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As Diferentes Faces e Interfaces de Uma Educação para o Século XXI: Diálogos Fronteiriços com Paulo Freire, Edgar Morin, Fernando Hernández, Pierre Lévy e Rodolf Steiner
As Diferentes Faces e Interfaces de Uma Educação para o Século XXI: Diálogos Fronteiriços com Paulo Freire, Edgar Morin, Fernando Hernández, Pierre Lévy e Rodolf Steiner
As Diferentes Faces e Interfaces de Uma Educação para o Século XXI: Diálogos Fronteiriços com Paulo Freire, Edgar Morin, Fernando Hernández, Pierre Lévy e Rodolf Steiner
E-book455 páginas8 horas

As Diferentes Faces e Interfaces de Uma Educação para o Século XXI: Diálogos Fronteiriços com Paulo Freire, Edgar Morin, Fernando Hernández, Pierre Lévy e Rodolf Steiner

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Sobre este e-book

A obra As diferentes faces e interfaces de uma educação para o século XXI: diálogos fronteiriços com Paulo Freire, Edgar Morin, Fernando Hernández, Pierre Lévy e Rodolf Steiner propõe a você ampliar seus horizontes e superar o conhecimento cartesiano, reducionista e mecânico, ainda tão presente em nosso cotidiano, sugerindo um diálogo com o pensamento complexo, transformador e plural. Afinal, ultrapassando os muros institucionais, é possível o surgimento de cidadãos emancipados e capazes de intervir na sociedade de forma significativa.

Esta obra conta com a participação de quatro grandes autores, os quais abordam com propriedade temas relevantes a serem dialogados e vivenciados na atualidade. Eles pretendem alcançar uma educação autêntica e humanizada, regada com muito amor e fraternidade, com base no pensamento de Paulo Freire, Edgar Morin e Rodolf Steiner, além de contar com a participação de Fernando Hernández no contexto da Pedagogia de Projetos e de Pierre Lévy no das Tecnologias da Informação e Comunicação.

Por meio de temas ecléticos, que se entrelaçam em uma teia de conhecimentos tão necessários e urgentes, são tratados temas que podem ser trabalhados de forma interdisciplinar e transdisciplinar, voltados ao universo infantil, e que traçam um percurso desde a creche até a pré-escola de um jeito encantador. Alguns dos assuntos tratados incluem as TDIC, um tema polêmico que é o uso do celular no ambiente escolar e a responsabilidade social com o método antroposófico, além de uma educação emancipada com Freire e Morin.

Este livro destina-se a apresentar o que existe de melhor para se obter uma educação adequada para o século XXI a você, aluno de Pedagogia e demais licenciaturas, aos profissionais da Educação e de outras áreas do conhecimento e, de forma geral, às pessoas que se dedicam a estudar e investir na educação e se preocupam com a obtenção de um mundo mais humanizado.

Agora é só se deleitar. Boa leitura!
IdiomaPortuguês
Data de lançamento25 de set. de 2018
ISBN9788547315023
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    As Diferentes Faces e Interfaces de Uma Educação para o Século XXI - Kátia Lígia Vieira Lira

    Editora Appris Ltda.

    1ª Edição - Copyright© 2018 dos autores

    Direitos de Edição Reservados à Editora Appris Ltda.

    Nenhuma parte desta obra poderá ser utilizada indevidamente, sem estar de acordo com a Lei nº 9.610/98.

    Se incorreções forem encontradas, serão de exclusiva responsabilidade de seus organizadores.

    Foi feito o Depósito Legal na Fundação Biblioteca Nacional, de acordo com as Leis nºs 10.994, de 14/12/2004 e 12.192, de 14/01/2010.

    COMITÊ CIENTÍFICO DA COLEÇÃO EDUCAÇÃO, TECNOLOGIAS E TRANSDISCIPLINARIDADE

    A Deus, fonte de vida.

    AGRADECIMENTOS

    À Santíssima Trindade, sem ela nada disso seria possível.

    À Nossa Senhora, mãe de Jesus, que me ajudou a trilhar esse caminho com amor e paciência.

    À minha mãe, Maria da Salete, pelo carinho e a atenção dados a mim.

    À minha linda e amável família, pelo apoio, carinho, respeito e compreensão.

