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RELIGIÕES Tudo o que você precisa saber antes de morrer: Tudo o que você precisa saber antes de morrer
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RELIGIÕES Tudo o que você precisa saber antes de morrer: Tudo o que você precisa saber antes de morrer
E-book2.128 páginas42 horas

RELIGIÕES Tudo o que você precisa saber antes de morrer: Tudo o que você precisa saber antes de morrer

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Sobre este e-book

Prezados Leitores! Elaborei esta obra, como autodidata, cético, humanista , racionalista, livre pensador, naturalista, pacifista, pesquisador estudioso independente da origem da história do cristianismo primitivo. Não sou terapeuta, sou um escritor "ghost writer" que observa a vida com fome e curiosidade. Foi com o propósito de publicar meus ensaios, questionar e colocar em xeque conceitos e contradições como religiosidade e dar uma nova visão sobre as origens históricas das religiões que surgiu esse livro. Espero surpreender você. O livro relata fatos, assuntos memoráveis e provocativos com o objetivo de conscientizar, construir, iluminar. Certos fatos não podem mais ser ignorados como: De onde viemos? Como surgiu a vida? Por que estou aqui vivendo? Quem somos? Qual o sentido da vida e como devemos nos comportar em relação a dogmas religiosos? Existe vida eterna?
Eu não sei tudo, mas descobri o suficiente filosofando. As únicas coisas que temos e que mais se aproximam do que poderíamos presunçosamente chamar de respostas advêm de fontes como as: científicas, históricas, filosóficas e religiosas. Também questiono se foi um Deus quem criou o homem à sua imagem e semelhança, porque sofremos e se as religiões oferecem a resposta através da crença religiosa. A Bíblia é a palavra inspirada por Deus? E as contradições nos livros ditos sagrados? A Bíblia e sua doutrina cristã é verdadeira? Os livros santos são a fonte da verdade ou eles são apenas mitologias cristãs, lendas e fábulas milenares? Todos nós nascemos em pecado? Estudo completo sobre personagens bíblicos que não existiram...literatura, arte, política, economia, biologia, cosmologia, astronomia, arqueologia, geografia, história, ciência, neurociência, filosofia e psicologia. Um guia para religiosos convictos, irreligiosos e curiosos!
IdiomaPortuguês
Data de lançamento25 de jun. de 2021
ISBN9788582453049
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    RELIGIÕES Tudo o que você precisa saber antes de morrer - OICED MOCAM

    remissivo

    Apresentação

    Prezados Leitores!

    Elaborei esta obra, como autodidata, cético, humanista, racionalista, livre pensador, naturalista, pacifista, pesquisador estudioso independente da origem da história da civilização e do cristianismo primitivismo. Não sou terapeuta, sou um escritor ghost writer eterno filósofo aprendiz escrevendo sobre história, que observa a vida com fome e curiosidade. Foi com o propósito de publicar meus ensaios, questionar e colocar em xeque conceitos e contradições como religiosidade e dar uma nova visão inspirado em outras obras sobre às origens históricas do cristianismo que surgiu esse livro. Não tenho nem um poder sobrenatural, mas espero deixar você de queixo caído. O livro relata fatos e assuntos memoráveis e provocativos com o objetivo de conscientizar, construir, iluminar, os quais não podem mais ser ignorados: De onde viemos? Como surgiu a vida? Por que estou aqui vivendo? Quem somos? Por que estou vivendo? Qual o sentido da vida e como devemos nos comportar em relação a dogmas religiosos? Existe vida eterna? Haverá uma parte de mim que irá sobreviver a minha morte? E a nossa inteligência? Quem você quer ser agora que cresceu?

    Somos os únicos seres capazes de fazer tais perguntas? Por que a religião até hoje nunca promoveu a elevação ética e espiritual do ser humano como deveria?

    Eu não sei tudo, mas descobri o suficiente filosofando. E também não sei se é algum tipo de consolo egoísta saber que ninguém sabe. Porque ninguém sabe.

    Ninguém.

    As únicas coisas que temos e que mais se aproximam do que poderíamos, presunçosamente, chamar de respostas advêm de fontes como as: científicas, históricas, filosóficas e religiosas.

    Também questiono se foi um Deus quem criou o homem à sua imagem e semelhança, porque sofremos e se as religiões oferecem a resposta através da crença religiosa.

    A Bíblia é a palavra inspirada por Deus? E as contradições nos livros ditos sagrados? A Bíblia e sua doutrina cristã é verdadeira? Os livros santos são a fonte da verdade ou eles são apenas mitologias cristãs, lendas e fábulas milenares? O que é pecado? Todos nós nascemos em pecado? Será que a oração realmente funciona? Será que Deuses precisam ser louvados? Será que ele precisa ser adorado? Será que religiosos tem o livre-arbítrio? Jesus de Nazaré histórico existiu? Demonstrarei que Cristo não é pessoa histórica, porque a História, a verdadeira, não o conhece nem dele fala. Ele é um puro mito solar. Quem escreveu os Evangelhos? Moisés existiu? Os Doze Discípulos existiram? Buda e Krishna existiram? Ao narrar os fatos históricos e estórias de maior relevo desde a sua origem, procuro compartilhar com o leitor a maravilhosa Historia da Humanidade e de suas lendas, mitos, ficção e questões, através de vultos e personalidades que influenciaram as religiões do mundo.

    O meu objetivo é o de oferecer uma leitura que pode ajudá-lo a compreender o passado e a presente realidade em que vivemos. Onde no mundo atual as nações menos religiosas são as mais desenvolvidas? Além disso, o livro deverá auxiliá-lo nos conhecimentos adquiridos levando-o a conhecer os grandes mistérios dessa vida.

    O presente trabalho de pesquisas e estudo procurará apontar, através de embasamentos filosóficos e literários, a invalidade dos argumentos dos ritos, dogmas e doutrinas religiosas, utilizando direta ou indiretamente através da crítica literária para repudiar o cristianismo e qualquer religião que esteja centrada em um Deus criador inteligente, onipresente, onipotente, onisciente, justo ou bondoso. Ou seja, demonstrar sem ofensas pessoais que tudo o que você sabe sobre Deuses está errado!

    Por essa razão, nas páginas que se seguem, você vai se deparar com textos, ensaios e interpretações sobre as Religiões e seitas do mundo, que propõem vínculos com literatura, arte, política, economia, biologia, cosmologia, astronomia, arqueologia, geografia, história, ciência, neurociência, filosofia e psicologia. Vai ajudar Você a desvendar como os homens criaram os Deuses(as) principalmente e suas implicações milagrosas.

    Vamos ver como as religiões pagãs, muito bem guarnecidas pelos senhores da verdade influenciaram o homem cristão com seus argumentos bíblicos, venderam (e ainda vendem) frascos da verdade e conquistam adeptos nas praças e mercados. O livro apresenta argumentos filosóficos contra a existência de Deus(es). Trata-se basicamente de um manifesto humanista convicto e sincero acima de tudo.

    Acho importante que você perceba que a História das Religiões, como área de conhecimento humano, não enuncia verdades prontas ou acabadas: a ideia de conhecer o passado como realmente foi, simplesmente foi. Pretendo que você entenda e desvende como se construiu e constitui o próprio conhecimento humano da história e que compreenda a impossibilidade de existir conhecimento neutro em ciência e religião. O que se busca é simplesmente que o leitor crente tenha um momento para refletir sobre o que ele acredita e as conseqüências dessa crença.

    O que conhecemos sobre o passado, portanto, é uma construção feita pelos estudiosos, que, querendo ou não, refletem seus valores, projetam seus interesses, professam suas crenças e interrogações. Abordarei todos os pontos de vista de humanistas, filósofos, arqueólogos, iluminados historiadores, cientistas, instituições, leigos, profanos, teólogos e livres pensadores de forma honesta, crítica.

