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Respirando: o modo natural de meditar

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Respirando: o modo natural de meditar

avaliações:
2/5 (1 avaliação)
Comprimento:
176 página
3 horas
Lançado em:
Jul 11, 2018
ISBN:
9788595131330
Formato:
Livro

Descrição

Primeiro livro de Tarchin Hearn traduzido para o português, Respirando é um manual de meditação escrito para o homem moderno. Nele, o leitor pode conhecer o ensinamento tradicional Anapanasati Sutta, um dos textos fundamentais que norteiam a prática de mindfulness secular, transcrito e comentado.
Lançado em:
Jul 11, 2018
ISBN:
9788595131330
Formato:
Livro

Sobre o autor


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Amostra do Livro

Respirando - Tarchin Hearn

para todos

Sumário

Prefácio da segunda edição

Introdução à primeira edição

O Espírito da Meditação

Respirando – o modo natural de meditar

Primeiro Tétrade – Incorporação

Segundo Tétrade – Processos Mentais

Terceiro Tétrade – Mente

Quarto Tétrade – Liberdade

Posfácio

Apêndice

Texto Raiz

Postura

Posição dos Olhos

A Respiração dos Nove Sopros

Os Sete Fatores do Despertar

Trabalhando com Estados Difíceis

Glossário

Prefácio da segunda edição

Arespiração é algo sensual, quente e úmido. Seu ritmo contínuo, assim como a batida de nosso coração, é a demonstração mais óbvia de que estamos vivos. Ao respirar, delicadas camadas interiores se encontram e se misturam com a expiração de todos os outros seres vivos que estão respirando no mundo. A respiração é uma porta, um portal de chegada e de partida, uma entrada para o mistério que está disponível a qualquer pessoa que queira desabrochar em confiança, em sensibilidade e em um total despertar.

Escrevo estas palavras sentado sob a radiante luz do sol do oeste da Austrália, com os dedos repousados no teclado, apreciando os pequenos movimentos musculares de minha própria respiração. Em minha imaginação posso ver você, leitor, segurando este livro e fazendo uma pausa, enquanto lê estas palavras, para sentir o ritmo suave de sua própria melodia somática. Às vezes, penso que música é um meio melhor que as palavras para descrever esse mistério. A música de nossa respiração canta com a música do mundo. É na respiração que os processos moleculares e celulares, tecendo juntos o tecido vivo de nossos corpos, se encontram e se unem com os ritmos dos ambientes à nossa volta numa sinfonia eternamente criativa. Em todos os minutos de todos os dias nós somos os versos e compassos desse coro autocriado do despertar.

Aprendendo a música de viver

No livro O Jogo das Contas de Vidro, de Hermann Hesse, o professor do personagem principal é um mestre de música. O que significa ser um mestre da música do viver? Ser capaz de escutar cada instrumento individualmente. De compreender como nós influenciamos os outros e de apreciar as combinações de todos juntos. De conhecer a arte secreta com a qual cada instrumento foi feito. De ter a chave mágica que destranca as cordas do coração de cada músico, e assim o ser todo de cada um deles se derrama, por meio de seus instrumentos, numa cachoeira de intimidade cheia de amor que nos chama para acordarmos nosso tesouro único da compaixão e do conhecimento profundo. Essa é a música da meditação, o universo meditando sobre e em si mesmo. Essa música existiu todo o tempo que nós existimos. Está mais próxima do que nossas mãos e pés. Será que conseguimos dar mais uma olhada nessa música, com maior compreensão, e, assim, dar alguns passos para nos tornarmos mestres?

Refinamento é um processo sem fim

As contemplações delineadas nas próximas páginas têm sido parte de minha vida por mais de trinta anos, tanto em termos de exploração pessoal como na função de professor, liderando retiros e ensinando. Durante todo esse tempo, a experiência continua a desabrochar e a se refinar. A primeira edição deste livro, lançada em 1991, foi escrita para iniciantes em meditação. Nos anos seguintes, encontrei um número cada vez maior de pessoas que apreciariam uma exposição mais profunda do tema. Dessa forma, esta edição foi extensivamente revisada e ampliada, especialmente nos capítulos sobre o terceiro e quarto tétrades.

Reescrever Respirando deu-me a oportunidade de incluir em um mesmo volume algumas das principais fontes de inspiração da minha própria vida e de apresentá-las como um caminho para o despertar espiritual, que, assim espero, possa inspirar outros seres em qualquer fase de suas jornadas. Embora este livro aborde algumas técnicas, o que é muito mais importante é o gosto pela meditação, a atitude que trazemos para cada momento que vivemos. Os ensinamentos de Buddha sobre a atenção plena à respiração são frequentemente associados às tradições Theravāda do sudeste da Ásia, principalmente Tailândia, Mianmar e Sri Lanka. Neste livro, apresento esse tema pela perspectiva de Dzogchen/Mahamudra tibetana. Acredito que, para alguns budistas praticantes, esta forma será uma novidade. No entanto, se você não estiver familiarizado com os ensinamentos budistas, mas já tiver explorado outras tradições espirituais ou formas de meditação, minha esperança é a de que as ideias destas páginas despertem momentos de reconhecimento e de compreensão renovados. Se você se considera um iniciante em meditação e no caminho do despertar espiritual, espero que este livro possa ajudá-lo a perceber a essência do trabalho de uma maneira prática e sensível.