    À prefaciadora Dr.ª Karlete Vânia Mendes Vieira, pela sua doação e participação nesta obra.

    A Ademar dos Santos, Doralice Veiga e Socorro Barros, meus parceiros neste sonho realizado.

    A todos que, direta ou indiretamente, fizeram parte desta história, o meu muito obrigada.

    APRESENTAÇÃO

    Este ensaio, organizado por Kátia Lígia Vieira Lira, tem como objetivo ampliar a reflexão acerca das temáticas que envolvem uma educação humanizada, o respeito pelo indivíduo e a formação de professores. Esta obra destina-se a alunos e profissionais da Educação e de outras áreas do conhecimento que se dedicam a estudar, refletir investir na educação e na obtenção de um mundo mais fraterno, democrático e humanizado.

    Esta obra nasceu de um grupo de professores que idealizam disseminar e discutir, em pleno século XXI, uma educação que produza libertação, autonomia, emancipação, humanização e respeito para com o outro e o planeta. Trata-se de pesquisas de campo e bibliográfica, na busca do paradigma da complexidade e da transdisciplinaridade. Os estudos são baseados em autores como Paulo Freire, Edgar Morin, Rudolf Steiner, Fernando Hernández, Pierre Lévy, trazendo as contribuições de suas obras para o pensar e o repensar da educação atual. Nisso inclui formação docente, práticas pedagógicas e eliminação do método cartesiano.

    A união de várias obras de pesquisadores apresenta diversas faces e interfaces da educação do século XXI e seu resultado, aqui apresentado, visa a produzir conhecimentos relacionados à formação dos professores, além da obtenção de um país e um mundo mais humanizados. Acredito que é por meio dessas diferentes faces que se constitui um todo, cheio de respeito à individualidade de cada sujeito.

    A primeira parte do ensaio é intitulada O Ato Pedagógico Como Ação Dialógica e Complexa: Aproximações Complementaridades e Diferenças entre os Pensamentos de Paulo Freire e Edgar Morin, a qual apresenta, de forma prazerosa, aproximações, eventuais complementaridades e diferenças no que diz respeito à ideia e à prática do diálogo que devem estar presentes na ação pedagógica. O autor mostra em sua obra que os pensamentos de Paulo Freire e Edgar Morin possibilitam compreender o ato pedagógico como ação dialógica, em especial a partir dos conceitos de diálogo/dominação, dialética/dialogia, complexidade/linearidade, consciência/conscientização, alteridade e liberdade/libertação. Veja que o autor oferece a você subsídios para a percepção acerca da importância de se buscar transformar o ato pedagógico em autêntica realização de uma práxis dialógica, com vistas a contribuir para uma educação capaz de auxiliar cada vez mais homens e mulheres em seu processo de humanização.

    A segunda parte traz a obra da professora Doralice, que é intitulada Associação Comunitária Monte Azul: O Método Antroposófico.

    O trabalho foi realizado na Associação Comunitária Monte Azul, sediada no município de São Paulo, Zona Sul, bairro Jardim Monte Azul, e desenvolveu-se em três etapas distintas. A primeira etapa consistiu no levantamento e na análise de documentos internos, tais como: projetos, orçamento estratégico, manual de experiência de trabalho, livros publicados pela entidade e trabalhos acadêmicos. A segunda, na realização de visitas aos núcleos da entidade e de entrevistas com colaboradores, dirigentes, moradores e ex-alunos. A terceira etapa consistiu no estudo comparativo entre os métodos adotados pelo Serviço Social e o método antroposófico.

    A instituição Monte Azul foi escolhida pelo fato de essa entidade trabalhar com o método antroposófico e apresentar evidentes inovações no trato da questão social, em seu sentido amplo.

    A abordagem sociofilosófica adotada teve, por um lado, inspiração na Antroposofia – ciência espiritual elaborada por Rudolf Steiner (1861-1925). E, nesse sentido, encontra-se apoiada na obra desse autor e de autores como Alexander Bos, Johannes Hemleben, Ute Craemer, Rudolf Lanz, todos antroposóficos. Por outro lado, encontra-se inspirada pelo pensamento de Edgar Morin, Nicolescu Basarab, Maria Cecília de Souza Minayo, Júlio César Rodrigues Pereira, que oferecem contribuições ao debate sobre a crise paradigmática da ciência.

