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Meio ambiente: e eu com isso?

Meio ambiente: e eu com isso?

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Meio ambiente: e eu com isso?

Duração:
157 páginas
55 minutos
Lançados:
25 de out. de 2017
ISBN:
9788575965047
Formato:
Livro

Descrição

Em crônicas ágeis, rápidas e irreverentes, cheias de humor e perspicácia, a bióloga Nurit Bensusan nos lembra a intrigante complexidade da natureza. Resgata a dimensão humana dos problemas ambientais enquanto revela ao leitor conexões aparentemente insólitas entre os diferentes problemas do mundo contemporâneo. A leitura dessas crônicas em mosaico subverte definitivamente o comodismo que parece nos consolar diante dos desafios complexos e nos conecta para sempre com a dimensão planetária de nossas vidas.
Lançados:
25 de out. de 2017
ISBN:
9788575965047
Formato:
Livro

Sobre o autor


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Amostra do livro

Meio ambiente - Nurit Bensusan

Hara

Dizem que os economistas sabem o preço de tudo, mas pouco sabem do valor das coisas. Talvez isso se estenda a todos nós. >>>>>>>>>>>>>>>>>>>

>>>>>>>> Por exemplo, sabemos que os diamantes possuem um preço bem mais alto do que a água, mas e o valor? Qual é o valor da água? Certamente, infinito: nenhum de nós sobreviveria sem ela. Apesar disso, ainda damos pouco valor a esse líquido no nosso dia a dia.

Mas quem somos nós, os que pouco valorizam a água? Não estamos, com certeza, entre os mais de 1,5 bilhão de pessoas sem acesso à água em boas condições, nem somos parte dos 2 bilhões de pessoas sem saneamento básico. Também não estamos ameaçados pelas doenças derivadas dessa situação. Se fizéssemos parte de algum desses grupos, começaríamos a entender a importância da água. No Brasil, muitos fazem parte desse grupo de pessoas constantemente em risco por falta de água e de saneamento. Basta lembrar que a maior parte das internações na rede pública de saúde têm como causa as doenças veiculadas pela água, como a diarreia; 60% de nossa população não tem acesso à rede de esgoto; e apenas 20% do esgoto gerado no país é tratado.

Se depender dos números, essa situação tende a piorar. Os investimentos necessários para garantir saneamento básico para a população são altos. No Brasil, por exemplo, calculou-se, em 2004, que haveria necessidade de se investir cerca de 10 bilhões de reais, três vezes o que é investido hoje. Além disso, o consumo de água doce triplicou depois da segunda metade do século XX, atingindo 4.370 quilômetros cúbicos por ano, ou seja, quase duas vezes a quantidade de água que o rio Amazonas despeja no mar anualmente. E não se iluda: 1 quilômetro cúbico é muita coisa, equivale a 1 trilhão de litros! Com essa demanda saltando para 6 mil quilômetros cúbicos por ano no início do milênio, aliada ao descaso dos que desfrutam da água sem limitações saltando para patamares intoleráveis, é provável o agravamento do cenário de falta de água para uns e falta de economia de água para outros.

Um pequeno exemplo do descaso com a água: um buraco de 2 milímetros de diâmetro em um cano desperdiça até 3.200 litros de água em um dia. Essa quantidade é suficiente para suprir as necessidades de água potável de uma família de quatro pessoas por cerca de um ano e um mês, considerando o consumo médio de 2 litros/habitante/dia. Em um mês, o desperdício desse pequeno vazamento pode chegar a 96.000 litros, suficientes para suprir as necessidades de água potável dessa família por mais de 33 anos.

Os conflitos pela água não são recentes: em algumas regiões, datam de quatro mil anos. No Brasil, a região Nordeste tem sido palco desse tipo de conflito e de suas bárbaras consequências. Os açudes são fontes de água para pessoas e animais nessa região de semiárido. Por causa da escassez de água, muitos dos açudes construídos com dinheiro público acabam em mãos privadas, que impedem o acesso da população. O resultado? Além de muita sede, muitas doenças e muita migração, ou seja, parte do cenário que temos hoje – uma significativa parcela da população nordestina vivendo em outras regiões do país – tem relação direta com o uso de água e os conflitos em torno dela.

Reconhecendo o valor da água, assistiremos calmamente ao acirramento desses conflitos até seus números se equipararem aos das guerras mais insanas do planeta ou reagiremos a essa violência, que é o abismo entre o consumo excessivo de água por alguns e a absoluta falta de água para outros?

• Economize, economize e economize: feche a torneira enquanto escova os dentes e enquanto se ensaboa no chuveiro. Lave carros, varandas e calçadas usando baldes de água.

• Evite desperdício, ou seja, outra forma de economizar: elimine vazamentos de torneiras e canos.

• Dissemine a ideia de uso racional da água, incentivando a economia e o reaproveitamento dela.

Será que para resolver a questão do aquecimento global basta um ar-condicionado? Será que um novo conjunto de capas de chuva e guarda-chuvas nos livrará das consequências das mudanças climáticas? >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>

>>>>>>>> O clima está mudando rapidamente e, com ele, muitas coisas devem mudar: desde as Olimpíadas de Inverno até a produtividade da agricultura, passando pela geografia dos continentes.

Ao longo da história da Terra, o clima já mudou várias vezes, causando transformações na vegetação,

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