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Gestão Igualitária: Bases e Práticas para Uma Empresa Contemporânea
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E-book147 páginas1 hora

Gestão Igualitária: Bases e Práticas para Uma Empresa Contemporânea

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Sobre este e-book

Você já parou para pensar por que presidentes e diretores de empresas são, em sua maioria, homens? Já percebeu que para uma mulher assumir um cargo executivo é necessário que ela pense mil vezes se conseguirá conciliar as responsabilidades do cargo com a criação de seus filhos? Ou ainda que, nesses mesmos cargos, o homem que também tem filhos não precisará passar por esse dilema de forma tão profunda para poder crescer profissionalmente?

Não, este livro não é sobre filhos e trabalho. Este livro é sobre as desigualdades existentes em nossas culturas organizacionais. A maternidade é apenas mais um exemplo. E não, este livro não coloca a mulher no lugar de vítima nem de heroína, e tampouco o homem no lugar de algoz.

O que pretendo discutir é o modo como as relações de gênero constroem-se no mundo do trabalho, porque em geral achamos que as desigualdades entre homens e mulheres nesse ambiente não existem mais. "As mulheres já conquistaram seu espaço" é uma frase bastante dita em conversas nesse contexto e que, talvez, você esteja pensando agora. Mas basta um olhar um pouco mais criterioso para percebermos as discrepâncias que ainda ocorrem.

Convido você, leitor(a), a se abrir e a começar a refletir sobre esses assuntos. Acredite: essa é uma maneira muito eficaz de melhorar o clima e de fortificar a cultura organizacional de sua empresa, tornando-a muito mais justa, humana e produtiva. Aqui você também encontrará algumas ações práticas de como promover essas mudanças em favor de uma gestão mais igualitária para homens e mulheres em sua empresa.
IdiomaPortuguês
Data de lançamento20 de abr. de 2018
ISBN9788547315009
Gestão Igualitária: Bases e Práticas para Uma Empresa Contemporânea
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    Pré-visualização do livro

    Gestão Igualitária - Paloma Almeida

    COMITÊ CIENTÍFICO DA COLEÇÃO CIÊNCIAS SOCIAIS

    A todos – homens e mulheres – que buscam e que lutam

    por mais justiça no mundo do trabalho.

    A todos os profissionais da área de gestão de pessoas

    que assumiram seu compromisso profissional de

    transformar seu ambiente de trabalho num local mais humano.

    Agradecimentos

    Sempre, em primeiro lugar, a Deus, por Sua infinita graça e amor.

    Ao meu querido esposo, Adriano Gouveia. Exemplo de homem, marido, filho e profissional, que me inspira sempre a ser alguém melhor. Te amo!

    À minha mãe, Josi Almeida. Por ser o meu primeiro exemplo de mulher forte e guerreira, que, com uma fé inabalável, conseguiu conciliar com maestria seus papéis de mãe, profissional e esposa.

    Ao meu pai, Edvaldo Almeida. Pelo seu exemplo de dedicação na sua brilhante carreira acadêmica, desenvolvendo com excelência suas atuações de professor, escritor e pesquisador.

    À minha família. Em especial à minha irmã Poly, mãe da menina mais linda do universo (minha Bianca), à minha tia Jô e à minha vovó Vina. Mulheres que me inspiram, são as mulheres da minha vida!

    À Karla Galvao Adrião. A melhor orientadora que todo estudante de mestrado sonha em ter!

    Aos amigos e amigas que leram alguns trechos deste livro antes da publicação e contribuíram para melhorá-lo com suas preciosas observações.

    Às empresas pesquisadas e aos funcionários entrevistados, por toda confiança, generosidade e atenção a mim dispensadas. Aprendi muito com todos vocês, gratidão!

    Muito obrigada a toda a equipe da Editora Appris pelo convite (que me foi uma grande surpresa) e por acreditarem nesta obra. Em especial, agradeço também à Elizete Cardoso e ao Lucas Andrade por toda a paciência que tiveram comigo ao longo do processo editorial e por respeitarem o meu ritmo de escrita, adaptação do texto e, principalmente, de escolha da capa.

    Apresentação

    Comece por aqui

    Não são os indivíduos que têm experiência, mas os sujeitos é que são constituídos através da experiência.