    A terceira parte do ensaio é composta pela obra intitulada Pedagogia de Projetos na Prática Pedagógica do Ensino Infantil, a qual é fruto de uma pesquisa que visou a mostrar a dinâmica da Pedagogia de Projetos presente no ensino infantil de uma escola privada da cidade de Campina Grande-PB. A obra também aborda assuntos referentes a Pedagogia de Projetos, métodos de alfabetização, contribuição do Referencial Curricular Nacional para a educação infantil e busca pela construção de uma aprendizagem de excelência.

    Por fim, a quarta e última parte do ensaio apresenta a obra intitulada O Celular como Suporte Educativo no Processo de Ensino na Educação Fundamental, que mostra a importância das Tecnologias da Informação e Comunicação, especificamente do telefone móvel celular, bem como suas contribuições para o processo de ensino-aprendizagem da educação fundamental. A autora lembra que atualmente o celular é um grande subsídio, oferecido em meio à escolarização moderna, pois suas múltiplas funções midiáticas abrangem a interdisciplinaridade e permitem uma comunicação planetária de diversos segmentos com inúmeras janelas, criando, dessa forma, diversas oportunidades de diálogo e crescimento intelectual, além de desenvolver diversas habilidades e competências entre os alunos e professores.

    Enfim, esta obra é um instrumento necessário para quem almeja fazer uma educação própria para o século XXI.

    A Organizadora

    PREFÁCIO

    É com muita alegria e satisfação que apresento esta excelente obra, tão necessária em tempos tão difíceis socialmente, em que o capitalismo impera e a desumanidade cresce a cada instante. Afinal, este livro vem lançar a você o desafio de pensar de outro modo, contribuindo com um mundo mais poético, filosófico, romântico e menos cartesiano, desumano e opressor.

    Este ensaio foi composto de forma rica e eclética. Apresentarei a você um pouco da origem e das obras dos autores: todos nasceram e construíram suas histórias em estados brasileiros diferentes, a heterogeneidade deles deu origem a obras distintas, as quais se fundiram, gerando essa grande fusão, As diferentes faces e interfaces de uma educação para o século XXI: Diálogos fronteiriços com Paulo Freire, Edgar Morin, Fernando Hernández, Pierre Lévy e Rudolf Steiner. Todos nesta obra buscaram o mesmo objetivo, que é o de transformar a educação, indo contra a maré hegemônica, e formar um mundo mais humanizado, democrático e fraterno.

    Os idealizadores desta obra tiveram a coragem de remar contra o que está posto no mundo pós-moderno, globalizado e capitalista e propor aos leitores enxergar a educação com os olhos de esperança, alegria, desejo de mudança. Eles querem mostrar que, apesar das dificuldades, é possível ir em busca de um sonho, de um mundo transformado e humanizado, como afirma Freire.

    [...] me aproximo de novo da questão da inconclusão do ser humano, de sua inserção num permanente movimento de procura, que rediscuto a curiosidade ingênua e a crítica, virando epistemológica. É nesse sentido que reinsisto em que formar é muito mais do que puramente treinar o educando no desempenho de destrezas, e por não dizer também da quase obstinação com que falo de meu interesse por tudo o que diz respeito aos homens e mulheres, assunto de que saio e a que volto com o gosto de quem a ele se dá pela primeira vez. Daí a crítica permanentemente presente em mim à malvadez neoliberal, ao cinismo de sua ideologia fatalista e a sua recusa inflexível ao sonhar a utopia. (FREIRE, 2016, p.16)

    Um grande exemplo de transformação conhecido internacionalmente pela sua contribuição em termos de letramento, alfabetização e transformação da realidade segundo Soares é o nosso querido Paulo Freire, o qual o professor doutor Ademar aborda em sua obra, apresentando seu itinerário. Ademar, nascido e criado em São Paulo, formou-se no curso de magistério, onde atuou por muitos anos na docência e na gestão da educação básica. É graduado em Pedagogia e nunca deixou de lado o pensamento freiriano, o qual esteve presente em sua formação e em sua atuação profissional já como aluno do Programa de Pós-Graduação em Educação – mestrado em Educação da Uninove, em que aprofundou suas pesquisas sobre Freire e conheceu Morin e sua importância para a Educação.

