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História da educação brasileira: Um olhar didático ilustrado com charges

História da educação brasileira: Um olhar didático ilustrado com charges

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História da educação brasileira: Um olhar didático ilustrado com charges

notas:
5/5 (1 nota)
Duração:
287 páginas
4 horas
Lançados:
Feb 9, 2018
ISBN:
9788547305932
Formato:
Livro

Descrição

O presente livro é resultado de uma construção coletiva que objetivou elaborar um material de apoio didático capaz de possibilitar um primeiro contato com os diferentes períodos da História da Educação no Brasil. Os textos que o compõem, em sua maior parte, foram escritos por estudantes da disciplina História da Educação no Brasil, do Programa de Pós-Graduação em Educação da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho", câmpus de Presidente Prudente-SP. O grupo optou pela utilização de charges que pudessem ilustrar, de forma cômica e crítica, o pensamento educacional implementado em território nacional, seu desenvolvimento e suas contradições no que se refere à formação do povo brasileiro.

Pensamos que os textos poderiam ser adotados como material didático em cursos introdutórios de História da Educação Brasileira, em nível de graduação, todavia todos os textos direcionam os leitores e as leitoras a referências científicas da área, não substituindo o contato com os autores e as autoras clássicas.

O livro é composto por 12 textos. A partir de sua leitura, os/as estudantes poderão ter uma visão geral de alguns dos principais períodos propositores de reformas educacionais, bem como das implicações socioculturais sobre o processo de escolarização no Brasil.

Esperamos que os textos contidos na coletânea possam contribuir para reflexões sobre os diferentes períodos da história da educação no Brasil, de sorte a subsidiar novas iniciativas que problematizem os impactos históricos, sociais, culturais e políticos referentes ao sistema de ensino no processo de formação dos sujeitos que a ele são submetidos.
Lançados:
Feb 9, 2018
ISBN:
9788547305932
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Livro

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Amostra do livro

História da educação brasileira - Editora Appris

Editora Appris Ltda.

1ª Edição - Copyright© 2017 do autor

Direitos de Edição Reservados à Editora Appris Ltda.

Nenhuma parte desta obra poderá ser utilizada indevidamente, sem estar de acordo com a Lei nº 9.610/98.

Se incorreções forem encontradas, serão de exclusiva responsabilidade de seus organizadores.

Foi feito o Depósito Legal na Fundação Biblioteca Nacional, de acordo com as Leis nºs 10.994, de 14/12/2004 e 12.192, de 14/01/2010.

COMITÊ CIENTÍFICO DA COLEÇÃO EDUCAÇÃO, TECNOLOGIAS E TRANSDISCIPLINARIDADE

Apresentação

O presente livro é resultado de uma construção coletiva que objetivou elaborar um material de apoio didático capaz de possibilitar um primeiro contato com os diferentes períodos da história da educação no Brasil. Os textos que o compõem, em sua maior parte, foram escritos por estudantes do Programa de Pós-Graduação em Educação da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, câmpus de Presidente Prudente-SP, todavia o material contempla contribuições de quatro docentes da Unesp, dois vinculados ao câmpus de Presidente Prudente-São Paulo, um de Marília-São Paulo, outro de Rosana-São Paulo e um docente do Centro Paula Souza-SP.

Como estratégia para avaliação da disciplina História da Educação no Brasil, do Programa de Mestrado e Doutorado em Educação da FCT/Unesp, os discentes e a docente responsável pensaram na possibilidade de os textos finais da disciplina constituírem material que pudesse sintetizar o percurso de problematização percorrido durante os encontros. Assim, a organização do livro foi sinalizada como uma interessante possibilidade para agrupar e socializar o material gerado.

Uma das preocupações da proposta foi que o material fosse redigido como um texto introdutório e que contemplasse as principais características históricas e educacionais da educação brasileira. Nesse sentido, o coletivo optou pela utilização de charges que pudessem ilustrar, de forma cômica e crítica, o pensamento educacional implementado em território nacional, seu desenvolvimento e suas contradições no que se refere à formação do povo brasileiro. Um dos autores, Jorge Luís Mazzeo Mariano, incumbiu-se de realizar duas charges para cada artigo.