    Mostrarei como nasceram os mitos sobre deuses do Mundo centrado na própria Ciência, na Fé revelada dos seus seguidores e na História da Humanidade e na maneira como se chegou a esse acúmulo de conhecimento, à diversidade dos olhares, sobre as milhares de crenças, religiões, criadas pelos homens, com seus deuses (as) Profetas e Gurus meio malucos e muito sábios do presente e do passado, como estímulo para a reflexão. Lembrando que o passado é, na realidade e sempre, um conjunto de interpretações. Ao rever esses aspectos históricos, concordo com Hegel, quando afirma que a história se repete. A primeira vez com tragédia, a segunda vez como farsa, emendou Karl Marx, ou vice-versa, poder-se-ia acrescentar.

    Nessa obra me mantive fiel a esses objetivos iniciais. Fiz ajustes, complementos e atualizações as quais espero serem úteis para o leitor comum, público leigo e cristão a quem ofereço as mais variadas fontes e informações para trazer à luz a origem, a história e todos os demais aspectos que envolvem crença e descrença em religiões, seitas e deuses. As referências foram, geralmente, dadas, para permitir a verificação do que foi escrito, mas também para induzir o leitor a estudá-las.

    Gostaria que o leitor através da sua liberdade de investigação, análise, discussão, formação e reflexão de idéias apresentadas e compare os dias de outrora, quando o feiticeiro, faraó deus, deuses gregos, o imperador, o rei, governante ou o papa, ou abaixo de Deus, mas acima do homem, menos que Deus, mas acima do homem, menos que Deus, mas mais do que o homem, ou outro tipo de líder religioso influenciava os valores e padrões para toda uma comunidade, nação. (pela fé cega, infantil e ignorante e sem que o indivíduo tivesse liberdade de esclarecer dúvidas de pensamento, de expressão e opinião própria). Os horizontes interpretativos e dedutivos estão abertos para o leitor ativo.

    Externo a minha modesta opinião da forma mais clara e franca possível, pois sou um entre um milhão que talvez tenha essa iniciativa, ousadia e vontade. Quero apenas que Você encontre a sua verdade, uma nova visão sobre a realidade atual, sobre a fé religiosa e suas motivações, sobre as promessas de vida após a morte. Encontrei a minha em coisas visíveis e de acordo com o que tive acesso. Tudo que pesquisei em livros, revistas, sites descobri nos últimos quinze anos. Porém como livre pensador sem religião e sem deuses, é para levar a Você esse assunto perturbador, desafiador, difícil e delicado. Estamos precisando de autonomia, consciência, livre-arbítrio e responsabilidade para a transformação. É uma nova visão da atual realidade para transformar os velhos paradigmas que atrasam o desenvolvimento e o progresso da ciência e da medicina, principalmente. Eu conclui que as explicações religiosas, embora elas tenham sido satisfatórias por muitos séculos, hoje já estão superadas e estão desatualizadas.

    Enfim, terei alcançado o meu objetivo, se cada leitor for espectador da nossa história atual, e tiver curiosidade com calma suficiente e precisão para questionar as interpretações apresentadas. Desejo sinceramente: tire as suas próprias conclusões sobre os temas abordados e se posicione em relação ao que é certo e corrija o que está errado. Esse livro vai lhe proporcionar uma visão ampla e profunda sobre as questões com rico material de referência para que você possa ampliar as suas pesquisas que desafiam o bom-senso, a racionalidade e a cultura do século 21.

    Não combato homens, não critico pessoas, mas sim algumas das suas ideias seculares de opressão e conceitos contrários à natureza humana impostas por seitas, religiões que impedem a liberdade individual e a paz mundial. Sempre deixo claro, com a minha contribuição, que não sou contra os religiosos de qualquer denominação ou credo, mas sim aos dogmas e as idéias deles que não estão acima da crítica.

    Já era tempo de mais um brasileiro dizer a verdade sobre livros ditos sagrados que seriam a palavra inspirada por Deus ou a sua autobiografia e relatar os pontos controversos. Devemos acreditar nos princípios e nas doutrinas das religiões supersticiosas e num Conceito Deus e Profeta sobre o qual elas dizem que alguém falou face a face, cara a cara? Sou a favor do aprendizado do Humanismo e do aperfeiçoamento interior que é uma prática muito diferente. É a essência do sentido da vida aqui e agora, sem uma câmera de vigilância divina, que é o amor, a compaixão, os valores humanos, que também são importantes para os não crentes.

    Todos os Deuses (as) são hipotéticos, além de não existirem, atrapalham – só a vida é o deus verdadeiro. Não quero mudar o mundo, mas as idéias que podem melhorar os que as usam e se utilizam delas em nome de um mito imaginário chamado Deus!

    Qualquer omissão a respeito de proveniência de material pesquisado ou equívocos, na identificação de textos que integram este livro terão sido inadvertidos. Agradeço aos colaboradores e editores profissionais de destaque em suas atividades. Convido o leitor a comprar livros e revistas, navegar nos links na Web, para aprofundar conhecimentos e idéias aqui referidos.

    Sintam-se felizes como me senti ao realizar essa obra inspirada pelos Irreligiosos. Escrevi de acordo com a minha consciência, por ser também um ávido leitor para construir a minha identidade e por ter sede de saber e compromisso com a honestidade intelectual que não vem do maná do céu, nem de dogmas e doutrinas e nem graças a nenhum deus sobrenatural, imaginário.

    Desejo uma amigável e inteligente boa leitura com os artigos, também disponíveis com opiniões no site Irreligiosos, onde alguns dos assuntos foram amplamente debatidos!

    Agradeço a oportunidade e a colaboração de todos os editores e participantes, que almejam os mesmos objetivos. Aos que desejam a sabedoria para compreender e a compreensão para perdoar. Ou seja, um mundo melhor.

    E dedico essa obra como forma de gratidão a minha família e amigos em especial aos participantes do site Irreligiosos. A minha mensagem, o meu trabalho, vai dedicado para aqueles que ainda não chegaram e esse estágio de alienação. Ou para os que querem ser livres e ter a sua própria dignidade de volta. Introduzir o leitor no mundo do livre-pensamento, da criticidade – do duvidar, pensar e, por fim, concluir racionalmente. E em especial para os jovens para se livrarem do obscurantismo religioso e dos males na crença no sobrenatural. As provocações e críticas religiosas são propositais, com um pouquinho de imagens com humor e esperança no futuro.

    Cético, Racionalista, Humanista Secular Moderno e Ateu com certo orgulho de ser um homem mais livre.

    Venha comigo. Seja curioso e corajoso!

    Porto Alegre/RS, 08 de Setembro de 2015.

    Oiced Mocam

    E-mail: consultorcomercial@gmail.com

    SINOPSE:

    Tudo o que você precisa saber desde o Big Bang e a nossa evolução até os dias atuais, condensada em diversos capítulos. É uma excelente livro, criativo e arrojado que precisa ser lido por qualquer pessoa que queira um quadro para a compreensão do passado, de nosso universo, a história da humanidade e o desenvolvimento da civilização humana até o mundo moderno.

    Esse livro será de interesse para aqueles que querem saber mais sobre a Bíblia, mas têm pouco tempo para ler o livro inteiro ou porque eles acham que é chato ou difícil de entender. Também será de interesse para qualquer pessoa educada na fé cristã, acostumados a ouvir apenas algumas histórias bíblicas seletivas, principalmente a promoção de um Deus amoroso e uma espécie de compaixão de Cristo.

    Ele contem questões instigantes e profundas que crentes jamais pensaram em querer perguntar a um vigário, pastor ou pregador de rua. Ele expõe a natureza irracional, muitas vezes sangrenta da Bíblia. Ele faz perguntas simples, mas penetrantes relativas a Deuses.

    Examina a natureza bizarra de Deus e seu comportamento estranho em toda a Bíblia. Ela sonda sobre a suposta vida de Jesus, seu ministério e sua família, de uma forma que poucas pessoas, até mesmo os cristãos, já pararam para pensar. Ele destaca o absurdo de histórias sobre personagens bíblicos que não existiram. Nos brinda com um humor inteligente, sutil e mordaz. Sua crítica pontual em relação às instituições religiosas com seus dogmas e doutrinas é um toque de mestre. Ousado, ao colocar os personagens celestes em histórias cômicas, OICED é provocativo.