    Esses grandes pensadores da modernidade (Morin e Freire) impulsionaram Ademar a criar sua obra, intitulada O Ato Pedagógico como Ação Dialógica e Complexa: Aproximações, Complementaridades e Diferenças entre os Pensamentos de Paulo Freire e Edgar Morin, em que o autor faz um itinerário de Freire e Morin e finaliza mostrando as aproximações, complementaridades e diferenças entre ambos no que tange à dialogia que envolve o ato pedagógico, tomando como fonte primária o pensamento que esses autores expressam em suas obras principais e a partir de suas pesquisas.

    Doralice Veiga traz em sua obra contribuições de Edgar Morin, entre outros autores. É formada em Pedagogia e Serviço Social, é mestre em Serviço Social, Políticas Sociais e Movimentos Sociais (PUC/SP). Nasceu em São Lourenço/Minas Gerais, numa família tradicionalmente de educadores. Atualmente é professora da Universidade Federal do Amapá – Câmpus Binacional, Colegiado de Pedagogia. Seu campo de atuação abrange as seguintes temáticas: Pedagogia Social, incluindo estudo dos modelos de organização social, política e econômica; ecoalfabetização; educação de jovens e adultos; educação freiriana e educação do campo. Tem experiência acadêmica de ensino em Ciências Humanas e Sociais e na elaboração de projetos para cursos superiores de graduação e pós-graduação. Seu interesse pela pesquisa concentra-se nas áreas: Pedagogia Social, educação freiriana e movimentos sociais.

    Sua obra intitulada Associação Comunitária Monte Azul: O Método Antroposófico é resultado de uma pesquisa na qual mostra que o amor, o compromisso social e a humanidade devem fazer parte de um projeto de preservação do planeta. A autora mostra que o método antroposófico, presente na instituição Monte Azul, localizada no estado de São Paulo, promove o desenvolvimento comunitário. Tal método, segundo Doralice, apresenta evidentes inovações no trato da questão social, em seu sentido amplo (educação, saúde, formação profissional, geração de renda, arte e cultura, assistências jurídica e social).

    Outra autora desta obra é a professora mestre Kátia Lígia Vieira Lira, nascida e criada na Paraíba, em uma família de educadores. Sempre respirou educação, fez o magistério, atuou como monitora e professora do ensino infantil no início de sua carreira, graduou-se em Pedagogia e logo prestou concurso para professora e orientadora educacional no estado do Amapá, chegando a atuar por mais de uma década como professora do ensino infantil e fundamental, além de orientar professores de algumas creches e pré-escolas. Atualmente professora da Universidade Federal do Amapá – Câmpus Binacional, atua na área de educação infantil e o seu trabalho aqui apresentado mostra a importância de se conhecer a Pedagogia de Projetos, com o objetivo de oferecer aos educadores sugestões para poder vivenciar junto aos educandos uma educação que respeite a criança em sua individualidade e a ajude a desenvolver seus aspectos físico, afetivo, cognitivo, psicológico e social.

    Este livro trata da concepção de criança e infância, utilizando os teóricos clássicos: Piaget, Vygotsky, Wallon e Emília Ferreiro. Também apresenta o Referencial Curricular Nacional para a educação infantil, as contribuições de Kilpatrik e Hernandez, entre alguns autores brasileiros, os quais abordam a Pedagogia de Projetos na educação infantil brasileira. Além desses temas, esta obra apresenta um estudo de caso bem interessante a respeito de um colégio no interior da Paraíba que trabalha parcialmente com a Pedagogia de Projetos. Sendo assim, o livro versa sobre uma nova forma de ver o mundo, a vida e as pessoas, mostrando a importância e o dever que temos de assumir nossa responsabilidade social.

    Por fim, trago a autora e professora mestra Maria do Socorro do Nascimento Barros, a qual atua há 15 anos como gestora de uma escola pública. Ela tem experiência em docência da educação básica e superior. A professora Socorro, vivenciando constantes aflições dos docentes diante dos alunos desestimulados no ensino cartesiano e percebendo que eles usavam o celular em sala de aula sem objetivo pedagógico, gerando desagrado aos docentes, decidiu pesquisar O Celular como Suporte Educativo no Processo de Ensino na Educação Fundamental.