Cada texto também emprega uma ilustração inicial, desenhada gentilmente por uma graduanda da disciplina História da Educação, do Curso de Pedagogia da FCT/Unesp, Thais Oliveira Leite, como estratégia para dar leveza ao material. Pensamos que os textos poderiam ser adotados como material didático em cursos introdutórios de História da Educação Brasileira, em nível de graduação, todavia todos os textos direcionam os leitores e as leitoras a referências científicas da área, não substituindo o contato com os autores e as autoras clássicas, tais como Dermeval Saviani, Otaíza Romanelli, Maria Luiza Santos Ribeiro, José Luis Sanfelice, Leonor Maria Tanuri, Maria Luiza Marcílio, entre outros.

O material ora apresentado se vincula a dois grupos de pesquisa: o Gpecuma – Grupo de Pesquisas sobre Cultura, Memória e Arte – e o Nudise – Núcleo de Diversidade Sexual na Educação –, ambos pertencentes ao Programa de Pós-Graduação em Educação da FCT/Unesp e cadastrados junto ao Diretório de Grupos de Pesquisas do CNPq – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

O livro é composto por 12 textos. A partir de sua leitura, os estudantes poderão ter uma visão geral de alguns dos principais períodos propositores de reformas educacionais, bem como das implicações socioculturais sobre o processo de escolarização no Brasil.

O primeiro texto, de autoria de Édison Trombeta de Oliveira e de Jéssica Kurak Ponciano, discute as origens históricas das charges e suas primeiras publicações no Brasil.

O texto de Rachel Silveira Wrege versa sobre a implementação do ensino jesuítico no Brasil e a sua contribuição para a instalação da escola elementar em território nacional. Com base na análise da obra de Serafim Leite, demonstra de que maneira os ensinamentos propostos pela Companhia de Jesus se desenvolveram, em forma e conteúdo, no modelo de instrução humanística proposto.

Jamilly Nicácio Nicolete, Arilda Inês Miranda Ribeiro e Silvio César Nunes Militão discorrem sobre o período imperial e as implicações da formação escolarizada em um tempo de reorganização da identidade nacional. Apontam que, durante o processo, o ensino superior se configurou como prioridade, sendo as demais modalidades relegadas ao segundo plano.

Sobre a Primeira República e suas principais reformas educacionais, Juliana Gomes Jardim, Lílian Maria dos Santos e Arilda Ines Miranda Ribeiro esquematizam, em seu texto, as diretrizes legais que organizavam a educação na República Velha. Abordam a dicotomização entre educação secundária e superior estabelecida no período, em contraposição ao ensino primário e profissional, destacando as implicações políticas dessa divisão, além de descreverem as reformas educacionais ocorridas e a modelação do ensino no Brasil.

Antônio Elísio Garcia Sobreira apresenta um texto sobre a educação anarquista no Brasil. Denuncia que a desconsideração do Anarquismo como política, filosofia e pensamento educacional culminou para certo apagamento de sua presença histórica. O artigo contribui para sinalizar o pensamento anarquista em território nacional, desvelar alguns de seus defensores e nos convida a problematizar o sistema instaurado para sua invisibilização.

Em A Educação na era Vargas, é configurado ao leitor o contexto sociocultural e econômico que cooperou para a transição de um sistema agrário para um pensamento que favoreceu o processo de industrialização. A Reforma Francisco Campos é apresentada como um mecanismo legal de rearticulação da formação escolarizada que visava a atender à demanda de formação para a inserção dos sujeitos na estrutura do processo de desenvolvimento. Assinam o texto Keith Daiani da Silva Braga, Vagner Matias do Prado e Arilda Inês Miranda Ribeiro.

As denominadas Leis Orgânicas, sancionadas por Gustavo Capanema, constituem o assunto abordado por Fábio Luciano Violin e Arilda Ines Miranda Ribeiro. Focalizam os principais decretos-lei sancionados na época e seus impactos no ensino primário, secundário, industrial, comercial, bem como na criação do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (dos Industriários) – Senai.

O artigo de Jorge Luís Mazzeo Mariano e Elaine Gomes Ferro se encarrega de abordar as contribuições de Paulo Freire para a educação no Brasil. Perpassam a crítica do pensador ao ensino tradicional e enfatizam como Freire pautava seu pensamento na construção do conhecimento por parte do indivíduo, na formação de sua visão de mundo e na dialogicidade como recurso pedagógico indispensável a uma formação humana, crítica e transformadora.