    É um livro que irá testar a fé do religioso, desafiar opiniões e fazer pensar de uma maneira que muitos nunca fizeram antes. É difícil não admirar o que OICED MOCAM (pseudônimo do escritor) tentou fazer com esse livro. Tem uma quantidade impressionante de informações e os artigos inspiram e provocam reflexão. Nós faz pensar e incentiva para pesquisar mais depois, com referências em diversos links e bibliografias. É um livro para mudar a nossa vida, que nós deixa livres para descobrir e criar o nosso próprio caminho rumo à liberdade. É sem dúvida uma boa leitura do começo ao fim.

    O Editor.

    Comentário sobre o livro

    http://revolucaoebook.com.br/publicar-ebook/

    Nos bastidores da História

    "A história sempre acabou por dar a razão aos

    caricaturistas e à Igreja".

    Clóvis Ramalhete

    De onde viemos? Criação de um Deus, de outro planeta ou produto da evolução das espécies?

    Qual o papel do acaso e da necessidade na criação da vida?

    Qual o papel das milhares de religiões, crenças e deuses(as) na influência e comportamento da raça humana ?

    Deus é fantasia, é história? É mitologia?

    O que levou civilizações e impérios que atingiram picos elevados de progresso a desaparecerem? Por que as nações conquistadoras, expansionistas e poderosas exterminaram os seus próprios impérios?

    Existem acontecimentos históricos que são nebulosos, misteriosos. Devemos cultuar deuses, avatares, santos e profetas mortos do passado? Devemos acreditar que os acontecimentos históricos são governados por um Deus ou por outras forças místicas? Por que sofremos? Seria punição pelos nossos pecados? Por que alguns historiadores acreditaram poder duvidar da existência real de um dos gigantes da História – Moisés – figura central do Antigo Testamento e sem o qual talvez o judaísmo não existisse? Por que deveríamos acreditar que duas colunas, uma de poeira e outra de fogo, teriam guiado os hebreus durante quarenta anos pelo deserto? É difícil acreditar no personagem que originou uma lenda (às vezes plausível ou duvidosa e inverossímil). Os historiadores chegaram à conclusão de que tudo não passou de um mito, pondo em dúvida a existência da biografia dele e de Jesus de Nazaré. No Novo Testamento e evangelhos temos pouca coisa histórica. Por que transformaram homens tenazes que existiram em mágicos, milagreiros e ilusionistas? No fundo, é essa a motivação de toda a História: a busca da verdade carnal e material dos homens e dos acontecimentos.

    A ideologia é uma grande inimiga da história, do conhecimento e, portanto da própria humanidade. Consequentemente, quando acreditamos que as Escrituras são as palavras reveladas de um Deus, sem ter recebido qualquer revelação imediata do próprio Deus, temos como o objeto de nossa crença, fé e confiança a igreja, cuja palavra aceitamos e à qual aquiescemos. Aqueles que acreditam naquilo que um profeta lhes diz em nome de um Deus aceitam a palavra do profeta, honram-no e nele confiam e crêem, aceitando a verdade do que ele diz, quer se trate de um verdadeiro ou de um falso profeta.

    O mesmo se passa também com a outra História. Se eu não acreditasse em tudo o que foi escrito pelos historiadores sobre os fatos gloriosos de Alexandre ou de César, não creio que o fantasma de Alexandre ou de César tivesse qualquer motivo justo para ofender-se nem ninguém a não ser o historiador. Ou, se Tito Lívio afirma que uma vez os deuses fizeram um burro ou uma vaca falar, e não acreditarmos estamos com isso retirando a nossa confiança em Deus, mas também em Tito Lívio.

    Algumas verdades são difíceis de serem reveladas, mas não podem mais deixar de serem divulgadas. Isso vai mexer com sua cabeça, revirar seus conceitos, colocar em xeque suas certezas… mas, no fim, você irá aceitar.

    O SILÊNCIO DA HISTÓRIA ACERCA DA EXISTÊNCIA DE CRISTO

    De Jesus Cristo, pessoa real, ser humano, a história não conservou documento algum, prova alguma, demonstração alguma. Cristo nada escreveu.

    É certo que Sócrates também nada escreveu, limitando-se ao ensino oral. Mas, entre o Jesus de Nazaré e Sócrates, há três diferenças capitais:

    a primeira consiste no fato de Sócrates não ensinar nada que não fosse racional, humano, ao passo que Jesus pouco tem de humano, e esse pouco ainda misturado com muita coisa milagrosa;

    a segunda diferença deduz-se da circunstância de Sócrates ter passado à história só como personagem natural, enquanto Cristo nasceu e foi conhecido apenas como pessoa sobrenatural;

    a terceira, enfim, baseia-se em Sócrates ter por discípulos pessoas históricas, cuja existência foi comprovada. Essa falta de comprovação torna-se ainda mais significativa quando comparamos Jesus com Sócrates, por exemplo, que apesar de haver vivido vários séculos antes da lenda cristã, deixou comprovada sua existência , sua produção filosófica e cultural, seus pensamentos e inclusive seus discípulos (Aristóteles, Platão, Fédon etc).

    A pretensa carta ao rei Abgaro provou-se que foi uma piedosa fraude. Orígenes e Santo Agostinho, para não irmos mais longe, excluem-na, declarando, por um modo formal, que Cristo nunca escrevera coisa alguma. Além disso, a própria Igreja em tal ponto concorda, pois não a inclui entre os documentos canônicos, como teria feito, se, porventura, ela tivesse alguma aparência de autenticidade. O mesmo pode dizer-se da carta de Pilatos a Tibério. Existência é notória, como Xenofonte, Aristipo, Euclides, Fédon, Ésquilo e o divino Platão, ao passo que, dos discípulos de Cristo nenhum é conhecido, a não ser se dermos crédito a documentos de pura fé, totalmente suspeitos.

    De sorte que, pelo fato de Sócrates nada escrever, não se pode concluir que ele não existiu, ao passo que é permitido admitir legitimamente, pelo menos a título de probabilidade, que Cristo, que teria vivido cinco séculos mais tarde, nada deixou escrito. Cristo não só nada escreveu, como nenhuma linha foi escrita a seu respeito.

    Sem levar em conta a Bíblia que, além de não dar nenhuma prova sobre a personalidade real do Cristo, ainda demonstra o contrário. Dos muitos autores profanos que seriam contemporâneos de Jesus, nenhum nos deixou o menor vestígio acerca dele.

    Os únicos autores leigos de quem mencionaram o nome – Flávio Josefo,Tácito, Suetônio e Plínio – ou foram interpolados e falsificados, como aconteceu aos dois primeiros, ou, como os dois restantes, falaram de Cristo apenas etimologicamente para designarem seus seguidores e a superstição de que tomou o seu nome. Escreveram muito tempo depois, sem o terem conhecido, sem darem provas da sua existência, e em termos tais que só servem para comprovar que ele nunca existiu. Ainda assim o seu nome não aparece nos autores profanos durante o primeiro século depois da sua morte, sequer indiretamente.

    O passado das civilizações nada mais é que a história dos empréstimos que elas fizeram umas às outras ao longo dos séculos … - Fernand Braudel

    Grandes civilizações se autodestruíram na guerra de classes, porque todas incluindo a nossa, cresceram em profundo desequilíbrio. Elas desenvolveram grandes tecnologias, mas esqueceram que mesmo o maior progresso tecnológico não irá tornar o ser humano mais extático, mais repleto de paz, mais amoroso, mais compassivo. A consciência do ser humano não cresceu na mesma velocidade que seu progresso científico, e essa foi a causa pela qual todas as velhas civilizações se suicidaram. Não havia causa externa ou perigo externo (salve, epidemias e catástrofes naturais); o inimigo estava dentro do ser humano. Ele criou máquinas, mas permaneceu muito retardado, inconsciente, quase adormecido, e é muito perigoso dar tanto poder a governantes aliados aos religiosos, que buscam o poder, o domínio sobre as pessoas e inconscientes.