    Sua obra surgiu a partir de um estudo em torno das Tecnologias da Informação e Comunicação e teve por objetivo analisar o uso do celular e suas contribuições no ensino-aprendizagem da educação fundamental, que foi avaliado pelos subsídios oferecidos em meio à escolarização moderna, pois suas múltiplas funções midiáticas abrangem a interdisciplinaridade e permitem uma comunicação planetária de diversos segmentos com inúmeras janelas. As oportunidades oferecidas têm recebido adesão de alunos e professores. A complexidade da questão é vista de forma flexível, porque há uma necessidade de mais informação e formação dos mediadores de sala de aula para romper os obstáculos existentes. Esse é um tema bastante inovador, polêmico e bastante relevante.

    Resta destacar que este trabalho se destina não apenas a docentes e estudantes do Departamento de Educação e de Humanas, mas estende-se a todos os departamentos, como o de Saúde e de Exatas, que poderiam levar para as suas práticas um novo olhar sobre educação a partir desta obra, devido à riqueza e à complexidade dos temas nela tratados. Este livro vem nos mostrar que, apesar de difícil, não é impossível tornar o ser humano emancipado e humanizado; afinal, nadar contra a corrente hegemônica não é uma tarefa fácil para os que querem fazer a diferença no seu próprio mundo e, consequentemente, no mundo dos outros. Aos autores, meus parabéns, e a você que adquiriu esta obra, desejo que o seu mundo seja transformado e que possa apresentar os ensinamentos aqui contidos para muitos, por meio de sua vida.

    Prof.ª Dr.ª Karlete Vânia Mendes Vieira

    Chefe-adjunta do Departamento de Farmácia da Universidade Estadual da Paraíba

    LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

    SUMÁRIO

    INTRODUÇÃO

    O caminhar 

    PARTE I

    O ATO PEDAGÓGICO COMO AÇÃO DIALÓGICA E COMPLEXA: APROXIMAÇÕES, COMPLEMENTARIDADES E DIFERENÇAS ENTRE OS PENSAMENTOS DE PAULO FREIRE E DE EDGAR MORIN

