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Reúso de água em processos químicos

Reúso de água em processos químicos

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Reúso de água em processos químicos

Duração:
407 páginas
4 horas
Lançados:
1 de jan. de 2015
ISBN:
9788581925356
Formato:
Livro

Descrição

A gestão do uso da água constitui uma das mais importantes estratégias sustentáveis nas empresas. Esta obra propõe um caminho alternativo para auxiliar na tomada de decisão a fim de implantar redes de conservação e reúso sustentável de água em processos químicos. Por meio de um modelo que combina gestão industrial, método sistemático para uso racional e valoração de danos ambientais, é possível gerar e selecionar estruturas de processos hídricos com mínima captação e descarte de efluentes. Esta abordagem integrada torna-se relevante como suporte adicional e estratégico ao gerenciamento de recursos hídricos na indústria.
Lançados:
1 de jan. de 2015
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9788581925356
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CAPÍTULO 1

SUSTENTABILIDADE E REDUÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL

1.1. Desenvolvimento sustentável

Em seu livro Cannibals with forks: the triple bottom line of 21st century business (1999) (lançado no Brasil em 2011 com o título Sustentabilidade – Canibais com Garfo e Faca), o consultor britânico John Elkington (Padworth, 1949) expõe a resistência do mundo corporativo em atender à teoria dos três pilares (Triple Bottle Line: Profit, Planet, People). A base conceitual que permite alicerçar os pilares da sustentabilidade nas empresas estabelece que a lucratividade gananciosamente buscada por elas deve ser equilibrada por ações de qualidade ambiental e justiça social.

O modelo de crescimento econômico erguido com a Revolução Industrial teve como lema a busca do lucro a qualquer preço, tendo reflexos no aumento de produção. Para alcançar esse objetivo, o padrão capitalista-industrial se apropriou da exploração desmedida dos recursos naturais necessários à produção, avesso à importância do zelo pela capacidade de recuperação natural dos ecossistemas; tudo isso em prol de benefícios econômicos próprios e sem menção aos custos socioambientais. Acidentes ambientais provocados pela operação industrial a partir da década de 1950 revelaram à sociedade as sequelas da degradação da qualidade ambiental, levando a repensar sua conduta em relação ao uso responsável dos recursos naturais e a busca de melhoria do controle ambiental decorrente das atividades industriais.

Em 1987 o relatório intitulado Nosso Futuro Comum, elaborado pela Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento / World Commission on Environment and Development (CMMAD / WCED), presidida pela ex-primeira-ministra da Noruega, Gro Harlem Brundtland, apresentou o termo Desenvolvimento Sustentável como aquele capaz de satisfazer as necessidades das gerações presentes sem comprometer a capacidade de garantir as necessidades das futuras gerações. Embora conceitualmente vago, a proposta vinculou o desenvolvimento econômico à preservação ambiental, consolidado com o contorno de três grandes desafios: (i) a garantia da disponibilidade de recursos naturais para o uso eficiente e controlado às necessidades da humanidade; (ii) o respeito aos limites tolerados pela capacidade de absorção da biosfera com relação aos resíduos e poluentes que nela são lançados; e, por fim, (iii) o desafio da redução da pobreza no mundo.

O conceito de desenvolvimento sustentável ainda permite diversas interpretações, porém já deixa evidente que é preciso buscar o uso racional dos recursos naturais e zelar pela proteção do meio ambiente. Este novo enfoque inclui desenvolver políticas que assegurem a adoção de estratégias eficazes para o gerenciamento dos recursos naturais empregados para promover a satisfação das necessidades humanas. Diante disso, pode-se pensar em uma acepção mais direta para o termo, como a responsabilidade por toda atividade humana sobre a natureza, orientada para a conservação e uso racional de recursos naturais, garantindo sua permanência física e o alcance dos benefícios proporcionados por estes recursos para o bem-estar social, com mínimo impacto ambiental.