    Foi-se o tempo em que interpretar e estudar história significava buscar o conhecimento de quadros acabados. Pelo contrário, há muito se enfatiza que estudar história significa, essencialmente, olhar o passado com base nos problemas e indagações que nos são postos pelo presente. É evidente que isso deve ser feito com o devido cuidado para compreendermos as características de outros tempos e espaços em sua especificidade sem as reduzir à nossa visão de mundo. Uma das formas de avaliar a direção geral da história é contar o número de mundos humanos distintos e isolados que coexistiram com suas crenças (sem interesse em converter) animistas em locais e exclusivas em um dado momento no planeta Terra. Precisamos considerar que a ênfase recai no olhar sobre o passado, ou seja, no ponto de vista em relação ao que já passou. Esse enfoque, entretanto, é um ato que se faz no presente, por pessoas vivas, atuantes, e diferentes (em termos de origem, formação cultural, classe social e religião, por exemplo). Diversos são seus pontos de vista, tornando toda história moderna, mesmo que a religião tenha chegado antes da ciência.

    Ao mesmo tempo em que existe essa pluralidade de pontos de vista, múltiplas são as vozes que nos falam do passado. Essas vozes, ou melhor, essas fontes de informações, estão nos discursos, falas e escritos do passado, mas também em monumentos, obras literárias, pinturas e obras de arte. Portanto, para aprender as múltiplas "vozes" do passado, cabe definir um enfoque, sem deixar de apontar a existência de outros.

    Esse nosso olhar sobre a História se faz obrigatoriamente sobre uma realidade que efetivamente existiu, sobre situações concretas das quais não podemos escapar, embora não possamos reconstituí-las como realmente foram. Como leitores, é preciso não apenas analisar essa realidade, que nos chega de forma fragmentada e interpretada por diferentes sujeitos no passado, mas também desvendar outros pontos de vista à luz da pesquisa e ciência e a forma como eles muitas vezes reconstroem o passado, segundo este ou aquele interesse.

    É preciso considerar que, ao longo da História da Humanidade, muitas vezes, determinados grupos sociais se apoderaram dos destinos de uma coletividade e passaram a escrever a história, utilizando-a para encobrir mecanismos de funcionamento social, que envolveram desigualdades e muitas contradições. Podemos dizer que a história é composta por uma série de disputas entre grupos sociais e suas formas de compreender e de explicar o mundo. Tudo que temos é a especulação de historiadores onde muitos não estavam lá, mas trabalhando a partir de fontes de segunda mão e com as narrativas de gerações anteriores de historiadores.

    Quando um grupo chega ao poder e coloca em prática o seu projeto, uma de suas primeiras atitudes é procurar justificar, no campo das ideias, o seu poder. Mesmo para justificar o seu projeto, são utilizados instrumentos, tais como a religião. A América e a Europa foram mundos separados durante a maior parte da história. A colonização da América, por exemplo, baseou-se no principio aristotélico de que alguns humanos nasceram para a liberdade, enquanto outros para os grilhões da escravidão.

    Com a dicotomia corpo x alma, expressa na filosofia de Platão e tão em voga na cristandade européia, a justificativa colonialista se encorajara na ideia de que os índios não possuíam alma, então entendida como instância superior e divina do ser humano. O que os tornava objetos a serem domados pelos ditos civilizados, possuidores, por natureza, da liberdade das almas brancas. A fraude piedosa, dicotomia entre céu e inferno – não teria sido baseada nos ensinamentos históricos do personagem fabricado nos Evangelhos Ficções, Jesus mito e não histórico.

    Nesse momento, entra o passado e a forma de contar e explicar os eventos que aconteceram. Estar no poder implica para o grupo vencedor ter acesso à maior parte dos recursos humanos com que conta a sociedade (religião, sistema de educação, funcionários, intelectuais) e a possibilidade de influenciar – incentivando, desestimulando e até proibindo o que as pessoas falam e escrevem e pensam. Por exemplo: Index dos livros proibidos.

    Em todo o mundo ao longo dos séculos, muito tem sido escrito sobre a religião, o seu significado, seus crimes e loucuras, sua relevância e contribuição para a humanidade. No Ocidente, particularmente, tomos consideráveis foram compostos especulando sobre a natureza e o fundo histórico de um dos personagens mitológicos principais das religiões ocidentais, Jesus de Nazaré. Muitos tentaram cavar as pouquíssimas pistas sobre a identidade de Jesus e chegar a um esboço biográfico que tanto reforça a fé ou revela um lado mais humano desse deus homem. Obviamente, considerando o tempo e energia gastos nele, os assuntos do cristianismo e seu lendário personagem mito solar são muito importantes para a mente e a cultura ocidental, e para o resto do mundo também.

    Apesar de toda essa literatura de forma contínua ser trazida para fora e o significado da questão, no público em geral continua a haver uma grande falta de educação formal e ampla sobre a religião e mitologia, e a maioria dos indivíduos são altamente desinformados nessa área.

    Quanto à questão do cristianismo, por exemplo, a maioria das pessoas é ensinada na maioria das escolas e igrejas que Jesus Cristo literário foi uma figura histórica real e que a única controvérsia a respeito dele é que algumas pessoas aceitam-no como o Filho de Deus e o Messias, enquanto outros não o fazem. No entanto, considerando que esse é o debate furioso mais evidente neste campo hoje, não é o mais importante. Chocante que possa parecer para a população em geral, a controvérsia mais duradoura e profunda nesse assunto, é ou não uma pessoa chamada Jesus Cristo bíblico que nunca existiu realmente.

    Isso não quer dizer que os outros grupos, os derrotados, não possam contar o passado a seu modo, do seu ponto de vista. Ocorre, no entanto, que essa visão quase sempre é escamoteada, adulterada, ficando numa posição secundária, e pode, aos poucos, ser esquecida, se não dispuser de meios (geralmente controlados pelos vencedores, como a escrita ou outras formas de transmitir informações para as gerações seguintes).

    É preciso considerar que os vencedores não são sempre os mesmos e nas guerras todos são perdedores. Na França revolucionária, por exemplo, até 1789, a aristocracia foi o grupo dominante e explicava o mundo e a história a seu modo, embora existissem visões divergentes, caso dos filósofos iluministas e humanistas. Os Iluministas do século 18 pensaram que tinham vencido as crendices e o obscurantismo religioso, mas não foi bem assim. Continuamos a viver a história que pensávamos que era a que tinha vencido. Na América, também encontramos exemplo, o dos indígenas, cuja pretensão básica era sobreviver e manter seu estilo de vida livre anterior à chegada dos europeus. Os colonizadores europeus saíram "vencedores" e contaram a história do seu ponto de vista e, até há pouco tempo, em decorrência dessa visão, era comum considerar os nativos indígenas preguiçosos, inferiores, traiçoeiros. Quem estava certo? Os que viviam, num mundo sem malícias (embora guerreiros), sem pecados ou desejo consumista ou os colonizadores e exploradores que vieram para dizer a eles como deviam pensar? Quem ganhou realmente? Assim, não se trata apenas de separar a realidade e suas representações, mas de analisar e questionar as diferentes formas pela qual o real é representado.

    A história também nos mostra e diz que estar no governo e ter sido eleito para exercer o poder, nem sempre é a mesma coisa. Dois exemplos: No Vaticano, o eleito é o Papa , mas quem comanda são facções ultra-conservadoras como a Opus Dei. Nos EUA, o Presidente era o Bush, e o seu vice Dick Cheney dizem muitos que era o seu superior hierárquico, mas que mandava junto com os fundamentalistas religiosos, com o capital financeiro, companhias de exploração de petróleo e as industrias poderosas de armamentos. Exemplo do vínculo capital com poder nos EUA é a recusa de assinar o Protocolo de Kyoto. São essas que ditam o seu comportamento para gastar três trilhões de dólares e destruir milhares de vidas, e levar a própria nação à ruína, como na Guerra no Oriente Médio para matar os talibãs e xiitas no Afeganistão e Iraque e conter as provocações dos fundamentalistas iraquianos após o atentado de 11 de setembro de 2001 às Tôrres Gêmeas do World Trade Center.

