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Um Caminho para a aprovação: Guia prático para você conquistar o seu objetivo de passar em concurso público
Um Caminho para a aprovação: Guia prático para você conquistar o seu objetivo de passar em concurso público
Um Caminho para a aprovação: Guia prático para você conquistar o seu objetivo de passar em concurso público
E-book204 páginas2 horas

Um Caminho para a aprovação: Guia prático para você conquistar o seu objetivo de passar em concurso público

Nota: 5 de 5 estrelas

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Sobre este e-book

Trata-se de um guia de orientação de estudos destinado a preparação de candidatos a concursos públicos na área jurídica, elaborado por um juiz federal.
Ao longo de vários anos, especialmente após a minha aprovação na magistratura federal, conversei bastante com diversas pessoas que vinham me perguntar a respeito da preparação para os concursos públicos; sobre o que eu fiz e deixei de fazer; como eu organizava meus estudos; de que forma eu estudava; que materiais de estudo eu utilizava; se eu fiz "cursinho" e qual ou quais; o que é bom ou ruim fazer na preparação, por onde e como começar etc.
Nesses diálogos eu compartilhava minha experiência, passava orientações, emitia opiniões, fazia ponderações e fornecia a minha visão daquilo que entendia como adequado, correto, bom, salutar, bem-sucedido, válido, útil, produtivo, bem como daquilo que eu acreditava que consistia no oposto de tais predicados e que, consequentemente, não seria recomendável adotar.
Assim, dessas incontáveis conversas informais originadas das perguntas de amigos, conhecidos, parentes, pessoas próximas, ex-colegas de trabalho e de outras carreiras, funcionários com quem trabalhei, amigos de amigos e até "conhecidos de conhecidos", surgiu a ideia de fazer um livro a respeito do tema.
Resolvi, então, colocá-las por escrito e sistematizá-las. Além disso, procurei tratar de todos os aspectos que envolvem a preparação do candidato, de modo que pudessem ser utilizadas e aplicadas para qualquer concurso público da área jurídica. Tudo isso de forma bem despretensiosa, sem nenhum intuito de estabelecer verdades ou afirmações peremptórias, mas tão somente de compartilhar algo que entendo que pode ser útil para as pessoas que estão nessa caminhada.
E que já se mostrou apto e eficaz para atingir o sucesso
IdiomaPortuguês
Data de lançamento10 de nov. de 2017
ISBN9788582455371
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    Um Caminho para a aprovação - Márcio Assad Guardia

    prova

    Parte I - Primeiros Passos

    1. Introdução

    É isso aí! Você decidiu que agora vai começar a estudar para concursos.

    Não importa o motivo, nem a fase em que você se encontra na vida, a idade, a situação da sua carreira, da sua remuneração, as suas limitações de tempo e as suas dificuldades do cotidiano.

    A partir desse momento você virou um concurseiro, esse neologismo que podemos definir de forma singelamente como o indivíduo que busca a aprovação em um concurso público.

    Pois bem. Uma vez tomada tal decisão, cumpre dar o passo seguinte, que é traçar o caminho para a consecução dessa meta.

    De fato, você já definiu o que você quer. A questão a partir daí passa a ser o como.

    E por muitas vezes é aí que se apresenta o primeiro problema. E agora? Por onde começar? O que eu faço? Como eu vou fazer para atingir meu objetivo?

    Essa dificuldade é muito comum, já que não há uma rota previamente traçada, na qual basta ingressar e seguir os passos.

    Não existe Waze que indique as coordenadas para te levar do ponto em que você se encontra hoje para o local de destino, que é a aprovação no concurso público.

    Todavia, é possível traçar uma estratégia, com base em algumas premissas e a partir daí então criar o caminho adequado para alcançar o objetivo.

    É caminhando que se faz o caminho¹

    Existem vários métodos, estratégias e atitudes passíveis de serem adotadas para conseguir o êxito nessa empreitada.

    Não há fórmulas mágicas, ideias preconcebidas ou táticas rígidas que se apresentam como a única forma de passar no concurso.

    Assim como um aplicativo de localização geoespacial pode apresentar várias rotas para sair de um ponto e chegar a outro, é certo também que para a aprovação no concurso público não há uma única rota a ser seguida.

    Nessa seara não temos o caminho da verdade cuja inobservância enseja o insucesso.

    Entretanto, é válido afirmar que algumas premissas são imprescindíveis para que o candidato a determinado concurso público obtenha êxito em sua empreitada.

    Em suma: não existe só um jeito de alguém passar, mas também ninguém vai passar de qualquer jeito.

    Nesse contexto surge o título deste livro: Um

    caminho para a aprovação.

    Trata-se de um caminho comprovadamente bem sucedido que adotei para atingir meus objetivos, culminando ao final na minha aprovação na magistratura federal.