    Ademar Alves dos Santos

    CAPÍTULO I

    PAULO FREIRE E SUA TRAJETÓRIA RUMO À CONCEPÇÃO DO ATO PEDAGÓGICO COMO AÇÃO DIALÓGICA

    Introdução 31

    1.1 O ato pedagógico dialógico a partir da vida: o berço de origem 

    1.2 Os eventos decisivos 

    1.3 A atitude dialógica na convivência em meio às dificuldades 

    1.4 O diálogo com a realidade nos primeiros passos acadêmicos 

    1.5 Freire nasce em Angicos: a emancipação pelo alfabeto 

    1.6 A experiência do antidiálogo: o andarilho 

    1.7 Os oprimidos como interlocutores do diálogo 

    1.8 Diálogo com a mãe África e suas culturas 

    1.9 O retorno e o reaprender as fontes do diálogo 

    1.10 Freire e a educação como instrumento de emancipação 

    CAPÍTULO II

    A PASSAGEM DA DIALÉTICA À DIALÓGICA E SUAS IMPLICAÇÕES EDUCACIONAIS

    NA TRAJETÓRIA DA VIDA E DO PENSAMENTO DE EDGAR MORIN

    Introdução 

    2.1 Na origem das contradições e da dialética 

    2.2 Das contradições existenciais às contradições políticas 

    2.3 O enfrentamento das contradições em Morin 

    CAPÍTULO III

    DIALOGIA E COMPLEXIDADE NO ATO DE EDUCAR EM PAULO FREIRE E EDGAR MORIN: APROXIMAÇÕES, COMPLEMENTARIDADES E DIFERENÇAS

    Introdução 

    3.1 Aspectos da prática dialógica na Educação 

    3.2. Diálogo e conhecimento. 

    3.3 Religando os saberes: Freire e Morin. 

    Referências

    PARTE II

    ASSOCIAÇÃO COMUNITÁRIA MONTE AZUL: O MÉTODO ANTROPOSÓFICO

    Doralice Veiga Alves

    INTRODUÇÃO

    CAPÍTULO I

    ANTROPOSOFIA

    1.1 Conceituação 

    1.2 Rudolf Steiner: fundador da antroposofia 

    1.3 Antroposofia: método da Monte Azul 

    CAPÍTULO II

    ASSOCIAÇÃO COMUNITÁRIA MONTE AZUL

    2.1 História 

    2.2 Missão professada pela entidade 

    2.3 Organização Interna 

    2.4 Serviços e produtos 

    2.5 Estrutura Administrativa 

    2.6 Locais de Atuação 

    2.7 Depoimentos de ex-alunos 

    CAPÍTULO III

    A ANTROPOSOFIA E O SERVIÇO SOCIAL: UMA QUESTÃO DE MÉTODO

    CONSIDERAÇÕES FINAIS

    REFERÊNCIAS

    PARTE III

    Pedagogia de Projetos na Prática Pedagógica do Ensino Infantil 

    Kátia Lígia Vieira Lira

    INTRODUÇÃO

    CAPÍTULO I

    O Ensino Infantil e sua Organização Didático-Pedagógica

    1.1 Concepção de infância 

    1.2. O processo de institucionalização da educação infantil brasileira e seus aspectos legais

    1.3. A formação do professor da creche e pré-escola. 

    1.4. A educação infantil e alguns teóricos 

    1.5. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil 

    CAPÍTULO II

    A Pedagogia de Projetos no Contexto da Educação Brasileira

    2.1. As contribuições de John Dewey e Kilpatrick para a educação contemporânea

    mundial e nacional 

    2.2. A ressignificação da Pedagogia de Projetos a partir de Hernandez 

    2.3 A Pedagogia de Projetos no Brasil e seus atuais propagadores 

    2.3.1. Quem é o sujeito integral? 

    2.3.2. Do significado às vantagens de se trabalhar com a Pedagogia de Projeto 

    2.3.3 Diferentes atores e diferentes papéis 

    2.3.3.1 Diferentes atores – o papel do professor 

    2.3.3.2 Diferentes atores – o papel do aluno 

    CAPÍTULO III

    Pedagogia de Projetos e Ensino Infantil

    3.1 Os novos paradigmas da ciência, contribuindo para uma Pedagogia de Projetos

    na creche e pré-escola 

    3.2. Proposta pedagógica e a organização do ensino em projetos de trabalho 

    3.2.1 Estruturando os projetos 

    3.2.2 Organização dos projetos 

    3.3.3 Projetos de trabalho na creche e na pré-escola

    CAPÍTULO IV

    RESULTADOS E DISCUSSÕES

    CONSIDERAÇÕES FINAIS

    REFERÊNCIAS

    PARTE IV

    O CELULAR COMO SUPORTE EDUCATIVO NO PROCESSO DE ENSINO NA EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL

    Maria do Socorro Nascimento Barros

    INTRODUÇÃO

    CAPÍTULO I

    AS CONTRIBUIÇÕES TECNOLÓGICAS NA EDUCAÇÃO MODERNA

    1.1 O Ensino Fundamental e suas diretrizes segundo as leis nacionais 

    1.2 As Tecnologias da Informação e Comunicação no processo de ensino 

    1.2.1 O celular é uma ferramenta de contribuição no processo de ensino-aprendizagem 

    1.2.2 O uso das tecnologias móveis em sala de aula 

    1.2.3 Como o celular pode ser usado na aula? 

    1.2.4 Educação básica na era digital 

    CAPITULO II

    OS AVANÇOS TECNOLÓGICOS E OS IMPACTOS SOCIAIS VIGENTES

    NA EDUCAÇÃO

    2.1 A Lei nº 4.131/2008 do Distrito Federal contradiz a ação pedagógica 

    2.1.2 O perigo de celular no uso extrapolado 

    2.1.3 Postura do docente formador e dinâmico

    2.1.4 O projeto didático-pedagógico inserindo as TIC 

    2.1.5 Nativos e imigrantes digitais 

    CAPÍTULO III

    RESULTADOS E DISCUSSÕES

    CONSIDERAÇÕES FINAIS

    REFERÊNCIAS

    SOBRE OS AUTORES

    INTRODUÇÃO

    O caminhar

    A epistemologia dos pensamentos freiriano e moriniano apresenta especificidades que os projetam como dos mais férteis pensadores da modernidade, cujas obras permanecem sendo lidas e interpretadas por pesquisadores e acadêmicos das mais variadas áreas do conhecimento humano.