    Enquanto isso bilhões foram perdidos com a quebra do sistema financeiro com reflexos no mundo inteiro. Milhares de famílias foram vítimas e 40% dos americanos, 2 milhões, perderam suas casas para os credores do sistema imobiliário e tiveram que morar nas ruas, em casas de parentes e em seus veículos. A tragédia atingiu duramente também as crianças que ficaram sem escolas por não terem endereço fixo. Quando o Ex-presidente afirmou que sempre se aconselhava na política interna e externa, com o Todo – Poderoso, não é a Deus que ele se referia especificamente. Quando usou a palavra cruzada para lançar a guerra contra o terrorismo, também se alia aos "deu$ses" dos que tem os mesmos interesses fundamentalistas bíblicos e financeiros. Cheney o vice de Bush foi executivo da Halliburton e manteve ligação com a superempresa, que ganhou boa parte dos contratos sem licitação por influência política óbvia de dele para reconstruir o Iraque depois da invasão americana.

    Estamos hoje em contato com grandes quantidades de informações, com discursos diversos que, se, por um lado, nos oferecem múltiplas possibilidades de aprendizado do presente, por outro lado, devido a seu caráter fragmentário, dificultam a elaboração de um quadro geral, articulado, da realidade em que vivemos. Nesse contexto, a História pode nos servir de referência, de guia fazendo as distinções entre os tempos, colaborando com o processo de compreensão do mundo. Ajuda a analisar o que foi aceito no passado, trazido pelos textos bíblicos de 1600 anos atrás, se ainda podem ou não, servir para o presente mundo globalizado, pré-requisito para o exercício da cidadania. Infelizmente hoje, muitas pessoas ainda acreditam que os acontecimentos históricos são governados por Deuses ou por forças místicas ou de que eles se ocupam do mundo e de cada um de nós.

    Nosso conhecimento a respeito deste mundo não tem somente valor acadêmico: quanto mais sabemos, mais devemos acreditar na igualdade dos homens, pois a diferença entre os indivíduos mais inteligentes e os mais ignorantes é modesta comparada com tudo aquilo que se desconhece.

    É extremamente difícil analisar todas as implicações da História no contexto atual com calma e precisão, porque é obrigado a ser ator bem como espectador da história de sua própria geração. Como Napoleão disse certa vez:

    O que é história, senão uma fábula sobre a qual todos concordam?

    As culturas mudam, e as sensibilidades as seguem. Tornou-se difícil para nós, depois de três mil e quinhentos anos, acreditar em dragões, fadas, duendes e literalmente na fragilidade de argumentos dos Livros Sagrados (que se contradizem em seus argumentos), fruto muito mais de talento poético dos supostos autores do que a realidade. A história do cristianismo não está no Novo Testamento, nele vamos encontrar a versão do vencedor e suas fraudes piedosas com o intuito de dar mais credibilidade, mas que mancharam a credibilidade da história oficial do cristiaismo.

    Se você também quer a verdade ou o que está mais próximo dela e é contra os maus, os mentirosos, a opressão, a crueldade e a favor da justiça da paz e liberdade, venha comigo conhecer e julgar os fatos mais marcantes. Vamos revelar o que pensam os exegetas (pessoas que explicam os temas bíblicos), de onde tiraram suas ideias sobre um cristo homem deus apresentado nas Escrituras. Vamos também aprofundar conhecimentos sobre mitologias mais antigas, a inexistência de cristãos no primeiro século, a substituição do mítico Jesus Cristo pelo histórico Jesus de Nazaré, tradutores, comentadores, filósofos, cientistas, humanistas seculares, paleógrafos e arqueólogos através das religiões do mundo e dos iluminados racionalistas. Bem como sobre vultos históricos (alguns mitológicos) como: Moisés, Jesus, Buda, Gilgamesh, Smith, Sócrates, Darwin, Einstein, Aristóteles, Diderot, Epicuro, Copérnico, Galileu, Hubble, Nietzsche, Russell, Jefferson, Pitágoras, Sam Harris, Artur Drews, Carl Sagan, Smoot, Hawking, Platão, Aristófanes, Paine, Ockham, Venter, Ingersoll, Richard Dawkins, Bart D. Ehrman, John Dominic Crossan, Saramago, Confúcio, Osho, Ingersoll, Zaratustra, Dan Brown, Spinoza, Campbell, Harpur, Sartre, André Leonardo Chevitarese, Carnéades, Feuerbach, Hume…Falaremos de avatares personagens e doutrinas que influenciaram, fizeram e abalaram a maravilhosa história da raça humana que teve o seu berço na Mesopotâmia, Vale do Indo e Egito.

    "Deus é um ser mágico que veio do nada

    criou o Universo e tortura eternamente

    aqueles que não acreditam nele,

    porque os ama".

    Steve Knight

    A origem do Universo sempre foi uma preocupação para os filósofos da Antiguidade. Conhecidos como pré-socráticos (pois surgiram antes de Sócrates, considerado o pensador que dividiu o pensamento filosófico), estes filósofos ensinavam que a natureza (chamada de physis) passava por constantes mudanças:

    http://obviousmag.org/renato_collyer/2015/09/a-origem-do-universo-e-a-filosofia.html

    Como tudo começou ?

    A primeira Religião e os primeiros deuses

    A origem da Religião e o primeiro Deus são assuntos de controvérsia. Provavelmente, a primeira atitude religiosa do homem foi o naturalismo religioso, isto é, a adoração de objetos e fenômenos da natureza. Qualquer agrupamento humano que se mantém coeso por muito tempo cria sua mitologia. Desde o alvorecer da história, o homem procura divindades e heróis. A seguir, em vez do culto do objeto físico passou a reverenciar o espírito ou a alma do objeto ou fenômeno. Todas as civilizações, todas as culturas tentaram, com níveis de sucessos variáveis, encontrar uma resposta adequada a todas essas questões. Elas sentem a necessidade de se prevenir contra os caprichos das forças da natureza: inundações, secas, terremotos, eclipses, raios, etc. Procuram desesperadamente a causa de todas as coisas, assim como o pai protetor.

    "Em busca de uma explicação, os primitivos inventaram divindades antropomórficas; eles antropomorfizaram a natureza." (Paul Diel, O Simbolismo na Bíblia, Ed. Payot 1975/1996, p. 23).

    Uma das explicações é que o homem logo começou a ver as coisas a seu redor como animadas. Sem dúvida, a ignorância sobre a natureza do vento, respiração e circulação de animais levou-os a construir uma explicação sobre as coisas de seu mundo. Ele acreditava que os animais, as plantas, os rios, as montanhas, o sol, a lua e as estrelas continham espíritos, a os quais era fundamental apaziguar. O antropólogo E. B. Tylor (1832-1917) batizou essa crença de animismo. O animismo (de anima, alma ou espírito em latim) é a crença de que praticamente todo lugar, todo animal, toda planta e todo fenômeno natural tem consciência e sentimentos, e que pode se comunicar diretamente com os humanos.

    A teoria mais aceitável parece ser a seguinte:

    Suponhamos que morreu o chefe de uma tribo que em vida foi um líder temido. Mas depois de morto, passou a ser ainda mais temível, porque seu corpo-sombra ficou invisível e ninguém sabia quando iria atacar as infelizes criaturas que por ventura lhe caíram em desagrado. Para cair nas boas graças dele, fazia-se necessário cativá-lo com muitos presentes e orações. Ele era um espírito terrível e poderoso. Trovejava e relampejava (na tempestade), ocorriam eclipses, trazia doenças e mortes aos que lhe desagradavam e assegurava a vida aos recém-nascidos. O homem primitivo, naturalmente, não suspeitava que o ato sexual tivesse relação com a produção de uma nova vida. E assim imaginou o deus ou deusa da fertilidade.

    Além disso, esse poderoso espírito-sombra controlava ainda alguma coisa de misterioso que pairava no ar: a sorte. Às vezes ele vinha ajudá-los, outras vezes, não vinha. Um dia dois amigos partiram para a caça ou batalha: um morria e outro se salvava. A sorte fora favorável a um e desfavorável ao outro. Por quê ? Talvez por causa de um ato importante que um deles praticara ou deixara de fazer. Mas quem podia afirmar ? Ora, havia sábios na tribo que se propunham descobrir esse mistério e se tornaram peritos na previsão da sorte, mágicos sagrados, e, por fim Xamã – uma mistura de bruxo, feiticeiro e sacerdote. Passaram a informar o que se devia fazer ou deixar de fazer para conseguir a graça aos olhos do seu chefe-sombra, seu Deus e obter uma dose razoável de boa sorte ou azar. Esses sacerdotes deviam ser rigorosamente obedecidos, pois a desobediência era paga com a morte.