Na visão de Almeida (2007, p. 56), a meta do desenvolvimento sustentável requer capacidade de pensar e operar tendo em conta as três dimensões (econômica, social e ambiental) em conjunto, sem predominância de uma sobre as outras. Isso significa pensar e agir por meio da transversalidade: um conceito que reflete a necessidade de observar os ecossistemas de modo integrado, uma vez que os processos da natureza constituem um sistema inter-relacionado. Dias (2011, p. 37) defende que desenvolvimento sustentável é um conceito amplamente utilizado, mas sua interpretação é de difícil convergência: para alguns, alcançá-lo requer um contínuo crescimento econômico com base em um manejo mais racional dos recursos naturais e do uso de tecnologias que sejam mais eficientes e que poluam menos; para outros, ele é visto como um projeto social e político que visa eliminar a pobreza, aumentar a qualidade de vida e atender às necessidades básicas da humanidade. Entretanto, a julgar pelo consenso, desenvolvimento sustentável pressupõe a observação simultânea e balanceada dos eixos do crescimento econômico, preservação do meio ambiente e a equidade social. Assim, trata-se de enfrentar um desafio estabelecido pela mudança do paradigma cartesiano (visão mecanicista e centralizada de crescimento econômico) para o da sustentabilidade (enfoque holístico e descentralizado de desenvolvimento), e que requer não somente um conhecimento interdisciplinar, mas principalmente transdisciplinar.

O questionamento na obra de John Elkington revela a necessidade de romper o paradigma cartesiano, diminuindo resistências e vícios corporativos, no sentido de buscar a lucratividade com base em valores que colaborem igualmente para as práticas de responsabilidade ambiental e social.

1.2. Sustentabilidade nas organizações

A visão de desenvolvimento sustentável traz para as empresas o compromisso da produtividade sem a degradação ambiental, inserindo na cultura organizacional aspectos da preservação ambiental, inclusive adaptando tecnologias para que se alcancem tais propostas. A prática destes conceitos contribui significativamente para elevar o perfil da empresa, atentando para a eficácia de um modelo de negócio rentável, porém simultaneamente construindo uma sólida imagem de responsabilidade social e ambiental.

Andrew Savitz, um dos mais importantes especialistas mundiais no tema sustentabilidade, em entrevista concedida ao Jornal Gazeta Mercantil (GAZETA MERCANTIL, 2007), salienta que o processo de implantação da sustentabilidade em uma empresa pode iniciar-se através de um dirigente de alto escalão ou com alguma gerência de departamento ou área. Para implantar um programa de sustentabilidade em uma empresa, Savitz propõe uma sequência de cinco etapas: (1) Escolher questões de sustentabilidade que repercutirão entre os clientes, procurando atender necessidades ou preocupações que eles tenham nas esferas social, ambiental ou econômica; (2) envolver os fornecedores para que as operações fiquem mais sustentáveis; (3) concentrar as ações naquilo que a empresa conhece e faz melhor; (4) antecipar-se às mudanças, transformando o que seriam desafios para os clientes em oportunidades de negócio; (5) capacitar os funcionários para que eles percebam oportunidades e participem da construção delas (GAZETA MERCANTIL, 2007).

Segundo Lustosa (2003, p. 164) existem quatro fatores que induzem as empresas a adotarem práticas ambientalmente saudáveis:

(1) as pressões das regulamentações ambientais;

(2) as pressões dos consumidores finais e intermediários;

(3) a pressão dos stakeholders (intervenientes ou grupos de interesse); e

(4) a pressão dos investidores.

De acordo com dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI) (REVISTA VOCÊ S/A, 2008), no ano de 2007 houve um crescimento de dois pontos percentuais referente às empresas que investem mais de 11% do faturamento em meio ambiente, em relação ao ano de 2005 (de 9%, em 2005, para 11%, em 2007). Por outro lado, caiu a quantidade de empresas que investem menos de 3% do faturamento, neste mesmo período (de 56%, em 2005, para 52%, em 2007). Ainda segundo a entidade, os principais motivos que levaram a indústria a investir em projetos sustentáveis em 2007 foram: regulamentos ambientais (60%); exigências para licenciamento dos produtos (54%); alinhamento com a política ambiental da empresa (51%); e atender o consumidor ambientalmente responsável (20%). Conforme esperado, a pesquisa revela que ainda é forte o papel da legislação na decisão das empresas em aderir a projetos dessa natureza.