    Uma dessas especificidades mais importantes das obras de Paulo Freire e Edgar Morin situa-se, na presente obra, na sua visão antropológica do conhecimento, uma categoria essencial, que está presente em todo o pensamento existencialista e dialógico desses pensadores.

    Temas centrais, em ambos os pensadores, como ato pedagógico, dialogicidade, complexidade, problematização do ensino, democratização da escola, leitura do mundo e leitura da palavra, consciência crítica, conhecimento, educação humanista, libertadora e planetária, entre outros, que sempre nos levam à reflexão, em uma dinamicidade dialético-dialógica que mantém tais pensamentos vivos e em permanente reconstrução, perpassam o texto do trabalho acadêmico apresentado.

    A opção e a motivação para construção desta obra resultam da minha própria vivência acadêmica: do processo de formação no curso de magistério às atividades do curso de Pedagogia, bem como das minhas práticas pedagógicas como professor na educação básica, e, finalmente, da atuação enquanto gestor educacional.

    O pensamento de Paulo Freire esteve presente em minha formação, em uma das disciplinas do curso de magistério, denominada Metodologia de Alfabetização de Adultos, em meados de 1990. Depois de um período de leituras sem foco, esse envolvimento foi mais intenso no curso de Pedagogia em suas diversas disciplinas, principalmente na História da Educação.

    Nas atividades profissionais, enquanto supervisor de ensino, tive a oportunidade de acompanhar o processo de formação de algumas professoras alfabetizadoras para atuarem na educação de jovens e adultos – EJA. Nessa situação, deparei-me, novamente, com a concepção de educação bancária¹ e com o processo de alfabetização, por meio do método Paulo Freire².

    Desde 2011, já em preparação para o processo seletivo do curso de mestrado em Educação da Universidade Nove de Julho – Uninove – (SP), minhas leituras sobre Freire³ passaram a ser mais significativas e constantes.

    Foi, sobretudo, já aluno do Programa de Pós-graduação em Educação – mestrado em Educação da Uninove, na disciplina Paulo Freire e a Educação⁴, que tive a oportunidade de iniciar estudos mais rigorosos sobre aspectos da vida e da obra de Paulo Freire e a compreensão significativa da importância desse pensador na história das ideias pedagógicas do Brasil e no mundo, principalmente nas inquietudes acerca da desumanização.⁵

    Já como aluno regularmente matriculado e frequente no PPGE,⁶ fiz a opção pela linha de pesquisa de Teorias em Educação e pelo grupo de pesquisa sobre Complexidade, grupo esse que me possibilitou ter contato com o pensamento complexo de Edgar Morin, que, em conjunto com a disciplina cursada (Complexidade e Educação), desenvolvida pela professora Izabel Petraglia, permitiu-me constatar sua importância para a Educação.

    Diante desse contexto, surgiu a motivação para trabalhar, na ótica desses dois grandes pensadores da modernidade, o ato pedagógico. Contudo, muito amplo seria trabalhar o ato pedagógico nos dois autores, pois isso implicaria uma busca sobre o pensamento educacional nas suas obras e, mais ainda, nos comentadores inúmeros que sobre elas se debruçaram. Por isso, limitei o enfoque da pesquisa ao ato pedagógico como ação dialógica e complexa. O foco, portanto, é a dialogia,⁷ que envolve a ação educacional no pensamento dos dois autores.

    Nossa proposta é uma busca de aproximações, eventuais complementaridades e diferenças entre ambos em relação à dialogia que envolve o ato pedagógico, tomando como fonte primária o pensamento que esses autores expressam em suas obras principais.

    Desse objeto, despontam três questões que busco responder ao longo dos capítulos. As duas primeiras visam a estabelecer um pano de fundo ou cenário em torno do objeto, cujo ponto fulcral seria a busca de resposta à terceira questão:

    a) Questão 01 – A partir da trajetória educacional de Paulo Freire, como se construiu sua visão de dialogia no ato pedagógico? Essa questão será objeto do primeiro capítulo;

    b) Questão 02 – Como o percurso da vida e do pensamento de Edgar Morin fez despontar sua opção pelo princípio dialógico, indo além do dialético⁸ e como a dialogia envolve suas preocupações educacionais? A resposta será objeto da busca do segundo capítulo;

    c) Questão 03 – Quais aproximações, eventuais complementaridades e diferenças podem ser apontadas entre os dois autores no tocante ao ato pedagógico como ato dialógico? A resposta a essa questão é o ponto fundamental da pesquisa e será objeto do terceiro capítulo.