    Os primeiros deuses foram os espíritos gloriosos dos xamãs ou chefes mortos quando esses tinham alguma sensibilidade especial. Fincaram no solo um poste, ou uma pedra, no lugar do encontro, e disseram para o homem-animal: esteja aqui na próxima vez que a luz que muda (a Lua) estiver redonda, e nos encontraremos de novo. O marco era uma espécie de presente misterioso para entrar em contato com Ele. Passaram a ajoelhar-se e orar diante Dele e matavam seus semelhantes que se recusassem a acreditar Nele. Os vestígios arqueológicos mostram que os corpos eram sepultados junto a ornamentos, armas e comida, o que demonstra que nossos antepassados não encaravam a morte como um fim definitivo.

    O homem passou a reverenciar o espírito ou a alma do objeto ou fenômeno. Possivelmente, foi durante um desses longos períodos (para ele) de espera, que o homem-animal achou que, se ele trouxesse algo para o local do encontro e deixasse ali um presente, talvez o Visitante fosse induzido a descer do céu um pouco antes da época marcada, e assim ele poderia pedir um conselho ou resolver um problema. Foi assim que o homem tinha fez o seu primeiro sacrifício e oferendas.

    Passou também a venerar os animais que caçava e que foram simbolizados em pinturas rupestres e pequenos entalhes. O sacerdote começou a vestir a pele dos animais e se adornava com seus cornos. Tentava, como acontece ainda hoje com o Homo sapiens, obter boas caçadas e um destino próspero para a tribo através de promessas e magias. O sacerdote não criou a religião, apenas utilizou-se dela como o estadista se utiliza dos impulsos e costumes da humanidade.

    Foi nesse período animista que surgiu a adoração, o culto de forças sobrenaturais e o culto dos antepassados: dos deuses manes, como diziam os romanos. A divinização do espírito duplo ou alma das coisas e dos antepassados foi o passo seguinte, um pouco mais abstrato na evolução religiosa. E a ideia do medo dos infernos, da insegurança, da fraqueza do homem na Terra, culto dos mortos, medo dos deuses, esperanças do céu foram os causadores da religião. Surgiu assim a primeira e a pior profissão do mundo. Se o sacerdote não aparecesse, o povo o inventaria para receber o conforto sobrenatural.

    O conceito de alma ou espírito surgiu quando o homem primitivo começou a interpretar o sonho como uma entidade que habitava nosso interior. Surgiu então o animismo, de alma ou espírito, entes imaginários, pois o que temos de imaterial é a nossa consciência, o pensamento, a imaginação, a mente, mas gerados por nossa própria condição biológica (Assis Utsch).

    Na ilha isolada do Oceano Pacífico, a Ilha de Páscoa temos um exemplo muito claro da cultura Rapa Nui, com as enormes esculturas de pedra – os – moai: O culto ao homem pássaro. O ritual era realizado entre os competidores quando o primeiro homem apanhava um ovo e retornava à ilha com ele intacto. O vencedor era recebido com festa e como semideus. O homem-pássaro era considerado intermediário dos deuses durante seu reinado. Os monumentos megalíticos foram erguidos na Idade da Pedra, e encontrados também em diferentes regiões da Europa.

    Em Stonehenge, Salisbury, na Inglaterra, encontramos um famoso círculo de pedras enormes, no meio de um imenso campo verde, monumentos formados por enormes blocos de rocha. Acredita-se que seja de 2500 a.C. e construídas por caçadores-coletores na sociedade pré-agrícola. Na Turquia os arqueólogos encontraram em 1995 um sítio em Göbekli Tepe com um templo e estruturas monumentais que datam de 9500 a.C.

    Os nórdicos achavam que o mundo começara num embate no gelo, do calor contra o frio. Para os gregos os deuses viviam numa montanha assim como para os indianos. Na África o povo achava que o mundo veio do grande ovo cósmico, como também alguns chineses. O homem pré-colombiano achava que viemos do milho, outros da argila, da madeira, do barro ou do sopro divino.

    Seja qual for o ritual ou a teologia que o envolve, o homem-animal ainda procura induzir seus deuses a descerem do céu para ajudá-lo – ou no caso dos que são reconhecidos como Santos por seus companheiros, meramente pelo prazer de sua companhia. Essa última prática é chamada de Misticismo, e é muito apreciada entre os seres humanos já que o verdadeiro místico não busca qualquer recompensa – ele se acha pura e simplesmente em amor com o Deus. O homem confundiu suas idéias com o sobrenatural e daí não saiu da magia, superstição ou religião, até hoje!

    Houve um tempo em que as pessoas olhavam para o céu e pensavam que o que viam era a parte de baixo do assoalho do mundo dos deuses. E entenda isso literalmente. Era como se o céu fosse o teto do seu apartamento; o vizinho do andar de cima seria um deus.

    Até hoje o catolicismo, por exemplo, mantém um vínculo bastante estreito com essa visão pré-histórica da realidade. Da sua principal oração, pai nosso, que estais no céu; passando por frases litúrgicas, Hosana nas alturas, corações ao alto; por todas as alusões presentes no seu livro sagrado, com Jesus subindo aos céus depois da ressurreição, ou de lá descendo montado numa nuvem no dia do Juízo; até cacoetes indisfarçáveis, como o de elevar na direção das nuvens mãos postas e olhos suplicantes, tudo isso ilustra a estagnação de uma parte bastante significativa da mente religiosa, presa a um tempo em que as pessoas morriam velhas com menos compreensão do mundo do que tem hoje, crianças de nove, dez anos de idade.

    Nossos mais longínquos antepassados, pelo menos, estão justificados do seu equívoco: os sentidos eram suas únicas fontes de informação. E eles viam cair coisas lá de cima, como chuva, neve, granizo, raios, meteoritos; ouviam trovões e contemplavam relâmpagos; admiravam-se do globo incandescente que tudo iluminava durante o dia, e daqueles pontinhos brilhantes, também lá no alto, à noite; além daquele outro disco de luz mais branda que mudava de forma de tempos em tempos, e que, às vezes, simplesmente desaparecia do céu noturno, deixando-os entregues à escuridão.

    Deveria, então, haver alguém ali em cima. Senão, como se justificaria tudo aquilo? Eles não tinham nada mais com o que contar além da própria imaginação.

    Hoje, mesmo com todo o conhecimento já acumulado pela humanidade, e com a relativa facilidade de acesso a ele, o fato de que ainda existam pessoas que acreditam que deuses ocupam um mundo sobrenatural no andar de cima, cujo céu é o piso que se abrirá, um dia, e por onde elas entrarão nesse reino encantado, não é tão embasbacante quanto à constatação de que essas pessoas são a grande maioria de nós.

    A razão para isso, entretanto, tem duas faces bem definidas e bem conhecidas. A primeira, a necessidade inata do ser humano de entender o mundo à sua volta e de não aceitar a morte como seu próprio fim o que acabou nos tornando exímios criadores de mitos. A segunda, a oportunidade que vários espertalhões aproveitaram de, usando esses mitos, subjugarem aldeias, tribos e nações com pouquíssimo esforço; e, como se isso já não fosse muito, de tornarem-se ricos, influentes e poderosos vendendo uma ilusão.

    São as religiões que fomentam, motivam e promovem tal estado auto induzido de abestalhamento hipnótico coletivo, de ignorância voluntária, de raciocínio supresso e de satisfação fingida, causando esse distúrbio mental -essa doença - em que o cérebro de um ser humano do século 21 não consegue assimilar plenamente o seu próprio tempo, absorto que está nesse sonho antigo de importância, imponência e imortalidade.

    Essas mentes pré-históricas estão necrosadas num passado absurdamente remoto, quando a humanidade dormia ao relento, fugia de feras e se alimentava do que encontrasse pelas savanas da África; uma humanidade indefesa e ingênua que, de tão temerosa dos perigos das trevas da noite, passou a adorar, embevecidamente fascinada, o brilho ofuscante do primeiro de tantos outros deuses que ainda iria criar: o Sol. Houve muitos deuses-sol; parecem ter sido as divindades mais importantes das religiões antigas; foram adorados em muitas terras, por muitas nações já extintas.