A necessidade de se adequar às exigências previstas na incipiente legislação sobre o tema acendeu a ideia da valorização de empresas com responsabilidade social e ambiental, consolidando junto à população e aos próprios clientes a imagem de empresa amiga do meio ambiente. Um exemplo de reconhecimento a organizações que caminham na direção da sustentabilidade é dado pelo Índice Dow Jones Mundial de Sustentabilidade (DJSI), utilizado como parâmetro de análise e decisões de investidores social e ambientalmente responsáveis. Lançado em 1999, representa o valor de um grupo de empresas consideradas sustentáveis, segundo o desempenho econômico, ambiental e social de mais de 2.500 empresas em 57 setores (DJSI, 2008). Suas ações exibem expressiva valorização, quando comparadas às tradicionais. Além da necessidade de manter suas políticas alinhadas aos princípios do tripé da sustentabilidade (Triple Bottom Line: econômico, ambiental e social), as empresas são ainda avaliadas em termos de governança corporativa, gestão de marca e de risco, mudanças climáticas, obrigações com fornecedores e projetos sociais. Inspirado no DJSI, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa, atual BM&F Bovespa), em conjunto com Associações e ONGs, criou o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) (BM&F BOVESPA, 2008), adotando parâmetros que demonstrem a responsabilidade socioambiental das empresas.

Para avaliar o grau de sustentabilidade de um sistema foram propostos diversos indicadores; os mais utilizados e consideradas ferramentas promissoras são: (i) ecological footprint method, conhecido como Pegada Ecológica (WACKERNAGEL e REES, 1996, In: BELLEN, 2006), o (ii) dashboard of sustainability (Painel de Controle da Sustentabilidade) (HARDI, 2000, In: BELLEN, 2006); e o (iii) barometer of sustainability (Barômetro de Sustentabilidade) (PRESCOTT-ALLEN, 1997, In: BELLEN, 2006). Destes, a pegada ecológica é a mais conhecida, sendo calculada como a soma de todos os componentes que podem causar impactos ambientais, como a área de energia fóssil, de terra arável, de pastagens, de floresta, de urbanização, e do mar. Como o objetivo é diminuir a pegada ecológica, uma sociedade sustentável procura tornar este parâmetro inferior à capacidade de carga (ou biocapacidade) do planeta ou região. Segundo Dias (2011, p. 53), o valor que garante a sustentabilidade é de 2,1 hectares/ano por pessoa; a média brasileira é de 2,4 hectares/ano por pessoa.

Em 2010, foi lançada a ABNT NBR ISO 26.000, cujo objetivo é servir como um guia de diretrizes (sem certificação) para auxiliar as empresas no engajamento de políticas baseadas na responsabilidade social e sustentabilidade. A norma encontra-se calcada na aplicação pelas empresas de sete princípios: (i) Responsabilidade (accountability); (ii) Transparência; (iii) Comportamento Ético; (iv) Legalidade; (v) Consideração pelas partes interessadas (stakeholders); (vi) Normas Internacionais; e (vii) Direitos Humanos. Há ainda os temas centrais do documento, onde as empresas deverão estabelecer ações para incluí-las em seu modelo de gestão, e envolvem: Direitos Humanos; Práticas de Trabalho; Meio Ambiente; Práticas Leais de Operações; Combate à Corrupção e Propina; Consumidores; e Desenvolvimento e Participação Comunitária. A norma representa mais um instrumento para a responsabilidade socioambiental corporativa, e contribui para aumentar a competitividade dos negócios por meio das ações ligadas ao desenvolvimento sustentável.