    Esse objeto, assim problematizado, despontou de várias leituras preliminares, que propiciaram visualizar o estado da arte⁹ do qual parti para a elaboração da pesquisa. Entre tais leituras destacamos: Educação no Século XXI: saberes necessários segundo Freire e Morin;¹⁰ Paulo Freire e a Complexidade na Educação¹¹; Introdução crítica ao humanismo dialógico de Paulo Freire;¹² e Por que Paulo Freire e Amilcar Cabral?.¹³

    Tratando-se de dois autores de grande projeção no cenário das ciências humanas e particularmente no da Educação, nos deparamos com uma grande literatura sobre eles no exterior e no Brasil, consignadas em pesquisas, obras, exposições em congressos nacionais e internacionais, artigos em revistas e capítulos de livros.

    A segunda preocupação foi a busca de obras que aproximam os dois autores. Estas já são menos numerosas. Entre elas, julgamos relevante citar a Pedagogia da Autonomia (1996), de Paulo Freire, e Os setes saberes (2003), de Edgar Morin.

    Já no tocante ao fulcro desta obra, que é a busca de aproximações, complementaridades e possíveis diferenças entre os dois autores no que tange ao ato pedagógico como ação fundamentalmente dialógica, até o momento nada encontramos na literatura, o que indica sua originalidade.

    Entre os inúmeros textos selecionamos os que delimitam, progressivamente, o percurso literário de Freire, isto é, o início, o meio e o fim de sua produção teórica: Educação e atualidade brasileira (1959), Educação como prática da liberdade (1965), Pedagogia do Oprimido (1987), Extensão ou comunicação (1975), Ação cultural para a liberdade e outros escritos (1976), Cartas à Guiné-Bissau (1984), Educação e Mudança (1981), A importância do ato de ler (1982), Sobre Educação – Diálogos (1982), Medo e Ousadia (2006), A educação na cidade (2005), Pedagogia da Esperança (1992), Professora sim, tia não (1994), Cartas a Cristina (1994) e Pedagogia da Autonomia (1996).

    As obras selecionadas para a (re) construção do itinerário de Morin abarcam desde uma reflexão acerca do método até títulos considerados como antropológicos, políticos e educacionais: Introdução a uma política do homem e Argumentos Políticos (1969), O X da questão (2002), O enigma do homem (1975), A unidade do homem (1974), Método I – A natureza da natureza (1977), O método II – A vida da vida (2000), O Método III – O conhecimento do conhecimento (2008), Para sair do século XX (1981), Ciência com consciência (1996), O problema epistemológico da complexidade (1983), Introdução ao pensamento complexo (1990), Terra-Pátria (1996), Meus Demônios (2002), Amor, poesia, sabedoria (1998), Complexidade e Transdisciplinaridade (2000), A cabeça bem-feita (2000) e Os setes saberes necessários à educação do futuro (2001).

    A partir desses trabalhos, percebi que a fonte principal para compor a trajetória dos dois autores são as próprias obras deles, nas quais eles mesmos traçam, na forma de informações autobiográficas, a própria história. Não as abordamos aqui porque elas serão trabalhadas nos capítulos.

    Os referenciais teóricos possibilitam compreender o ato pedagógico como ação dialógica nos dois autores, passam pelos conceitos de dialética/dialogia, complexidade, existir e existência, consciência, conscientização, alteridade, compreensão, liberdade e libertação. As fontes desses referenciais são as próprias obras dos dois autores.

    Acredito que esses fundamentos teóricos que constituem a base da ação educacional dialógica nos dois autores têm uma íntima aproximação conceitual, embora partindo de matrizes diferentes. Em Freire, a visão existencialista cristã, com a qual nos deparamos já no primeiro capítulo do livro A Educação como Prática da Liberdade (1965); a antropologia filosófica de Morin, no enraizamento da complexidade, que leva à hominização e à humanização, parte da nossa inserção ou religação no cosmos, na natureza, no biológico, na trindade indivíduo/espécie/sociedade, no conhecimento, de onde se alcança a humanidade da humanidade, as vias da ética e as possibilidades de metamorfose individual, social e planetária.

    Para a construção da obra, me limitei à coleta

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