Respirando combina, em um mesmo volume, um manual de desenvolvimento pessoal com gotas de inspiração poética. Mesmo sendo um volume pequeno, ele abrange muitos níveis de significado e de compreensão. Ler este livro sem praticar pode ser de inspiração intelectual, mas seria como ler um livro de receitas sem realmente preparar a comida ou comer a refeição. Estudo e prática andam de mãos dadas. O estudo esclarece a prática. A prática faz o antigo e conhecido se tornar novo e original. Pensando nisso, você talvez queira ler o livro e depois praticar; em seguida, reler e praticar novamente, e assim por diante, de modo que, gradativamente, isso o leve a uma compreensão e a uma experiência mais profundas.

Por causa de dificuldades técnicas de impressão, decidimos não utilizar as grafias diacríticas para as palavras nas línguas páli e sânscrito usadas na parte principal do texto. Aos interessados, há no fim do livro um glossário que apresenta a grafia correta. Acrescentei também um apêndice extensivo com mais instruções sobre vários pontos específicos.

Agradecimentos

É um prazer agradecer a alguns dos seres que contribuíram para esta segunda edição. Toda a miríade de meus professores está nestas páginas. Sem eles, este livro não teria existido. Ofereço a cada um deles uma prece de gratidão. Quero agradecer especialmente ao Venerável Namgyal Rinpoche, já falecido, que, com grande respeito e conhecimento em tantas escolas e caminhos de libertação diferentes, implantou em mim o desejo de valorizar todos os caminhos do despertar espiritual e de não se deixar desviar e entrar em políticas sectárias. Eu sinto que isso é uma bênção especial neste momento da história humana.

O trabalho de produzir um livro, mesmo pequeno como este, exige uma quantidade enorme de esforço. Sou muito agradecido a todos os seres que, durante anos, vêm apoiando as atividades da Wangapeka Books, oferecendo gratuitamente seus talentos. Quero agradecer especialmente a Mary Jenkins, Silananda, Phil Dyer, Dominique de Borrekens, Bev Askam, Michael MacKinnon, Sian Robertson, Leander Kane, Dawa Rowley e Punyasri por suas generosas contribuições para esta edição. Que seus bondosos esforços floresçam em muitas dimensões para o bem de muitos seres.

Introdução à primeira edição

Frequentemente, no final de uma palestra pública, alguém vem e me pede que o ensine a meditar. Sei que é pouco provável que nossos caminhos se cruzem novamente. Mesmo que seja possível dar instruções básicas numa hora dessas, é muito difícil transmitir o espírito da meditação. Uma das dificuldades mais comuns para o desenvolvimento da mente meditativa é a tendência de esquecer o conselho que você recebeu bem na hora em que você mais precisa dele! Você deve ser ensinado a meditar, de preferência, de forma oral, com muitas oportunidades de diálogo depois que você experimentou um pouco por conta própria. Dessa forma, você poderá esclarecer qualquer mal-entendido antes que ele seja interiorizado como modelo ou padrão para novos hábitos.

Este livro combina as instruções detalhadas de um manual com a visão geral da meditação e do processo do despertar espiritual, e pode ser usado em qualquer tipo de prática contemplativa. Foi escrito para as pessoas que querem começar a meditar e para aquelas que já meditam. Foi escrito para aqueles que me pedem que os ensine depois de uma palestra e para aqueles que já estudaram comigo, mas podem se beneficiar com alguns lembretes. Espero que este livro seja útil para aqueles que têm perguntas sem nunca antes terem recebido qualquer ensinamento sobre meditação, mas estão prontos para começar.

Como usar este livro

Se a meditação é algo novo para você, sugiro que leia até o fim do primeiro tétrade (pág. 68). Em seguida, volte para o começo do livro e experimente cada exercício ou sugestão, um de cada vez. Dessa maneira, você experiencia cada fase. Não se apresse. Gradativamente, você vai perceber como cada seção segue naturalmente, uma depois da outra. Depois de se familiarizar com o primeiro tétrade, continue a estudar da forma que você achar melhor. Algumas de suas perguntas poderão ser respondidas por meio da leitura. Todas são respondidas quando realmente praticamos a meditação.

Utilizei citações de partes do Ānāpānasati Sutta, um texto budista sobre a meditação usando como suporte a respiração. Originalmente ensinado para monges há 2500 anos, é todo construído com o pronome ele. Espero que você compreenda que este texto é dirigido a qualquer pessoa interessada no estudo e na prática do caminho do despertar espiritual e que você não caia em debates sobre masculino/feminino. Eu evitei esse problema em minha escrita dirigindo-me diretamente a você*.

* O autor refere-se ao original em inglês. Em português, é impossível não usar a forma masculina, em construções como: Se você estiver bem desperto, Quando você se sentir animado etc. (Nota do editor.)

O Espírito da Meditação

Ó, meditantes…

Vocês têm certeza de que estão meditando?

Vocês se tornaram o grande oceano,

Recebendo todos os rios,

os afluentes do ser?

Interesse pela vida

Omodo natural de meditar tem pouco a ver com

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