1.3. Gestão ambiental empresarial e redução da poluição

A gestão ambiental pode ser entendida como um mecanismo inserido na abordagem estratégica das empresas, cuja visão holística e sustentada na política, no planejamento e gerenciamento ambiental, auxilia no alcance da sustentabilidade nas organizações. Seiffert (2011, p. 55) acrescenta o monitoramento ambiental como o quarto integrante deste conceito. Já para Barbieri (2007, p. 25), a gestão ambiental está relacionada com planejamento, direção, controle, alocação de recursos e outras realizadas com o objetivo de obter efeitos positivos sobre o meio ambiente, quer reduzindo ou eliminando os danos ou problemas causados pelas ações humanas, quer evitando que eles surjam.

As propostas de gestão ambiental empresarial devem se apoiar em três critérios de desempenho: eficiência econômica, equidade social e respeito ao meio ambiente, parâmetros estes que devem ser considerados simultaneamente, pois representam com propriedade os preceitos da sustentabilidade. Sob esse prisma, a gestão ambiental pode ser vista como o instrumento que indicará a direção a ser tomada para a sustentabilidade.

A maior exposição das empresas a cobranças relacionadas com a responsabilidade ambiental tem levado à exacerbação do papel estratégico da gestão ambiental nas organizações, incentivando, ainda que compulsoriamente, a adoção de posturas cautelosas e proativas quanto aos efeitos de suas atividades.

A evolução das abordagens quanto à solução dos problemas ambientais de modo mais proativo pode ser mais bem entendida pela análise histórica do processo de gerenciamento ambiental nas últimas décadas. Em termos gerais, as décadas de 1950 e 1960 foram marcadas pela falta de preocupação dos setores industriais com os impactos gerados pelas suas atividades sobre o meio ambiente; apenas soluções paliativas eram consideradas. Porém, um novo modelo de desenvolvimento já se apresentava como necessário, de modo que nas décadas de 1970 e 1980 foram criadas as primeiras normas para a preservação ambiental, como instrumentos legais de comando e controle, tornando obrigatório a realização de Estudos de Impacto Ambiental e Relatórios de Impactos sobre o Meio Ambiente (EIA-RIMA). Já na década de 1990, a questão ambiental já começava a ser mais bem assimilada pelas empresas no Brasil, influenciadas fortemente pelo rigor dos mecanismos regulatórios; as empresas, no entanto, procuravam conciliar seu interesse econômico ao atendimento das normas ambientais, inseridos na esfera proativa de transformação social. A redução de impactos ambientais nas empresas ganhava contornos que possibilitavam simultaneamente diminuir os custos, e, com isso, programas voltados para a conservação de energia, otimização de processos para maior aproveitamento de matérias-primas, combate a desperdícios, e outros, influenciaram a conscientização pelo uso racional dos recursos naturais. Neste contexto, a preocupação em introduzir programas de qualidade que conduzam a certificações, como as normas ISO 14.000, criada pelos países membros da International Standard Organization, trouxe à tona o compromisso de aliar a produtividade de seus negócios ao respeito com o meio ambiente, transpondo a tênue e tradicional resistência que sempre existiu em relação a possíveis investimentos requeridos com a implementação.

A abordagem de controle da poluição se caracteriza pela adoção de práticas que efetivamente demonstrem a postura reativa da empresa diante dos prováveis impactos ambientais negativos gerados por suas atividades. Nesse caso, a empresa procura atenuar tais impactos através de práticas de controle pontuais, investindo na aquisição e no uso de tecnologias adequadas para a finalidade de remediação alternativa, de modo que leve às condições de enquadramento determinadas pelos instrumentos (regulatórios) de comando e controle. Trata-se, portanto, de uma maneira corretiva de atuar sobre os problemas gerados com os processos de produção, utilizando tecnologias especificamente voltadas para o controle da poluição, e sem que significativas alterações sejam realizadas. Mesmo com o amadurecimento da questão ambiental pelo setor industrial, ainda hoje os organismos de comando e controle são peças fundamentais para a fiscalização e o cumprimento da regulamentação ambiental, até porque muitas empresas ainda não enxergam o meio ambiente como uma oportunidade para estabelecer um diferencial competitivo.