    Referido caminho consiste num conjunto de atos que envolvem planejamento, disciplina, força mental, atitude, foco e execução que realizei na época em que estudei para concursos públicos, que podem servir como um guia, uma orientação para quem almeja ser aprovado em concurso público.

    É uma chave para desvendar aquele enigma proposto acima. É uma resposta para aquele como?.

    De fato, há recomendações que faço neste livro que pessoalmente não utilizei por entender que não eram necessárias para mim, mas que verifiquei que outras pessoas fizeram e que lhes foram extremamente úteis e certeiras.

    Você é uma pessoa única: cada um tem o seu perfil, suas características, experiências, necessidades, qualidades, gostos, defeitos, limitações e peculiaridades. Por isso, procurei ampliar o leque de recomendações para além de minha experiência pessoal, trazendo o que observei em outras experiências bem sucedidas.

    Mas não pretendo aqui indicar o certo e o errado.

    A finalidade perseguida neste livro é apresentar a você leitor o conhecimento de um método bem sucedido, mediante a abordagem de uma série de circunstâncias que envolvem o cotidiano de estudo de um candidato a um cargo público, de uma forma leve, objetiva e didática. Sirva-se daquilo que lhe convier.

    Por isso destaco que se trata de um caminho. Deu muito certo para mim. Creio que poderá dar certo para você também.

    Comecemos então!

    2. Seleção do material

    O primeiro aspecto a ser decidido é a seleção do material que te acompanhará ao longo desse árduo cotidiano de candidato a concurso público.

    Cabe aqui abordar algumas questões que figuram como celeumas no mundo dos concursos.

    Em primeiro lugar, não é necessário ter uma imensurável biblioteca para ter um estudo profícuo. Igualmente, não é necessário ler vários doutrinadores da mesma matéria de ponta a ponta.

    De fato, o material necessário para o estudo diário do candidato consiste no seguinte:

    (i) um livro-base das principais matérias denominadas tradicionais, conforme o concurso².

    (ii) uma sinopse de cada uma dessas matérias

    (iii) legislação

    (iv) anotações de aula (no caderno ou fichário)

    (v) compilação de jurisprudência

    (vi) material complementar

    (i) Escolha do livro base:

    O primeiro ponto, então, é escolher o livro base.

    Atualmente, há uma gama imensa de livros de todas as matérias, disponíveis nas livrarias para aquisição. Diante de tal fartura e da pouca variação de qualidade e conteúdo, realmente fica difícil decidir.

    Quem é o melhor? É a pergunta que permeia as discussões dos concurseiros ao debaterem o tema. Ah, para tal concurso, fulano é o melhor em penal. Já para o concurso x, tem que ser sicrano em administrativo. Para o concurso Y, dizem que tem que ser beltrano em processo civil, senão não passa.

    Essas discussões, muito comuns, na maioria das vezes consistem em meras especulações, disse-me-disse, verdadeiras crendices desprovidas de qualquer fundamento.

    Mas agora eu vou responder a pergunta feita acima.

    O melhor livro é aquele capaz de fazer com que você compreenda e fixe a matéria de maneira simples, direta e ágil.

    Nessa toada, entendo que a melhor forma para escolher um livro é utilizar do método consagrado socialmente para qualquer produto: a amostra.

    Assim, quando for adquirir o seu livro-base de cada matéria, vá até a livraria e, com paciência, selecione na prateleira alguns livros dos que lhe parecem os mais indicados para aquela matéria. Podem ser quatro, cinco, seis livros.

    Em seguida, selecione aleatoriamente um trecho deste livro e leia algumas páginas. Repita o procedimento com todos os demais selecionados.

    Ao fazer isso, você será capaz de identificar qual a leitura que lhe é mais agradável, mais fluida, mais didática e estabelecer sua preferência.

    Conforme afirmado acima, a variação de conteúdo entre os livros mais consagrados ou havidos como mais indicados para concurso não é muito grande.

    Dessa forma, você será capaz de verificar o estilo do autor e, consequentemente, qual se coaduna com sua preferência, de modo a escolher o livro que se mostra mais compatível com você.

    E isso é muito importante, já que você estabelecerá uma relação íntima com esses livros. Eles vão te acompanhar por muito tempo. Você vai grifá-los, rabiscá-los, anotá-los, lê-los e relê-los por diversas vezes. Estes serão uma importante fonte de apreensão de conteúdo.

    Por isso, perder esse tempo na escolha pode ser de grande valia para não acabar comprando um livro que você não goste ou não seja compatível com você, mesmo que muito indicado para concurso ou elogiado por colegas ou professores. O livro pode ser bom, mas não é bom para você. Daí você perderá tempo e dinheiro, pois vai ter que adquirir outro (ou vai mantê-lo e se irritar com ele).

