e Consultoria.

É membro da Academia Brasileira de Ciências Contábeis e do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).

A essência do comércio

O inglês costuma comer ovos quentes em pequenas taças de louça, em que o ovo entra até a metade; parte a extremidade livre do ovo e come-o assim, com uma colher de chá, depois de lhe ter deitado sal e pimenta. Na Índia, colônia britânica, assim se comiam os ovos quentes. Como é de supor, eram companhias inglesas as que exportavam para a Índia as taças para esse fim. Sucedeu, porém, que, alguns anos antes da Guerra, as firmas inglesas exportadoras desse artigo notaram que a procura dele na Índia decrescera quase até zero. Estranharam o fato, buscaram saber a causa, e não tardou que descobrissem que estavam sendo batidas por casas exportadoras alemãs, que vendiam idêntico artigo ao mesmo preço.

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