Silvio César Nunes Militão analisa o processo educacional estabelecido entre as leis 4.024, de 1961, a primeira Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, e a 5.692, de 1971, responsável pela reestruturação da educação básica nos ensinos de primeiro e segundo graus.

Vagner Matias do Prado, Keith Daiani da Silva Braga e Arilda Inês Miranda Ribeiro escrevem sobre o contexto sociopolítico que culminou com a elaboração da Lei 5.540, de 1968, responsável pela reforma do ensino superior no Brasil. Visibilizam a participação do movimento estudantil, a constituição do Grupo de Estudos sobre a reforma e os acordos firmados entre o Ministério da Educação e Cultura e agências norte-americanas, as quais influenciariam a reestruturação da formação universitária brasileira, ao menos no plano discursivo.

A atual Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional é o tema escolhido por Eunice Ladeia Guimarães Amaro, Wagner Aparecido Caetano e Arilda Ines Miranda Ribeiro. No texto, são abordados alguns condicionantes históricos e políticos que culminaram na aprovação da Lei 9.394, em 1996. Os autores descrevem as principais modificações desencadeadas pela nova lei na educação básica e apontam para alguns desafios a serem enfrentados.

Finalmente, o último texto que compõe o projeto coletivo empreendido, de autoria de Silvio César Nunes Militão, versa sobre o financiamento da educação básica no Brasil. Articula tal processo às políticas educacionais e demonstra seus impactos no processo de gestão da educação, no que se refere à criação do Fundeb – Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério – e do Fundef – Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização dos Profissionais da Educação.

Esperamos que os textos contidos na coletânea possam contribuir para reflexões sobre os diferentes períodos da história da educação no Brasil, de sorte a subsidiar novas iniciativas que problematizem os impactos históricos, sociais, culturais e políticos referentes ao sistema de ensino no processo de formação dos sujeitos que a ele são submetidos.

Os organizadores

PREFÁCIO

A produção de conhecimentos é uma das formas assumidas pelo trabalho humano. Sem ela, feita por homens e mulheres, tudo seria sempre literalmente natural. Não haveria o mundo da cultura, uma segunda forma de natureza que resulta de uma transformação obtida sobre a primeira. A transformação só é possível com a ação humana. As ações humanas dão formas humanas à natureza. Como os homens e as mulheres também são natureza, isso faz com que ajam uns com os outros, criando culturas e tendo as suas múltiplas relações mediadas por elas.

O acima afirmado auxilia na compreensão de que as sociedades humanas, das mais diferentes maneiras pelas quais se realizam, não são naturais. São todas elas, irremediavelmente, o produto das ações humanas sobre a natureza e das ações dos homens e mulheres entre si. É possível dizer, portanto, que a história e a cultura resultam das ações de toda a humanidade.

Em sociedades nas quais as relações sociais dos sujeitos que as constituem não são de igualdade, por razões econômicas, políticas, culturais, raciais, religiosas de gênero e outras, as diferenças tendem a ser naturalizadas. É como se fosse, paulatinamente, se construindo um esquecimento de que tudo o que temos não resultasse da história e da imanência da humanidade no MUNDO.

Uma das formas de se produzir conhecimento, no combate ao esquecimento, é o desenvolvimento da historiografia, a ciência da história. Claro está, entretanto, que, em certas circunstâncias, a própria historiografia construiu esquecimentos, mas não vou levar adiante essa questão. Os historiadores, ao longo dos tempos, construíram e estão construindo uma historiografia que, por sua vez, é revisada e enriquecida em decorrência dos avanços teóricos, metodológicos, técnicos que vão se apresentando. A historiografia está sempre em construção.

Um dos possíveis temas da historiografia, entre milhares, é a história da educação. A educação que sabemos ser, em suas múltiplas formas e modalidades, um dos principais fenômenos de todas as relações humanas e em todos os tempos. Quanto mais se sabe sobre o fenômeno educativo, mais se conhece a essência humana em construção. Não é um processo muito harmônico e, sim, conflituoso.