    A fluidez da leitura é um dos principais aspectos que deve ser levados em consideração no momento da escolha. É importante que a leitura seja confortável, uma vez que este ponto é o que vai levar você a prestar mais atenção no texto e manter a sua concentração por mais tempo. Referido aspecto é essencial, especialmente em momentos de cansaço.

    Além disso, a manutenção da atenção integral ao texto permite a melhor absorção do conteúdo. Por muitas vezes, o indivíduo está ali, lendo o texto, cumprindo sua obrigação de estudar x horas, mas sua mente não está mais concentrada.

    O foco não é mais o mesmo, a mente começa a dispersar e qualquer elemento externo começa a retirar-lhe a atenção. Ou então, o indivíduo permanece na mesma página ou no mesmo parágrafo por minutos que parecem uma eternidade.

    Todas essas situações corroboram a necessidade de que haja uma sintonia natural entre o leitor e o texto do livro. Trata-se da melhor maneira de efetivar o aprendizado.

    Não adianta absolutamente nada o livro conter diversas informações relevantes e úteis se você não for capaz de absorvêlas, compreendê-las e aplicá-las na hora da prova.

    Se não ocorrer a transmissão do conhecimento consignado no livro para sua mente, isto é, se você não apreender os ensinamentos jurídicos ali colocados, em vão será aquele esforço.

    Lembranças superficiais, parciais, nebulosas ou confusas implicam raciocínios distorcidos e conclusões equivocadas. E qual a consequência disso?

    Pois é: respostas erradas na hora da prova.

    (ii) Sinopses

    As sinopses consistem em instrumento auxiliar de grande importância para a aprovação no concurso. Elas condensam informações relevantes e ajudam na fixação do conteúdo.

    A facilidade da leitura e o modo didático de expor as matérias constituem o meio ideal para o início da compreensão de determinada matéria, quanto para a fixação de determinados conteúdos.

    Resta evidente que o estudo exclusivo por sinopses é insuficiente. Todavia, elas cumprem papel fundamental para o aprendizado.

    Em primeiro lugar, a linguagem mais simples e a sintetização do conteúdo, com abordagem e foco nos pontos mais relevantes permitem àquele que está em fase incipiente de preparação (re)tomar um primeiro contato com a matéria.

    Explico: ao menos em tese, o indivíduo já teve contato com a matéria na faculdade de Direito. Em alguns casos, é possível até que não tenha sido ministrada aquela matéria ou que esta não tenha sido transmitida de forma minimamente aceitável na graduação ou tal deficiência pode ter decorrido da falta de comprometimento do aluno naquele momento. Em suma, o contato com a matéria equivaleria a um contato inicial.

    Além disso, a síntese de conteúdo permite uma fixação geral da matéria e a absorção mais profunda de informações básicas.

    Observe que a profundidade está na absorção, embora seja superficial o conteúdo. Isso significa que o indivíduo incorpora mais facilmente em seu arcabouço cognitivo aquelas informações. Assim, estará apto ao passo seguinte, que é atingir maior profundidade no conhecimento daquilo que já sabe superficialmente, mas que já está enraizado.

    Historinha:

    Consta o relato da seguinte situação em um cursinho. Um aluno estava fazendo uma crítica a uma sinopse, com aparente propriedade, aduzindo de forma pretensiosa acerca da superficialidade de seu conteúdo. Um professor, doutrinador de alto renome, que ouvia o aludido discurso, disse ao aluno. (Ressalto desde já que referido professor não é autor de nenhuma sinopse.) ‘Vou selecionar algumas perguntas extraídas aqui desta sinopse e duvido que você consiga respondê-las. Se um candidato souber bem tudo que está aqui, posso garantir que já será muita coisa’. O aluno não aceitou o desafio.

    De fato, se você souber com clareza e profundidade o conteúdo das sinopses das principais matérias e tal conhecimento estiver enraizado, tenha certeza que já é um grande passo dado na caminhada em direção à aprovação.

    (iii) Legislação

    Ter em mãos a legislação atualizada sobre todas as matérias que constam do edital, ou, na linguagem dos concurseiros, as matérias que caem na prova, notadamente as proeminentes, é imprescindível.

    Como veremos oportunamente, estudar com a legislação pertinente aberta para verificar exatamente o que a LEI dispõe é fator determinante para um estudo profícuo.

    O principal aspecto é ter sempre a legislação atualizada. Hodiernamente isso é muito fácil de fazer, em virtude da facilidade e do amplo acesso não apenas à informação acerca das alterações legislativas, mas também ao próprio texto legislativo, por meio do site do planalto ou do senado federal.

    Organize seus códigos e compilações legislativas, atualizando-os. Você mesmo deve fazê-lo, quer colando o texto no seu código, quer mediante anotação de uma remissão de alteração e com a cópia anexada ou mesmo solta ao final.

    Nesse aspecto, é importante ressaltar que o ideal é o

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