Duas concepções tecnológicas fazem parte desta categoria: as tecnologias de remediação e as tecnologias de controle no final do processo (end-of-pipe). A primeira atua na tentativa de abrandar os efeitos ocasionados por um problema ambiental; como exemplo, têm-se as tecnologias disponíveis para a descontaminação do solo degradado por um poluente ou ainda para a remoção de petróleo derramado no mar. Já as tecnologias de fim de tubo (end-of-pipe) oferecem a oportunidade de tratar a poluição gerada em um processo antes de lançar a carga mássica ao meio ambiente. Para isso, são alocados equipamentos específicos para o tratamento nos pontos de descarga dos poluentes, e que normalmente agregam diferentes tipos de tecnologia, dependendo da complexidade do processo e da quantidade de contaminantes presentes.

Na realidade, esse enfoque requer um inevitável investimento que ocasiona aumento de custos de produção, aparentemente sem garantias imediatas de benefícios voltados para as atividades produtivas da empresa, à exceção do simples atendimento às exigências legais, tendendo a aumentar, inclusive, diante de restrições mais rigorosas. Aliás, essa é uma percepção que tradicionalmente desalenta a preocupação ambiental por parte das empresas, pois a necessidade de investimento a fundo perdido dificulta um envolvimento sistemático mais ativo na busca por soluções oportunamente viáveis quanto aos aspectos ambientais. Por outro lado, essas soluções se tornam insuficientes quando se percebe que tais medidas se voltam exclusivamente para o controle da poluição, sem preocupação com a possibilidade de reduzir a sua geração.

Uma iniciativa que vai de encontro a essa concepção inicial de controle de efluentes, resíduos e emissões foi lançada em 1990, através de um Decreto-Lei norte-americano, pelo Programa de Prevenção à Poluição (Pollution Prevention Act), da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (US Environmental Protection Agency – Usepa). A Prevenção à Poluição é definida como qualquer prática, processo, técnica ou tecnologia que vise à redução ou eliminação em volume, concentração e/ ou toxicidade dos resíduos na fonte geradora. Trata-se de uma abordagem de gestão ambiental cuja proposta concentra-se na adoção de medidas que evitam ou atenuam preventivamente a geração dos efeitos da poluição no processo, calcada na racionalização e otimização dos recursos naturais.

De acordo com a Usepa (apud GIANNETTI e ALMEIDA, 2006, p. 10), um programa de prevenção à poluição (P2 ou PP) deve considerar: (i) a redução ou total eliminação de materiais tóxicos, pela substituição de materiais no processo de produção, pela reformulação do produto e/ou pela instalação ou modificação de equipamentos de processo; (ii) a implantação de ciclos fechados de reciclagem; e (iii) o desenvolvimento de novas técnicas.

Os programas de prevenção à poluição (redução na fonte) procuram evitar o uso de técnicas de remediação, tratamentos de resíduos (final de tubo), reciclagem em circuito aberto, incineração para recuperação de energia, descarte, transferência de resíduos a outros produtos. Considera-se que essas práticas não atuam na redução da quantidade de resíduos ou poluentes, mas tão-somente corrigem impactos causados pela geração de resíduos (GIANNETTI e ALMEIDA, 2006, p. 10). Em substituição, procura-se entender melhor o processo de modo a prevenir na fonte a possível geração do poluente, orientando ações eficazes para o alcance de metas de longo prazo. No entanto, os rejeitos que ainda permanecem devem ser inevitavelmente captados e tratados pelas tecnologias de fim de tubo. A produtividade é incrementada neste caso, tanto pela economia proporcionada com a redução de custos de matéria-prima, insumos e energia, quanto pela disposição final de resíduos (aterro) e a diminuição de passivos

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