    Das culturas primitivas, lentamente resultaram novas ideias e o homem passou da infância do barbarismo das religiões politeístas para o jardim da infância da civilização até a chegar à Disneylândia com homens-bomba da religião monoteísta da civilização atual. Foi desse modo que, a princípio, o homem ignorante criou um Deus de acordo com sua própria imagem até os nossos tempos. Historicamente, não é possível definir qual foi a primeira tribo a criar o conceito de divindade. Contudo, os escritos mais antigos até hoje encontrados referem-se às concepções mitológicas vindas das religiões sumérianas, védica e egípcia, as quais surgiram por volta de 3600 a.E.C.

    A primeira manifestação humana de um sentimento religioso surgiu nos períodos Paleolítico (Idade da Pedra Lascada) e Neolítico, e se expressava por um vínculo com a Terra com a Natureza, e com os ciclos e a fertilidade. Nesse sentido, a adoração à Deusa mãe, à Mãe Terra ou Mãe Cósmica estabeleceu-se como a primeira religião humana. As primeiras manifestações religiosas surgiram em tempos do homem de Neanderthal, há 60 mil anos atrás. Eram cultos vinculados às práticas arcaicas. A primeira grande religião conhecida foi o culto da Grande Deusa Mãe, predominante na Eurásia até bem avançada a história da civilização. Com o passar do tempo, com o desenvolvimento da vida na sociedade, surgiram os cultos patriarcais. Também, à medida que as culturas e os ritos locais foram cruzando-se, surgiram mitologias complexas e ciclos épicos.

    "Quando o primeiro espertalhão encontrou o primeiro imbecil, nasceu o primeiro deus".

    - Jason Stock

    Sob essas infelizes circunstâncias desenvolveram-se castas de teólogos, exegetas e hermeneutas religiosos. Os que assumiram o lado legislativo do homem-animal, conforme a ideia do seu irmão do Céu, tornaram-se líderes religiosos e formaram a classe dos sacerdotes. E os que assumiram o lado administrativo da ideia do homem-animal, incutido pelo Irmão do Céu – aqueles que se tornaram controladores e líderes pela força formaram os seus exércitos. Estava feita a união entre Igreja e Estado com privilégios para ambos, para conquistar uma massa de rebanho, sem força, individualidade ou autonomia, através de uma moral massificadora de fracos e de escravos que através de regras limitam o ser humano.

    Nas aulas de religião passaram a ensinar que Deus tinha criado o mundo e muitos se contentaram com isso. Mas e o próprio Deus quem criou? Teria ele se criado a partir do nada absoluto? Dificilmente ele poderia ter criado a si mesmo, sem antes possuir um si mesmo através do qual pudesse criar. Se Deus sempre existiu, Ele tinha que ter tido um começo. Mas a explicação é muito simples:

    OS HOMENS CRIARAM OS DEUSES À SUA IMAGEM E SEMELHANÇA.

    Então dizem os sacerdotes ao povo: Em nossos transes (visões e alucinações) e por meio de nossas orações e nossos sacrifícios para vocês (e algumas vezes de vocês), entramos em contato com o Céu e Ele nos fala. Foi isso o que ele disse, e vocês devem obedecer a mim, a Ele e ao filho único JC. A maior parte disso sai diretamente de nosso subconsciente sacerdotal, mas não importa. Eles conseguem o poder pelo qual anseiam, principalmente apresentando um ritual destinado a impressionar os crédulos – uma forma de hipnotismo de massa. E, em parte, em nossos dias mais civilizados eles conseguem seguidores, prometendo o inferno e a danação eternos aos que discordam deles e a salvação através do arrependimento.

    O sacerdote passou a ser olhado como uma pessoa capaz de construir uma ponte sobre as águas, ou espaço, existente entre a Terra e a morada do além. Os sacerdotes declararam-se capazes de se comunicarem com essas entidades e colocaram-se na posição de organizar e transmitir conselhos, leis, regras, regulamentos, promessas e até de fazer profecias. A crença de que era possível transmitir o poder de comunicação levou à criação das Ordens Sagradas adaptadas em seus objetivos em diferentes épocas. Moisés subiu no monte Sinai e falou diretamente com Deus. O arcanjo Gabriel visitou Maomé em sua caverna.

    O próprio Papa é chamado Pontífice termo derivado da palavra latina que significa ponte (pons), porque se supõe que ele atue como elemento de ligação entre o Céu e a Terra, entre o Altíssimo e a Humanidade. Seria uma espécie de Vice de Deus. A ideia da ponte aparece em outros lugares nas religiões da humanidade, no sistema escandinavo onde na ponte do arco-íris, a passagem celestial por sobre a qual os valentes guerreiros que morriam em combate eram levados para o Vahala onde desfrutavam da companhia dos deuses.

    Até mesmo o famoso psicanalista austríaco Sigmund Freud (1856-1939), em seu livro Totem and Taboo (Totem e Tabu), tentou explicar a origem da religião. Freud explicou que a mais primitiva religião surgiu do que chamou de neurose e temor ligado à figura do pai. Espelhado no que o pai representava quando criança, desesperado em busca de proteção e que não virá da sociedade que o cerca, o homem se volta para aquela figura plena de força (uma entidade): onipotente, amoroso, porém duro. Teorizou que, como se dava no caso de cavalos e gados selvagens, na sociedade primitiva o pai dominava o clã. Os filhos homens, que tanto odiavam como admiravam o pai, afirmava Freud, estes selvagens canibais comiam a sua vítima. Mais tarde por causa do remorso, eles inventaram ritos e cerimônias para reparar a sua ação. Segundo a teoria de Freud, a figura do pai virou Deus, os ritos e as cerimônias passaram a ser a mais primitiva religião.

    O homem primitivo acreditava adquirir a força do organismo ingerido, e chegou naturalmente à concepção de comer o deus. Em muitos casos comia a carne e bebia o sangue do ser humano que ele deificara e engordara para o sacrifício. Quando, com o aumento da fartura no mundo, o homem se tornou menos feroz, e veio a substituição da vitima por imagens só essas eram comidas. Na presença real de Cristo na eucaristia, bebem, comem, digerem e evacuam o corpo de Cristo. Transformar vinho em sangue e pão em carne passou a ser a comunhão, tradição praticada em muitas religiões. Crença absurda e espantosa! O canibalismo divino sobreviveu ao humano. E, afinal de contas, por que não? Se Deus pôde criar o mundo, seria bobagem prender-se a detalhes.

    Entre tantos livros geniais, Freud escreveu: "O Futuro de uma Ilusão", um estudo sobre como a religião é subproduto da Civilização. Discorre acerca do desamparo do ser humano diante das forças da Natureza.

    Sem qualquer conhecimento sobre o que realmente foi dito e feito pelos verdadeiros mestres da Humanidade (os avatares - Buda, Jesus, Krishna…), crentes de fé cega, seja pela condição miserável de suas vidas, seja por falta de acesso a outros escritos que confrontam as versões oficiais desses credos nem suspeitam que tais doutrinas, longe de promoverem a elevação espiritual do ser humano, ocupam-se em tomar para si o monopólio da Verdade, produzir mentiras metafísicas, acobertar crimes contra a Humanidade, promover guerras contra os opositores de suas convicções, impedirem o avanço do conhecimento e do autoconhecimento (pois, com a iluminação interior e exterior, suas tramas falaciosas viriam à luz), entre outros delitos do mesmo cunho.

    Não faltam no mundo seitas e religiões que abrigam em seu seio a pior espécie de homens, os piores assassinos, os maiores corruptores dos mesmos valores que fingem defender: a vida, a honra e a dignidade. Dos pedófilos da cristandade aos radicais do Islã, ainda resta um cortejo de falsos milagreiros teatrais, profetas do fim do mundo, santos dos últimos dias, gurus de Rolls-Royces, corretores das moradias celestiais, sacerdotes do capital ilícito. Não faltam homens cuja indecência, perversidade e ambição se escondem sob o manto sacerdotal. Apesar de alguns exemplos valiosos e meritórios que tivemos no cristianismo. E não faltam multidões de fiéis e incautos que sofrem a usurpação de seus bens ou que são iludidos com o fato de que foram tocados por uma encarnação divina e se deixam enganar com bênçãos e milagres.