    Joan W. Scott

    Tudo começou em 2007-2008 quando eu ainda estava na faculdade, cursava Psicologia e tive a oportunidade de estagiar numa grande empresa. Lembro-me de que, num determinado dia, estávamos em reunião numa das salas mais importantes do prédio mais importante. Lá estavam os quadros com a foto de todos os presidentes que a empresa já teve e uma linda e enorme mesa com suas cadeiras pesadas e charmosas. Essa era a sala de reunião da alta cúpula da empresa, e nós estávamos lá porque as outras salas de reunião estavam ocupadas. Lembro o quanto a arquitetura dessa sala me chamou atenção, era um ambiente elegante e sério.

    A reunião iniciou-se. Num momento de intervalo, perguntei à minha chefe onde era o banheiro. Já havia identificado o banheiro masculino, mas ainda não tinha encontrado a indicação do feminino. A resposta veio inesperada:

    Paloma, aqui não temos banheiro feminino. Se você quiser, terá que sair desta sala e ir ao próximo prédio.

    Hum? Como assim?, pensei.

    Percebendo minha cara de surpresa, ela sorriu e explicou:

    Pois é. Esta aqui é a sala dos presidentes...

    Essa história real é apenas um exemplo de muitas realidades empresariais em nosso país. Como psicóloga organizacional, profissional da área de gestão de pessoas e mulher, senti-me provocada a entender esse fenômeno mais de perto.

    Não pense, com isso, que eu irei demonizar os homens neste livro. De jeito nenhum. Aliás, pretendo refutar a perspectiva da vitimização e também de heroicização da mulher – riscos frequentes no tratamento de estudos de grupos considerados minoritários do ponto de vista da igualdade de oportunidades. A intenção é produzir reflexões que possam auxiliar você a um melhor entendimento das relações de poder existentes entre homens e mulheres no mundo do trabalho e, assim, facilitar a promoção de mais igualdade de oportunidades.

    A partir dessa provocação que vivi, nunca mais percebi o mundo do trabalho da mesma forma: os debates sobre gênero focando o espaço profissional passaram a chamar minha atenção e a me envolver. Com isso, surgiu minha primeira pesquisa na área intitulada Demitidas do Cargo de Mãe, na qual investiguei os impactos profissionais na vida das mulheres que têm dificuldades na conciliação da vida profissional e do cuidado com os filhos¹.

    O tempo foi passando, fui me desenvolvendo na área acadêmica e profissional e comecei a concluir que a necessidade de se trabalhar na interface destes temas – estudos de gênero e trabalho – é urgente, pois entendo que a categoria de gênero ainda não foi suficientemente incorporada às análises da psicologia organizacional e do trabalho² e da área de gestão de pessoas.

    Conforme veremos adiante, existem empresas que já adotaram algumas estratégias que buscam a equidade de gênero, mas, em termos proporcionais, ainda é um número muito baixo se comparado com o universo geral das empresas estatais e privadas de nosso país.

    Além de tudo isso, a grande maioria das autoras que contribui para esse olhar voltado ao espaço empresarial possui uma formação na Sociologia (Helena Hirata, Daniéle Kergoat, Cristina Bruschinni, entre outras). Dado importante que reforça em mim a urgência de pesquisar no campo da psicologia e, mais especificamente, da psicologia organizacional e do trabalho e que me move a contribuir para a temática.

    Então, a partir dessas inquietações, prossegui com minhas pesquisas e entrei no mestrado em Psicologia, por meio do qual desenvolvi minha dissertação que deu origem a este livro.

    Não busco conclusões fechadas nem verdades universais, pelo contrário, busco problematizações contextualizadas sobre os(as) interlocutores(as) entrevistados(as) e sobre as empresas pesquisadas. Por isso convido você a embarcar juntamente comigo neste livro, que proporcionou significativas mudanças em minha vida e em minha visão de mundo. Desejo que, tal qual foi prazeroso para mim, também o seja para você e que, de algum modo, também promova em você transformações e sensibilizações com relação ao tema.

    Por isso escolhi a frase da Joan W. Scott para iniciar este livro. A autora considera a experiência pessoal como algo relevante no processo de construção teórica, algo que irá contribuir para a explicação do fenômeno que queremos estudar. Para a autora, a experiência seria "aquilo que buscamos explicar, aquilo sobre o qual se produz conhecimento. Pensar a experiência desta forma é historicizá-la, assim como as identidades que ela produz³".

    Pois bem, foi historicizando

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