A presente coletânea reúne os elementos acima: é uma produção de conhecimentos resultante do trabalho coletivo que agrega pesquisadores sólidos, pesquisadores em formação e se vincula a grupos de pesquisa credenciados. É um bom caminho e que se torna cada vez mais necessário. Como produto, temos aqui um bem cultural forjado nas lidas do trabalho pedagógico que acontece na formação de pesquisadores, no âmbito de uma disciplina ministrada em um curso de pós-graduação em uma universidade pública.

Nos dias de hoje e em função das características assumidas pelo ensino superior brasileiro, ser discente e/ou docente de uma pós-graduação de instituição pública não deixa de ser um privilégio. Por um lado, são as universidades públicas as responsáveis pela quase totalidade das pesquisas feitas no Brasil academicamente. As fontes de recursos que as abastecem são os impostos recolhidos junto aos cidadãos. Por outro lado, há que se ter o compromisso moral de se socializar o conhecimento nelas produzido com o maior número possível de sujeitos que não se encontram e nunca se encontrarão nas universidades públicas. E aqui está mais um ponto positivo para a coletânea e todos os seus responsáveis e autores.

Gosto sobremaneira da preocupação didática: produzir um texto introdutório. É muito óbvio, mas nem sempre se respeita que públicos não especializados necessitam de textos introdutórios. É uma sabedoria pedagógica: partir de onde o possível leitor se encontra, do seu nível de conhecimento, para auxiliá-lo a galgar degraus mais complexos da cultura. É um processo de democratização. É um compromisso social de cada um e de todos os educadores e pesquisadores.

Nem sempre o inédito e o especializado são as melhores contribuições para certos momentos históricos. Lembro-me bem de uma postura gramsciana na qual o filósofo italiano reivindicava a possibilidade de uma ação muito mais revolucionária, divulgando-se mais conhecimentos já acumulados na cultura da humanidade do que eventuais descobertas do novo. Fiquei tão impressionado com aquela colocação que a tomei como epígrafe em minha tese de doutorado, Movimento Estudantil: A UNE na resistência ao golpe de 1964.

A história da educação brasileira, por sua vez, é um campo de pesquisa bastante abrangente. Cada vez mais pesquisadores de todas as tendências teórico-metodológicas se voltam a ele. Há, com certeza, muito a ser feito. Perdendo-se grande parte do que foi a educação comunista primitiva milenar das populações indígenas aqui preexistentes à colonização, temos os nossos registros escritos a partir da chegada dos invasores. Início da salvação e dizimação que se estende até os dias de hoje. Nossos indígenas continuam sendo massacrados pelo agronegócio. Dilapidação total da colônia. E prevalece a versão histórica dos conquistadores. Séculos de escravidão e a homenageada é a princesa Isabel. O(s) ZUMBIS(s) onde ficam? Nossa população negra continua muitíssimo discriminada. Não foram necessárias escolas. Bastava a catequese sedimentadora ideológica de um processo de conquista. Livres de Portugal com a independência! Por negociata das elites locais golpistas, junto à Inglaterra, e que lá começaram a se formar e se tornaram prevalecentes até o Golpe de 2016, quando novamente derrubam uma presidente democraticamente eleita, após terem feito o mesmo na Proclamação da República, e nos golpes contra G. Vargas em 1954 e J. Goulart em 1964. A nossa história da educação brasileira ajuda a entender por que o analfabetismo foi a tônica da maioria de uma população formada por cristãos.

Educação pública sempre elitizada, ensino superior para poucos, sociedade patriarcal e autoritária, prevalência dos interesses do latifúndio e do capital são algumas das nossas permanências estruturais e conjunturais.

Então, uma coletânea que deseja contemplar as principais características históricas e educacionais da educação brasileira é uma contribuição significativa para nos auxiliar na compreensão de quem somos, por que assim somos e quais os nossos desafios para o futuro.

Ninguém, em sã consciência, que conheça as agruras da ditadura do Estado Novo ou do Movimento Civil-Militar de 1964, sairia à Avenida Paulista hoje para reivindicar a volta daquelas práticas. Ninguém, com um mínimo de discernimento, deixaria de ver como a educação foi instrumentalizada nas suas reformas legislativas históricas para atender aos interesses de poderes hegemônicos em detrimento dos cidadãos comuns. No reino do obscurantismo, nem a

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