    Lucrécio via "a religião como uma doença derivada do medo e como fonte de tristeza incalculável para a raça humana".

    Para Nietzsche, o cristianismo representa uma moral dos fracos, pois valoriza o servilismo, a humildade, a aceitação, o conformismo com um tipo de sofrimento que só retrai, submete.

    Nas palavras de Bertrand Russsel e sua crítica s religião institucional:

    "A igreja é perniciosa não apenas no que diz respeito à intelectualidade, mas também à moralidade".

    E assim começaram os problemas e as confusões mentais da sociedade, a idolatria e o apego à imagem acerca de Deus imaginário benevolente que teria escrito ou ditado um livro oferecendo o Paraíso, o céu, o além-túmulo, o inferno, purgatório.

    O mito do pai nosso que está no Céu – Deus Projetista Invisível - (o nascimento virginal de Jesus, seus milagres, crucificação e sua ressurreição) e bilhões ainda acreditam, assim como recorrem à magia negra, cartomancia (tarôs), necromancia (consulta aos mortos), adivinhos, astrólogos, para saber a sorte, o futuro e receber ajuda de primitivas formas de adoração e crenças em qualquer coisa.

    Duas vastas indústrias tornaram-se possíveis graças a essa crença em não-seres que aprofundaram a superstição e ignorância: a primeira a igreja. Uma segunda, floresce também graças ao conceito de alma: muitos filósofos escrevem baseados na existência de espíritos, enquanto outros escrevem refutações e criticas a esses livros e artigos. Parece que os céticos e os crentes precisam uns dos outros!

    "No Principio, o Homem criou Deus."

    Assis Utsch, leia mais em:

    http://irreligiosos.ning.com/profiles/blogs/revelando-as-religi-es-1

    William Pereira, em:

    http://deusdeuseseateus.blogspot.com.br/

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_mundo#Cultura_e_re ligi.C3.A3o

    Mitologias:

    http://www.dhi.uem.br/gtreligiao/pdfespecial_2013/19.pdf

    De onde viemos?

    As Teorias da origem da vida no Planeta Terra

    Querer saber de onde veio A Vida, o Universo e Tudo o Mais são perguntas intrínsecas à nossa racionalidade, e dessa forma as questões fundamentais por trás das linhas de pensamento que se contrastam nessa monografia é a mesma. O que nós somos? De onde viemos? O que é e de onde veio o mundo?

    Ao longo da história podemos distinguir quatro grandes tradições de respostas. A mais antiga é a MITOLÓGICA, onipresente em todas as culturas humanas conhecidas e cuja principal característica, em minha opinião, é expressar em mitos e lendas os conteúdos simbólicos íntimos de nossa própria personalidade.

    A Segunda tradição é a FILOSÓFICA. Tanto na Grécia Clássica quanto na Índia e na China, correntes de pensamento emergiram com novos métodos de respostas, caracterizados principalmente pela racionalidade e tentativa de reduzir a realidade percebida a uma estrutura fundamental.

    A Terceira tradição é TEOLÓGICA. No oriente ela se confunde com a Filosófica, mas no ocidente a Revelação Bíblica se tornou a referência absoluta para todo e qualquer tipo de conhecimento, no entanto, bem menos ingênua e mais sofisticada que os velhos mitos. Pode-se entender então que há uma fusão da Mitologia com a Filosofia, gerando não exatamente novas, mas sintéticas e modernizadas respostas às questões fundamentais.

    Finalmente entramos na tardia tradição CIENTÍFICA, onde gradativamente houve o desvencilhamento do Mitológico, quer em forma pura ou em forma Teológica, bem como de grande parte do Filosófico, submetendo a racionalidade às evidências empíricas e a matematização. Há bilhões de anos, a matéria, a energia, o tempo e o espaço surgiram naquilo que é conhecido como o Big Bang. A história dessas características fundamentais do nosso universo é denominada Física. A história dos átomos e suas interações que se combinaram com moléculas é denominada Química. A história de certas moléculas que se combinaram para formar estruturas particularmente grandes e complexas chamadas organismos é denominada Biologia.

    "Na atualidade, temos uma visão da origem do Universo, das espécies e de nós mesmos que foi construída em sólidos alicerces evidenciais, embora ainda sujeitos a todas as dificuldades que a investigação da Natureza nos oferece. A tradição mais recente da humanidade superou suas anteriores principalmente pelos resultados concretos que apresentou, em especial os tecnológicos.

    No entanto as antigas tradições jamais morreram. Elas são mantidas vivas pelos mais variados motivos, mas na maioria dos casos não pretendem disputar espaço com o pensamento científico nos locais onde este tem a hegemonia. Feiticeiros, Gurus e Xamãs podem contar suas preciosas lendas, repletas de significados, a seus fiéis seguidores, mas não se lançam a tentar convencer o restante do mundo. Pensadores e Místicos à moda antiga podem ter suas próprias gêneses, mas costumam estar restritas aos seus grupos de iniciados e sociedades secretas". (Marcus Valério XR).

    No princípio, tudo era simples. Éramos crianças. É certo que tínhamos dúvidas, mas tínhamos nossos pais e as aulas de catecismo, (fui pastor e rei mago no presépio vivo de natal, quando criança), que com suas estórias espantavam nossos temores. Depois os conhecimentos relatados pelos pastores, em voz alta nos seus púlpitos, nos ensinaram as escrituras sagradas, trazidas até nós por milênios através dos tempos, para que de certa forma as nossas dúvidas fossem sanadas, compreendêssemos alguns fatos e logo nos julgávamos entendidos.

    Deus havia criado os céus e a terra, animais para povoá-la, plantas para ornamentar a sua criação, o ser humano feito à sua imagem e semelhança para reinar sobre toda a obra deixada a partir de então à mercê dos seus caprichos. Porém, um detalhe pôs tudo a perder aos perfeitos planos divinos. Sua obra máxima, o cetro e a coroa de sua criação, resolveram insurgir-se contra suas ordens e eis que ele teve de expulsá-los do paraíso perfeito abortados de seus planos de felicidade eterna e vida harmoniosa, pois comeram do único fruto proibido: o fruto do bem e do mal. A partir disso, homem e mulher descobriram que teriam que lutar pelo seu sustento, pela sua felicidade neste mundo de lágrimas. Contudo, o oceano do saber mostrou ser demasiado vasto para se deixar transformar numa mera poça, o mundo complicado demais para se deixar explicar de uma tirada e o desejo humano de conhecer as suas origens e entender o que está fazendo vivo num mundo que parece não ter sido feito para ele, ainda que incorrendo em pecado.

    Toda cultura tem o seu mito da criação – uma tentativa de compreender de onde veio o universo e tudo que nele contém. Quase sempre esses mitos e lendas são pouco mais que histórias inventadas por contadores de histórias. Um mito é a história de deuses e tem por objetivo explicar por que a vida é assim como é.

    Grande parte dos leitores já deve ter ouvido a explicação simbólica da criação do homem, que teria sido feito com barro, água e sal. No livro do Gênesis, comum às religiões judaica, cristã e muçulmana, é dito:

    "E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em seu nariz o fôlego da vida, e o homem se tornou ser vivo".

    O livro de Gênesis (ou Bereshit) conta duas vezes, e de maneiras distintas, o mito de criação judaica. A primeira narrativa era mais popular entre as tribos no norte de Israel (a maior parte delas) enquanto a segunda (Gn 2:4 a 2:25) era mais popular entre duas tribos do sul, Judá e Benjamim. Esse mesmo mito é encontrado nas culturas grega, asiáticas, ioruba e vários índios americanos.

    Um outro exemplo. Certamente você já ouviu falar de Tor e seu martelo. Antes de o cristianismo chegar à Noruega, acreditava-se que Tor cruzava os céus numa carruagem puxada por bodes.

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